Seguros de saúde – Quais as vantagens?

Os seguros de saúde apresentam-se como uma eficaz proposta preventiva a diversos tipos de problemas de saúde. Em troca de uma modesta mensalidade, permitem-lhe ter acesso a determinados serviços que, de outra forma, revelar-se-iam extremamente dispendiosos. À primeira vez, esta pode parecer uma proposta bastante aliciante, principalmente para quem tem menor flexibilidade financeira. No entanto, antes de optar por um seguro de saúde, é importante não esquecer que as seguradoras têm como objetivo primordial lucrar dinheiro. Para que tal aconteça, é importante que uma boa percentagem dos clientes não beneficie regularmente dos serviços disponibilizados. Este simples facto deverá ser o suficiente para levá-lo a questionar até que ponto é que um seguro de saúde poderá realmente compensar.

Vantagens

É inegável que os seguros de saúde comportam consigo diversas vantagens passíveis de beneficiar ativamente a vida de muitas pessoas.

Descontos nos serviços de saúde

Através de um seguro de saúde, não só é possível ter acesso a determinados cuidados de saúde a preços muito mais reduzidos, como poderá também, dependendo dos planos, cobrir diversos membros do seu agregado familiar, de modo a que também eles fiquem protegidos pelo seguro.

Rapidez

Muitos seguros permitem aos seus clientes contornar as morosas filas de espera do Serviço Nacional de Saúde, o que constitui uma das maiores vantagens destes produtos, uma vez que lhe permitirão tratar e prevenir problemas de saúde um modo muito mais eficaz e atempado, privilégio esse que não assiste quem não beneficia de um seguro desta natureza.

Acompanhamento constante

Através de um seguro de saúde poderá, também, usufruir de acompanhamento diário através de linha telefónica, uma vez que muitos seguros disponibilizam estes serviço 24 horas por dia. Desta forma, poderá ver qualquer dúvida esclarecida de modo imediato.

Flexibilidade

Os seguros de saúde disponibilizam-lhe um excelente nível de flexibilidade, permitindo-lhe assim ter acesso a uma rede verdadeiramente vasta e diversificada de prestadores de serviços de saúde. Em muitos casos, esta rede de prestadores está disponível 24 horas por dia, por vezes até no estrangeiro.

Desvantagens

Período de carência

É frequente existir um período de carência associado aos seguros de saúde. Basicamente, apenas poderá usufruir das vantagens do seguro após um tempo predeterminado, que poderá ir até aos 2 anos. Ou seja, durante este período estará a pagar, mas não gozará das vantagens do serviço que contratou.

Exclusões

Muitos seguros de saúde não cobrem determinados problemas, como é o caso de doenças preexistentes, doenças profissionais, problemas resultantes do abuso de álcool e drogas, lesões desportivas, transplantes e cirurgias estéticas.

Custos

Independentemente de precisar ou não de beneficiar do seguro contratado, terá sempre de pagá-lo, o que, para uma pessoa jovem e saudável poderá, por vezes, significar um encargo extra desnecessário.

Seguro de saúde: Sim ou não?

É impossível determinar com exatidão se a contratação de um determinado seguro de saúde irá ou não compensar. Esta é uma decisão frequentemente tomada de forma instintiva, e tanto poderá dar bons ou maus resultados. O método mais fácil e eficaz de determinar se vale ou não a pena contratar um seguro é através de uma análise cuidada ao seu histórico de saúde. Analise bem a frequência com que recorreu a serviços de saúde nos anos anteriores, e com base nisso tente determinar se um seguro de saúde poderia ou não tê-lo ajudado a poupar dinheiro.

Franquia de Seguros – Como funciona?

Trata-se de um montante previamente estabelecido em cláusula de apólice de seguro, até ao qual a seguradora não se responsabiliza por danos de objetos segurados. Por outras palavras, a franquia equivale ao montante que fica a cargo do tomador de seguro, no caso de suceder efetivamente um sinistro com o objeto ou pessoa alvo do seguro.

Se o valor dos danos causados no objeto seguro for inferior ou igual à quantia da franquia, este prejuízo fica por conta do segurado. Só quando os danos são maiores do que a franquia é que a companhia de seguros cobre o prejuízo, até ao montante do capital seguro.

A franquia permite reduzir o preço do seguro, tornando o segurado responsável por parte do prejuízo. Quanto maior for a franquia menor será o preço do seguro, e quanto menor o valor da franquia, mais caro será o prémio do seguro a pagar pelo segurado.

Existem vários tipos de franquias, assumindo diferentes contornos nas apólices de seguro:
Obrigatórias – inseridas obrigatoriamente nas condições gerais da apólice;
Facultativas – o tomador de seguro pode escolher entre diversas opções;
Absolutas – são sempre dedutíveis, independentemente do valor de indemnização;
Relativas – dependentes do valor de indemnização;
Fixas – o montante não depende do valor do prejuízo ou do capital seguro;
Variáveis – utilizam valores em função do montante dos danos;
Temporais – referem-se a tempo e não a valores (ex: dias de incapacidade para o trabalho);
Numerárias – referem-se a valores monetários.

Um exemplo sobre franquia: Imaginemos o caso de alguém que contrata uma franquia de 10% num automóvel de 30 000€. Veja como e quem responde pelos danos aquando de um sinistro que implica uma reparação na viatura do segurado em 2000€. Tendo em conta este cenário, o tomador de seguro não verá um cêntimo da seguradora para o ajudar na reparação, uma vez que a franquia contratada, 10%, acarreta um valor absoluto de 30 000 x 10% = 3000€. Ficando a reparação por um valor abaixo deste, terá que os desembolsar na totalidade. Já no caso da reparação ser de 4000€, pagaria então do seu bolso os 3000€ e o restante 1000€ caberia à seguradora.

A franquia assume também um papel preventivo, porque o segurado compreende que uma parte do prejuízo ficará a seu cargo, passando a ser mais cuidadoso.

Mediação de Seguros – os direitos e deveres do mediador

A mediação de seguros e resseguros implica a existência de mediadores, pessoas coletivas ou individuais, que têm como objetivo efetuar contratos e prestar a devida assistência aos mesmos.
Em Portugal, a atividade de mediação de seguros e resseguros, só pode ser exercida por mediadores residentes ou com sede no território nacional, e que ao mesmo tempo estejam inscritos no Instituto de Seguros de Portugal e por mediadores de seguros e/ou resseguros registados noutros países, mas que cumprem as normas nacionais em vigor.

Resseguro
Denomina-se resseguro à operação pela qual a seguradora, transfere a outra, total ou parcialmente, um risco assumido através da emissão de uma ou várias apólices. Com vista a diminuir suas responsabilidades na aceitação de um risco considerado excessivo, e cede uma parte da responsabilidade e do prêmio recebido à outra seguradora.
O resseguro é um contrato que visa equilibrar e dar solvabilidade as seguradoras e evitar, através da diluição dos riscos, quebras generalizadas de seguradoras no caso de excesso de sinistralidade, como a ocorrência de grandes tragédias, garantindo assim o pagamento das indemnizações aos segurados.

Corretor de Seguros e Resseguros
O corretor de seguros e resseguros é uma das categorias de mediadores de seguros, corresponde à pessoa singular ou coletiva que exerce a atividade de mediação de seguros de forma independente em relação às seguradoras. O corretor de seguros exerce a sua função com base em análises imparciais de acordo com os contratos de seguro que tem ao seu dispor, para solucionar as necessidades do cliente. Em termos de pagamentos de prémios, os mesmos são pagos pelo tomador ao corretor e são considerados como sendo pagos à própria seguradora,

Os mediadores de seguros e resseguros têm um conjunto de direitos e deveres. Os direitos englobam:
– Ter atempadamente todas as informações necessárias provenientes das seguradoras, de forma a exercer a sua atividade e a gerir de forma correta a sua carteira de seguros;
– Receber todas as remunerações/comissões a que têm direito das seguradoras, relativas aos contratos de seguros por eles celebrados;
– Ser devidamente informado pelas seguradoras dos seguros por si celebrados e intermediados, mas que terminaram;
– Fazer acerto de contas com as seguradoras, quando forem cobrados prémios pelos mediadores (devidamente autorizados pelas seguradoras), os quais podem ser descontados em pagamentos devidos pelas seguradoras.

Enquanto os deveres dos mediadores de seguros são:
– Efetuar contratos em nome de seguradoras, quando são fornecidas as faculdades necessárias para o fazer;
– Dar assistência aos contratos de seguro por si intermediados e contratualizados;
– Certificar-se da veracidade dos dados prestados pelo tomador do seguro;
– Manutenção de uma base de dados ou arquivo relativo aos seguros por si mediados;
– Sigilo profissional;
– Assegurar um tratamento adequado aos clientes, que englobem os dados pessoais, reclamações, etc.

Saiba quais são os seguros obrigatórios

Apesar de muitos seguros disponíveis no mercado serem facultativos, existem também seguros que são obrigatórios. É o caso dos seguros que são impostos por lei. Conheça de seguida uma lista dos principais seguros obrigatórios.

Acidentes de Trabalho: Trabalhadores independentes ou por conta de outrem.
Acidentes Pessoais: Corpos de bombeiros, atletas de alta competição, desportistas amadores, entidades escolares, entidades responsáveis por campos de férias.
Incêndio: Edifícios em propriedade horizontal.
Responsabilidade Civil: Automóvel, caçador, mediação imobiliária, revisores oficiais de contas, técnicos oficiais de contas, mediadores de seguros, agências de viagens, empresas de transportes aéreos, transitários, operadores portuários, empresas privadas de segurança, entidades responsáveis pela instalação de redes de gás, produtores de energia eléctrica, etc.

Alteração de um contrato de seguro

Tanto o tomador do seguro como a seguradora podem solicitar a alteração do contrato em vigor, em qualquer momento. No caso de surgir alguma alteração relativa ao contrato de seguro, o tomador do mesmo deve comunicar de uma forma célere à seguradora todas e quaisquer circunstâncias que agravem ou diminuam o risco.
Na eventualidade de acontecer algum agravamento do risco, é responsabilidade do tomador de o comunicar. Caso haja uma omissão na respectiva declaração pode dar azo à recusa do pagamento de um sinistro, se for provado que o tomador agiu de má fé.

Glossário de Seguros

Independentemente do tipo de seguro, automóvel, de saúde, ou de acidentes pessoais, existem termos que são comuns nos contratos, que podem não ser claros. Antes de contratar um seguro, clarifique-se com o glossário da Tua Economia.

Acta Adicional – Documento que titula uma alteração feita à apólice.

Apólice – O documento que fixa os direitos e obrigações do tomador do seguro e da seguradora com a qual celebra o contrato. Estão definidas na apólice, as condições gerais e particulares do contrato de seguro.

Arbitragem – Intervenção de uma terceira pessoa, com legitimidade para emitir decisões vinculativas para as partes envolvidas na ausência de acordo entre ambas.

Aviso de Vencimento – O documento que a companhia de seguros lhe envia com o valor do prémio de seguro a pagar e a data de vencimento, isto é, a data limite.

Beneficiário – Pessoa a favor de quem reverte a prestação da seguradora. Pode ser singular ou coletiva.

Bónus – É o desconto que a seguradora lhe dá quando renova o seguro, se não teve sinistros no ano anterior. Trata-se de uma redução no valor do prémio de seguro.

Caducidade – Extinção de um direito, uma vez não exercido no prazo estabelecido pela lei ou pelo contrato. Também significa a extinção do contrato no fim do prazo contratual ou por extinção antecipada do risco.

Carta Verde – É um documento obrigatório para os veículos. A carta verde é a prova que a viatura tem seguro.

Capital Seguro – É o limite de responsabilidade da seguradora. O montante é fixado nas condições particulares do contrato.

Certificado de Tarifação – Documento emitido pela seguradora no âmbito do seguro automóvel, onde são relatados a existência de sinistros nos últimos 5 anos, incluindo os agravamentos e bonificações dos prémios, para serem considerados na futura celebração de um novo contrato de seguro.

Coberturas – Conjunto de situações tipicamente previstos, que é garantido pela seguradora.

Dano – O prejuízo causado pela perda, avaria, destruição ou lesão corporal.

Denúncia – Fim do contrato temporário, por não renovação do mesmo, altura em que termina o período contratual.

Depreciação – Avaliação por peritagem ou por estimativa do automóvel que perde valor, devido à sua antiguidade, uso ou desgaste.

Estorno – Reembolso a pessoa segura de certa quantia (prémio), paga anteriormente.

Exclusões – Descrição dos danos não cobertos pelo contrato de seguro ou das situações a que não se aplicam as coberturas negociadas.

Franquia – É a parte dos prejuízos da responsabilidade do tomador do seguro em caso de sinistro.

Indemnização – Importância paga pela companhia de seguros, em caso de sinistro/prejuízo, de uma vez só, ou em renda.

Lesão Material – Ofensa que afeta qualquer coisa móvel, imóvel ou animal, causando um dano.

Locador – A entidade cedente dos bens que serão objeto de contrato de Seguro e que igualmente subscreve a apólice.

Locatário – A entidade que usufrui dos bens cedidos pelo locador, nos termos estabelecidos no respetivo contrato de Locação Financeira e que contrata com a seguradora, sendo responsável pelo pagamento dos prémios

Período de Carência – Intervalo de tempo entre a celebração do contrato e o início dos benefícios associados às coberturas contratadas. É comum nos seguros de saúde.

Prémio – Valor a pagar pelo seguro contratado, incluindo taxas e impostos.

Proteção Jurídica – Cobertura incluída no contrato de seguro que garante ao tomador do seguro as despesas com honorários de advogados, procuradores, peritos ou outras despesas judiciais, quando os seus interesses estão em jogo, ou quando é implicado em litígio judicial.

Resolução – Decisão tomada por uma das partes com vista ao fim antecipado do contrato de seguro.

Responsabilidade Civil – A obrigação de reparar os danos causados a terceiros, bens ou propriedades.

Risco – Probabilidade de acontecer algo súbito, trágico, ou algum acidente que faz ativar as garantias do seguro.

Sinistro – Situação que aciona a cobertura do risco prevista no apólice.

Tomador de Seguro – Pessoa que celebra o contrato com a seguradora e que é responsável pelo pagamento do prémio.

Valor Venal – Valor comercial de um bem, aos preços do mercado, em caso de venda pelo seu proprietário.