Seguro para proteger a prestação da casa e desemprego

Os seguros de protecção ao crédito, frequentemente associados aos empréstimos à habitação, protegem o assinante do crédito habitação de situações de desemprego, de hospitalização, de incapacidade temporária para o trabalho ou de atraso no recebimento de salário.

Em períodos de maior aperto económico, o desempregado pode recorrer ao regime extraordinário de proteção dos devedores de crédito habitação ou contratar um seguro de proteção ao crédito. Os seguros de protecção ao crédito habitação em caso de desemprego asseguram que a prestação da casa fica paga caso fique desempregado. Estes seguros cobrem desemprego involuntário (trabalhadores por conta de outrem), e inclui as situações de despedimento coletivo e extinção do posto de trabalho. Na prática, a seguradora entra no pagamento do crédito habitação pelo segurado, amortizando os seus empréstimos.

Quando se verifica uma situação de desemprego involuntário por um período superior a 30 dias, e desde que o segurado esteja inscrito no Centro de Emprego e Segurança Social, a seguradora paga as prestações à entidade credora, até ao limite de seis meses por sinistro e no máximo de 12 a 36 meses por contrato, consoante as apólices.

Vantagens
– diminui o risco e a incerteza no pagamento das prestações do crédito habitação;
– substitui o segurado em caso de falta de rendimentos.

Desvantagens
– as exclusões e a ativação das coberturas respondem a critérios muito restritos;
– baixos limites de indemnização;
– alguns seguros só acionam a cobertura após 30 ou 60 dias, assim como não cobrem despedimentos por justa causa por iniciativa do trabalhador.

Conheça alguns seguros de proteção ao crédito habitacional disponíveis no mercado:
Seguro de Desemprego e Baixa Médica CGD
Seguro de Proteção ao Crédito Habitação Deutsche Bank
Seguro Proteção ao Crédito BPI

Na hora de contratar este tipo de seguro, analise bem todas as coberturas, exclusões e prémios, para não acabar por pagar mais do que o inicialmente planeado e por não obter a compensação esperada.

Subsídio de Desemprego – Saiba como calcular

 

O trabalhador tem direito a receber o subsídio de desemprego, desde que tenha apresentado 360 dias de trabalho por conta de outrem com registo de remunerações na Segurança Social, nos 2 anos que antecedem o desemprego.

A duração e o montante do subsídio de desemprego variam conforme a idade do beneficiário e o número de meses com descontos na Segurança Social à data do desemprego.

 

O valor do subsídio de desemprego a conceder é equivalente a 65% da remuneração de referência e calculado na base de 30 dias por mês. A remuneração de referência obtém-se somando o que ganhou (rendimento bruto) nos 12 meses que precederam o segundo mês anterior ao desemprego, incluindo subsídio de férias e de Natal relativos a esse período. Divide-se o total pelos 360 dias do ano e multiplica-se por 30. Por exemplo, se ficou sem trabalho em fevereiro de 2015, deve somar os rendimentos entre dezembro de 2013 e novembro de 2014.

Imagine que o valor total da remuneração = 14000€, por exemplo. Então temos:

14000€ / 360 * 30 = 1166,67€ (valor da remuneração de referência)

Assim, o Sub. Desemprego: 0,65 * 1166,67 = 758,34€

 

No caso de se verificar ambos os elementos do casal na situação de desemprego e que tenham filhos ou equiparados (ex: enteados) a seu cargo, cada um recebe mais 10% do que o valor obtido no cálculo do subsídio. O mesmo se aplica às famílias monoparentais, desde que o desempregado não receba pensão de alimentos.

 

Cada desempregado não pode receber mais do que 1048,05€, o equivalente a duas vezes e meio do valor do Indexante dos Apoios Sociais (IAS = 419,22€), ou mais de 75% do valor líquido da remuneração de referência. Assim como o valor líquido do subsídio não pode ser inferior ao montante do IAS, excepto se o valor líquido da remuneração de referência for inferior àquele montante.

 

O valor líquido da remuneração de referência é obtido através da dedução, ao salário bruto, da taxa contributiva respeitante à Segurança Social e da taxa de retenção do IRS. Sendo que a taxa respeitante à Segurança Social (TSU) é de 11%, enquanto a taxa de IRS, varia conforme a remuneração de referência do trabalhador, o número de titulares de rendimentos e a dimensão do agregado familiar.

 

Quem tem direito ao subsídio de desemprego?

 

Idade Meses de desconto na SS Duração do subsídio
Meses Acréscimo
Menos de 30 anos Menos de 15 5 Mais 1 mês por cada 5 anos com registo de remunerações nos últimos 20 anos
Igual ou superior a 15 e menor de 24 7
Igual ou superior a 24 11
Entre 30 a 39 anos Menos de 15 6 Mais 1 mês por cada 5 anos com registo de remunerações nos últimos 20 anos
Igual ou superior a 15 e menor de 24 11
Igual ou superior a 24 14
Entre 40 a 49 anos Menos de 15 7 Mais 45 dias por cada 5 anos com registo de remunerações nos últimos 20 anos
Igual ou superior a 15 e menor de 24 12
Igual ou superior a 24 18
50 ou mais anos Menos de 15 9 Mais 2 meses por cada 5 anos com registo de remunerações nos últimos 20 anos
Igual ou superior a 15 e menor de 24 16
Iguel ou superior a 24 18

 

 

SUBSÍDIO SOCIAL DE DESEMPREGO SUBSEQUENTE AO SUBSÍDIO DE DESEMPREGO

Este subsídio é atribuído durante um período equivalente ao metade do tempo acima mencionado, tendo em conta a idade do beneficiário e a data em que termina o subsídio de desemprego. Este subsídio é apenas destinado às famílias mais carenciadas (rendimento per capita do agregado familiar = 0,8 IAS). A título de exemplo, um desempregado com 26 anos, que durante 7 meses esteve a receber do subsídio de desemprego, por ter descontado durante um ano e meio, poderá aceder ao subsídio social de desemprego subsequente durante 3 meses e meio.

 

SUBSÍDIO DE DESEMPREGO PARCIAL

É concedido até ao final do período do subsídio de desemprego. Por exemplo, um desempregado de 31 anos que tem direito a receber o subsídio de desemprego durante 13 meses, mas entretanto inicia um trabalho em part-time a partir do 6º mês, terá direito a beneficiar do subsídio de desemprego parcial durante os restantes 8 meses.

Saiba como deixar pacificamente o emprego

Há diversas formas de deixar o seu emprego pacificamente. Quando um trabalhador se demite, o ambiente que se gera em torno da situação nem sempre é a melhor. Por isso, convém saber o que fazer ou dizer para que a sua decisão não se torne conflituosa. Afinal, nunca se sabe se vai voltar a trabalhar com o mesmo patrão e os mesmos colegas. Veja abaixo algumas dicas sobre o que pode fazer:

Avise com antecedência – Legalmente, existem prazos para entregar o seu pedido de demissão. Cumpra-os. E não se esqueça que o seu patrão também precisa de tempo para o substituir e redistribuir tarefas entre os restantes colaboradores.

Evite falar sobre a sua decisão – Até ter resposta da entidade empregadora, evite falar sobre o assunto com os restantes colegas. Este é um assunto que deve ficar, numa primeira fase, entre as duas partes. Afinal, nunca se sabe se pode surgir uma contraproposta que o faça recuar na sua decisão.

Elabore uma carta de demissão cordial – Evite confrontos na sua carta de demissão. Mesmo que aponte os motivos que levam à sua saída, opte por um discurso optimista e fale sobre as mais-valias que a empresa lhe proporcionou.

Fale com o seu patrão – Mesmo que tenha feito o pedido de demissão formal. Vá ter com o seu chefe e comunique-lhe a sua decisão. Explique-lhe também os motivos que levam à sua saída, sem nunca falar num possível descontentamento. Faça o mesmo na hora de comunicar a sua decisão aos seus colegas.

Organize o seu local de trabalho – Antes de sair, acabe as tarefas que tem em mãos, organize e limpe os seus ficheiros, secretária e gavetas.

Sorria e agradeça – No momento da despedida, cumprimente e agradeça aos seus superiores por tudo sem nunca abdicar de sorriso na cara.

Em suma, deixar pacificamente o emprego passa por ser o mais profissional possível. Não deixe que dissabores marquem a sua saída da empresa, porque nunca se sabe se as portas que se fecham agora, abram num futuro próximo.