7 ideias para começar o seu negócio com poucos custos

Atualmente, a dificuldade na obtenção de crédito bancário para financiar negócios, é um forte entrave para a sua ideia de negócio, mesmo que seja viável e inovadora. No entanto, consoante a natureza do projeto, é possível criar um negócio com poucos custos e obter bons resultados. Muitos empreendedores não percebem que existem muitas formas criativas de começar um projeto sem o pesado fardo de um empréstimo.

Iniciar o seu negócio em casa é a opção mais acertada, assim não tem qualquer risco associado e pode fazê-lo a tempo parcial ou mesmo a tempo inteiro. Por ser em casa tem as suas vantagens, desde logo, não necessita de pagar a renda do espaço (trata-se de um dos maiores custos de uma empresa). Você poderá poupar também em combustível, porque não irá necessitar de se deslocar para o seu local de trabalho. Ajuda ainda reduzir os custos operacionais. Isso é essencial para a lucratividade e sucesso do seu negócio a longo prazo.

Para escolher a melhor oportunidade de negócio, para aprender e ter sucesso a começar um negócio com poucos custos, implica algumas pesquisas. A ideia do seu negócio tem que ser uma solução pretendida pelos clientes para um problema concreto, e esse problema tem que despoletar um conjunto suficiente de pessoas a estarem dispostas a pagar pela solução.

Existem várias formas de descobrir uma ideia para a sua oportunidade de negócio. Pode começar por identificar problemas que você próprio gostaria de ver resolvidos, pode perguntar a outras pessoas quais os problemas mais importantes que enfrentam ou pode analisar o que já foi feito de inovador e com sucesso noutros países.

Faça a sua pesquisa de mercado e analise potenciais ideias de negócio que não envolvam grandes gastos. Conheça abaixo algumas ideias de negócio que implicam poucos ou nenhuns gastos:

1 – Vendas online
Adquira artigos em promoções, lojas em liquidação, ou em segunda mão e coloque-os à venda em sites de leilões, ou então, numa loja online própria. A alternativa é uma loja online com Drop Shipping, isso permite-lhe vender artigos sem ter stock físico.

Crie uma loja online sem precisar de nenhum conhecimento técnico com a Webnode.

2 – Construção de Sites
Se tem conhecimento na área, crie sites e rentabilize os mesmos com publicidade. Existem vários serviços que pagam por clique e que lhe geram um rendimento interessante todos os meses. Pode também construir sites para terceiros, cobrando pela construção e serviços de manutenção posteriores.

Para quem não tem conhecimentos pode recorrer a Webnode.

Se deseja mais autonomia recomendamos wordpress.org e  pode alojar/hospedar um ou vários sites na Bluehost.

3 – Tradução
Domina fluentemente algum idioma estrangeiro? Então, pode oferecer-se para prestar serviços de tradução/intérprete às empresas. Atualmente existem muitas empresas e de diversos setores de negócio a precisar de colaboradores para traduzir ou fazer revisão de textos e para acompanhar os seus clientes.

O site Freelancer pode ser um bom começo para angariar clientes.

4 – Venda de comida para fora
Se gosta de cozinhar, pode começar por confecionar jantares e entregar os seus serviços às pessoas que não têm tempo para cozinhar. Para impulsionar o seu negócio, vá até as grandes empresas na hora de almoço e ofereça pequenas amostras da sua comida, juntamente com os seus cartões. Se gostarem da sua comida, o seu negócio vai crescer num instante.

Pode fazer cartões de visita em qualquer loja de impressão na sua zona ou fazer um pedido online numa loja como 360Imprimir.

5 – Negócios relacionados com aniversários
Se gosta de trabalhos manuais, pode fazer presentes de aniversário personalizados. Fazer bolos e salgados caseiros, indicado para quem gosta de cozinhar. Para quem gosta de lidar e tomar conta de crianças pode entrar num negócio com imenso potencial e baixo investimento, aluguer de insufláveis.

As redes sociais podem ser um bom auxiliar na promoção dos seus produtos, crie uma página no Facebook e um perfil no Instagram

6 – Serviços de limpezas domésticas
Basta apenas um balde, uma esfregona, uns panos e com muito trabalho e sentido de responsabilidade, para iniciar o seu negócio em limpezas domésticas.

Pode anunciar o seu serviço de limpezas no Zaask

7 – Cuidar de animais domésticos
Muitas pessoas não têm tempo necessário para cuidar dos seus animais, dar-lhes banho, cortar-lhes as unhas e até passear com eles. Para promover o seu negócio, deixe os seus cartões de negócio em clínicas veterinárias e explique que vai às casas dos clientes para cuidar dos seus animais domésticos.

Para quem gosta de conviver com os animais será obviamente um negócio muito interessante. Todas as dicas para os negócios anteriores aplicam-se aqui também, um bom site de apresentação e um cartão de visita apelativo são obviamente bons instrumentos para ganhar a concorrência.

Agora que já conhece algumas ideias de negócio com poucos custos, faça dos seus sonhos de ter um pequeno negócio uma realidade. Você pode aprender a criar um negócio com pouquíssimo dinheiro pela redução de custos e despesas operacionais. Use a Internet para divulgar os seus serviços ou artigos, pois atualmente uma boa parte da população está confortável em fazer compras e a adquirir serviços online.

Como transformar uma paixão num negócio

Quantas pessoas podem dizer que adoram o que fazem? Muitos trabalham apenas para ter o dinheiro no final do mês, não retirando grande satisfação da sua atividade. E se pudesse transformar a sua paixão num negócio e viver desse rendimento? Seria fantástico, não concorda? Se tem uma paixão que gostaria de ver transformado num negócio, então conheça os passos que deve dar para o conseguir.

OS PASSOS QUE DEVE DAR PARA INICIAR UM NEGÓCIO PRÓPRIO

Antes de mais, por mais paixão que tenha por uma determinada atividade, é preciso conhecer bem todos os passos necessários para iniciar e manter um negócio próprio. De seguida poderá conhecer os vários passos essenciais para ter sucesso em transformar a sua paixão num negócio.

1 – Informar-se bem
Ninguém nasce ensinado, por isso não se preocupe se ainda se sente um pouco perdido na preparação do início do seu negócio. Não há nada como se informar e perguntar o que necessita de saber. Existe hoje muita informação disponível, bem como locais próprios de apoio ao empreendedor. Além disso, pode e deve usar a sua rede de contactos para ter acesso a pessoas familiarizadas com a área empresarial, aos quais pode pedir conselhos e orientação. Na maioria das vezes, as dicas recebidas de pessoas realmente no terreno são muito valiosas, com resultados concretos no seu sucesso.

2 – Planeamento
Não basta ter muita paixão e querer. É necessário planear bem como irá iniciar a sua empresa. A sua estrutura, como abordar o nicho de mercado, a produção (caso haja fabrico de um determinado produto), a angariação e construção de uma base de clientes, etc. Tudo isso deve ser pensado antes de levar avante o seu projeto. Planeie tudo com cuidado e atenção, para que a sua empresa tenha um funcionamento eficiente logo desde o início. O que não significa que não deve avaliar e reformular o que for necessário, numa base periódica.
Saiba mais sobre Como planear a criação de um negócio Aqui

3 – Definir uma estratégia
Qualquer empresa tem de ter uma visão e uma estratégia para o futuro. Não se chega ao sucesso de um dia para o outro, e como tal, para o alcançar é necessário definir uma estratégia que o ajude a lá chegar. Por isso é igualmente importante rodear-se por pessoas que tenham a mesma visão e que o ajudem a operacionalizar essa estratégia.

4 – Gestão de expetativas
Ter um negócio não é algo fácil. Na realidade, a maioria das pessoas prefere a segurança de um salário. É importante saber gerir expetativas pois a única segurança que existe é a qualidade do seu trabalho e da sua empresa. Emocionalmente há dias melhores e dias piores, pois haverá meses mais positivos que outros. Além disso, na grande maioria das empresas, a contabilidade apenas se torna lucrativa ao fim de 1 a 2 anos. Mas a vantagem de transformar a paixão num negócio é que estará a fazer algo que adora, o que irá ajudar imenso, seja a nível motivacional, seja a nível da qualidade do serviço ou produto que oferece.

Criar uma Sociedade Unipessoal por Quotas em 7 passos

Neste artigo, fique a par de todos os passos necessários para a criação de uma sociedade unipessoal por quotas, onde é explicado detalhadamente cada procedimento, a documentação e os custos associados.

7 PASSOS PARA CRIAR UMA SOCIEDADE UNIPESSOAL POR QUOTAS

1 – Obter certificado de admissibilidade de firma
Para abrir uma sociedade unipessoal por quotas, o empresário deve pedir o certificado de admissibilidade de firma ou de denominação de pessoa colectiva, no Registo Nacional de Pessoas Coletivas (RNPC). O RNPC avalia se a denominação pretendida dá a conhecer a realidade da empresa em questão, não induzindo em erro nem relativamente ao objeto de atividade, nem à identificação dos sócios. O custo do pedido de certificado de admissibilidade é de 75€ com o prazo de 10 dias úteis, ou 150€ para um dia útil.

2 – Fazer ato constitutivo de sociedade
O pacto ou ato constitutivo regulamenta a atividade da sociedade. Neste documento deve constar os seguintes elementos:
– Firma;
– Objeto da sociedade;
– Capital social;
– Representação dos sócios nas Assembleias Gerais;
– Sede;
– Gerência;
– Forma de obrigar a sociedade;

3 – Fazer registo comercial
O empresário poderá fazer o registo comercial da sociedade numa Conservatória do Registo Comercial, ou então num posto de atendimento Empresa na Hora. O custo de registo comercial de uma sociedade em que o capital é totalmente constituído por dinheiro é de 360€. No caso do capital da sociedade conter bens que não sejam dinheiro, aos 360€ poderão acrescentar participações sociais sujeitas a registo:

4 – Depositar o capital social da empresa
Uma vez registada a sociedade, será necessário abrir uma conta bancária destinada à empresa. O depósito do Capital Social deverá ser efetuado até ao final do primeiro exercício económico.

5 – Abrir a Atividade
A entrega da Declaração de Início de Atividade poderá ser efetuada nos serviços das Finanças, ou através da internet, no Portal das Finanças, até 90 dias após o registo no RNPC. Como as sociedades unipessoais por quotas estão enquadradas no regime de contabilidade organizada, o documento a entregar tem de ser assinado por um técnico oficial de contas (TOC).

6 – Registar na Segurança Social
A empresa deve inscrever-se na Segurança Social, num prazo de 30 dias a contar da data de início de actividade, obtendo assim o Número de Identificação na Segurança Social (NISS) para a empresa.

7 – Obter cartão da empresa
Depois de registar a empresa, consegue-se oobter o cartão da mesma. O cartão pode ser pedido online, no Portal da Empresa, ou presencialmente no RNPC, e custa normalmente 14€. Este cartão inclui os seguintes elementos:
– Número de identificação de pessoa colectiva (NIPC);
– Número de Inscrição na Segurança Social (NISS);
– Classificação Portuguesa de Atividade Económica (CAE) principal e até 3 CAE’s secundárias;
– Data da constituição da sociedade;

Saiba mais sobre a Sociedade Unipessoal por Quotas aqui

Conheça uma forma fácil de poupar nos impostos

Conseguir poupar nos impostos permite-nos usufruir mais e melhor dos nossos rendimentos. Existem formas legais de poder pagar menos impostos e reduzir a carga fiscal que recai sobre cada um de nós, bastando para isso conhecer minimamente as leis fiscais.

Nunca é de mais reforçar a ideia de que todas as dicas que vamos abordar para poupar nos impostos neste artigo, não passam por deixar de pagar impostos, mas sim reduzir os valores a pagar.
Posto isto, iniciamos o artigo por referir que, apesar de algumas despesas serem possíveis de deduzir no IRS para baixar as contribuições dos contribuintes, é complicado nos dias de hoje realizar grandes poupanças fiscais de forma simples, se bem que existem sempre formas de contornar quase tudo. O ideal é ter uma empresa, pois, desta forma, pode poupar bastante se for proprietários/sócios da mesma.

Através da criação de uma sociedade comercial, pode alcançar grandes poupanças. Contudo, para poder usufruir destas vantagens, a empresa terá de ser rentável, caso contrário, estará condenada ao insucesso. Existem imensos casos de empresas que entraram em insolvência, por empresários abusarem das estratégias para poupar no âmbito pessoal.

Não necessita de abrir contas offshore para poder pagar menos impostos, basta criar uma sociedade unipessoal. Qualquer pessoa pode ser proprietário ou sócio de empresas, inclusive os trabalhadores por conta de outrem, pois não existe nenhuma incompatibilidade. Apesar disso, antes de criar uma empresa é fundamental desenvolver uma ideia de negócio com boas possibilidades de sobreviver, que seja sustentável e que requeira baixo investimento inicial. Conheça aqui os custos para criar uma empresa.

Saiba como planear a criação de um negócio

COMO POUPAR NOS IMPOSTOS?
Partindo do princípio que quem tem menores rendimentos tem também uma carga fiscal menor, a primeira recomendação passa por reduzir os rendimentos, seja para IRS (Imposto sobre o Rendimento de pessoas Singulares) ou IRC (Imposto sobre o Rendimento de pessoas Colectivas), Esta dica poderá fazer todo o sentido para quem obtém rendimentos elevados. Existem muitas formas de compor os rendimentos tendo como a finalidade sermos tributados apenas pelo que queremos. Criar uma empresa unipessoal é uma dessas formas. Este artigo tem como objetivo demonstrar as formas legais de poder pagar menos impostos através da criação de uma empresa.

Antes de mais, vale a pena perceber as diferenças entre os conceitos – finanças pessoais e finanças empresariais, para fazer uma boa gestão do património pessoal e dos rendimentos que se usufrui. É necessário também haver uma mente aberta para tirar proveito destes conceitos.

Finanças Pessoais (foro pessoal – Pessoa Singular) – Correspondem aos rendimentos que entram na esfera pessoal e são tributados através de IRS, com taxas progressivas consoante o nível do rendimento que a pessoa aufere, ou seja, quanto mais se ganha mais se paga. A taxa máxima pode chegar aos 48% (inclui a sobretaxa extraordinária do IRS de 3,5%).

Finanças Empresariais (contabilidade organizada – Pessoa Colectiva) – São os rendimentos provenientes de atividades comerciais, industriais, que são tributados através de IRC. A taxa situa-se em torno dos 25,5% (inclui a Derrama – imposto municipal sobre o lucro tributável das empresas). Com a Reforma do IRC introduzida em 2014, está prevista uma descida gradual da taxa para 17% em 2019, fixando-se atualmente em 21%.

Perceber as diferenças entre ser tributado através de IRS ou de IRC é o ponto-chave. O IRS incide sobre todos os rendimentos (o dinheiro que recebe), enquanto o IRC recai sobre o lucro (o dinheiro que sobra). No caso da pessoa singular, não interessa se gastou o dinheiro ou se o investiu, a partir do momento que entra na esfera pessoal está automaticamente sujeito a imposto, pois este é-lhe tributado à entrada. Já no caso da pessoa coletiva, o imposto incide sobre o lucro tributável. Assim quanto mais gastar, ou dito por outras palavras, quanto mais despesas tiver, menos impostos pagará. As despesas reduzem os resultados financeiros (proveitos – custos = resultados financeiros).

Tal como no IRS, no IRC existe também uma lista de benefícios que os empresários podem deduzir na sua fatura fiscal. Os benefícios são mais significativos quando falamos de micro e pequenas empresas. Desde logo, o regime simplificado, que pode ser mais favorável quando a rentabilidade efetiva do negócio é superior às rentabilidades-padrão, previstas para cada tipo de atividade e sobre as quais incidirá a tributação. A esta vantagem junta-se a ausência de tributação autónoma sobre algumas despesas.

No entanto, o lucro tributável inclui despesas não dedutíveis fiscalmente, que sujeitam a tributação autónoma, podendo assim agravar o imposto a pagar, como é o caso dos automóveis. Na hora de distribuir os lucros, se o dinheiro atribuído ao sócio, ficar “dentro” da empresa não necessitará de pagar o IRS, ou seja, a poupança total em fonte de IRS, evitando assim a dupla tributação dos resultados.

Uma outra ideia a ter em conta, é a tributação sobre as mais-valias resultantes em investimentos, como depósitos a prazo, ou instrumentos bolsistas, nos quais a taxa liberatória é de 28%. Estes valores podem ser deduzidos em fonte de IRC, se forem realizados em nome da empresa.

Portanto, não é difícil perceber que quando se envia despesas do foro pessoal para uma empresa, ocorrem poupanças nos impostos. Tudo dentro da legalidade, claro. A título de exemplo, os bens que podem ter utilização pessoal e profissional, como são os automóveis, as motas, os computadores, os telemóveis, entre outros.

A compra de automóveis através de empresas é uma prática bastante comum. De seguida, vamos demonstrar esta vantagem. Quando compra um carro através de uma sociedade comercial, o valor de aquisição pode ser amortizado como um custo (no caso dos veículos comerciais), também poder-se-á deduzir o IVA. Essa dedução é de 100% para os veículos comerciais, eléctricos e híbridos plug-in, e 50% para os carros a GPL, cujo valor de cada veículo não ultrapasse os 50.000€. A desvalorização e manutenção estão a cargo da empresa, assim como todas as despesas associadas a este.

Com a introdução da reforma Fiscalidade Verde, atribui-se, pela primeira vez, a dedutibilidade à viaturas de passageiros, pois até então, apenas os veículos comerciais de até três lugares podiam reaver os 23,25% de IVA liquidados aquando da aquisição da viatura.

Assim, se comprar um veículo comercial ou um carro “amigo do ambiente” (saiba mais aqui) em nome da empresa, que custa 25.000€, por exemplo, pagará menos de 20.000€ com a dedução no IVA. Mas se pretender adquirir esta viatura para uso pessoal com recurso à distribuição de lucros, a empresa terá de ter 50.000€ de lucro para atribuir 25.000€ ao sócio (ex: uma empresa composta por 2 sócios).

Quando um particular compra um automóvel novo, está a utilizar “dinheiro” que já pagou impostos, isto é, o custo da viatura por esta via torna-se ainda mais elevado, por causa da dupla tributação. O pior é que ao fim de alguns anos e por força da desvalorização, o automóvel vale pouco mais do que nada.

É importante reter que os lucros das empresas não devem ser distribuídos. Devem sim, ficar dentro da empresa, para serem reinvestidos e utilizados. Podem até ser aplicados em depósitos a prazo. Porém existe uma grande diferença entre pagar do meu “próprio bolso” iphones ou computadores e ser a minha empresa a fazê-lo. Uma coisa é pagar com dinheiro que já foi tributado, outra é pagar e deduzir esse custo aos impostos.

Então para comprar qualquer coisa é bom que seja uma empresa a fazê-lo, paga-a e fica com o risco. A empresa é a proprietária do bem, mas quem a utiliza são as pessoas. Logo, podemos concluir que até é fácil poupar nos impostos, mas só para quem é detentor de uma empresa.

Franchising – conheça as vantagens e desvantagens

Se quer criar o seu próprio negócio mas não tem ideias concretas sobre o que fazer ou não se sente preparado para o fazer sem um acompanhamento mais especializado então o franchising pode ser a solução que você procura.

O franchising é uma das estratégias de expansão utilizadas pelas empresas e traduz-se pela venda do direito de utilização da marca a uma pessoa ou empresa – o franchisado. Além do direito de exploração comercial da marca, a empresa apoia ainda o franchisado de diversas formas; garante o acesso ao know how específico do negócio, à exploração exclusiva de determinada área geográfica (ou seja, a empresa garante não fazer concorrência com a mesma marca na área geográfica explorada pelo franchisado) e permite o usufruto dos recursos da marca para efeitos publicitários.

Por outro lado, o franchisado responsabiliza-se pelo investimento inicial e pela exploração do negócio. As contrapartidas pelo direito à exploração da marca podem variar de franchising para franchising mas há conceitos básicos que são uma realidade em todos os contratos. Desta forma, o franchisado tem que pagar, geralmente numa base mensal, as royalties – que não são mais do que uma percentagem das vendas do franchisado (por vezes, embora mais raro, as royalties incidem sobre os lucros do franchisado) – e a taxa de publicidade que é uma contribuição que cada franchisado faz para um fundo que se destina a ser utilizado no marketing dos produtos ou serviços oferecidos pela marca.

Vantagens do franchising

Quando comparado com a criação de um negócio “independente”, existem muitas vantagens em iniciar um negócio no regime de franchising. A mais importante prende-se com o facto do risco associado ao investimento ser menor, quer por via de haver uma estrutura e uma estratégia melhor organizadas, fruto da experiência de negócio da empresa-mãe, quer por, na maior parte dos casos, se iniciar um negócio com uma marca já conhecida do público-alvo. Os lucros do investimento variam consoante o negócio adotado e o setor em que ele se insere, no entanto, a estrutura montada permite chegar mais rapidamente ao lucro.

Iniciar um franchising é especialmente vantajoso se a marca já for conhecida do público em geral. Pelo lado dos clientes, o reconhecimento da marca fará com que o potencial de vendas seja maior desde o início de atividade mas o reconhecimento por parte dos fornecedores é também importante na medida em que, ao conhecerem o historial da marca, estão perfeitamente cientes daquilo que podem esperar dela, podendo fazer cedências, por exemplo, em termos de aumento do crédito ou dos prazos de pagamento.

Trabalhar dentro de uma rede de lojas permite também ter um certo grau de proteção no que diz respeito à concorrência e o know how específico do negócio fornecido pela empresa-mãe é também um fator de sucesso que poderá impulsionar o negócio.

Desvantagens do franchising

Como em todos os negócios, também neste tipo particular de negócio há desvantagens. No entanto, considera-se na maioria dos casos que, face às vantagens associadas, as desvantagens têm pouco peso.

Para poder usufruir de todas as vantagens já enumeradas, o franchisado tem de pagar à empresa-mãe. Este pagamento é feito, por um lado, em troca do usufruto da marca e do conhecimento técnico transmitido e por outro, como contribuição para um fundo destinado aos gastos em publicidade e marketing.

Além disso, o franchisado é obrigado a seguir as regras do franchisador (empresa-mãe) que foram estipuladas no contrato assinado. Consoante o contrato, o franchisado pode ainda estar dependente das estratégias definidas pelo franchisador em relação, por exemplo, à gestão da marca e aos mercados onde a marca está implementada.

 

Em cada caso, o empreendedor deverá negociar o contrato com a empresa-mãe e avaliar quais as melhores condições que consegue para que o negócio seja sustentável e financeiramente recompensador. Além destas considerações gerais, há empresas que incluem outras cláusulas nos contratos pelo que deve ser feita uma avaliação ponderada e bem informada de cada situação.

Como planear a criação de um negócio

Antes da criação de um negócio deve planeá-la durante um período, para não sermos levados pela precipitação. Deve-se empreender por oportunidade e não por necessidade.

Como a pressão é muitas vezes inimiga da perfeição, o ideal será implementar as ideias depois de as amadurecer. Assim, o plano passará por encontrar uma atividade de negócio com que nos identifiquemos e que possa ser rentável.

São mais do que muitos os negócios e os sectores, que pode investir, basta pensar num processo de produção qualquer e descortinar as possíveis oportunidades, por exemplo: para produzir um simples pacote de sumo, precisamos de máquinas para a produção e embalagens de cartão, para agrupar mais tarde num caixote e entregá-los aos pontos de venda. Sem falar em frutas nem nas atividades empresariais comuns, temos neste caso várias oportunidades de negócio:

– Transporte de produtos;
– Fornecimento de Matérias-primas;
– Manutenção de máquinas;
– Design de embalagens;
– Publicidade dos produtos;

No que diz respeito ao capital necessário para criar um negócio, depende sobretudo do que se pretende fazer, se com cerca de 5000€ se pode dar vida a um pequeno negócio, para instalar uma empresa com dimensão pode custar algumas dezenas de milhares de euros.

O retorno do investimento é suportado pelo grau de facilidade em gerar resultados. Por um lado, existem negócios onde se pode faturar logo desde os primeiros tempos, através da prestação de serviços, por outro, há negócios em que a produção industrial leva muito mais tempo. Por exemplo: abrir uma empresa de limpezas é bastante diferente de criar um negócio do ramo agrícola (ex: árvores de frutas), só o tempo que as árvores demoram a crescer leva alguns anos.

Modelos de negócio
Existem várias possibilidades para desenvolver um negócio empresarial, que são nomeadamente: franchising, join ventures, criação da própria marca, ou até mesmo em parceria com outros empresários ou de forma cooperativa. Todos estes modelos possuem vantagens e desvantagens que requerem uma análise cuidada na hora de tomar uma decisão definitiva.

Modelos de distribuição
Existem várias formas possíveis de comercialização de produtos, isto é, fazer chegar ao cliente final: loja, catálogos, loja online, por telefone, através de correio. Comercializar produtos na internet ou por telefone reduzem custos operacionais, desde logo, não tem que pagar a renda de estabelecimento comercial.

Segmentos do mercado
Há três grandes segmentos de mercados, B2B para as empresas; B2C para o cliente particular; B2A para o Estado. Cada um tem as suas especificidades, com pontos a favor e pontos contra. Se para uns é possível vender e receber na hora, para outros é necessário elaborar orçamentos.
Três questões fundamentais:
– Quem é o público-alvo;
– Quais as suas necessidades;
– Preço que estão dispostos a pagar;

Saiba também como criar uma Sociedade Unipessoal por Quotas em 7 passos

7 erros a evitar ao lançar o seu negócio

Lançar um negócio, seja como uma alternativa ao desemprego, ou resultante de um desejo pessoal que sempre existiu. Independentemente do motivo, todos os novos negócios procuram o mesmo: alcançar o sucesso.

Para que alcance o sucesso, necessita de planos, de estratégia, de financiamento e de mercado. Mas sobretudo, de uma equipa motivada e focada. Seja qual for o objetivo, o caminho para o sucesso tem obstáculos e há alguns erros que os empreendedores não podem cometer.
Conheça de seguida 7 erros que podem arruinar o seu negócio:

1. Dispersar-se
É fundamental manter-se focado no que é o mais importante. Por isso, dedique o tempo disponível nos seus objetivos principais. O mais importante é manter-se fiel a sua estratégia, ao seu produto e ao seu mercado, evitando a tentação de fazer tudo o que lhe passa pela cabeça.

2. Descurar o tempo
Gere o tempo com sabedoria para cumprir os prazos e aumentar a produtividade da sua empresa. Se, por um lado, é importante trabalhar para atingir os objetivos, por outro, deve estar precavido para o inesperado. Por isso, o melhor é criar rotinas, planos e manter-se disciplinado.
Saiba como aumentar a produtividade no trabalho (AQUI)

3. Ignorar a concorrência
O empreendedor deve conhecer muito bem o mercado em que atua, para poder adiantar-se, inovar ou lucrar com as fraquezas dos concorrentes. Uma das melhores formas de alcançar o sucesso no seu setor de negócio, passa por saber como posicionar e como tirar partido das caraterísticas que diferenciam o seu negócio.

4. Não apostar na inovação
As pessoas gostam de novidades. Pelo que ao longo do tempo, é importante que não descure a capacidade de surpreender os seus clientes e parceiros, com novos serviços, produtos ou reformulação dos mesmos. Se não o fizer, depressa pode surgir um concorrente que vai fazê-lo por si, correndo assim o risco de arruinar o seu negócio.

5. Contratar as pessoas erradas
Opte por contratar colaboradores com perfis diversificados e capazes de se adaptarem a várias funções. Aposte em profissionais especializados em áreas vitais da empresa. Jamais contrate colaboradores que não se identificam com o projecto.
Saiba também quanto custa um trabalhador para uma empresa

6. Ter uma equipa desmotivada
Uma boa liderança reflecte-se em uma boa equipa. É verdade que para formar uma equipa de sucesso é preciso ter as competências técnicas, mas não descure o investimento nas competências pessoais. Saber motivar a sua equipa (e manter-se motivado) nas boas e nas más fases da empresa, é fundamental.

Criar uma cultura de trabalho na empresa, que permita que os colaboradores se exprimam e possam sentir-se à vontade com o seu líder, pode ajudar a encontrar soluções para os problemas.
Conheça algumas estratégias para motivar os seus colaboradores (AQUI).

7. Assumir que sabe tudo
Seja humilde e esteja disposto a aprender, principalmente com outros empreendedores mais experiêntes. Quanto mais aprende, mais apto estará a tomar decisões rápidas e a fazer ajustes no negócio.

Saiba as vantagens de criar uma empresa

Se é uma pessoa com espírito empreendedor, se sempre sonhou ter o seu próprio negócio e ser patrão de si próprio, então este artigo é para si.

Uma das grandes vantagens de ter a nossa própria empresa é o facto de podermos ser nós os patrões, e dessa forma existe uma maior vontade em produzir e obter resultados, porque quem fica a ganhar somos nós.

A nível fiscal, também as empresas são muito beneficiadas uma vez que estão sujeitas ao IRC que rondas os 21%, enquanto as pessoas singulares têm de suportar o IRS, e este tem uma taxa progressiva, podendo chegar aos 48% (incluindo a sobretaxa). Além disso, há despesas que as empresas podem deduzir no IVA. Saiba mais sobre estes benefícios fiscais (AQUI).

Outra vantagem de abrir uma empresa é a contribuição que esta dá ao país: produz bens e/ou serviços, proporciona emprego, paga impostos, salários, estando assim a contribuir para o crescimento da economia.

A criação de novos postos de trabalho é bom tanto para a economia, como para a pessoa contratada como para si, uma vez que só tem a ganhar se tiver colaboradores empenhados e produtivos. Por isso, lembre-se de tratar os seus funcionários como gostaria de ser tratado e verá bons resultados.

Outro aspecto vantajoso de criar uma empresa, é que ao contrário de um trabalho por contra de outrem, em que a progressão na empresa está condicionada pela antiguidade no posto de trabalho, num negócio próprio tudo depende de si e da sua visão.

Contudo, nem tudo é um mar de rosas. No início, terá de dedicar muitas horas ao seu negócio, podendo não ter tempo para usufruir de folgas ou férias. Mas com o passar do tempo, será tudo mais fácil e vai ver que vai ser capaz de organizar o seu horário sem ter que passar mais tempo que o necessário no local de trabalho e, dessa forma, concentrar-se mais em si e na sua família. Além de que vai poder fazer o que gosta sem ter que dar satisfações a ninguém, ter independência financeira, criar um património para si e para a sua família e acima de tudo ser dono do seu próprio destino.

Empresário em Nome Individual ou Sociedade Unipessoal?

Na hora de criar o seu negócio, o primeiro passo é definir o estatuto jurídico pretendido, do qual dependerá o processo de criação da empresa. Para dar este passo, deve comparar as diversas opções e escolher a que mais se adequa ao seu projeto e setor de atividade. Conheça as principais opções, com especial destaque para as diferenças entre um Empresário em Nome Individual e uma Sociedade Unipessoal por Quotas.
Em Portugal, a criação de empresas é regulamentada pelo Código das Sociedades Comerciais (CSC), aprovado pelo Decreto-Lei nº 262/86, de 2 de setembro. Existe também legislação específica que regulamenta o regime jurídico de cada tipo de sociedade comercial.

Se vai criar um negócio sozinho, pode optar por ser um Empresário em Nome Individual, por uma Sociedade Unipessoal por Quotas ou por um Estabelecimento Individual de Responsabilidade Limitada. Esta última titularidade tem caído em desuso.
Na fórmula jurídica Empresário em Nome Individual, o titular é uma só pessoa que afeta os seus bens à exploração do negócio (responde ilimitadamente pelas dívidas contraídas no exercício da sua actividade). Pode desenvolver atividade nos sectores: comercial, industrial, serviços ou agrícola. Não é obrigatório constituir uma empresa. O empresário deverá adotar o seu nome civil completo ou abreviado do empresário individual.

No caso de uma Sociedade Unipessoal por Quotas, uma pessoa (singular ou coletiva) é titular da totalidade do capital social. A estas sociedades aplicam-se as normas relativas às sociedades por quotas. A responsabilidade do sócio está limitada ao montante do capital social, que pode ser livremente fixado pelo sócio. O nome da firma inclui as palavras “Sociedade Unipessoal” ou “Unipessoal” antes de “Limitada” ou da abreviatura “Lda”.

As principais diferenças entre um Empresário em Nome Individual e uma Sociedade Unipessoal por Quotas assentam na personalidade jurídica e na responsabilidade social.
O primeiro é titular de rendimentos da categoria B. Enquanto o segundo tem personalidade jurídica e fiscal diferente do seu único sócio e são-lhe aplicadas as normas do Código das Sociedades Comerciais e outras normas do direito societário.
No caso de um Empresário em Nome Individual não existe separação entre o património pessoal e o afeto à sociedade, o que significa que responde ilimitadamente pelas dívidas contraídas no exercício da sua atividade perante os seus credores com todos os bens que integram o seu património. Enquanto na Sociedade Unipessoal por Quotas a responsabilidade está limitada ao montante do capital social.

Como posso tornar-me Empresário em Nome Individual? De acordo com a Autoridade Tributária, bastará coletar-se nas Finanças. No entanto, se o empresário pretender poderá criar a sua empresa. Para tal, existem várias formalidades associadas, tais como o preenchimento e a entrega de vários documentos. Todos os detalhes podem ser consultados no Portal da Empresa ou no síte do IAPMEI.

Quanto ao regime contabilístico, pode ser simplificado ou contabilidade organizada, tudo vai depender dos seus objetivos. Seja qual for a opção, tem que se manter no mesmo regime durante 3 anos. Em regra, quanto maior a atividade mais se justifica o regime de contabilidade organizada. A partir de um volume de vendas de cerca de 150 mil euros é obrigatória a opção pela contabilidade organizada.

Quais os custos para abrir uma empresa?

Se está a pensar em iniciar o seu próprio negócio, é importante que, antes de se comprometer com qualquer tipo de investimento, se informe muito bem relativamente a todos os custos envolvidos na abertura de uma empresa. Manter-se bem informado e não agir sem antes ter as contas muito bem feitas é essencial para evitar problemas mais sérios no futuro.

Custo de registar uma empresa

Hoje em dia, a forma mais simples, rápida e económica de abrir uma empresa é através dos balcões “Empresa na Hora”, onde é possível proceder ao registo da sua empresa em nome individual, ou em sociedade, de forma imediata. Estes postos encontram-se espalhados de norte a sul do país, e através deles é possível completar todo o processo de criação de uma empresa em menos de uma hora, seja ela uma sociedade unipessoal por quotas, uma sociedade por quotas, ou uma sociedade anónima.

O custo de registo comercial é de 360 euros. No caso de sociedades que apresentem o desenvolvimento tecnológico ou o a investigação como o objeto social, pagam apenas 300 euros. O valor pode ser pago no momento de constituição da empresa, seja por numerário, cheque ou multibanco.

Em caso de constituição de sociedades com entradas de bens ou imóveis ou participações sociais sujeitos a registo, acresce o valor de 50 euros por imóvel, quota, ou participação social, 80 euros por cada bem móvel e 20 euros por ciclomotor, motociclo, triciclo ou quadriciclo com cilindrada não superior a 50 cm3, até ao limite de 30 mil euros.

Será, também, necessário liquidar IMT, entre outros impostos relacionados com a natureza do negócio.

Custos iniciais

Durante o primeiro ano, a empresa não necessitará de efetuar pagamentos por conta e pagamentos especiais por conta.

Entre os valores a serem pagos ao estado, está o IRC (21%) e o IVA que tenha liquidado, à taxa de 23,25%, 13% ou 6%, dependendo da natureza do serviço prestado.Também é preciso contar com a derrama municipal, que em certos casos poderá chegar a 1,5%. Em vez de IRC, os empresários em nome individual terão de tributar os rendimentos em sede de IRS.

A empresa terá a possibilidade de optar entre um regime simplificado ou contabilidade organizada, em função dos rendimentos registados. Ambos os regimes possuem prós e contras, por isso é importante estudá-los muito bem antes de proceder a uma decisão final.

Existem ainda outras despesas que poderá vir a ter, dependendo das características da sua empresa:

– Seguros
– Publicidade
– Técnico oficial de contas
– Arrendamento
– Juros bancários
– Água
– Telefone
– Internet
– Ordenados
– Viaturas