Porque devemos investir?

A questão é bastante relevante e é por vezes ignorada por muitos. No entanto há muitas razões válidas para investir o seu dinheiro. Deixamos-lhe aqui as 3 mais importantes.

1. O dinheiro parado é vítima da inflação
Com o aumento da inflação, o dinheiro perde valor. Mas o que é então a inflação? Segundo o Banco Central Europeu “ fala-se de inflação quando se verifica um aumento geral dos preços dos bens e serviços e não quando apenas os preços de artigos específicos sobem”. Por exemplo, assumindo uma taxa de inflação de 3%, se neste ano gastamos 100€ mensais num cabaz de compras no supermercado, no próximo ano gastaremos 103€ mensais no mesmo cabaz de produtos. Desta forma, é simples de ver que, se queremos que os nossos investimentos tenham lucro, terão de render mais do que a taxa de inflação. Por outras palavras, isto significa que se a taxa de remuneração do nosso investimento for inferior à taxa de inflação, em termos reais, estaremos a perder poder de compra.

Um exemplo:
Um depósito a prazo rende 2% ao ano. Admitindo que se fez um investimento de 100€, no final do ano obteremos 102€, ou seja, houve um ganho de 2€. No entanto, pelo efeito da inflação, esse dinheiro vale menos. Admitindo que a taxa de inflação foi de 3% nesse ano, o seu dinheiro vale agora, na realidade, 98,94€. Fazendo as contas, em termos reais, no final do ano em vez de ganhar 2€, acabou por perder 1 euro e 6 cêntimos.
Este exemplo é apenas ilustrativo do efeito da inflação pois, na realidade, teríamos ainda que ter em conta a fiscalidade do investimento.

Vemos assim que, em termos reais, a única forma de ganhar dinheiro a longo prazo será conseguir encontrar investimentos que gerem uma taxa de rendibilidade superior à taxa de inflação.

2. Investir para alcançar objetivos
Se quer viajar, comprar um carro novo ou uma casa de férias pode meter o seu dinheiro a gerar mais dinheiro para que possa mais rapidamente alcançar o seu objetivo. Todos nós temos um sonho e por vezes o que nos falta para realizá-lo é capacidade financeira. Desta forma, se fizer um plano de investimento, poderá vir a cumprir o seu sonho daqui a uns anos. Quanto mais cedo começar, mais depressa o conseguirá realizar.

3. Investir para o futuro
O futuro é incerto e cada vez mais caro! Seja para ter uma maior liberdade financeira depois da reforma ou para ajudar os seus filhos a iniciar as suas vidas, se traçar um plano de investimento pode acabar com essas preocupações. Aproveite o poder da capitalização para gerar dinheiro. Lembre-se que 1€ investido hoje a uma taxa anual de 3% valerá 1,34€ daqui a 10 anos e 2,43€ daqui a 30 anos.

3 alternativas aos depósitos a prazo

As taxas de juro que os bancos oferecem nos depósitos a prazo têm vindo a cair sucessivamente nos últimos anos, estando já inferior a 1%, longe das taxas superiores a 4,5% de 2011, então os bancos enfrentavam a crise de liquidez. É importante recordar que as mais valias resultantes destes depósitos são taxadas a 28%, o que significa que uma taxa de juro bruta de 1% dá lugar a uma rentabilidade líquida de 0,7%. Por exemplo: um depósito de 10000€ renderá 70€ ao final de um ano. E se considerarmos a taxa de inflação existente, este tipo de depósitos torna-se muito pouco rentáveis.

Em relação aos produtos do Estado, sofreram cortes significativas nas taxas de rentabilidade no último ano, tornando os Certificados de Aforro também pouco rentáveis (elevada probabilidade da taxa de rentabilidade ser inferior a da inflação periódica).

Por isso, neste artigo vou falar-lhe sobre 3 alternativas de aplicações seguras e mais rentáveis do que os tradicionais depósitos a prazo: Certificados do Tesouro, seguros de capitalização e depósitos indexados.

3 OPÇÕES DE INVESTIMENTO COM CAPITAL GARANTIDO

Certificados do Tesouro Poupança Mais
Os especialistas recomendam os Certificados do Tesouro Poupança Mais para investimentos a médio e longo prazo. Apesar de estarem a remunerar uma taxa mais baixa do que no passado, continua a ser uma taxa interessante, tendo em conta o panorama atual das taxas de juros em produtos de capital garantido (por ser do Estado). Apesar de ter a maturidade de cinco anos, os CTPM permitem o resgate a partir do segundo ano. Trata-se de um investimento com taxa crescente durante os cinco anos, ou seja, quanto maior for o prazo da aplicação maior será a sua rentabilidade.

Para além das taxas fixas anuais, no quarto e quinto ano do investimento as taxas podem ser majoradas em função do crescimento real do PIB português.
Saiba mais sobre os CTPM (AQUI)

Seguros de capitalização
Outra alternativa aos depósitos a prazo que tem sido muito incentivada pelas instituições financeiras nos últimos anos, são os seguros de capitalização. Geralmente, funcionam sob a forma de seguro, com uma taxa fixada à partida, ou garantindo uma taxa mínima acrescida de participação nos resultados de um fundo subjacente.

De acordo com a DECO, no último ano, praticamente todos os casos garantem o capital investido. Entre aqueles que permitem a participação nos resultados de um fundo, existem retornos interessantes, com as melhores taxas a rondarem os 4% ao ano.

Apesar destas aplicações gerarem retornos interessantes nos últimos anos e de terem uma fiscalidade vantajosa na hora de resgatar, é preciso ter em atenção as elevadas comissões – de entrega, gestão e resgate antecipado. Ou seja, se investir em seguros de capitalização procure comissões até 1% e invista numa perspetiva de longo prazo.

Quando comparados com os depósitos a prazo, para além de apresentarem taxas de retornos maiores, os seguros de capitalização têm a vantagem de pagar um imposto à saída mais baixo caso mantenha o investimento por mais de cinco ou oito anos. Mas têm a desvantagem, de não terem a garantia de uma entidade externa, isto é, apenas estão protegidos pelas provisões da própria seguradora.

Saiba mais sobre Seguros de Capitalização (AQUI)

Depósitos Indexados
A remuneração destes depósitos está indexada, na maioria dos casos ao mercado acionista, isto é, está sujeita à verificação de algumas condições, tais como, a valorização de um índice bolsista ou de um cabaz de ações. Desta forma, tanto é possível conseguir uma taxa de rentabilidade dos depósitos indexados superior a 10%, como no limite, obter uma rentabilidade nula.

Muitos não permitem o resgate antecipado, e tal como os depósitos tradicionais estão garantidos pelo Fundo de Garantia de Depósitos (até 100 000€).

No último ano, a procura por este produto cresceu 63%, para mais de 277 000 depositantes que, juntos, investiram cerca de 4400 milhões de euros nestes depósitos.

Numa altura em que as taxas de juro atingem mínimos históricos, importa maximizar a rentabilidade das suas poupanças, escolhendo os produtos disponíveis no mercado que melhor se adequam ao seu perfil de risco e que podem ter associado algum benefício fiscal. Neste sentido, o tempo de imobilização do seu dinheiro pode ser a chave para aumentar a rentabilidade dos seus investimentos.

Seguros de Capitalização – Como investir?

Existem muitos tipos de seguros no mercado português e uns são mais comuns do que outros. Os seguros de capitalização fazem parte de uma das vertentes do ramo vida. Apesar de estes apresentarem a estrutura jurídica de um seguro de vida, são produtos financeiros destinados ao investimento. Funcionando de uma forma semelhante aos fundos de investimento, mas com algumas diferenças, nomeadamente fiscais. Neste artigo, vamos dar-lhe a conhecer os seguros de capitalização, para que, na hora de investir, saiba realmente como está a aplicar o seu dinheiro.

Um seguro de capitalização é basicamente um plano de capitalização de poupanças que pode ser utilizado conforme os seus objectivos e estilo de investimento. São produtos ideais para quem quer investir no longo prazo, sendo que o período mínimo recomendado é de oito anos (maximização do benefício fiscal), devendo ainda o subscritor efetuar reforços na aplicação, para aumentar o seu rendimento final.

Existem dois grandes grupos de seguros de capitalização que importam conhecer:
Capital garantido – Semelhante a um depósito a prazo ou aos certificados de aforro. Garante capital e geralmente oferece uma taxa de retorno mais baixa;
Sem capital garantido – São também conhecidos por ‘unit-linked’, ou seja, divididos em unidades de participação semelhantes aos fundos de investimento. Pelo que está sujeito a alguns riscos e tem um rendimento variável.

A principal vantagem dos seguros de capitalização face aos outros produtos de poupança é a menor taxa de imposto sobre o rendimento. Como é sabido, a tributação sobre as mais-valias de investimentos financeiros tem uma taxa liberatória de 28%. Mas como estes produtos são comercializados sob a forma de um seguro, é-lhes aplicada a mesma tributação dos seguros de vida. Isto é, uma taxa mais reduzida sobre os rendimentos obtidos, que vai decrescendo ao longo do tempo do investimento, podendo baixar até aos 11,2%, mas apenas no caso de pelo menos 35% do montante investido seja efetuado durante a primeira metade do período de investimento.

Assim, se resgatar até ao quinto ano é tributado a 28%; entre o quinto e o oitavo ano, a taxa de imposto será de 22,4%; e a partir do oitavo ano, é cobrado apenas 11,2%. Por estas razões, os seguros de capitalização são produtos mais indicados para o longo prazo.

Tal como nos fundos de investimento, aqui também existem comissões de subscrição, gestão e resgate antecipado, que devem ser cuidadosamente analisadas antes de investir.

No caso da comissão de subscrição, pode ser aplicada em duas formas: adicionalmente ao montante a aplicar ou a deduzir ao montante entregue (a mais frequente). A título de exemplo neste segundo caso, uma comissão de 2% é, na prática, de 2,04%, pois apenas são aplicados 98€ em cada 100€. Por isso, o ideal é conseguir um mediador que não cobre mais de 1% por cada entrega.

Outro custo pesado para o investidor é a comissão cobrada pelo resgate antecipado, que varia consoante o ano em que decorre o levantamento do capital, sendo decrescente com o tempo.

Para contratar um seguro de capitalização necessita apenas de subscrever uma apólice de seguro e nomear os seus beneficiários ou herdeiros em caso de morte.
É possível resgatar o seu seguro antes da maturidade. No entanto, este levantamento antecipado terá custos, como foi referido acima.
É igualmente possível cancelar o seu seguro de capitalização até 30 dias após receber a apólice. Este cancelamento deverá ser feito por escrito, através duma carta registada à seguradora. A companhia de seguros irá devolver o seu investimento, mas sujeitar-se-á a uma comissão.

As vantagens e as desvantagens dos seguros de capitalização
Para além das vantagens fiscais sobre as mais-valias, os subscritores dos seguros de capitalização tem a isenção no pagamento de impostos em caso de sucessão, por ser um seguro de vida. Trata-se de uma forma de proteger o património que deixar aos seus herdeiros legais.

No que toca às desvantagens, que são essencialmente as elevadas comissões cobradas, nomeadamente de subscrição, gestão e resgate antecipado (caso ocorra). Esta última afeta a liquidez destes produtos, já que penaliza bastante o levantamento nos primeiros anos após a subscrição.
Uma outra desvantagem destes seguros é a dificuldade dos investidores em acompanhar o investimento, pois não é possível consultar diariamente a evolução dos rendimentos, como acontece nos fundos de investimento, com o valor da unidade de participação.

Quando falamos de investimento, a tributação costuma ser um dos pontos a ter seriamente em consideração se pretender maximizar o seu retorno. Neste contexto, apesar das comissões cobradas, os seguros de capitalização são claramente uma boa opção.

Como fazer um pé-de-meia para a reforma

A mais do que provável diminuição do valor das pensões a receber da Segurança Social, por razões económicas e demográficas, Para garantir uma velhice confortável, começa a ser cada vez mais imperativo que cada pessoa vá construindo ao longo da vida o seu próprio pé-de-meia, para servir de complemento à reforma paga pela Segurança Social.

Conheça abaixo algumas dicas que poderão ser úteis na hora de escolher um PPR ou de outros produtos de poupança para a reforma.

PRODUTO ADEQUADO AO PERFIL DE RISCO
Como os PPR não são todos iguais, escolhe o que mais se adequa ao seu perfil de risco. Tendo em conta que os investimentos para a reforma são aplicações de longo prazo, os especialistas aconselham, que os investidores mais jovens podem começar por privilegiar ativos de maior risco, e ir diminuindo progressivamente a exposição ao risco à medida que se aproxima a idade da reforma. No entanto, cada caso é um caso. Se for um investidor com um perfil muito conservador e avesso ao risco, poderá sentir-se mais confortável em aplicar as suas poupanças num PPR de capital garantido, por exemplo. Outros com maior propensão ao risco, mesmo em idades próximas da reforma, poderão preferir os produtos mais expostos ao mercado acionista, por exemplo, preferindo tirar proveito de uma tendência de subida do valor das ações.

COMPARAÇÃO DOS PRODUTOS
Antes de aceitar qualquer produto proposto pelo seu banco, faça uma avaliação do histórico das rendibilidades desse produto e compare-o com as alternativas (produtos com liquidez e riscos semelhantes) disponíveis no mercado, para analisar a capacidade dos gestores em gerar ganhos. No entanto, o valor da rendibilidade não deverá ser o único fator de comparação. Compare também as comissões e os custos de gestão cobrados pelas várias instituições, já que estes podem reduzir substancialmente o retorno do dinheiro investido.

LEQUE DE ESCOLHAS
Apesar dos PPR serem o instrumento que à partida mais se associa à poupança para a reforma, existem outros produtos que podem ser usados para o mesmo objetivo. Nomeadamente, os fundos de pensões abertos e os fundos de investimento, que acompanham o ciclo da vida dos investidores (target funds). Existem ainda outras alternativas, como os seguros de capitalização, Certificados de Aforro, ou Bilhetes do Tesouro. O próprio investidor pode construir a sua carteira de ativos e ir adaptando ao ciclo de rentabilidade dos mercados ao longo do tempo.

Dicas para começar uma conta poupança

Nos dias que correm, chegar ao fim do mês com alguma reserva de dinheiro é quase uma vitória. A conjuntura atual prevê que os próximos anos sejam ainda de grandes dificuldades e risco pelo que, se conseguir ter algum dinheiro de parte para qualquer necessidade futura, a melhor solução é aplicá-lo numa conta poupança, assim, ganha juros e o investimento feito é praticamente sem risco. Abaixo seguem algumas dicas para começar a sua conta poupança.

– Faça a sua própria pesquisa de mercado e veja qual é o banco que lhe oferece a melhor taxa de juro numa conta básica. A taxa de juro varia consoante a duração e o montante aplicado para a conta poupança.

– Define os seus objectivos a longo prazo. Se estiver a poupar para um carro ou uma viagem, diga-o ao seu gestor da cliente, pois ele pode sugerir quais os melhores produtos de poupança para os seus objectivos.

– Quando identificar qual a instituição bancária e o melhor produto de poupança, faça um depósito inicial na sua conta poupança. Certifique-se que separe para esta conta uma percentagem dos seus rendimentos mensais. Os peritos em poupança e finanças pessoais aconselham 10% do rendimento mensal para poupar.

Depósitos a Prazo – vantagens e desvantagens

Uma das formas de rentabilizar as suas poupanças sem correr risco de as perder, é investir nos depósitos a prazo. Estes depósitos são representados por um título, com prazo e taxa de juro próprios. Os depósitos a prazo oferecem uma taxa garantida, sabendo logo no momento da aplicação qual o rendimento que o depositante irá obter no final do prazo escolhido. Para cada depósito, o cliente pode optar pelo período que melhor se adapta ao seu plano financeiro.

Podemos dizer que um depósito a prazo é uma espécie de “empréstimo” que uma pessoa/empresa concebe a um banco, recebendo como contrapartida juros. Há benefícios para ambos: ganha o banco porque dispõe de capital adicional para a sua actividade comercial; ganha quem deposita o dinheiro porque consegue, de uma forma segura, obter uma mais-valia do seu capital.

Existe uma grande oferta de depósitos a prazo no mercado bancário, pelo que é aconselhável que faça primeiro uma pesquisa acerca das caraterísticas deste produto financeiro para que consiga avaliar qual o melhor se adapta ao seu perfil enquanto investidor. As caraterísticas mais significativas deste produto financeiro são o valor das taxas de juro aplicadas e o prazo associado a esta aplicação. Deve ter em conta estes dois fatores no momento em que decide qual o depósito mais indicado para si, bem como a indicação de que o depósito tem a garantia de reembolso.

No caso de tiver pouco dinheiro disponível, mas quer rentabilizar as suas poupanças, correndo praticamente zero riscos, investir em um depósito a prazo pode trazer um retorno mais reduzido, mas é uma aplicação segura e não acarreta despesas adicionais.

As desvantagens que estes depósitos apresentam são as taxas de juros normalmente baixas, a aplicação de penalizações em caso de precisar do dinheiro antes do prazo estipulado. Os depósitos a prazo com uma taxa mais atrativa têm por norma uma duração superior a dois anos. Na hora de investir num depósito a prazo, deve ter em atenção a taxa de inflação prevista para o mesmo período do depósito escolhido.

Em seguida, vamos realçar um conjunto de vantagens e de desvantagens dos depósitos a prazo.

As vantagens são:
– Aplicação simples e segura, é uma boa solução para rentabilizar as poupanças;
– Remuneração garantida (reembolso até 100 mil euros na eventualidade de indisponibilidade dos depósitos);
– Tem a possibilidade de escolher entre vários prazos;
– A taxa de juro aplicada é conhecida desde início, tal como os prazos, permitindo assim, calcular os resultados do investimento;
– Grande diversidade de oferta deste produto no mercado;
– Flexibilidade, possibilidade de reforço do depósito a prazo;
– Sem despesas adicionais na generalidade dos casos;

As desvantagens são:
– Baixas Taxas de juro, em comparação com outros produtos financeiros;
– Geralmente, é necessária a aplicação de depósitos com um longo período (3, 5, 10 anos…) para conseguir taxas de juro mais atrativas;
– Obrigatoriedade de manter o capital intacto na conta durante um dado período de tempo. Mexer no seu depósito a prazo pode levar a aplicação de penalizações;
– O investimento está sujeito a IRS;

Conheça também as melhores alternativas aos depósitos a prazo