Quais os sinais de que vai ficar endividado

A gestão do orçamento mensal é essencial no bem-estar e tranquilidade de uma família. Se as suas finanças forem mal geridas, toda a família irá sofrer. Por isso, para evitar que chegue a uma situação grave, deve estar atento a alguns sinais. Conheça de seguida quais os sinais de que vai ficar endividado.

Comprar de forma compulsiva
Vivemos numa sociedade consumista, e como tal, fazer compras tornou-se quase uma forma de estar na vida. Fazer compras de forma compulsiva é muitas vezes o primeiro passo rumo ao endividamento.

Falhar pagamentos
São poucas as pessoas que nunca falharam um pagamento. Por vezes por uma situação esporádica, outras apenas por esquecimento. No entanto, quando as falhas de pagamentos são frequentes, isso significa que tem dificuldade em pagar as suas contas com o dinheiro disponível. Este é um forte sinal de que está a ficar endividado.

Ter vários cartões de crédito
Para quem está numa situação financeira débil, o cartão de crédito é uma “faca de dois gumes”. Ou seja, pode ser muito útil para uma situação excecional, onde necessite de fazer um pagamento urgente para o qual não tem dinheiro, ou então, ser perigoso, caso os utilize para manter um estilo de vida para o qual já não tem posses. E como a utilização de crédito implica o pagamento de taxas de juros altas, o seu uso frequente é um sinal de que estará a ficar endividado.

Viver acima das suas possibilidades
Quem vive acima das suas possibilidades está a caminho do endividamento. Se está a tentar manter um estilo de vida para o qual não tem dinheiro, estará a gastar as suas poupanças, ou então, a usar dinheiro de que não tem. Seja qual for o caso, é um caminho que apenas tem um destino: o endividamento.

Recorrer a empréstimos
empréstimos que se tornam quase obrigatórios. Comprar uma casa, um carro, ou uma situação de saúde urgente. E se a taxa de esforço for adequada, esses empréstimos são facilmente geridos. O problema é quando se começa a recorrer a empréstimos para outras situações. Tecnologia, mobiliário, viagens, roupas, etc. Quando isto acontece consecutivamente, é sinal de que poderá vir a ficar endividado.

Priorizar pagamentos
Um dos sinais mais fortes de que estará a ficar endividado é quando tem de priorizar os seus pagamentos mensais, devido ao facto dos rendimentos disponíveis não serem os suficientes para pagar as suas responsabilidades.

Recusa de um empréstimo
Os bancos centrais de cada país, como é o exemplo do Banco de Portugal, tem um histórico financeiro de cada pessoa. Quando este histórico é irregular, isso significa que essa pessoa tem gerido de forma inadequada as suas contas, podendo já ter situações de cheques “carecas”, dívidas não pagas, ou empréstimos em situação de incumprimento, entre outras. Por isso, se vir recusado um pedido de empréstimo, isso significa que tem administrado mal o seu dinheiro, estando por isso a um pequeno passo do sobreendividamento, ou mesmo da bancarrota.

10 dicas para evitar o sobreendividamento

Para evitar situações de sobreendividamento, antes de contrair um crédito, é fundamental ter a noção das suas reais necessidades e a situação atual em que se encontra a nível financeiro. É preciso saber distinguir as despesas que são prioritárias das que são dispensáveis.
Em muitos casos, devido ao elevado peso das prestações de um ou mais créditos no o rendimento familiar, torna-se difícil evitar a acumulação de dívidas face às despesas rotineiras. Mas existem algumas dicas que lhe podem ajudar a manter o orçamento familiar minimamente estável.

Confira abaixo 10 dicas para evitar o sobreendividamento:
1 – Faça o seu orçamento familiar, incluindo as despesas anuais como seguros ou impostos;

2 – Dê a prioridade as despesas básicas e reserve parte do seu rendimento para situações de emergência;

3 – Saiba onde gasta o seu dinheiro todos os meses. Não subestime os pequenos gastos que passam despercebidos diariamente;

4 – Faça as contas à sua taxa de esforço, ou seja, o peso das prestações de um ou mais créditos no seu rendimento mensal. Esta não deve ultrapassar os 35% do rendimento disponível;

5 – Evite comprar por impulso. Antes de ir às compras, faça uma lista com os produtos que precisa;

6 – Não compre nada supérfluo antes de pagar as contas fixas como a água, a luz e o gás;

7 – Planeie as grandes compras. Caso não consiga pagar o valor total, tente dar uma entrada inicial;

8 – Pondere bem a forma como utiliza o cartão de crédito e não deixe que as dívidas se acumulem, para evitar o pagamento de juros;

9 – Se está endividado, não deixe a situação arrastar-se. Procure renegociar a dívida com a instituição financeira;

10 – Não recorra a novos empréstimos para pagar dívidas atuais, a menos que as taxas de juros sejam mais vantajosas;