O que fazer para deixar de pensar no dinheiro aos 40

Nos primeiros anos de vida profissional a tentação é para aproveitar ao máximo os rendimentos do trabalho. E na realidade, quando se começa a trabalhar é natural e desejável que tenha um estilo de vida adequado aos seus rendimentos e que o motive para trabalhar ainda mais. Contudo, é igualmente importante começar a pensar no futuro, para que possa deixar de ter preocupações financeiras mais tarde. Saiba mais sobre o que fazer para deixar de pensar no dinheiro aos 40.

A poupança é fundamental

A poupança, quer se queira, quer não, é a forma mais fácil de chegar aos 40 sem precisar de ter grandes preocupações de dinheiro. A não ser que tenha muita sorte e ganhe algum prémio de lotaria, ou então, faça um investimento muito acertado, a verdade é que é preciso saber poupar para precaver o futuro.

Todos os dias irá aparecer tentações para gastar o seu dinheiro, seja um jantar fora ou numa peça de roupa de estação. Mesmo que seja muito poupado, é natural que de vez em quando caia na tentação. Como tal, a primeira dica é ser disciplinado com as suas poupanças. Uma estratégia que resulta na perfeição é fazer uma poupança mensal. E para que esta não falhe, deve vê-la como se fosse um gasto obrigatório. Assim, deve definir um montante que possa despender todos os meses, e colocá-lo de parte numa conta própria. Se for disciplinado, ao fim de 10 ou 20 anos, terá uma maquia bastante considerável, que lhe permitirá ficar mais desafogado aos 40.

7 dicas úteis para o manter disciplinado e conseguir poupar o máximo possível

– antes de comprar, analisar sempre se realmente precisa desse produto ou serviço;
– apenas aproveitar promoções de produtos que já iria levar à partida;
– analise sempre as suas emoções, e procure perceber se está a fazer uma compra inteligente ou simplesmente uma compra emocional;
– defina metas anuais, como por exemplo umas férias ou algo que você ou a sua família queiram muito, pois ajudará a manter-se disciplinado em relação ao seu dinheiro;
– apontar todos os gastos mensais, de modo a ter uma maior perceção do que gasta e um controlo maior sobre as despesas da sua casa;
– adotar medidas de poupança de eletricidade e água em casa, que muitas vezes são suficientes para poupar muito dinheiro até ao fim de um ano;
– especialmente em compras com alguma dimensão, nunca deve comprar no momento, esperar sempre 24 horas até realmente tomar a decisão final.

Como certamente já percebeu, o segredo para não ter que pensar no dinheiro nos 40 é saber poupar. No processo de poupança a disciplina é fundamental, simplesmente não pode gastar mais do que ganha, se acha que não está a obter rendimentos suficientes para poder poupar, então está na altura de analisar bem as suas despesas, haverá algum desperdício? Experimente colocar no início de mês a poupança parte e emagreça o orçamento mensal.

Está disposto a trabalhar mais? Procure um part-time, há cada vez mais oportunidades de trabalho complementares ao emprego habitual seja numa empresa ou como freelancer, que pode aproveitar para aumentar os seus rendimentos, e assim, aumentar as suas poupanças para o futuro.

Siga as nossas dicas de como fazer para deixar de pensar no dinheiro aos 40, e comece a preparar o seu futuro.

Como fazer um pé-de-meia para a reforma

A mais do que provável diminuição do valor das pensões a receber da Segurança Social, por razões económicas e demográficas, Para garantir uma velhice confortável, começa a ser cada vez mais imperativo que cada pessoa vá construindo ao longo da vida o seu próprio pé-de-meia, para servir de complemento à reforma paga pela Segurança Social.

Conheça abaixo algumas dicas que poderão ser úteis na hora de escolher um PPR ou de outros produtos de poupança para a reforma.

PRODUTO ADEQUADO AO PERFIL DE RISCO
Como os PPR não são todos iguais, escolhe o que mais se adequa ao seu perfil de risco. Tendo em conta que os investimentos para a reforma são aplicações de longo prazo, os especialistas aconselham, que os investidores mais jovens podem começar por privilegiar ativos de maior risco, e ir diminuindo progressivamente a exposição ao risco à medida que se aproxima a idade da reforma. No entanto, cada caso é um caso. Se for um investidor com um perfil muito conservador e avesso ao risco, poderá sentir-se mais confortável em aplicar as suas poupanças num PPR de capital garantido, por exemplo. Outros com maior propensão ao risco, mesmo em idades próximas da reforma, poderão preferir os produtos mais expostos ao mercado acionista, por exemplo, preferindo tirar proveito de uma tendência de subida do valor das ações.

COMPARAÇÃO DOS PRODUTOS
Antes de aceitar qualquer produto proposto pelo seu banco, faça uma avaliação do histórico das rendibilidades desse produto e compare-o com as alternativas (produtos com liquidez e riscos semelhantes) disponíveis no mercado, para analisar a capacidade dos gestores em gerar ganhos. No entanto, o valor da rendibilidade não deverá ser o único fator de comparação. Compare também as comissões e os custos de gestão cobrados pelas várias instituições, já que estes podem reduzir substancialmente o retorno do dinheiro investido.

LEQUE DE ESCOLHAS
Apesar dos PPR serem o instrumento que à partida mais se associa à poupança para a reforma, existem outros produtos que podem ser usados para o mesmo objetivo. Nomeadamente, os fundos de pensões abertos e os fundos de investimento, que acompanham o ciclo da vida dos investidores (target funds). Existem ainda outras alternativas, como os seguros de capitalização, Certificados de Aforro, ou Bilhetes do Tesouro. O próprio investidor pode construir a sua carteira de ativos e ir adaptando ao ciclo de rentabilidade dos mercados ao longo do tempo.