Dicas para poupar no supermercado

Se há gasto que ocupa boa parte do orçamento familiar são as compras no supermercado. Contudo, fazer compras nestes espaços comerciais é cada vez mais um desafio, tal a pressão provocada pelas estratégias dos próprios supermercados e pela publicidade massiva atual. Como tal, para que não gaste mais do que realmente necessita e para que consiga poupar nas idas ao supermercado, é fundamental estar munido de algumas dicas. Saiba mais sobre como poupar no supermercado.

8 Dicas para poupar no supermercados

Dica nº 1 – Defina um valor mensal para gastos no supermercados

Cada família tem um determinado valor disponível mensal. Como tal, as suas compras têm que se adequar a esse valor. Ao definir um montante máximo para gastar no supermercado conseguirá mais facilmente priorizar o que precisa de comprar, facilitando a gestão do orçamento.

Dica nº 2 – Faça uma lista de compras

A melhor maneira de se disciplinar num supermercado é levar já feita uma lista daquilo que precisa. Dessa forma é mais difícil se distrair e ser levado pelas estratégias do supermercado para comprar mais do que aquilo que necessita.

Dica nº 3 – Aprenda a comparar preços

Uma das estratégias mais comuns nos supermercados é colocar produtos com preços mais baixos para atrair compradores. Contudo, muitas vezes esses preços mais baixos correspondem a quantidades menores, e se for comparar o preço por unidade de medida, como por exemplo, o preço por quilograma, muitas vezes irá perceber que apesar de mais barato, estará a comprar por muito mais dinheiro. Se não tem facilidade em fazer cálculos mentais, tenha sempre à mão uma calculadora.

Dica nº 4 – Não vá para o supermercado à pressa

Quando se tem pouco tempo, o que interessa é conseguir colocar tudo o que precisa dentro do carrinho e ir para a caixa. No entanto, se for com um pouco mais de tempo, poderá poupar bastante dinheiro, já que lhe permitirá comparar preços e a própria qualidade do produto.

Dica nº 5 – Não precisa? Não compre.

As promoções são muitas vezes feitas para levar o cliente a comprar algo que não estaria na sua lista. E apesar de até poder ser um bom negócio, se você não tem necessidade desse produto, não o deve comprar, já que estará a gastar mais do que aquilo que tinha definido.

Dica nº 6 – Não tenha medo das marcas brancas

Cada vez mais é possível encontrar as chamadas marcas brancas ou marcas do supermercado nas superfícies comerciais. Contudo, há ainda por parte de algumas pessoas um preconceito sobre estas marcas. Na realidade, muitas delas têm bastante qualidade, tendo no entanto um preço mais baixo. Por isso, dentro das características e qualidade que procura, pode poupar bastante dinheiro ao optar por estas marcas.

Dica nº 7 – Não vá para o supermercado com fome

Se necessita de ir fazer as suas compras mensais e está com fome, lanche primeiro. Ir ao supermercado de barriga vazia geralmente é sinónimo de escolhas menos saudáveis e de maior gasto em compras. Por isso, ao evitar ir ao supermercado com fome irá fazer com que se distraia menos da sua lista de compras.

Dicas para poupar nos transportes

Hoje em dia, para muitas famílias, uma parte importante do orçamento mensal é dedicado aos transportes. E se os transportes, sejam eles privados ou públicos, são essenciais no dia-a-dia, não podendo evitar essa despesa, há várias formas de reduzir o dinheiro que gasta. Descubra de seguida várias dicas para poupar nos transportes.

4 Dicas para poupar nos transportes

– Utilize alternativas ao carro

A melhor forma de perceber que deixar o carro em casa muitas vezes é uma excelente opção, relativamente a outras, é fazendo contas. Por exemplo, um habitante do Montijo que trabalhe em Lisboa, na Praça dos Restauradores, gasta em média, ida e volta, contabilizando combustível e portagens da ponte Vasco da Gama, 10€. No final de um mês, em que se desloque diariamente de segunda a sexta-feira, a despesa será cerca de 220€. Se a este valor juntarmos estacionamento diário, o montante total pode chegar a 400€. Isto claro sem contar com as despesas de manutenção do veículo. Já se deixar o carro em casa e optar por transportes públicos, entre autocarro e carreira do rio Tejo, esse valor desce para cerca de 60€ por mês. Ou seja, mais de 300€ de poupança em cada mês, o que equivale a cerca de 3600€ por ano. Há ainda outras opções, como por exemplo a bicicleta, quando a distância até ao local do trabalho não é grande e o terreno não seja demasiado acidentado.

– Comparar o preço dos combustíveis

Hoje em dia é possível, num raio de apenas poucos quilómetros, encontrar preços bastante diferentes para o mesmo tipo de combustível. Por isso esteja atento e compare os preços antes de abastecer. Basta uma diferença de 0,03€ para poupar 1,20€ num depósito de 40 litros.

– Alugar

Há muitas vezes a ideia de que ter um carro próprio é muito mais vantajoso que alugar um carro. Aliás, esta última opção é vista como muitíssimo mais cara. Mas será mesmo assim? Vamos outra vez às contas. Se comprar um carro com um valor de 26 mil euros, com um seguro anual de 300€, com despesas de manutenção e pneus, irá gastar no mínimo em média 18€ por dia durante os cinco primeiros anos. Tendo em conta a desvalorização do carro, e contando que o vende passado esse tempo por cerca de 40% desse valor, o dinheiro gasto diariamente é aproximadamente 11€. Já se alugar um carro a longo prazo, com contratos de 2 a 4 anos, pode conseguir valores à volta dos 8 a 9€ por dia. No final de um ano, mesmo que a diferença seja de apenas 2€, estamos a falar de uma poupança de perto de 700€ anuais. E isto sem contabilizar despesas relacionadas com avarias de dimensão média ou superior.

– Viajar de avião

Viajar de avião está cada vez mais barato. Com o aparecimento das low cost, por vezes mesmo uma viagem Lisboa-Porto pode tornar-se muito mais económica se for de avião. É possível por exemplo, ir e voltar por menos de 25€, quando se fosse de carro, entre combustível e portagens, gastaria no mínimo 80€.

Como negociar a renda da casa com o senhorio

A renda de uma casa é uma das despesas mais importantes no orçamento familiar. Por isso, tudo o que puder fazer para negociar esse valor será positivo para as suas contas. No entanto, tal como você quer baixar o valor da renda, também o senhorio quer mantê-la ou até subir. É por isso importante conhecer algumas dicas para o ajudar a negociar o contrato de arrendamento com o senhorio.

Para conseguir negociar a renda da sua casa com o senhorio é essencial estar na posse de todas as informações importantes, para que dessa forma possa argumentar de uma forma eficaz. Conheça de seguida várias dicas essenciais para conseguir negociar a renda da sua casa com sucesso.

O valor da renda não pode apenas basear-se na localização do imóvel e na sua tipologia. O estado do imóvel pode também ser usado para negociar o valor da renda. Dessa forma, verifique e enumere todos os defeitos da casa e nos equipamentos, as obras necessárias, e ainda, falta de estruturas como garagem ou elevador. Todos estes pontos podem ser usados como argumentos na hora de renegociar o valor da sua renda.

Não são poucos os senhorios que preferem uma renda mais baixa mas mais segura e duradoura, a uma renda mais alta mas temporária. Assim, se aceitar realizar um contrato a longo termo (a duração pode ser negociada entre ambos), o senhorio fica bem mais descansado sobre o pagamento da rendas, bem como da segurança de ter um rendimento durante um período alargado de tempo. É um excelente argumento para convencer o senhorio a baixar a renda, ou então, para manter o valor mas com direito a um ou mais meses de renda gratuita.

O inquilino e o senhorio podem estipular entre si quem assegura o pagamento das despesas extra. Estas incluem a luz, a água, o gás, o condomínio, o IMI (imposto municipal sobre imóveis), e nalguns casos, mesmo a internet. Se nada estiver definido no contrato, tudo o que sejam despesas correntes, são pagas pelo inquilino. Já as despesas com administração e áreas comuns ficam por conta do senhorio. Se este não quiser baixar a sua renda, pode negociar com ele o pagamento de algumas das suas despesas extra. Dessa forma, o seu encargo mensal reduz, mesmo que a renda se mantenha.

Por fim, não há melhor argumento para conseguir reduzir o valor da sua renda como a “ameaça” de que se vai mudar para um imóvel com as mesmas características nessa zona, mas com um preço mais baixo. Mas para isso terá de conhecer as alternativas que existem na sua área, conhecendo imóveis para arrendar e respetivos preços. Existindo alternativas credíveis e dentro daquilo que pretende, torna-se mais fácil para si negociar com o seu senhorio. Faça por isso uma pesquisa online sobre os imóveis com as características semelhantes do seu, de modo a conhecer os senhorios dessa área, bem como o preço médio pedido.

Conheça também as vantagens de viver numa casa arrendada

5 dicas para ensinar os seus filhos a lidar com o dinheiro

“É de pequenino que se torce o pepino!” Este ditado diz muito sobre a altura certa para se aprender muitos dos hábitos corretos que se esperam ver nos filhos quando chegarem a adultos. Saber lidar com o dinheiro é uma das aprendizagens mais importantes enquanto crianças. É nesta fase da vida que uma criança irá aprender o valor do dinheiro, como o gerir e claro, como poupar. São estas aprendizagens que irão ajudar a evitar que mais tarde se torne num adulto cheio de dívidas. Conheça de seguida várias dicas sobre como ensinar os seus filhos a lidar com o dinheiro.

DICAS PARA ENSINAR OS FILHOS A LIDAR COM O DINHEIRO

Ensinar através do exemplo
Não há nada mais poderoso que o exemplo dado pelos pais. Seja ele positivo ou negativo. Como tal, se quer ensinar os seus filhos a saber lidar com o dinheiro, deve começar por dar primeiro o exemplo. Se for um pai gastador e consumista, as probabilidades de o filho ser igual são muito altas. Já se souber gerir o dinheiro e economizar, esse comportamento irá influenciar os seus filhos a fazer o mesmo.

Conversar sobre o assunto
Quando ainda são muito novas, as crianças não têm noção de dinheiro. Como tal, é uma fase em que pedem tudo o que lhes apeteça. É por isso importante incutir desde cedo a ideia de que o dinheiro não é infinito, e como tal, para poder gastar nalgumas coisas, é preciso poupar noutras.

Técnica do envelope
Esta técnica é excelente para ajudar a criança a analisar os seus gastos e reconhecer prioridades na forma como usa o seu dinheiro. Assim, nesta técnica o pai ou a mãe senta-se com a criança e fazem uma lista de algumas coisas que ela gostaria de comprar ao longo de um mês. Depois de feita essa lista, colocam o dinheiro necessário para adquirir cada uma delas em envelopes separados. A criança verificará o valor de cada item, e se quiser guardar esse dinheiro para uma compra mais cara, pode fazê-lo.

Dar uma mesada
A mesada, ou mesmo a semanada, muitas vezes é confundido com hábitos de pessoas ricas. Ter uma mesada não significa receber uma quantia muito grande de dinheiro. Significa sim receber um valor determinado pelos pais como ajustado, quantia essa que terá de ser gerida pela criança. Esta micro gestão irá ajudá-la a aprender noções básicas como gestão de gastos, poupança, planeamento e a própria importância do dinheiro. Naturalmente que para esta dica funcionar, os pais não podem dar mais dinheiro antes do dia pré-determinado.

Mostrar que o dinheiro não é o mais importante
É essencial criar nas crianças a ideia de que há valores mais importantes que o dinheiro. Tenha esse cuidado na educação dos seus filhos, e eles perceberão mais tarde a importância do dinheiro, mas sem lhe darem importância a mais. Valorize mais o trabalho necessário para ganhar o dinheiro e aquilo que pode fazer com ele, do que o dinheiro em si.

Quando é que deve fazer as grandes compras

Fazer uma grande compra deve ser algo muito pensado, já que vai implicar um gasto grande de dinheiro. Além de vários cuidados como comparar os preços de vários locais de vendas e verificar a relação qualidade/preço, é também importante saber aproveitar as melhores alturas para este tipo de compras. De seguida pode conhecer quais as alturas mais vantajosas para fazer as suas grandes compras, especialmente viagens, carro, tecnologia, entre outros.

Quando comprar viagens
Para aproveitar preços mais reduzidos numa viagem que queira fazer, há alturas mais adequadas que outras. Se a viagem é para um local de férias, deve procurar comprar para uma altura menos procurada, ou então, com pelo menos três meses de antecedência. Quanto mais cedo, mais hipóteses tem de conseguir um preço baixo.
Conheça também várias dicas sobre como viajar gastando pouco.

Quando comprar tecnologia
Hoje em dia é cada vez mais fácil encontrar tecnologia com preços mais baixos, já que muitos modelos ficam depressa fora de moda, ultrapassados por outros ainda mais modernos, podendo por isso aproveitar os preços promocionais. No entanto, para quem gosta de ter o último grito tecnológico, o ideal é comprar nas promoções “Black Friday” ou por altura do regresso às aulas.

Quando comprar um carro
O carro é um dos gastos mais avultados que possa fazer, e qualquer poupança é de aproveitar. Para comprar um carro, o ideal é quando se aproxima um novo modelo, ou então, perto do fim do ano, quando ocorre o fecho anual de contas das empresas.

Quando comprar casa
Não há melhor que uma crise para comprar uma casa a um preço muito mais baixo. No entanto, isso só é possível se tiver dinheiro suficiente ou se tiver acesso ao crédito bancário para o fazer. Quando o mercado imobiliário está em baixa é a melhor altura para comprar casa.

Quando comprar jóias
Apesar da tentação de comprar uma jóia para si ou para oferecer nas alturas especiais, como o Natal, Dia da Mãe ou Dia dos Namorados, estas são as alturas onde elas são mais caras. Prefira por isso comprar em meses como julho, agosto e setembro.

Quando comprar roupa de qualidade
Para poder comprar roupa de boa qualidade sem ter de gastar muito dinheiro, há algumas dicas bem úteis. Se pensar com antecedência, pode aproveitar para fazer excelentes compras. Por exemplo, comprar roupa de verão no final da estação. Os preços estão muito mais baixos, podendo assim comprar excelentes peças para o verão seguinte. Já no Natal, a dica é esperar até depois do ano novo, quando surgem as rebaixas, e os preços sofrem descidas de preços muito significativas.

Quando comprar um vestido de noiva
O vestido de noiva, se comprado com a devida antecedência, pode ter um preço bem mais simpático. As melhores alturas para comprar um vestido de noiva são no final de ano e nos meses baixos, como janeiro e fevereiro.

As vantagens de viver numa casa arrendada

Em Portugal, a regra geral, era viver em casas arrendadas. Até que a queda das taxas de juro e os grandes lucros, fáceis e rápidos de obter pela construção e venda de casas, lançaram as pessoas para a aquisição de casa própria. Todavia, nos últimos anos, com a economia em crise e com os bancos a limitarem a concessão de crédito às famílias, a compra de casas tem caído de forma abrupta. Assim sendo, a opção mais viável passa novamente por arrendar uma casa em detrimento da sua aquisição.

A questão torna-se ainda mais relevante quando falamos de jovens compradores que necessitam de financiamento bancário para comprar casa, enquanto ainda não têm uma vida profissional estável, que lhes possa garantir o pagamento total do crédito à habitação. Segundo a DECO, a crise está a obrigar cada vez mais portugueses a ter de entregar a casa ao banco. se até há pouco tempo as pessoas tentavam a todo o custo manter a habitação, agora a tendência parece estar a inverter-se.

Assim, viver numa casa arrendada pode acarretar uma séria de vantagens, desde logo a liberdade que proporciona a quem não quer ter logo um compromisso para a vida, o que acontece quando se contrai um crédito à habitação. Saiba de seguida quais as vantagens de viver numa casa arrendada:

Flexibilidade – Esta crise está a revelar que o arrendamento é uma opção mais flexível do que a compra de casa, especialmente para a classe média que a qualquer momento pode ter cortes no rendimento ou enfrentar na família o despedimento. Quem vive em casa arrendada rapidamente pode mudar de cidade, para onde há emprego, ou mudar de casa para outra mais barata.

Obras de manutenção – Num arrendamento, o inquilino não necessita de se preocupar com isso. Quando ocorrer algum problema relativo à manutenção, informe o seu senhorio, o qual tem a obrigação de solucionar a situação.

Impostos e Seguros – São outros encargos que não necessita de se preocupar, o que não aconteceria quando se compra uma casa. Sendo que os valores do imposto sobre imóveis e dos seguros de uma habitação são bastante avultados.

Viver melhor – Muitas vezes, a renda que paga num arrendamento é menor do que a prestação mensal, que pagaria se tivesse contraído um crédito à habitação. Desta forma, ficará com mais dinheiro para gastar, poderá viver melhor a nível financeiro. Além disso, poderá viver num sítio que de outra forma nunca teria dinheiro para o fazer.

Necessidade de mudar – No caso de um arrendamento, se o inquilino necessitar de se mudar, basta apenas de esperar um ou dois meses no máximo. Mas, se tivesse comprado uma casa, imagine o tempo que poderia ter de esperar até vender a mesma.

Faturas de água, luz e gás – Em alguns casos, a água, luz e gás vêm já incluídos na mensalidade do arrendamento, o que significa menos preocupações com faturas para pagar.

Estar a comprar uma casa no início da vida profissional, gastando todo o dinheiro que juntou, não está a construir o seu futuro, mas sim, a destruir. Ter uma casa própria demasiado cedo para além de estar a criar um enorme passivo para si, fica sem dinheiro para investir. Nestas condições, a prioridade deve passar por criar primeiro alguns ativos, um negócio próprio, ou consolidar a carreira profissional, ou mesmo uma carteira de ativos de investimento, de modo a assegurar um rendimento mais constante para o seu futuro. Por isso, enquanto não reúne condições vantajosas para comprar uma casa, a melhor solução passa por viver numa casa arrendada.

Saiba como renegociar um empréstimo

Ao longo das nossas vidas, acontecerão eventos imprevistos, que nos farão ter de optar e fazer escolhas que não estavam nos nossos planos. As escolhas mais confusas são muitas vezes relacionadas com o nosso dinheiro, especialmente contas e empréstimos que não conseguimos pagar. Nessas situações, é importante e urgente renegociar os empréstimos. A renegociação de um empréstimo não é nenhuma tarefa impossível e é um passo fundamental para equilibrar as suas contas.

A renegociação dos empréstimos tem ganho um novo fôlego desde 2013. Foram publicados vários diplomas legislativos com o objetivo de facilitar o contato entre a instituição credora e o cliente. Entre outros aspetos, as instituições financeiras passaram a ser obrigadas a detetar sinais de risco de incumprimento e a esperar 90 dias para avançar com a resolução judicial de atrasos no pagamento das prestações.

Saiba Quais os sinais de que vai ficar endividado

Conheça abaixo algumas dicas para renegociar um empréstimo:
– Se estiver em dificuldades para cumprir com o pagamento dos empréstimos que contraiu, o primeiro passo a seguir é contatar o seu o banco. Quanto mais cedo o fizer, mais fácil pode ser a resolução do seu problema. Informe a instituição financeira que lhe concedeu o crédito um panorama da sua real situação. Seja honesto e demonstre que, face à sua realidade do momento, se os termos do contrato de empréstimo não forem renegociados, você poderá não conseguir pagar e ter de pedir a insolvência.
Ao informar ao banco sobre as dificuldades financeiras, em princípio, a família será inserida no PARI (Plano de Ação para o Risco de Incumprimento), o que, pelo menos, vai obrigar o banco a olhar para a sua situação financeira.

– Não se deixe pressionar por alguma insistência que possa haver. Se tiver dúvidas, questione até ficar devidamente esclarecido. Deve utilizar o Livro de Reclamações, sempre que fique descontente com alguma atitude por parte das instituições financeiras.

– Se pagar as prestações de uma forma tardia ou estar mesmo em incumprimento com algum pagamento, irá aumentar as probabilidades de uma renegociação, pois quem empresta está mais suscetível a negociações face a essa situação. Isto não quer dizer que o faça de uma forma deliberada, quer somente demonstrar que deve agir de uma forma estratégica.

– Se estiver já na situação de incumprimento, peça uma modificação das condições do seu empréstimo. Atualmente as instituições financeiras já contam com vários instrumentos para lidar com o incumprimento. No caso do banco concluir que o cliente tem capacidade para regularizar a sua situação, deve apresentar propostas para renegociar o crédito ou consolidar outros contratos.
As instituições financeiras não podem cobrar aos clientes comissões pela revisão de contratos inseridos nos regimes de incumprimento, o que abrange também o Regime Extraordinário do crédito à habitação para famílias em situação económica muito difícil. O objetivo destes regimes é permitir condições mais vantajosas para pagar o empréstimo, que podem passar por um período de carência mínimo de 12 meses e máximo de 48 meses ou uma redução do spread durante o período de carência até ao mínimo de 0,25%.

– Antes de fechar a renegociação, certifique-se que os novos termos e condições do empréstimo acordados são efetivamente possíveis de cumprir. Caso contrário, irá perder toda a credibilidade junto do banco. Antes de se comprometer com algum contrato, analise atentamente todas as condições contratuais.

Dicas para poupar na conta da água

A água é um dos bens mais preciosos que temos acesso e a sua escassez é um problema ao qual todos nós devemos ficar sensíveis. É possível poupar água, alterando alguns hábitos quotidianos, uma vez que são os pequenos gestos que fazem toda a diferença. Ao diminuir o consumo de água, estamos também a reduzir a conta da água no final do mês. Conheça de seguida algumas dicas para poupar água:

POUPAR ÁGUA NA COZINHA E LAVANDARIA
– Não descongele os alimentos colocando-os debaixo da torneira com a água a correr, opte por colocá-los a descongelar mais cedo;
– Para lavar a loiça, opte por encher um dos lados do lava-loiça, e coloque lá a loiça de molho, assim a água não fica sempre a correr e torna-se mais fácil tirar a gordura das loiças;
– Coloque a ferver apenas a água necessária para fazer um chá ou um café;
– Opte por comprar as máquinas de lavar loiça e roupa que oferecem um melhor desempenho e uma maior poupança;
– Coloque em funcionamento as máquinas de lavar loiça e roupa apenas quando estiverem cheias;

POUPAR ÁGUA NA CASA DE BANHO
– Para lavar os dentes, utilize um copo com água;
– Encha o lavatório com água, para realizar toda a higiene pessoal, como lavar a cara ou fazer a barba, em vez de deixar a torneira aberta;
– Opte por tomar duche, em vez dos banhos de imersão, preferencialmente que dure menos de 10 minutos. Encher uma banheira com água equivale a um duche de 15/20 minutos;
– Feche sempre a torneira da banheira enquanto se ensaboa;
– Geralmente, um autoclismo tem a capacidade de 10 litros de água, por isso opte por colocar uma garrafa de água (1,5 litros) no autoclismo. Assim conseguirá poupar cerca de 2 litros por cada descarga;
– Não deite lixo na sanita, para evitar descargas dispensáveis;

POUPAR ÁGUA NO EXTERIOR
– Para lavar os carros, opte por utilizar um balde e uma esponja, para poupar na água;
– Para poupar água na jardinagem, é importante conhecer quais as plantas que necessitam de ser regadas com frequência e quais as que não carecem de água;
– Opte por regar o jardim durante a noite e faça-o de forma pausada. Permitindo assim que a água se infiltre no solo. Pode também recolher a água da chuva, armazenando-a em contentores, para posteriormente regar as plantas;
– Se tiver algum chafariz no jardim de casa, opte por colocar um sistema de canalização, que permite reciclar a água;
– Tape a piscina, para reduzir a perda de água por evaporação;
– Para lavar a roupa no tanque, encha-o com água e deixe lá as roupas de molho. Poderá ensaboar e lavar a roupa com a mesma água;

OUTRAS ESTRATÉGIAS PARA POUPAR ÁGUA

Além das ideias apresentadas de como poupar água que, possibilitam a redução da conta da água no final do mês, e consequentemente, poupar muito dinheiro, existem outras estratégias que podem ser aplicadas, tais como:

– Comparar a fatura da água do mês corrente com a do mês anterior, para verificar se existiu alguma variação significativa do consumo de água. Se existir um aumento do consumo de água sem justificação aparente, poderá querer dizer que houve um desperdício acentuado de água, ou a existência de uma fuga de água;

– Verificar com alguma regularidade todas as torneiras da casa com o objetivo de detetar alguma fuga de água, com especial atenção à locais como casa de banho, lavandaria e cozinha;

– A aplicação de redutores de fluxo é uma medida de prevenção que permite reduzir o consumo da água em quase 50%. Trata-se de uma pequena peça que se encaixa na torneira e que reduz o caudal de água;

– Convocar uma reunião familiar com a finalidade de alertar todos os membros da família, para a necessidade de elaborar um plano para poupar água e economizar dinheiro. O objectivo é chamar a atenção de todos, e fazer com que todos sigam as ideias de poupar água;

Estas são apenas algumas ideias que podem ser utilizadas para conseguir poupar água. Todos os esforços são válidos quando se trata de poupar.

Dicas para poupar dinheiro no combustível

Com os preços dos combustíveis a subirem, é importante começar a prestar um pouco mais de atenção à forma como administra a utilização dos mesmos na sua vida. Saber onde comprar e como utilizar poderá ajudá-lo a poupar quantias significativas de dinheiro.

Compare preços – Os preços tendem a variar conforme a empresa à qual o posto de abastecimento pertence. Hoje em dia existem alternativas “low cost” que disponibilizam combustível a preços mais acessíveis, pelo que, se anda mal de dinheiro, não deve deixar de aproveitar estas oportunidades.

Abasteça pela manhã – Opte sempre por abastecer durante a manhã, que representa a altura mais fresca do dia. Nestas alturas a gasolina encontra-se mais densa, e uma vez que é paga ao litro, quanto mais densa se encontrar, menos pagará ao abastecer o seu depósito.

Conduza mais devagar – Quanto mais rapidamente conduzir, mais consumirá, pelo que, se não houver razão para tal, deverá sempre optar por conduzir a velocidades mais reduzidas. Não só é mais seguro, como também acabará por ajudá-lo a poupar imenso combustível ao final do mês.

Olhe pela saúde do seu carro – Manter a manutenção do seu carro em dia é uma das formas mais eficazes de evitar gastar mais combustível do que o suposto. Carros com problemas tendem a originar consumos excessivos de combustível, pelo que, é importante certificar-se regularmente de que tudo se encontra em ordem com o seu veículo.

Atenção ao ar condicionado – A utilização excessiva do ar condicionado pode, também, originar consumos excessivos e desnecessários de gasolina. A menos que seja mesmo necessário, opte por não utilizar o seu ar condicionado.

Tente estacionar à sombra – Evite sempre estacionar o seu veículo ao sol. Ao fazê-lo, estará a favorecer a evaporação de combustível, o que fará com que o seu depósito dê para muito menos tempo.

Desligue sempre o carro – Sempre que estiver parado numa fila de trânsito convém desligar o seu veículo. Mantê-lo ligado enquanto não está a andar fará com que consuma combustível desnecessariamente.

Reduza a utilização do veículo – Perca o hábito de utilizar o seu veículo para todas as deslocações.Caminhar não só fará muito bem ao seu corpo, como também à sua carteira. Ficará surpreendido com os benefícios que poderá retirar de simplesmente reduzir consideravelmente na utilização do seu veículo.

Dicas para poupar na eletricidade‏

Poupar na eletricidade é uma medida que se pode revelar extremamente benéfica, não só para o seu bolso, como também para o planeta. Ainda que seja um recurso indispensável na vida de qualquer pessoa, a utilização inadequada do mesmo constitui um erro bastante frequente, que acaba sempre por contribuir para dificultar a situação financeira de muitas famílias. Felizmente, contornar este problema e poupar na electricidade é uma tarefa bastante simples, bastando, para isso, seguir algumas regras essenciais.
Eis algumas dicas importantes para poupar eficazmente na eletricidade:

Desligue sempre as luzes
Comece a habituar-se a desligar as luzes sempre que sai de uma divisão. Se passará as próximas horas na sala, não há necessidade absolutamente nenhuma para a luz da cozinha ficar acesa. Por mais lógico que isto pareça, há muitas pessoas que não seguem esta regra tão óbvia, o que acaba sempre por resultar em contas elevadas de eletricidade.

Utilize um regulador de intensidade
Apesar de não ser mesmo necessário, caso saiba como reduzir eficazmente a utilização de eletricidade, um regulador de intensidade pode sempre revelar-se uma boa ajuda na redução dos gastos totais com a luz, pelo que, é altamente recomendado.

Utilize lâmpadas de baixo consumo
Ainda que consideravelmente mais caras do que as lâmpadas “normais”, as lâmpadas de baixo consumo tendem a revelar-se muito mais duradouras e a consumirem muito menos eletricidade, o que, ao fim do ano, acabará por ajudar a poupar quantias bastante expressivas de dinheiro.

Habitue-se a desligar os aparelhos
Sempre que um aparelho não esteja a ser utilizado, deverá ser desligado. Televisões, consolas de jogos, impressoras, scanners, etc. Qualquer que seja o aparelho, deverá apenas estar ligado durante a sua utilização. Recomenda-se, também, que os desligue das tomadas, de modo a optimizar ao máximo a poupança de energia.

Mantenha os frigoríficos bem localizados
Frigoríficos e arcas congeladoras deverão sempre ser mantidos o mais longe possível de portas, janelas e fogões, de modo a evitar gastos desnecessários de energia originados pelo contraste de temperaturas, que obrigarão os frigoríficos a trabalhar de forma mais intensa.

Cuidado com as temperaturas da máquina de lavar
Escolher corretamente a temperatura da água no momento de lavar a sua roupa, bem como a sua loiça, poderá ajudá-lo a poupar mais de 40% de eletricidade. Sempre que viável, opte por lavar a sua roupa a 30 graus, ou mesmo com água fria, o que para certas peças de roupa até poderá revelar-se bastante benéfico, como é o caso da roupa escura. Temperaturas mais elevadas deverão ser utilizadas apenas quando for mesmo necessário.