8 dicas para poupar dinheiro

Os efeitos devastadores da crise vieram relembrar os Portugueses da importância do desenvolvimento de uma boa estratégia de poupança. Numa época em que uma boa percentagem da população se encontra a experienciar sérios problemas financeiros, é cada vez mais imprescindível valorizar a adoção de medidas que ajudem a prevenir desastres financeiros irreversíveis. Felizmente, através da reeducação de alguns hábitos é perfeitamente possível atingir esse objetivo e começar a poupar quantias bastante significativas de dinheiro. Eis algumas medidas que poderá adotar para atingir esse objetivo:

Tome nota de todas as suas despesas

Ainda que isto se possa revelar entediante e trabalhoso, tomar nota de todas as suas despesas ajudá-lo-á a determinar se está ou não a gastar dinheiro desnecessariamente. Para tal, deverá guardar os talões de tudo aquilo que compra, bem como anotar todos os gastos diários que tiver.

Evite comer fora

Sempre que houver a possibilidade, tente tomar as suas refeições em casa. Levar um tupperware para o trabalho com comida feita em casa, bem como ter sempre consigo algumas peças de frutas e snacks, como é o caso de bolachas, poderá, também, revelar-se extremamente útil para a poupança de dinheiro.

Aproveite os cupões dos supermercados

É com frequência que as mais diversas cadeias de hipermercados disponibilizam cupões de desconto aos seus clientes, que permitem adquirir determinados produtos a preço significativamente mais baixos do que o normal. Se os hipermercados onde costuma fazer compras disponibilizam esta oportunidade, então não deverá deixar de usufruir dela.

Evite comprar água engarrafada

Ao comprar água engarrafada está a perder uma oportunidade única de poupar dinheiro, uma vez que a utilização de água da torneira tende a revelar-se uma alternativa muito mais económica. Se está preocupado com os efeitos nocivos que a água da torneira poderá ter na sua saúde, então aconselha-se a que compre um filtro de água em jarra. O investimento será rapidamente recuperado e, a partir daí, será só poupar.

Preste atenção à utilização de água

Adote todas as medidas possíveis para poupar água. Coloque uma garrafa de plástico de litro e meio dentro do autoclismo para poupar em cada descarga. Da mesma forma, sempre que cozinhar, tente reutilizar a água. A água onde cozer, por exemplo, os legumes, deverá também ser utilizada para a cozedura dos restantes ingredientes.

Poupe na eletricidade

É frequente os eletrodomésticos ficarem ligados à corrente até mesmo quando não estão a ser utilizados. Ao perder esse hábito, estará automaticamente a gastar menos energia e, consequentemente, a poupar dinheiro. Deverá, também, certificar-se de que só acenderá luzes quando for realmente necessário. Ao fazê-lo, poderá acabar por poupar centenas de euros por ano.

Faça compras através da internet

Ao utilizar a internet poderá, muitas vezes, encontrar determinados produtos a preços muito mais baratos. Assim sendo, sempre que precisar de comprar algo, investigue bem se há ou não a possibilidade de adquirir o objeto desejado por um preço mais barato, através da internet.

Adquira um bom plano de TV, internet e voz

Cada vez maior é número de planos disponíveis no mercado que lhe permitem usufruir de um serviço de telemóvel, telefone fixo, televisão e internet por preços altamente aliciantes. Se tende a gastar muito por mês em chamadas de telemóvel, talvez seja uma boa ideia começar a informar-se dos planos atualmente existentes. Em muitos casos, é possível poupar imenso através de planos que englobam uma grande variedade de serviços

Fundos de Investimento – Tudo o que precisa de saber

Um fundo de investimento é um instrumento financeiro que resulta da captação de capital junto de diversos forrodores, constituindo o conjunto desses montantes um património autónomo, gerido por uma sociedade gestora, que o aplica numa variedade de ativos financeiros.

O Património dos Fundos é dividido em partes iguais denominadas Unidades de Participação (U.P.), que, ao longo do tempo, assume valorizações diversas, conforme a evolução dos activos que compõem o fundo. A cotação das Unidades de Participação de cada Fundo resulta da divisão do valor total da carteira em cada momento pelo número de Unidades de Participação em circulação.
O Investidor participa no fundo com uma determinada quantia que é expressa em Unidades de Participação. Ou seja, cada investidor é uma espécie de co-proprietário de uma parte da carteira total do fundo. Esta carteira é habitualmente composta por ações e/ou obrigações, mas uma parcela pode também estar aplicada noutros produtos, como os depósitos a prazo.

A sociedade gestora do fundo de investimento tem de respeitar a estratégia de investimento, tal como está definida no regulamento de gestão. Se este prevê que a sociedade gestora apenas pode investir em ações portuguesas, é interdita a possibilidade de apostar em acções de outros países ou em obrigações.

As principais funções da sociedade gestora são os seguintes:
– Selecionar, adquirir e alienar os activos de cada fundo;
– Emitir unidades de participação;
– Determinar o valor das unidades de participação;
– Cumprir os deveres de informação estabelecidos por lei;
– Ter acesso ao Mercado Interbancário.

Existe uma grande variedade de fundos de investimento no mercado, e a forma mais adequada de distinguir os fundos é com base nos ativos em que investem:

Fundos de tesouraria – ativos caraterizados por uma elevada liquidez, curto prazo. Devem ter em permanência entre 50% e 85% da carteira investida em valores mobiliários e depósitos bancários com prazo de vencimento residual inferior a 1 ano. Os depósitos bancários não podem exceder 50% da carteira e não podem ter acções;

Fundos de obrigações – aplicações de curto/médio prazo, sem grande volatilidade; Fundos que investem direta ou indiretamente pelo menos 2/3 da carteira em obrigações e outros activos representativos de dívida, sem componente accionista;

Fundos de ações/Alto risco – aplicações de longo prazo; carteira composta essencialmente por ações (mínimo 2/3 da carteira) ou produtos derivados com grande volatilidade;

Fundos mistos – quando investem em obrigações e ações, definindo barreiras para o peso das aplicações na carteira;

Fundos flexíveis – quando investem em obrigações e ações e não definem barreiras para o peso das aplicações na carteira;

Fundos de fundos – têm como particularidade uma carteira composta por unidades de participação de outros fundos;

Fundos especiais de investimento – caraterizam-se por uma grande liberdade na determinação da política de investimento;

Fundos de poupança-reforma (PPR) – têm uma composição semelhante aos fundos mistos, mas a lei atribuí-lhes um estatuto especial;

Fundos de capital garantido – oferecem uma garantia total ou parcial dos montantes investidos à custa de um menor rendimento potencial.

Os fundos podem ainda ser classificados como:
Fundos Abertos – permitem subscrições e resgates das suas unidades de participação em qualquer data. (Nº de UPs é variável);

Fundos Fechados – número fixo de UPs estabelecido no momento da emissão, podendo ser aumentado de acordo com condições definidas no regulamento de gestão. O prazo de vida é definido na data de emissão e o Fundo liquida automaticamente na data de amortização definida.

As rendibilidades dos Fundos de Tesouraria tendem a evoluir na mesma tendência das taxas de juro para os prazos até um ano. Assim, numa conjuntura de subida destas taxas, a rendibilidade destes Fundos tenderá também a subir, verificando-se a mesma relação no sentido inverso.
Os fundos de acções são bastante correlacionados com os índices de referência que medem a evolução desses mercados (Benchmarks).

Para aplicar as suas poupanças em fundos de investimento, basta dirigir-se a um banco e preencher o impresso de subscrição. Em alternativa, também pode subscrever via serviço telefónico ou na Internet. Alguns também podem ser subscritos nos correios. Pode adquirir unidades de participação a partir de um valor a rondar os 500€, mas algumas sociedades gestoras estabelecem um número mínimo de UPs a subscrever.

Tal como a subscrição, o pedido de resgate pode ser feito em qualquer balcão do banco onde o fundo foi subscrito, através do serviço telefónico ou da Internet.

Os fundos de investimento não podiam deixar de estar sujeitos à conhecida regra financeira – quanto maior o risco, maior a rentabilidade. Mas a verdade é que nos fundos, nem todos os riscos são da mesma natureza. Uns provem do mercado onde se investe, outros da própria gestão do fundo. Como os fundos não têm todos a mesma composição, os riscos que correm também não são iguais. O risco de cada fundo está dependente, sobretudo, da composição da sua carteira. Um fundo de ações é sempre mais arriscado do que um fundo de tesouraria. Contudo, é preciso não esquecer que, salvo algumas exceções, os fundos de investimento não garantem nenhum tipo de rendimento, nem o reembolso do capital investido.