6 passos para obter lucro no seu negócio

O maior objetivo de qualquer negócio ou empresário é obter o lucro. Todavia, para que uma empresa, especialmente uma startup, se transforme num negócio sustentável e lucrativo, é preciso muito mais do que a paixão do empresário, é fundamental planear e aplicar com rigor um conjunto indispensável de estratégias.

Confira abaixo seis dicas que podem ajudar-lhe a refletir sobre as suas estratégias para obter lucro no seu negócio:

Cobrar o preço correto
Um dos erros mais comuns cometidos por novos negócios é o de tentar ganhar clientes através de uma redução enorme de preços ou mesmo de oferecer gratuitamente serviços e produtos. Estar a comercializar produtos que nem cobrem os custos, não é a melhor forma para um negócio crescer, pelo contrário, pois o preço a cobrar desde o início deve incluir uma margem de lucro.
Saiba como calcular a margem de lucro (AQUI).

O preço a cobrar tem de ter em conta todos os custos associados, e deve ponderar a sua sustentabilidade a médio longo prazo. Só depois de definir o seu preço é que deve olhar para a concorrência. Se o preço estiver muito acima da concorrência e não consegue diminuí-lo, deve tentar vendê-lo, investindo num produto diferenciador, em estratégias de marketing e em dar mais opções aos clientes.

É normal as pequenas empresas cobrar mais pelos seus produtos/serviços, os quais têm geralmente um custo unitário superior, mas têm também mais qualidade que os outros. É nesta diferença de qualidade que pode levar os consumidores estarem dispostos a adquirir artigo/serviço semelhante mais caro, pelo que se deve ter em conta o rácio qualidade/preço.

Escolher público-alvo
Uma empresa necessita de trabalhar com o tipo de cliente certo, e cobrar o preço correto ajuda a chegar ao seu público-alvo. O tipo certo de cliente para o seu negócio é aquele que intuitivamente percebe que o seu produto lhe oferece a melhor opção, que tem o dinheiro para lhe pagar, e que ainda lhe permite fidelizar enquanto cliente. Estes clientes podem ainda fazer publicidade ao seu negócio com amigos, familiares e colegas.

Na fase comercial, você tem de ver o cliente como alguém que tem uma necessidade que precisa que a mesma seja satisfeita. Quanto mais conseguir colmatar estas necessidades, mais sucesso terá nas vendas e aumentará o lucro.

Definir margem de lucro
Para um pequeno negócio obter lucro, é fundamental definir uma boa margem de lucro. Faça uma pesquisa detalhada de mercado para saber que tipo de margens pode ambicionar para o seu produto.

Pode eventualmente pensar que pode ter uma margem mais reduzida e lucrar, caso consiga efetuar um bom volume de vendas. Contudo, é necessário ponderar muito bem nesta questão, pois esse lucro pode não ser suficiente para a viabilidade financeira do seu negócio.

Fluxo de caixa
O fluxo de caixa também tem um contributo importante para o lucro. Isto significa encontrar clientes que pagam a tempo e a horas. Um dos segredos para o fluxo de caixa é o de cobrar o preço certo aos clientes. O preço certo é aquele que tem uma margem decente e simultaneamente é fácil de vender. Os clientes certos pagarão um pouco mais por algo especial que tenha para oferecer e, além disso, pagarão a tempo.

Não pense no futuro, antes de preparar o presente. É mais importante o dinheiro que você tem no banco do que potenciais vendas no futuro. Para aumentar o dinheiro no banco, concentre-se em construir um produto ou serviço que é fácil de vender a um cliente ideal. Lembre-se de não fazer um preço artificial insustentável e consequente redução de margem do lucro.

Pesquisar sobre o nicho de mercado
É também importante pesquisar e ponderar bem sobre o nicho de mercado em que vai apostar e se o mesmo tem procura. Certifique-se que não tem um número excessivo de concorrêntes. O ideal seria apostar num nicho com pouca oferta e com muita procura, o que significaria grandes lucros.

Qualidade de atendimento
Muitos clientes optam e pagam mais por um determinado bem ou serviço, quando a qualidade de atendimento é muito boa. Além disso, muito bons serviços de atendimento permitem fidelizar o cliente pelo que, além de estar a vender e a obter lucros no presente, está também a garantir o futuro de uma forma equilibrada. Caso não tenha uma boa qualidade de atendimento, dificilmente poderá obter lucro.

Conheça uma forma fácil de poupar nos impostos

Conseguir poupar nos impostos permite-nos usufruir mais e melhor dos nossos rendimentos. Existem formas legais de poder pagar menos impostos e reduzir a carga fiscal que recai sobre cada um de nós, bastando para isso conhecer minimamente as leis fiscais.

Nunca é de mais reforçar a ideia de que todas as dicas que vamos abordar para poupar nos impostos neste artigo, não passam por deixar de pagar impostos, mas sim reduzir os valores a pagar.
Posto isto, iniciamos o artigo por referir que, apesar de algumas despesas serem possíveis de deduzir no IRS para baixar as contribuições dos contribuintes, é complicado nos dias de hoje realizar grandes poupanças fiscais de forma simples, se bem que existem sempre formas de contornar quase tudo. O ideal é ter uma empresa, pois, desta forma, pode poupar bastante se for proprietários/sócios da mesma.

Através da criação de uma sociedade comercial, pode alcançar grandes poupanças. Contudo, para poder usufruir destas vantagens, a empresa terá de ser rentável, caso contrário, estará condenada ao insucesso. Existem imensos casos de empresas que entraram em insolvência, por empresários abusarem das estratégias para poupar no âmbito pessoal.

Não necessita de abrir contas offshore para poder pagar menos impostos, basta criar uma sociedade unipessoal. Qualquer pessoa pode ser proprietário ou sócio de empresas, inclusive os trabalhadores por conta de outrem, pois não existe nenhuma incompatibilidade. Apesar disso, antes de criar uma empresa é fundamental desenvolver uma ideia de negócio com boas possibilidades de sobreviver, que seja sustentável e que requeira baixo investimento inicial. Conheça aqui os custos para criar uma empresa.

Saiba como planear a criação de um negócio

COMO POUPAR NOS IMPOSTOS?
Partindo do princípio que quem tem menores rendimentos tem também uma carga fiscal menor, a primeira recomendação passa por reduzir os rendimentos, seja para IRS (Imposto sobre o Rendimento de pessoas Singulares) ou IRC (Imposto sobre o Rendimento de pessoas Colectivas), Esta dica poderá fazer todo o sentido para quem obtém rendimentos elevados. Existem muitas formas de compor os rendimentos tendo como a finalidade sermos tributados apenas pelo que queremos. Criar uma empresa unipessoal é uma dessas formas. Este artigo tem como objetivo demonstrar as formas legais de poder pagar menos impostos através da criação de uma empresa.

Antes de mais, vale a pena perceber as diferenças entre os conceitos – finanças pessoais e finanças empresariais, para fazer uma boa gestão do património pessoal e dos rendimentos que se usufrui. É necessário também haver uma mente aberta para tirar proveito destes conceitos.

Finanças Pessoais (foro pessoal – Pessoa Singular) – Correspondem aos rendimentos que entram na esfera pessoal e são tributados através de IRS, com taxas progressivas consoante o nível do rendimento que a pessoa aufere, ou seja, quanto mais se ganha mais se paga. A taxa máxima pode chegar aos 48% (inclui a sobretaxa extraordinária do IRS de 3,5%).

Finanças Empresariais (contabilidade organizada – Pessoa Colectiva) – São os rendimentos provenientes de atividades comerciais, industriais, que são tributados através de IRC. A taxa situa-se em torno dos 25,5% (inclui a Derrama – imposto municipal sobre o lucro tributável das empresas). Com a Reforma do IRC introduzida em 2014, está prevista uma descida gradual da taxa para 17% em 2019, fixando-se atualmente em 21%.

Perceber as diferenças entre ser tributado através de IRS ou de IRC é o ponto-chave. O IRS incide sobre todos os rendimentos (o dinheiro que recebe), enquanto o IRC recai sobre o lucro (o dinheiro que sobra). No caso da pessoa singular, não interessa se gastou o dinheiro ou se o investiu, a partir do momento que entra na esfera pessoal está automaticamente sujeito a imposto, pois este é-lhe tributado à entrada. Já no caso da pessoa coletiva, o imposto incide sobre o lucro tributável. Assim quanto mais gastar, ou dito por outras palavras, quanto mais despesas tiver, menos impostos pagará. As despesas reduzem os resultados financeiros (proveitos – custos = resultados financeiros).

Tal como no IRS, no IRC existe também uma lista de benefícios que os empresários podem deduzir na sua fatura fiscal. Os benefícios são mais significativos quando falamos de micro e pequenas empresas. Desde logo, o regime simplificado, que pode ser mais favorável quando a rentabilidade efetiva do negócio é superior às rentabilidades-padrão, previstas para cada tipo de atividade e sobre as quais incidirá a tributação. A esta vantagem junta-se a ausência de tributação autónoma sobre algumas despesas.

No entanto, o lucro tributável inclui despesas não dedutíveis fiscalmente, que sujeitam a tributação autónoma, podendo assim agravar o imposto a pagar, como é o caso dos automóveis. Na hora de distribuir os lucros, se o dinheiro atribuído ao sócio, ficar “dentro” da empresa não necessitará de pagar o IRS, ou seja, a poupança total em fonte de IRS, evitando assim a dupla tributação dos resultados.

Uma outra ideia a ter em conta, é a tributação sobre as mais-valias resultantes em investimentos, como depósitos a prazo, ou instrumentos bolsistas, nos quais a taxa liberatória é de 28%. Estes valores podem ser deduzidos em fonte de IRC, se forem realizados em nome da empresa.

Portanto, não é difícil perceber que quando se envia despesas do foro pessoal para uma empresa, ocorrem poupanças nos impostos. Tudo dentro da legalidade, claro. A título de exemplo, os bens que podem ter utilização pessoal e profissional, como são os automóveis, as motas, os computadores, os telemóveis, entre outros.

A compra de automóveis através de empresas é uma prática bastante comum. De seguida, vamos demonstrar esta vantagem. Quando compra um carro através de uma sociedade comercial, o valor de aquisição pode ser amortizado como um custo (no caso dos veículos comerciais), também poder-se-á deduzir o IVA. Essa dedução é de 100% para os veículos comerciais, eléctricos e híbridos plug-in, e 50% para os carros a GPL, cujo valor de cada veículo não ultrapasse os 50.000€. A desvalorização e manutenção estão a cargo da empresa, assim como todas as despesas associadas a este.

Com a introdução da reforma Fiscalidade Verde, atribui-se, pela primeira vez, a dedutibilidade à viaturas de passageiros, pois até então, apenas os veículos comerciais de até três lugares podiam reaver os 23,25% de IVA liquidados aquando da aquisição da viatura.

Assim, se comprar um veículo comercial ou um carro “amigo do ambiente” (saiba mais aqui) em nome da empresa, que custa 25.000€, por exemplo, pagará menos de 20.000€ com a dedução no IVA. Mas se pretender adquirir esta viatura para uso pessoal com recurso à distribuição de lucros, a empresa terá de ter 50.000€ de lucro para atribuir 25.000€ ao sócio (ex: uma empresa composta por 2 sócios).

Quando um particular compra um automóvel novo, está a utilizar “dinheiro” que já pagou impostos, isto é, o custo da viatura por esta via torna-se ainda mais elevado, por causa da dupla tributação. O pior é que ao fim de alguns anos e por força da desvalorização, o automóvel vale pouco mais do que nada.

É importante reter que os lucros das empresas não devem ser distribuídos. Devem sim, ficar dentro da empresa, para serem reinvestidos e utilizados. Podem até ser aplicados em depósitos a prazo. Porém existe uma grande diferença entre pagar do meu “próprio bolso” iphones ou computadores e ser a minha empresa a fazê-lo. Uma coisa é pagar com dinheiro que já foi tributado, outra é pagar e deduzir esse custo aos impostos.

Então para comprar qualquer coisa é bom que seja uma empresa a fazê-lo, paga-a e fica com o risco. A empresa é a proprietária do bem, mas quem a utiliza são as pessoas. Logo, podemos concluir que até é fácil poupar nos impostos, mas só para quem é detentor de uma empresa.

Internacionalização do seu negocio – vantagens e desvantagens

A internacionalização de um negócio constitui um desafio que, quando devidamente superado, pode trazer um vasto número de vantagens para o crescimento de uma empresa. O desenvolvimento de uma boa estratégia de internacionalização pode permitir a um negócio aumentar significativamente o seu público alvo, impulsionando, dessa forma, as suas possibilidades de lucro. No entanto, ainda que a internacionalização esteja carregada de benefícios, é importante estar consciente de todas as desvantagens que podem estar associadas à mesma, de modo a conseguir desenvolver uma estratégia que zele pela preservação da integridade do seu negócio durante o processo de internacionalização.

VANTAGENS

Maximização das vendas: Uma das principais vantagens da internacionalização é, sem sombra de dúvida, a possibilidade de maximização das vendas da sua empresa, o que poderá dar origem a margens de lucro muito mais satisfatórias.

Maior independência interna: Ao internacionalizar-se, estará, também, a tornar-se independente do mercado interno. Assim sendo, mesmo que o mercado interno não esteja a dar resultados muito positivos, existe sempre a possibilidade de equilibrar os seus ganhos através dos lucros auferidos internacionalmente.

Menor dependência da sazonalidade: A exportação pode contribuir eficazmente para a diminuição da dependência no que toca à sazonalidade dos seus produtos, uma vez que, se fabrica produtos relacionados com uma determinada estação, poderá continuar a exportá-los para outros países, mesmo quando em território nacional se encontrar fora da estação alvo, evitando assim a queda das suas vendas.

DESVANTAGENS

Obstáculos legais: Ao tentar internacionalizar o seu negócio poderá vir a deparar-se com um vasto número de obstáculos legais que poderão contribuir para dificultar imenso todo o processo. A empresa necessitará de se certificar que todos os seus produtos e serviços se encontram em devida conformidade com as regulamentações dos países onde pretende operar, e este é, geralmente, um processo muito demorado e burocrático, que nem sempre tem os resultados desejados.

Adaptar os produtos aos mercados internacionais: Em certos casos, poderá haver a necessidade de adaptar o seu produto a outros mercados, de modo a que possam mais eficazmente suprimir as necessidades de clientes internacionais. Este processo de adaptação pode, por sua vez, dar origem a diversos custos extra.

Contratação de mais pessoal: Um processo eficaz de internacionalização está, muitas vezes, dependente da contratação de novos funcionários com conhecimentos especializados, que possam auxiliar a empresa a adaptar-se da forma mais eficiente possível às exigências dos mercados internacionais. A contratação de novo pessoal resultará num aumento significativo dos gastos, o que, numa fase mais inicial, pode revelar-se bastante problemático para empresas cuja margem de manobra de investimento seja limitada.

Limitações de exportação: A verdade é que nem todos os produtos podem ser sujeitos a exportação. Produtos mais frágeis, por exemplo, poderão originar grandes obstáculos a todo o processo de exportação, tornando assim a sua comercialização internacional inviável.

Como calcular a margem de lucro do seu negócio

Quer lançar um negócio e está a tentar determinar o lucro que a venda dos seus produtos/serviços lhe poderá dar para avançar com o investimento? Deve ter em mente o conceito de margem de lucro. Neste artigo, vamos explicar o que é, como se calcula e para que serve.
No início de um negócio qualquer empreendedor quererá saber quanto é que poderá lucrar. Em primeiro lugar é preciso não confundir lucros com vendas, uma vez que vendas elevadas poderão não significar grandes ganhos, caso os custos de produção sejam muito elevados.

Para obter o lucro, deve ter em consideração o preço de venda e o retorno esperado do investimento.
Margem de lucro = (Preço de venda – Custo de produção) / preço de venda x 100

Exemplo:
PV = 90€
CP = 60€
ML = 33% porque (90 – 60) / 90 x 100 = 33,33%

A margem de lucro corresponde a uma percentagem que permite descobrir quanto é que uma empresa ganha por cada euro de vendas. Uma margem de lucro de 33% corresponde a um lucro de 0,33€ por cada euro de vendas.

Para determinar um preço de venda, é fundamental calcular a margem de lucro. Se ainda está a estudar o preço de venda para um determinado produto/serviço e se já sabe quais os custos de produção, pode esperar uma maior margem de lucro se aumentar o preço de venda.
Voltando ao exemplo referido acima, se você desejar lucros de 35% terá de vender o mesmo produto a cerca de 92,5€, pois (92,5 – 60) / 92,5 x 100 = 35,14%