Saiba tudo sobre os Certificados do Tesouro Poupança Mais

Os Certificados do Tesouro Poupança Mais (CTPM) são um produto de poupança criado pelo Estado português e destinado aos particulares. Com estes novos certificados do tesouro, o principal objetivo do Estado é incentivar o investimento dos aforradores em instrumentos de financiamento da dívida pública.

A subscrição pode ser efetuada nos CTT, ou através do AforroNet – Sistema de Subscrições On-line do IGCP, e o montante mínimo é de 1000€. O prazo do investimento é de cinco anos, paga juros anuais a taxa crescente e o capital está garantido na sua totalidade.

Confira abaixo as taxas de juro fixas anuais
Primeiro ano:1,25%
Segundo ano: 1,75%
Terceiro ano: 2,25%
Quarto ano: 2,75%
Quinto ano: 3,25%

Nos dois últimos anos, podem ainda acrescer um prémio adicional, em função do crescimento médio real do Produto Interno Bruto (PIB).

Estes certificados do tesouro não permitem reforços de capital, ou seja, cada entrega corresponde a uma nova subscrição, o que é uma desvantagem para quem pretenda fazer entregas de pequeno montante.

RISCO DE CAPITAL
Tal como foi referido acima, esta aplicação tem capital garantido, ou seja, quem investir em Certificados do Tesouro Poupança Mais não vai correr o risco de perder o dinheiro investido. Como é sabido, o risco principal de quem empresta dinheiro é a probabilidade do devedor não pagar o empréstimo. Ora, neste caso, como o devedor é o Estado português, a probabilidade do Estado não honrar os seus compromissos financeiros é bastante reduzida. Aliás, são raros os casos de governos de países desenvolvidos não pagarem os seus empréstimos pois sabem o risco que correm.

Um bom exemplo disso é a recente crise financeira na Europa. Se um país é percecionado como não digno de confiança dos mercados financeiros, o que acontece é que ninguém lhe quer emprestar dinheiro. Portugal passou por isso e felizmente já ultrapassou esse problema. Infelizmente a Grécia desafiou esta regra e está a ser confrontada com um problema financeiro dramático.

RISCO DE LIQUIDEZ
Durante o primeiro ano de vigência do contrato, não é possível movimentar o dinheiro investido. Após o primeiro ano, o investidor poderá efetuar resgates, em qualquer momento, acarretando a perda total dos juros decorridos desde o último vencimento de juros até à data de resgate. O resgate pode ser na totalidade das unidades subscritas ou, no caso de ser parcial, o total das unidades remanescentes não poderá ser inferior a 1000 unidades.

RISCO DE CRESCIMENTO ECONÓMICO
A remuneração dos CTPM está em parte relacionada com a taxa de crescimento do PIB de Portugal. Contudo, o impacto do crescimento económico sobre os ganhos desta aplicação é apenas verificado no prémio de permanência que pode ou não ser atribuído nos últimos dois anos do investimento.

CTPM OU DEPÓSITOS A PRAZO?
Apesar das taxas de juro relativas aos depósitos a prazo que os bancos oferecem têm vindo a cair nos últimos anos, o retorno do investimento depende muito dos prazos das aplicações. Por exemplo, para as aplicações com prazos até dois anos, é possível encontrar no mercado alguns depósitos a prazo com taxas mais atrativas do que os certificados do tesouro. Além disso, os depósitos a prazo têm maior liquidez, pois tal como referimos acima, os CTPM não permitem resgates no primeiro ano. Na prática, os Certificados do Tesouro Poupança Mais são mais indicados para investimentos superiores a dois anos.

Os CTPM são bons produtos para quem não quer correr riscos para garantir um retorno. Comparando os Certificados do Tesouro Poupança Mais com outras aplicações alternativas da mesma categoria, as caraterísticas são semelhantes (liquidez, penalização por resgate antecipado), sendo certo que a taxa de retorno é bastante mais interessante. Como a taxa é crescente, quantos mais anos conseguir manter a aplicação, maior será a remuneração.

3 alternativas aos depósitos a prazo

As taxas de juro que os bancos oferecem nos depósitos a prazo têm vindo a cair sucessivamente nos últimos anos, estando já inferior a 1%, longe das taxas superiores a 4,5% de 2011, então os bancos enfrentavam a crise de liquidez. É importante recordar que as mais valias resultantes destes depósitos são taxadas a 28%, o que significa que uma taxa de juro bruta de 1% dá lugar a uma rentabilidade líquida de 0,7%. Por exemplo: um depósito de 10000€ renderá 70€ ao final de um ano. E se considerarmos a taxa de inflação existente, este tipo de depósitos torna-se muito pouco rentáveis.

Em relação aos produtos do Estado, sofreram cortes significativas nas taxas de rentabilidade no último ano, tornando os Certificados de Aforro também pouco rentáveis (elevada probabilidade da taxa de rentabilidade ser inferior a da inflação periódica).

Por isso, neste artigo vou falar-lhe sobre 3 alternativas de aplicações seguras e mais rentáveis do que os tradicionais depósitos a prazo: Certificados do Tesouro, seguros de capitalização e depósitos indexados.

3 OPÇÕES DE INVESTIMENTO COM CAPITAL GARANTIDO

Certificados do Tesouro Poupança Mais
Os especialistas recomendam os Certificados do Tesouro Poupança Mais para investimentos a médio e longo prazo. Apesar de estarem a remunerar uma taxa mais baixa do que no passado, continua a ser uma taxa interessante, tendo em conta o panorama atual das taxas de juros em produtos de capital garantido (por ser do Estado). Apesar de ter a maturidade de cinco anos, os CTPM permitem o resgate a partir do segundo ano. Trata-se de um investimento com taxa crescente durante os cinco anos, ou seja, quanto maior for o prazo da aplicação maior será a sua rentabilidade.

Para além das taxas fixas anuais, no quarto e quinto ano do investimento as taxas podem ser majoradas em função do crescimento real do PIB português.
Saiba mais sobre os CTPM (AQUI)

Seguros de capitalização
Outra alternativa aos depósitos a prazo que tem sido muito incentivada pelas instituições financeiras nos últimos anos, são os seguros de capitalização. Geralmente, funcionam sob a forma de seguro, com uma taxa fixada à partida, ou garantindo uma taxa mínima acrescida de participação nos resultados de um fundo subjacente.

De acordo com a DECO, no último ano, praticamente todos os casos garantem o capital investido. Entre aqueles que permitem a participação nos resultados de um fundo, existem retornos interessantes, com as melhores taxas a rondarem os 4% ao ano.

Apesar destas aplicações gerarem retornos interessantes nos últimos anos e de terem uma fiscalidade vantajosa na hora de resgatar, é preciso ter em atenção as elevadas comissões – de entrega, gestão e resgate antecipado. Ou seja, se investir em seguros de capitalização procure comissões até 1% e invista numa perspetiva de longo prazo.

Quando comparados com os depósitos a prazo, para além de apresentarem taxas de retornos maiores, os seguros de capitalização têm a vantagem de pagar um imposto à saída mais baixo caso mantenha o investimento por mais de cinco ou oito anos. Mas têm a desvantagem, de não terem a garantia de uma entidade externa, isto é, apenas estão protegidos pelas provisões da própria seguradora.

Saiba mais sobre Seguros de Capitalização (AQUI)

Depósitos Indexados
A remuneração destes depósitos está indexada, na maioria dos casos ao mercado acionista, isto é, está sujeita à verificação de algumas condições, tais como, a valorização de um índice bolsista ou de um cabaz de ações. Desta forma, tanto é possível conseguir uma taxa de rentabilidade dos depósitos indexados superior a 10%, como no limite, obter uma rentabilidade nula.

Muitos não permitem o resgate antecipado, e tal como os depósitos tradicionais estão garantidos pelo Fundo de Garantia de Depósitos (até 100 000€).

No último ano, a procura por este produto cresceu 63%, para mais de 277 000 depositantes que, juntos, investiram cerca de 4400 milhões de euros nestes depósitos.

Numa altura em que as taxas de juro atingem mínimos históricos, importa maximizar a rentabilidade das suas poupanças, escolhendo os produtos disponíveis no mercado que melhor se adequam ao seu perfil de risco e que podem ter associado algum benefício fiscal. Neste sentido, o tempo de imobilização do seu dinheiro pode ser a chave para aumentar a rentabilidade dos seus investimentos.

Seguros de Capitalização – Como investir?

Existem muitos tipos de seguros no mercado português e uns são mais comuns do que outros. Os seguros de capitalização fazem parte de uma das vertentes do ramo vida. Apesar de estes apresentarem a estrutura jurídica de um seguro de vida, são produtos financeiros destinados ao investimento. Funcionando de uma forma semelhante aos fundos de investimento, mas com algumas diferenças, nomeadamente fiscais. Neste artigo, vamos dar-lhe a conhecer os seguros de capitalização, para que, na hora de investir, saiba realmente como está a aplicar o seu dinheiro.

Um seguro de capitalização é basicamente um plano de capitalização de poupanças que pode ser utilizado conforme os seus objectivos e estilo de investimento. São produtos ideais para quem quer investir no longo prazo, sendo que o período mínimo recomendado é de oito anos (maximização do benefício fiscal), devendo ainda o subscritor efetuar reforços na aplicação, para aumentar o seu rendimento final.

Existem dois grandes grupos de seguros de capitalização que importam conhecer:
Capital garantido – Semelhante a um depósito a prazo ou aos certificados de aforro. Garante capital e geralmente oferece uma taxa de retorno mais baixa;
Sem capital garantido – São também conhecidos por ‘unit-linked’, ou seja, divididos em unidades de participação semelhantes aos fundos de investimento. Pelo que está sujeito a alguns riscos e tem um rendimento variável.

A principal vantagem dos seguros de capitalização face aos outros produtos de poupança é a menor taxa de imposto sobre o rendimento. Como é sabido, a tributação sobre as mais-valias de investimentos financeiros tem uma taxa liberatória de 28%. Mas como estes produtos são comercializados sob a forma de um seguro, é-lhes aplicada a mesma tributação dos seguros de vida. Isto é, uma taxa mais reduzida sobre os rendimentos obtidos, que vai decrescendo ao longo do tempo do investimento, podendo baixar até aos 11,2%, mas apenas no caso de pelo menos 35% do montante investido seja efetuado durante a primeira metade do período de investimento.

Assim, se resgatar até ao quinto ano é tributado a 28%; entre o quinto e o oitavo ano, a taxa de imposto será de 22,4%; e a partir do oitavo ano, é cobrado apenas 11,2%. Por estas razões, os seguros de capitalização são produtos mais indicados para o longo prazo.

Tal como nos fundos de investimento, aqui também existem comissões de subscrição, gestão e resgate antecipado, que devem ser cuidadosamente analisadas antes de investir.

No caso da comissão de subscrição, pode ser aplicada em duas formas: adicionalmente ao montante a aplicar ou a deduzir ao montante entregue (a mais frequente). A título de exemplo neste segundo caso, uma comissão de 2% é, na prática, de 2,04%, pois apenas são aplicados 98€ em cada 100€. Por isso, o ideal é conseguir um mediador que não cobre mais de 1% por cada entrega.

Outro custo pesado para o investidor é a comissão cobrada pelo resgate antecipado, que varia consoante o ano em que decorre o levantamento do capital, sendo decrescente com o tempo.

Para contratar um seguro de capitalização necessita apenas de subscrever uma apólice de seguro e nomear os seus beneficiários ou herdeiros em caso de morte.
É possível resgatar o seu seguro antes da maturidade. No entanto, este levantamento antecipado terá custos, como foi referido acima.
É igualmente possível cancelar o seu seguro de capitalização até 30 dias após receber a apólice. Este cancelamento deverá ser feito por escrito, através duma carta registada à seguradora. A companhia de seguros irá devolver o seu investimento, mas sujeitar-se-á a uma comissão.

As vantagens e as desvantagens dos seguros de capitalização
Para além das vantagens fiscais sobre as mais-valias, os subscritores dos seguros de capitalização tem a isenção no pagamento de impostos em caso de sucessão, por ser um seguro de vida. Trata-se de uma forma de proteger o património que deixar aos seus herdeiros legais.

No que toca às desvantagens, que são essencialmente as elevadas comissões cobradas, nomeadamente de subscrição, gestão e resgate antecipado (caso ocorra). Esta última afeta a liquidez destes produtos, já que penaliza bastante o levantamento nos primeiros anos após a subscrição.
Uma outra desvantagem destes seguros é a dificuldade dos investidores em acompanhar o investimento, pois não é possível consultar diariamente a evolução dos rendimentos, como acontece nos fundos de investimento, com o valor da unidade de participação.

Quando falamos de investimento, a tributação costuma ser um dos pontos a ter seriamente em consideração se pretender maximizar o seu retorno. Neste contexto, apesar das comissões cobradas, os seguros de capitalização são claramente uma boa opção.

4 soluções de investimento a curto prazo

Os especialistas costumam dizer que o horizonte temporal de investimento tem de estar alinhado com os produtos que escolhe para investir, ou seja, deve ter cuidado para não investir em produtos que possam perder muito dinheiro num curto espaço de tempo. Perante o leque de soluções de investimento, nem sempre é fácil optar, por isso, estar bem informado é a melhor arma para comparar produtos e negociar com o banco.

Seguem abaixo uma lista dos melhores investimentos de curto prazo que pode aplicar. Mesmo considerando que a curto prazo as taxas de retorno são geralmente baixas, há sempre ganhos a ter em conta nestes investimentos.

Depósitos a prazo – Os melhores depósitos a prazos no mercado oferecem-lhe taxas de juro a rondar os 1,5% (a 12 meses) para depósitos superiores à 2000 euros. Pode sempre tentar negociar a taxa com o banco, se tiver montantes elevados para investir. Opte sempre por depósitos de taxa líquida superior à inflação prevista. Esta solução traz-lhe reforços para a sua conta à ordem.

Certificados de aforro – Os certificados de aforro são empréstimos das famílias ao Estado. Oferecem uma taxa bruta anual de 1,058%. Além disso, existe um prémio extraordinário de 275 pontos-base que vai vigorar até ao final de 2016 (num total de 100 pontos). Por isso, mesmo com a taxa Euribor a 3 meses negativa, é possível obter um rendimento líquido.

Papel Comercial – Estes instrumentos financeiros consistem em empréstimos de curto prazo a empresas e/ou sociedades financeiras. Costumam ser boas alternativas de investimento para quem quer aplicar os seus fundos com baixo risco. No entanto, estão apenas reservadas a investidores com montantes elevados.

Fundos de investimento de obrigações – Apostar em obrigações através de fundos de investimento, também é uma boa solução para investir a curto prazo. Apresentam um risco reduzido e permitem aceder a ferramentas financeiras com baixos montantes. Apesar de não terem uma rentabilidade garantida ou fixa, dada a inexistência de taxas de juro, estes fundos permitem a obtenção de rendimentos com um risco mínimo, em aplicações de curto prazo.

Investir em vinhos – Como garantir um excelente retorno

Tudo o que é raro e possui procura pode ser um investimento lucrativo. O vinho é um desses produtos, a par de outras alternativas financeiras, mas praticamente sem risco. Atualmente, você pode contar com a Vino Invest para aconselhamento e oferta de retornos lucrativos. Com a sede em Londres, a Vino Invest acaba de iniciar operações em Portugal, e torna-se a única empresa de consultoria de investimento em vinho de alta qualidade no país e com a supervisão da CMVM.

O conceito é simples e dirige-se a qualquer perfil de investidor, mas implica um investimento mínimo de cinco mil euros, por um período de cinco anos, já o retorno é bastante atrativo, 15% ao ano em média. Esta opção de investimento é dirigida à todos investidores particulares, ou clientes institucionais, que pretendem diversificar o seu portefólio de aplicações.

No entanto, este tipo de investimento tem de obedecer a alguns critérios. Os vinhos são sempre de produção limitada, das regiões de Bordéus e Borgonha, com uma elevada classificação pelos mais conceituados críticos de vinho, como Robert Parker. A elevada procura global, os registos históricos, quer a nível de retorno financeiro, quer a nível de produção de vinhos de excelência, são fatores essenciais na seleção dos vinhos. Realizam-se ainda várias análises financeiras do mercado, quer em termos quantitativas, quer qualitativas, com o objetivo de identificar as tendências e as oportunidades de compra e venda.

De acordo com os dados da plataforma Liv-ex, os retornos associados aos investimentos em vinho de alta qualidade superaram os principais índices financeiros das últimas três décadas e, a Taxa Composta de Crescimento Anual entre 1991 e 2011 demonstra que este tipo de produto superou também as rentabilidades verificadas em petróleo e em ouro.

Uma das vantagens de investir em vinhos de alta qualidade, é o facto deste mercado ser global e mais seguro do que o mercado acionista. Além disso, a procura por vinhos franceses de topo é crescente e superior à oferta. Quanto maior for a procura, por parte de investidores e consumidores, aliada à maturidade de um vinho, maior é o seu valor, por isso, à medida que os anos passam, torna-se mais valioso.

No que diz respeito ao processo do investimento, inicia-se com uma análise do perfil e dos objetivos de cada cliente. Tendo em conta que cada investidor tem um perfil de risco próprio – pode ser conservador, moderado ou arriscado – cabe à Vino Invest aconselhar quais as melhores soluções de investimento e fazer uma proposta inicial do portefólio, montante de investimento, o tempo de maturidade para a aplicação, a partir do mínimo de cinco anos, de acordo com os objetivos pretendidos.

Depois de emitir o contrato de investimento, a Vino Invest vai comprar o vinho em nome do cliente e este é armazenado na Octavian ou na London City Bond, dois dos principais entrepostos aduaneiros no Reino Unido. No prazo máximo de 60 dias, o vinho é guardado em nome do cliente. Cada caixa é fisicamente etiquetada com o nome do proprietário, sendo emitido um número de rotação único, que identifica a caixa como propriedade do cliente.

Pelo serviço de armazenamento e seguros do vinho, é exigido uma comissão mínima anual. Isso significa que todos os vinhos armazenados na Octavian e na London City Bond, estão automaticamente segurados contra todos os riscos, no valor total da sua substituição e sem limite.

É importante salientar que o cliente nunca está a investir na empresa Vino Invest, mas sim, a comprar um produto físico de luxo diretamente exposto ao mercado mundial e sobre o qual tem total controlo, porque é o único dono legal e só ele pode ter acesso físico ao vinho.

A avaliação financeira do portfólio é feita diariamente, com base na plataforma independente Liv-ex, e o cliente pode acompanhar a valorização do vinho no site da empresa e através de informações semanais que lhe são enviadas. Para resgatar, o investidor basta emitir uma ordem de transferência da sua conta pessoal para a conta da Vino Invest, que por sua vez, vende o vinho em nome do cliente e transfere o dinheiro.

Há ainda outras caraterísticas de uma aplicação em vinho de alta qualidade, que a tornam uma opção bastante vantajosa, em matéria de investimento. Em primeiro lugar, trata-se de um bem físico e real que, ao contrário das ações ou títulos, terá sempre um valor intrínseco. Depois, o investidor não precisará de pagar IVA, nem as taxas de importação, pelo facto dos vinhos estarem armazenados em entrepostos aduaneiros no Reino Unido.

Mercado Imobiliário – Como garantir retornos atrativos

O mercado imobiliário português continua a constituir uma excelente opção para quem quer investir com sucesso e com segurança no retorno. De acordo com o índice do Investment Property Databank (IPD), investir em imobiliário no nosso país, ainda é mais rentável e tem um risco mais controlado do que em ações ou obrigações, especialmente se for a longo prazo.

Trata-se de um mercado que vai existir sempre procura, porque os imóveis são bens de primeira necessidade, sejam para habitação ou para desenvolver uma atividade de negócio.

Existem várias formas de obter lucro no mercado imobiliário, que podem ser as seguintes: comprar para arrendar, construir para vender/arrendar, arrendar para sub-arrendar, restaurar para vender/arrendar. Mas há alguns riscos que tem de considerar. A primeira coisa a fazer é aferir o grau de liquidez do investimento, isto é, a facilidade com que vai conseguir vender. Para isso é preciso ter conhecimentos ou pedir a opinião de quem os tem.

São muitos os fatores a considerar – a zona do imóvel é boa? Vai haver muita concorrência naquela urbanização? Qual o segmento (habitação ou lojas…)? Qual a tipologia mais procurada? Rende mais um imóvel novo ou usado? Investir não é a mesma coisa do que comprar uma casa própria. Tem também de pensar a quem vai vender.

Neste tipo de investimento, é fundamental saber identificar as diferentes oportunidades de negócio, que podem surgir em vários segmentos existentes no mercado imobiliário. Conheça estes segmentos:

HABITACIONAL
Depois da hecatombe dos anos negros da crise, quem comprou uma casa como forma de investimento pode começar a pensar em colher os frutos, pois os preços das casas já começaram a subir. E quem não comprou, ainda é uma boa altura para investir directamente em imóveis. Uma boa forma de fazer bons negócios, é adquirir casas de quem está em dificuldades financeiras, seja através de forte negociação ou dos leilões de imobiliário, que se tornaram frequentes para que os bancos possam aumentar a sua liquidez. Depois de comprar, pode restaurar as casas para arrendar. Nos arrendamentos, os fiadores e garantias nunca são demais para tentar minimizar os riscos de sofrer o incumprimento.

Pode também investir em imóveis de luxo que têm registado um elevado crescimento da procura, sobretudo devido ao Programa de visto de residência Golden Visa. Este programa concede uma Autorização de Residência aos investidores estrangeiros, na compra de um imóvel por um valor superior a 500.000 euros em Portugal.

EMPRESARIAL
No setor terciário, os empresários dos serviços necessitam de lojas e escritórios para pontos de venda e para a sede da empresa. Neste mercado existe a oportunidade de comprar edifícios para arrendar, por exemplo: negócios na área da restauração, retalho e escritórios.
Ainda de acordo com a IPD, as lojas e os centros comerciais continuam a ser os ativos com melhor rentabilidade, seguem-se os escritórios, que apesar de menos rentáveis no longo prazo apresentam um grau de risco menor do que os primeiros.

INDUSTRIAL
Em Portugal, uma das formas de apostar neste setor, é através das indústrias de valor acrescido, luxo, inovação, energias renováveis, etc… A possibilidade de reconverter os edifícios e adapta-los aos novos desafios pode trazer bons resultados. A alternativa neste mercado, seria construir armazéns para arrendar.

TERRENOS
As margens de lucro neste segmento podem ser elevadas, comprar terrenos para lotear e vender posteriormente. É perfeitamente possível, vender lotes de 500 metros quadrados por 150 000 euros. Contudo, nos dias que correm encontrar um terreno bem localizado e de grande dimensão pode ser uma miragem.

QUAIS AS VANTAGENS DE INVESTIR NO MERCADO IMOBILIÁRIO?
– Investimento seguro e retorno atrativo;
– Diversifica o portfólio de um investidor;
– Por ser um ativo tangível, pode fazer obras para valorizar o imóvel;
– É um ativo que pode gerar rendimentos constantes;
– No caso dos terrenos, pode gerar mais-valias no futuro, devido a ocupação doutros terrenos;
– Baixa volatilidade do valor do imóvel e dos rendimentos gerados.

QUAIS AS DESVANTAGENS?
– Os custos associados, como impostos sobre a propriedade;
– Regime fiscal sobre os rendimentos imobiliários pouco favorável;
– Despesas de manutenção e conservação.;
– O custo de entrada pode ser elevado;
– Se o mercado imobiliário estiver em queda, poderá ter que esperar muito tempo para obter retorno.

Depósitos a Prazo – vantagens e desvantagens

Uma das formas de rentabilizar as suas poupanças sem correr risco de as perder, é investir nos depósitos a prazo. Estes depósitos são representados por um título, com prazo e taxa de juro próprios. Os depósitos a prazo oferecem uma taxa garantida, sabendo logo no momento da aplicação qual o rendimento que o depositante irá obter no final do prazo escolhido. Para cada depósito, o cliente pode optar pelo período que melhor se adapta ao seu plano financeiro.

Podemos dizer que um depósito a prazo é uma espécie de “empréstimo” que uma pessoa/empresa concebe a um banco, recebendo como contrapartida juros. Há benefícios para ambos: ganha o banco porque dispõe de capital adicional para a sua actividade comercial; ganha quem deposita o dinheiro porque consegue, de uma forma segura, obter uma mais-valia do seu capital.

Existe uma grande oferta de depósitos a prazo no mercado bancário, pelo que é aconselhável que faça primeiro uma pesquisa acerca das caraterísticas deste produto financeiro para que consiga avaliar qual o melhor se adapta ao seu perfil enquanto investidor. As caraterísticas mais significativas deste produto financeiro são o valor das taxas de juro aplicadas e o prazo associado a esta aplicação. Deve ter em conta estes dois fatores no momento em que decide qual o depósito mais indicado para si, bem como a indicação de que o depósito tem a garantia de reembolso.

No caso de tiver pouco dinheiro disponível, mas quer rentabilizar as suas poupanças, correndo praticamente zero riscos, investir em um depósito a prazo pode trazer um retorno mais reduzido, mas é uma aplicação segura e não acarreta despesas adicionais.

As desvantagens que estes depósitos apresentam são as taxas de juros normalmente baixas, a aplicação de penalizações em caso de precisar do dinheiro antes do prazo estipulado. Os depósitos a prazo com uma taxa mais atrativa têm por norma uma duração superior a dois anos. Na hora de investir num depósito a prazo, deve ter em atenção a taxa de inflação prevista para o mesmo período do depósito escolhido.

Em seguida, vamos realçar um conjunto de vantagens e de desvantagens dos depósitos a prazo.

As vantagens são:
– Aplicação simples e segura, é uma boa solução para rentabilizar as poupanças;
– Remuneração garantida (reembolso até 100 mil euros na eventualidade de indisponibilidade dos depósitos);
– Tem a possibilidade de escolher entre vários prazos;
– A taxa de juro aplicada é conhecida desde início, tal como os prazos, permitindo assim, calcular os resultados do investimento;
– Grande diversidade de oferta deste produto no mercado;
– Flexibilidade, possibilidade de reforço do depósito a prazo;
– Sem despesas adicionais na generalidade dos casos;

As desvantagens são:
– Baixas Taxas de juro, em comparação com outros produtos financeiros;
– Geralmente, é necessária a aplicação de depósitos com um longo período (3, 5, 10 anos…) para conseguir taxas de juro mais atrativas;
– Obrigatoriedade de manter o capital intacto na conta durante um dado período de tempo. Mexer no seu depósito a prazo pode levar a aplicação de penalizações;
– O investimento está sujeito a IRS;

Conheça também as melhores alternativas aos depósitos a prazo