Madeira: Plataforma de Internacionalização

Numa altura em que é cada vez mais importante as empresas terem ferramentas de apoio à internacionalização, a Região Autónoma da Madeira (RAM) tem à sua disposição uma série de benefícios que permitem às empresas portugueses reduzirem significativamente os seus custos de internacionalização.

Muitos já terão ouvido falar no Centro Internacional de Negócios da Madeira (CINM) e da Zona Franca da Madeira (ZFM), que ao contrário do que se pensa não é um offshore.

Aprovados na Lei 64/2015 de 1 de Julho, alterando o Estatuto dos Benefícios Fiscais, o CINM e a ZFM são na verdade benefícios fiscais atribuídos às empresas que se fixem na RAM e cujas as atividades económicas sejam estabelecidas com entidades não residentes para efeitos fiscais.

Assim, as empresas portuguesas que pretendam internacionalizar-se em atividades de comércio internacional, e-business e telecomunicações, serviços de consultadoria e marketing, assim como a gestão de propriedade intelectual, o desenvolvimento de projetos imobiliários ou a gestão de participações sociais podem registar-se junto do CINM/ZFM e obter os seguintes benefícios:

    • IRC de 5%, o qual é aplicável a escalões de matéria colectável, sendo que os mesmos variam com a criação de postos de trabalho;
    • Regime de participation exemption português;
    • Isenção de retenção na fonte no pagamento de dividendos na proporção resultante de lucros que, ao nível da sociedade CINM, tenham sido tributados à taxa reduzida de IRC ou que, não o sendo, derivem de rendimentos obtidos fora do território português;
    • Isenção de 80% em imposto do selo sobre documentos, contratos e outros actos realizados que requeiram registo público, desde que realizados com entidades não residentes em Portugal ou licenciadas no CINM;
    • As sociedades licenciadas no CINM beneficiam igualmente de 80% de isenção de IMI e IMT devido pelas aquisições de bens imóveis destinados à sua instalação, assim como de outras taxas e impostos locais;
    • Acesso à rede de tratados de dupla tributação assinados por Portugal.

Porém, para que as empresas beneficiem dos benefícios acima enumerados têm que cumprir um série de requisitos legais, nomeadamente relacionados com a criação de postos de trabalho e mínimos de investimento.

Sendo importante referir que o CINM/ZFM encontra-se abrangido por toda a legislação fiscal e de Segurança Social portuguesas, estando ainda o mesmo licenciado ao abrigo do Direito da União Europeia e do Estatuto dos Benefícios Fiscais (EBF) sendo por isso respeitador de todas as normas nacionais e internacionais.

Posto isto torna-se claro que todas as empresas portuguesas dispõem de meios, para além dos já existentes e comumente conhecidos, na Região Autónoma da Madeira para aliviarem os custos associados à internacionalização das suas actividades de uma forma transparente e eficiente.

Franchising – conheça as vantagens e desvantagens

Se quer criar o seu próprio negócio mas não tem ideias concretas sobre o que fazer ou não se sente preparado para o fazer sem um acompanhamento mais especializado então o franchising pode ser a solução que você procura.

O franchising é uma das estratégias de expansão utilizadas pelas empresas e traduz-se pela venda do direito de utilização da marca a uma pessoa ou empresa – o franchisado. Além do direito de exploração comercial da marca, a empresa apoia ainda o franchisado de diversas formas; garante o acesso ao know how específico do negócio, à exploração exclusiva de determinada área geográfica (ou seja, a empresa garante não fazer concorrência com a mesma marca na área geográfica explorada pelo franchisado) e permite o usufruto dos recursos da marca para efeitos publicitários.

Por outro lado, o franchisado responsabiliza-se pelo investimento inicial e pela exploração do negócio. As contrapartidas pelo direito à exploração da marca podem variar de franchising para franchising mas há conceitos básicos que são uma realidade em todos os contratos. Desta forma, o franchisado tem que pagar, geralmente numa base mensal, as royalties – que não são mais do que uma percentagem das vendas do franchisado (por vezes, embora mais raro, as royalties incidem sobre os lucros do franchisado) – e a taxa de publicidade que é uma contribuição que cada franchisado faz para um fundo que se destina a ser utilizado no marketing dos produtos ou serviços oferecidos pela marca.

Vantagens do franchising

Quando comparado com a criação de um negócio “independente”, existem muitas vantagens em iniciar um negócio no regime de franchising. A mais importante prende-se com o facto do risco associado ao investimento ser menor, quer por via de haver uma estrutura e uma estratégia melhor organizadas, fruto da experiência de negócio da empresa-mãe, quer por, na maior parte dos casos, se iniciar um negócio com uma marca já conhecida do público-alvo. Os lucros do investimento variam consoante o negócio adotado e o setor em que ele se insere, no entanto, a estrutura montada permite chegar mais rapidamente ao lucro.

Iniciar um franchising é especialmente vantajoso se a marca já for conhecida do público em geral. Pelo lado dos clientes, o reconhecimento da marca fará com que o potencial de vendas seja maior desde o início de atividade mas o reconhecimento por parte dos fornecedores é também importante na medida em que, ao conhecerem o historial da marca, estão perfeitamente cientes daquilo que podem esperar dela, podendo fazer cedências, por exemplo, em termos de aumento do crédito ou dos prazos de pagamento.

Trabalhar dentro de uma rede de lojas permite também ter um certo grau de proteção no que diz respeito à concorrência e o know how específico do negócio fornecido pela empresa-mãe é também um fator de sucesso que poderá impulsionar o negócio.

Desvantagens do franchising

Como em todos os negócios, também neste tipo particular de negócio há desvantagens. No entanto, considera-se na maioria dos casos que, face às vantagens associadas, as desvantagens têm pouco peso.

Para poder usufruir de todas as vantagens já enumeradas, o franchisado tem de pagar à empresa-mãe. Este pagamento é feito, por um lado, em troca do usufruto da marca e do conhecimento técnico transmitido e por outro, como contribuição para um fundo destinado aos gastos em publicidade e marketing.

Além disso, o franchisado é obrigado a seguir as regras do franchisador (empresa-mãe) que foram estipuladas no contrato assinado. Consoante o contrato, o franchisado pode ainda estar dependente das estratégias definidas pelo franchisador em relação, por exemplo, à gestão da marca e aos mercados onde a marca está implementada.

 

Em cada caso, o empreendedor deverá negociar o contrato com a empresa-mãe e avaliar quais as melhores condições que consegue para que o negócio seja sustentável e financeiramente recompensador. Além destas considerações gerais, há empresas que incluem outras cláusulas nos contratos pelo que deve ser feita uma avaliação ponderada e bem informada de cada situação.

Moçambique – Investimentos com Futuro

Uma economia em expansão, os mega projetos em áreas estratégicas têm vindo a ser alvo de atenção global. O investimento direto estrangeiro é uma das prioridades do governo de Moçambique.
Com o apoio dos mega projetos, e uma politica expansionista direcionada para a exportação, aumento do consumo privado, erradicação da pobreza, o PIB de Moçambique cresceu entre 2010 e 2012 a uma média de 7,1% ao ano e prevê-se para 2015 um crescimento na ordem dos 8%.

Inúmeras oportunidades de negócio em todos os setores da economia
Os principais projetos de investimento incidem em setores como o alumínio, energia elétrica (especialmente a hidroelétrica), o gás natural, titânio, carvão. No entanto estes mega projetos têm favorecido o crescimento do setor agrícola e gerado um grande boom na construção de infra-estruturas básicas.

Recentes descobertas de gás natural (4ª posição ao nível das reservas
A riqueza neste recurso aliada á estabilidade política alcançada foram o combustível para o progresso conseguido. A descoberta das reservas de gás natural veio desenvolver algumas das zonas geográficas mais esquecidas pela globalização, localizadas num país que esteve entre os dez mais pobres do mundo.

Estrutura demográfica muito jovem (46% da população com idade inferior a 15 anos)
Um país com muita população em idade ativa á procura de um lugar no mercado de trabalho. Apesar de existir ainda alguma escassez de mão-de-obra qualificada, o sistema de ensino, com os recentes aumentos do investimento na educação e com a melhoria da qualidade do Ensino Superior, tal como o aumento de jovens que o frequentam tendem a inverter as estatísticas atuais a médio prazo.

Porta de entrada para a Zona de Comércio Livre da SADC
Investir em Moçambique significa muito mais que estarmos a apostar num mercado de 22 milhões de consumidores. Estamos na verdade perante a oportunidade de aceder a um mercado de 250 milhões de consumidores. Denominado SADC (Southern African Development Community), comunidade constituída por 15 países localizados no sul do continente Africano, na sua maioria ricos em recursos naturais e com realidades de estabilidade política e projeções de crescimento económico. Podemos destacar alguns países como África do Sul (a maior potência do continente) e Angola (mercado emergente).

Para poder obter a informação sobre a documentação necessária e legislação para investir em Moçambique aconselho a consulta do site da Caixa Geral de Depósitos, na área de apoio ás empresas e internacionalização. Se pretende começar por investir á distância e saber os produtos de investimento ideais a SOFID – Sociedade Financeira para o Desenvolvimento tem disponível o Fundo Investimento, especializado e destinado apenas ao mercado moçambicano, participando no financiamento de diversos projetos promovidos por parcerias luso-moçambicanas.

Internacionalização do seu negocio – vantagens e desvantagens

A internacionalização de um negócio constitui um desafio que, quando devidamente superado, pode trazer um vasto número de vantagens para o crescimento de uma empresa. O desenvolvimento de uma boa estratégia de internacionalização pode permitir a um negócio aumentar significativamente o seu público alvo, impulsionando, dessa forma, as suas possibilidades de lucro. No entanto, ainda que a internacionalização esteja carregada de benefícios, é importante estar consciente de todas as desvantagens que podem estar associadas à mesma, de modo a conseguir desenvolver uma estratégia que zele pela preservação da integridade do seu negócio durante o processo de internacionalização.

VANTAGENS

Maximização das vendas: Uma das principais vantagens da internacionalização é, sem sombra de dúvida, a possibilidade de maximização das vendas da sua empresa, o que poderá dar origem a margens de lucro muito mais satisfatórias.

Maior independência interna: Ao internacionalizar-se, estará, também, a tornar-se independente do mercado interno. Assim sendo, mesmo que o mercado interno não esteja a dar resultados muito positivos, existe sempre a possibilidade de equilibrar os seus ganhos através dos lucros auferidos internacionalmente.

Menor dependência da sazonalidade: A exportação pode contribuir eficazmente para a diminuição da dependência no que toca à sazonalidade dos seus produtos, uma vez que, se fabrica produtos relacionados com uma determinada estação, poderá continuar a exportá-los para outros países, mesmo quando em território nacional se encontrar fora da estação alvo, evitando assim a queda das suas vendas.

DESVANTAGENS

Obstáculos legais: Ao tentar internacionalizar o seu negócio poderá vir a deparar-se com um vasto número de obstáculos legais que poderão contribuir para dificultar imenso todo o processo. A empresa necessitará de se certificar que todos os seus produtos e serviços se encontram em devida conformidade com as regulamentações dos países onde pretende operar, e este é, geralmente, um processo muito demorado e burocrático, que nem sempre tem os resultados desejados.

Adaptar os produtos aos mercados internacionais: Em certos casos, poderá haver a necessidade de adaptar o seu produto a outros mercados, de modo a que possam mais eficazmente suprimir as necessidades de clientes internacionais. Este processo de adaptação pode, por sua vez, dar origem a diversos custos extra.

Contratação de mais pessoal: Um processo eficaz de internacionalização está, muitas vezes, dependente da contratação de novos funcionários com conhecimentos especializados, que possam auxiliar a empresa a adaptar-se da forma mais eficiente possível às exigências dos mercados internacionais. A contratação de novo pessoal resultará num aumento significativo dos gastos, o que, numa fase mais inicial, pode revelar-se bastante problemático para empresas cuja margem de manobra de investimento seja limitada.

Limitações de exportação: A verdade é que nem todos os produtos podem ser sujeitos a exportação. Produtos mais frágeis, por exemplo, poderão originar grandes obstáculos a todo o processo de exportação, tornando assim a sua comercialização internacional inviável.

Importância da experiência internacional na empregabilidade

As empresas têm em conta um conjunto de critérios na hora de avaliar um candidato, no qual inclui a formação, a experiência profissional, os idiomas, as competências… Mas cada vez mais as experiências internacionais, sejam elas académicas ou profissionais, são uma mais-valia.

A experiência internacional, devido à sua abrangência, permite desconstruir preconceitos e ver que existe muito mais além do que nos rodeia, isto porque iremos lidar obrigatoriamente, com pessoas cujos backgrounds, valores e vivências serão muito diferentes dos nossos. Permitindo assim, uma análise mais profunda de nós próprios, das nossas prioridades e objetivos, preparando-nos melhor para os desafios do mundo global em que vivemos atualmente.

Existem várias razões que alimentam a importância da experiência internacional na contratação, enumeramos abaixo os principais aspetos:
– Fortalecimento pessoal e profissional;
– Maior capacidade de entrega e em aceitar novos desafios;
– Entendimento e sensibilidade para com outras culturas;
– Capacidade de aceitar novas formas de trabalho;
– Capacidade de trabalhar com pessoas de outros países;
– Maior capacidade para a Inovação, criatividade e iniciativa, fruto das diferentes vivências;
– Criação de uma rede de contatos internacionais;
– Novas perspetivas sobre o país e os mercados;
– Novas funções e atividades profissionais que não seriam desenvolvidas no país de origem;
– Conhecimento de diferentes formas de solucionar problemas comuns às organizações e pessoas;
– Diferentes perspetivas em relação a práticas, valores e costumes.