6 passos para obter lucro no seu negócio

O maior objetivo de qualquer negócio ou empresário é obter o lucro. Todavia, para que uma empresa, especialmente uma startup, se transforme num negócio sustentável e lucrativo, é preciso muito mais do que a paixão do empresário, é fundamental planear e aplicar com rigor um conjunto indispensável de estratégias.

Confira abaixo seis dicas que podem ajudar-lhe a refletir sobre as suas estratégias para obter lucro no seu negócio:

Cobrar o preço correto
Um dos erros mais comuns cometidos por novos negócios é o de tentar ganhar clientes através de uma redução enorme de preços ou mesmo de oferecer gratuitamente serviços e produtos. Estar a comercializar produtos que nem cobrem os custos, não é a melhor forma para um negócio crescer, pelo contrário, pois o preço a cobrar desde o início deve incluir uma margem de lucro.
Saiba como calcular a margem de lucro (AQUI).

O preço a cobrar tem de ter em conta todos os custos associados, e deve ponderar a sua sustentabilidade a médio longo prazo. Só depois de definir o seu preço é que deve olhar para a concorrência. Se o preço estiver muito acima da concorrência e não consegue diminuí-lo, deve tentar vendê-lo, investindo num produto diferenciador, em estratégias de marketing e em dar mais opções aos clientes.

É normal as pequenas empresas cobrar mais pelos seus produtos/serviços, os quais têm geralmente um custo unitário superior, mas têm também mais qualidade que os outros. É nesta diferença de qualidade que pode levar os consumidores estarem dispostos a adquirir artigo/serviço semelhante mais caro, pelo que se deve ter em conta o rácio qualidade/preço.

Escolher público-alvo
Uma empresa necessita de trabalhar com o tipo de cliente certo, e cobrar o preço correto ajuda a chegar ao seu público-alvo. O tipo certo de cliente para o seu negócio é aquele que intuitivamente percebe que o seu produto lhe oferece a melhor opção, que tem o dinheiro para lhe pagar, e que ainda lhe permite fidelizar enquanto cliente. Estes clientes podem ainda fazer publicidade ao seu negócio com amigos, familiares e colegas.

Na fase comercial, você tem de ver o cliente como alguém que tem uma necessidade que precisa que a mesma seja satisfeita. Quanto mais conseguir colmatar estas necessidades, mais sucesso terá nas vendas e aumentará o lucro.

Definir margem de lucro
Para um pequeno negócio obter lucro, é fundamental definir uma boa margem de lucro. Faça uma pesquisa detalhada de mercado para saber que tipo de margens pode ambicionar para o seu produto.

Pode eventualmente pensar que pode ter uma margem mais reduzida e lucrar, caso consiga efetuar um bom volume de vendas. Contudo, é necessário ponderar muito bem nesta questão, pois esse lucro pode não ser suficiente para a viabilidade financeira do seu negócio.

Fluxo de caixa
O fluxo de caixa também tem um contributo importante para o lucro. Isto significa encontrar clientes que pagam a tempo e a horas. Um dos segredos para o fluxo de caixa é o de cobrar o preço certo aos clientes. O preço certo é aquele que tem uma margem decente e simultaneamente é fácil de vender. Os clientes certos pagarão um pouco mais por algo especial que tenha para oferecer e, além disso, pagarão a tempo.

Não pense no futuro, antes de preparar o presente. É mais importante o dinheiro que você tem no banco do que potenciais vendas no futuro. Para aumentar o dinheiro no banco, concentre-se em construir um produto ou serviço que é fácil de vender a um cliente ideal. Lembre-se de não fazer um preço artificial insustentável e consequente redução de margem do lucro.

Pesquisar sobre o nicho de mercado
É também importante pesquisar e ponderar bem sobre o nicho de mercado em que vai apostar e se o mesmo tem procura. Certifique-se que não tem um número excessivo de concorrêntes. O ideal seria apostar num nicho com pouca oferta e com muita procura, o que significaria grandes lucros.

Qualidade de atendimento
Muitos clientes optam e pagam mais por um determinado bem ou serviço, quando a qualidade de atendimento é muito boa. Além disso, muito bons serviços de atendimento permitem fidelizar o cliente pelo que, além de estar a vender e a obter lucros no presente, está também a garantir o futuro de uma forma equilibrada. Caso não tenha uma boa qualidade de atendimento, dificilmente poderá obter lucro.

Franchising – conheça as vantagens e desvantagens

Se quer criar o seu próprio negócio mas não tem ideias concretas sobre o que fazer ou não se sente preparado para o fazer sem um acompanhamento mais especializado então o franchising pode ser a solução que você procura.

O franchising é uma das estratégias de expansão utilizadas pelas empresas e traduz-se pela venda do direito de utilização da marca a uma pessoa ou empresa – o franchisado. Além do direito de exploração comercial da marca, a empresa apoia ainda o franchisado de diversas formas; garante o acesso ao know how específico do negócio, à exploração exclusiva de determinada área geográfica (ou seja, a empresa garante não fazer concorrência com a mesma marca na área geográfica explorada pelo franchisado) e permite o usufruto dos recursos da marca para efeitos publicitários.

Por outro lado, o franchisado responsabiliza-se pelo investimento inicial e pela exploração do negócio. As contrapartidas pelo direito à exploração da marca podem variar de franchising para franchising mas há conceitos básicos que são uma realidade em todos os contratos. Desta forma, o franchisado tem que pagar, geralmente numa base mensal, as royalties – que não são mais do que uma percentagem das vendas do franchisado (por vezes, embora mais raro, as royalties incidem sobre os lucros do franchisado) – e a taxa de publicidade que é uma contribuição que cada franchisado faz para um fundo que se destina a ser utilizado no marketing dos produtos ou serviços oferecidos pela marca.

Vantagens do franchising

Quando comparado com a criação de um negócio “independente”, existem muitas vantagens em iniciar um negócio no regime de franchising. A mais importante prende-se com o facto do risco associado ao investimento ser menor, quer por via de haver uma estrutura e uma estratégia melhor organizadas, fruto da experiência de negócio da empresa-mãe, quer por, na maior parte dos casos, se iniciar um negócio com uma marca já conhecida do público-alvo. Os lucros do investimento variam consoante o negócio adotado e o setor em que ele se insere, no entanto, a estrutura montada permite chegar mais rapidamente ao lucro.

Iniciar um franchising é especialmente vantajoso se a marca já for conhecida do público em geral. Pelo lado dos clientes, o reconhecimento da marca fará com que o potencial de vendas seja maior desde o início de atividade mas o reconhecimento por parte dos fornecedores é também importante na medida em que, ao conhecerem o historial da marca, estão perfeitamente cientes daquilo que podem esperar dela, podendo fazer cedências, por exemplo, em termos de aumento do crédito ou dos prazos de pagamento.

Trabalhar dentro de uma rede de lojas permite também ter um certo grau de proteção no que diz respeito à concorrência e o know how específico do negócio fornecido pela empresa-mãe é também um fator de sucesso que poderá impulsionar o negócio.

Desvantagens do franchising

Como em todos os negócios, também neste tipo particular de negócio há desvantagens. No entanto, considera-se na maioria dos casos que, face às vantagens associadas, as desvantagens têm pouco peso.

Para poder usufruir de todas as vantagens já enumeradas, o franchisado tem de pagar à empresa-mãe. Este pagamento é feito, por um lado, em troca do usufruto da marca e do conhecimento técnico transmitido e por outro, como contribuição para um fundo destinado aos gastos em publicidade e marketing.

Além disso, o franchisado é obrigado a seguir as regras do franchisador (empresa-mãe) que foram estipuladas no contrato assinado. Consoante o contrato, o franchisado pode ainda estar dependente das estratégias definidas pelo franchisador em relação, por exemplo, à gestão da marca e aos mercados onde a marca está implementada.

 

Em cada caso, o empreendedor deverá negociar o contrato com a empresa-mãe e avaliar quais as melhores condições que consegue para que o negócio seja sustentável e financeiramente recompensador. Além destas considerações gerais, há empresas que incluem outras cláusulas nos contratos pelo que deve ser feita uma avaliação ponderada e bem informada de cada situação.

5 dicas para construir uma loja online de sucesso

Se as suas vendas dependem exclusivamente de clientes que passeiam em frente a sua loja, então está na altura de pensar noutras estratégias para impulsionar as suas vendas. Uma loja online pode ajudar os clientes a descobrir os seus produtos e serviços, conhecer a sua marca e encontrar informações essenciais como o horário de funcionamento e a localização,

Cinco dicas para criar uma loja online de sucesso para a sua empresa

Defina a estratégia de vendas
Em primeiro lugar, é preciso decidir como a sua loja online irá complementar-se com os seus espaços de vendas físicos. Isto é, se pretende apenas trazer mais clientes para às suas lojas ou se pretende vender produtos na internet.

Na primeira opção, a estratégia passa por atrair potenciais compradores através da promoção da sua marca, mostrando produtos ou a partilha de conhecimentos especializados. Se o plano for vender através da internet, decida se pretende expandir o seu mercado geograficamente ou simplesmente aprofundar a sua presença em mercados onde já compete.

No comércio online, é também importante ter em consideração a parte logística na comercialização de produtos, por exemplo: um produto com boa saída na sua loja física poderá não ter sucesso na e-commerce, pois ao acrescentar o custo de envio o produto poderá ficar demasiado caro,

Escolha um tema
A decisão de como vai ficar o visual da loja online é tão importante como a decisão de quais as informações que você deseja fornecer aos visitantes online. As lojas virtuais de sucesso apresentam um tema visual unificado que combina em perfeição com a sua marca. Já dizia o velho ditado que uma imagem vale mais que mil palavras. Por isso, deve apostar em imagens com qualidade profissional e de alta resolução.

Escolha os pontos fortes
Não deva incluir mais do que três coisas para que haja uma comunicação eficaz sobre o seu negócio. Às vezes, as pequenas empresas caem na armadilha de tentarem incluir tudo e não direccionar devidamente para um público-alvo.
Concentre-se nos pontos que definem o seu negócio para se sobressair da concorrência, por exemplo: gestão familiar, ou conhecido por prestar um excelente serviço.

Quando pesquisamos sobre algum produto no motor de busca, facilmente obtemos centenas de listas semelhantes, por isso certifique-se de que os visitantes saibam em poucos segundos qual é a empresa e qual é o seu negócio.

Plano para o sucesso
É necessário planear a logística de e-commerce com antecedência para as compras possam ser tão simples como transações na loja física, nomeadamente, quais os meios de pagamento e como embalar os produtos. Certifique-se de que os clientes recebam os produtos que compram.

Explore as redes sociais
Por fim, coloque em ação um plano de marketing digital como você faria para a sua loja física. Não basta construir uma loja online, é preciso ter um plano. Use as redes sociais para divulgar a sua loja online. Os especialistas aconselham a interacção com os visitantes nas redes sociais, comentar, ouvir e partilhar informações que são úteis para o seu público.

Luxos empresariais / Pobreza de mercado

É esta a antítese que muitas vezes acontece na nossa economia. No artigo anterior, expus a grande necessidade que as empresas têm para progredir. Bem, plot twist, há empresas que têm o luxo de não ter que fazer esforços para manter a qualidade, o standard que os consumidores esperam que lhes seja saciado.
Num mercado praticamente monopolista, ou seja, num que até pode haver outros players mas que estes não têm significância, ou onde o império do que lidera é tão grande que faz com que o peixe miúdo tenha de viver à conta do peixe graúdo, essa grandeza (apenas em tamanho) permite-lhe ter o luxo de não ter de fazer muitos investimentos.
Não gosta? Azar, vá a da concorrência. Pois esse é o problema. Não existe uma real alternativa a ir, ou porque o desleixo também é tão grande, ou porque quase que não conseguimos encontrar outro que oferece as mesmas vantagens do produto, e uma coisa é certa, o consumidor não vai procurar arduamente uma alternativa. Vivemos num sistema em que se não encontramos o que estamos exactamente à procura, existe logo outra coisa disponível para substituir.
Vai-se destruindo a notoriedade que temos da marca, mas os gestores de topo estão mais focados no cash flow a entrar. Por isso constrói-se um serviço meramente industrial. Um serviço de Próximo! Um serviço sem consideração pelo princípio fundamental da economia, tal como na natureza: para sobreviver, é preciso evoluir.
Mas a culpa não é só da empresa. Não nos esqueçamos que o cash flow continua a entrar porque ainda há consumidores a ir. Porque estão habituados e/ou porque pensam que essa é a normalidade. A consequência: o pensamento empresarial de, sempre estivemos bem, porquê mudar? Arriscar, ainda por cima de como está o mercado? Muitas vezes não se apercebem que esse é o maior risco – não arriscar.
Dou-vos um exemplo. Fui à procura duma boa experiência cinematográfica. Começa logo bem com a atitude típica de Próximo! Quase que temos de ajudar a pessoa a tirar o bilhete para nós. O chão já peganhento das pipocas. Publicidade de 20 minutos. Cadeiras em mau estado. Também foi low cost, o bilhete. Não, pagámos mais de 6€ para estar a “usufruir” do serviço. Resultado: a reação foi – Tirem-me deste filme!

Moçambique – Investimentos com Futuro

Uma economia em expansão, os mega projetos em áreas estratégicas têm vindo a ser alvo de atenção global. O investimento direto estrangeiro é uma das prioridades do governo de Moçambique.
Com o apoio dos mega projetos, e uma politica expansionista direcionada para a exportação, aumento do consumo privado, erradicação da pobreza, o PIB de Moçambique cresceu entre 2010 e 2012 a uma média de 7,1% ao ano e prevê-se para 2015 um crescimento na ordem dos 8%.

Inúmeras oportunidades de negócio em todos os setores da economia
Os principais projetos de investimento incidem em setores como o alumínio, energia elétrica (especialmente a hidroelétrica), o gás natural, titânio, carvão. No entanto estes mega projetos têm favorecido o crescimento do setor agrícola e gerado um grande boom na construção de infra-estruturas básicas.

Recentes descobertas de gás natural (4ª posição ao nível das reservas
A riqueza neste recurso aliada á estabilidade política alcançada foram o combustível para o progresso conseguido. A descoberta das reservas de gás natural veio desenvolver algumas das zonas geográficas mais esquecidas pela globalização, localizadas num país que esteve entre os dez mais pobres do mundo.

Estrutura demográfica muito jovem (46% da população com idade inferior a 15 anos)
Um país com muita população em idade ativa á procura de um lugar no mercado de trabalho. Apesar de existir ainda alguma escassez de mão-de-obra qualificada, o sistema de ensino, com os recentes aumentos do investimento na educação e com a melhoria da qualidade do Ensino Superior, tal como o aumento de jovens que o frequentam tendem a inverter as estatísticas atuais a médio prazo.

Porta de entrada para a Zona de Comércio Livre da SADC
Investir em Moçambique significa muito mais que estarmos a apostar num mercado de 22 milhões de consumidores. Estamos na verdade perante a oportunidade de aceder a um mercado de 250 milhões de consumidores. Denominado SADC (Southern African Development Community), comunidade constituída por 15 países localizados no sul do continente Africano, na sua maioria ricos em recursos naturais e com realidades de estabilidade política e projeções de crescimento económico. Podemos destacar alguns países como África do Sul (a maior potência do continente) e Angola (mercado emergente).

Para poder obter a informação sobre a documentação necessária e legislação para investir em Moçambique aconselho a consulta do site da Caixa Geral de Depósitos, na área de apoio ás empresas e internacionalização. Se pretende começar por investir á distância e saber os produtos de investimento ideais a SOFID – Sociedade Financeira para o Desenvolvimento tem disponível o Fundo Investimento, especializado e destinado apenas ao mercado moçambicano, participando no financiamento de diversos projetos promovidos por parcerias luso-moçambicanas.

A guerra da apetecibilidade existe

E nem é preciso procurar muito para ver isso, basta olhar para o lado. Não, nem é preciso olhar para o lado, olha mesmo para a frente. Esse monitor com que estás a ler este texto teve de evoluir anos para chegar a esse grau tecnológico, e chamou-te à atenção. As curvas e contra-curvas sexys, o seu brilho, as suas funcionalidades.

Porquê evoluir? Todos sabemos a resposta, o grande investimento em Investigação & Desenvolvimento que as empresas fazem não é em vão, nem nunca será. Haverá sempre um retorno para a companhia, quer a nivel interno (redução dos custos de produção), quer a nível externo, num grau visivel para o consumidor. Isso é fundamental – a visibilidade para o consumidor, e nem é preciso que o consumidor se apreceba, aliás, é ainda melhor que o consumidor não se apreceba. Por exemplo, na industria de retalho bem sabemos que nada é em vão. Os sítios onde se encontram as categorias dos produtos, que nos faz andar num determinado percurso, não é em vão. O módulo onde se encontra esse produto não é em vão. Até as prateleiras estão organizadas em produtos de elevada rotação (nível das mãos), das grandes margens (nível dos olhos), e finalmente os bens de grande dimensão e aqueles que termos sempre de comprar (em baixo).

São várias as técnicas de marketing, que nos faz comprar os bens essenciais, de impulso e de conveniência, cada um com o seu método psicológico. Somos enganados? Não, no fundo todos sabemos disso, porque até gostamos disso. Quando saímos do supermercado ficamos pior com o IVA dos produtos que pagamos do que com os métodos do supermercado que nos fizeram adquirir esses produtos.

Mas no mundo onde vivemos, já não podemos comprar os produtos que satisfaçam a base da pirâmide de Maslow. Queremos mais. Temos direito a mais! E esse “mais” está disponível com um simples gesto de meter no cesto aquelas bolachas de chocolate que até estão em promoção com aqueles preços grandes a saltarem para os olhos. A tentação é muito grande. Que se lixe a dieta, a promoção não estará todo o tempo disponível. E assim já terá acompanhamento e a libertação de endorfinas naquelas noites em que és só tu, o sofá e a TV. Snap: “monstro das bolachas com as kardashians”, deslizas o dedo no ecrã para mostrar as horas e pronto. Já podes mostrar à sociedade o descanso merecido. Ficas contente, e o supermercado também, porque embora tenha de reduzir um pouco a sua margem, conseguiu escoar o stock para que outras bolachas mais apetecíveis estejam prontas a substituir as últimas (que, só entre nós, só mudaram a embalagem. O produto é o mesmo).

Internacionalização do seu negocio – vantagens e desvantagens

A internacionalização de um negócio constitui um desafio que, quando devidamente superado, pode trazer um vasto número de vantagens para o crescimento de uma empresa. O desenvolvimento de uma boa estratégia de internacionalização pode permitir a um negócio aumentar significativamente o seu público alvo, impulsionando, dessa forma, as suas possibilidades de lucro. No entanto, ainda que a internacionalização esteja carregada de benefícios, é importante estar consciente de todas as desvantagens que podem estar associadas à mesma, de modo a conseguir desenvolver uma estratégia que zele pela preservação da integridade do seu negócio durante o processo de internacionalização.

VANTAGENS

Maximização das vendas: Uma das principais vantagens da internacionalização é, sem sombra de dúvida, a possibilidade de maximização das vendas da sua empresa, o que poderá dar origem a margens de lucro muito mais satisfatórias.

Maior independência interna: Ao internacionalizar-se, estará, também, a tornar-se independente do mercado interno. Assim sendo, mesmo que o mercado interno não esteja a dar resultados muito positivos, existe sempre a possibilidade de equilibrar os seus ganhos através dos lucros auferidos internacionalmente.

Menor dependência da sazonalidade: A exportação pode contribuir eficazmente para a diminuição da dependência no que toca à sazonalidade dos seus produtos, uma vez que, se fabrica produtos relacionados com uma determinada estação, poderá continuar a exportá-los para outros países, mesmo quando em território nacional se encontrar fora da estação alvo, evitando assim a queda das suas vendas.

DESVANTAGENS

Obstáculos legais: Ao tentar internacionalizar o seu negócio poderá vir a deparar-se com um vasto número de obstáculos legais que poderão contribuir para dificultar imenso todo o processo. A empresa necessitará de se certificar que todos os seus produtos e serviços se encontram em devida conformidade com as regulamentações dos países onde pretende operar, e este é, geralmente, um processo muito demorado e burocrático, que nem sempre tem os resultados desejados.

Adaptar os produtos aos mercados internacionais: Em certos casos, poderá haver a necessidade de adaptar o seu produto a outros mercados, de modo a que possam mais eficazmente suprimir as necessidades de clientes internacionais. Este processo de adaptação pode, por sua vez, dar origem a diversos custos extra.

Contratação de mais pessoal: Um processo eficaz de internacionalização está, muitas vezes, dependente da contratação de novos funcionários com conhecimentos especializados, que possam auxiliar a empresa a adaptar-se da forma mais eficiente possível às exigências dos mercados internacionais. A contratação de novo pessoal resultará num aumento significativo dos gastos, o que, numa fase mais inicial, pode revelar-se bastante problemático para empresas cuja margem de manobra de investimento seja limitada.

Limitações de exportação: A verdade é que nem todos os produtos podem ser sujeitos a exportação. Produtos mais frágeis, por exemplo, poderão originar grandes obstáculos a todo o processo de exportação, tornando assim a sua comercialização internacional inviável.

Marketing one-to-one: cada cliente é único

O consumidor médio do século XXI é mais exigente e informado do que o consumidor médio da segunda metade do século XX, fazendo com que as técnicas do mass marketing tenham um menor impacto no público e consequentemente uma necessidade de as empresas procurarem novos caminhos para alcançar um maior reconhecimento e satisfação do consumidor em simultâneo com uma gestão de marca mais eficaz, atingindo níveis de rentabilidade superiores e uma maior fidelização dos clientes.

Desta forma, apareceu o marketing one-to-one, que é o diálogo único que ocorre directamente entre a empresa e o cliente individual. Esse diálogo requer que a empresa identifique as necessidades específicas dos clientes e adeqúe os seus produtos ou serviços a essas necessidades, baseando-se na informação acerca das preferências e compras desse cliente específico registadas na sua base de dados.

Na construção de uma relação one-to-one com os seus clientes, a empresa deverá percorrer quatro etapas: Identificar, Interagir, Diferenciar e Personalizar (IIDP), este foi um processo desenvolvido por Martha Rogers e Don Peppers, embora modificado.

IDENTIFICAR
Em primeiro lugar, é necessário identificarmos quem são estes clientes mais valiosos da empresa e desta forma reunir toda a informação sobre as suas preferências e quais as necessidades que precisam de ser satisfeitas.
Existem diversas metodologias que possibilitam a empresa identificar os clientes, tais como o cartão cliente que permite ao cliente obter pontos em cada compra que realiza, desta forma a empresa consegue registar todas as compras dos seus consumidores na sua base de dados e desenvolver o seu mercado de uma forma mais eficiente.

Nesta era tecnológica, a criação de um site oficial da marca é um passo bastante vantajoso tanto para os consumidores como para a empresa. No site os clientes poderão encontrar toda a informação sobre a empresa e os seus produtos e, o mais importante para a área do marketing one-to-one da empresa, a possibilidade de subscrever à marca. Os dados que as empresas irão recolher através dessa subscrição serão:

• Primeiro e último nome
• Endereço electrónico
• Género
• Número de telefone
• Código postal
• Idade/ Data de nascimento
• Detalhes da forma de pagamento (caso utilize o canal e-comerce nas suas compras)
• Fotografias e vídeos que o consumidor queira partilhar
• Informações retiradas dos inquéritos para uso meramente estatísticos e científicos
• Informações voluntárias fornecidas pelos clientes

A directiva 95/46/EC, constituída em 1995 é uma directiva europeia que existe em prol da protecção de dados do consumidor a qual as empresas devem respeitar. Em Portugal esta directiva é transporta pela Lei nº 67/98, o qual atribui à Comissão Nacional de Protecção de Dados Pessoais e Informatizados competência para fiscalizar e controlar a sua observação. Basicamente, para que as empresas possam ter uma base de dados dos seus clientes necessitam da autorização desta entidade pública independente.

INTERAGIR
Após a recolha de toda esta informação, esta será reunida e introduzida numa única base de dados, identificando os clientes individualmente e a sua utilização em campanhas direccionais. Deve integrar o marketing, as vendas e o atendimento do cliente, tudo num só programa. O facto de existir uma base de dados, irá reduzir os custos da empresa, pois desta forma consegue identificar facilmente quem são os seus consumidores, quais os canais de comunicação que são mais eficazes para estes clientes e a mensagem a comunicar.

Com uma base de dados bem segmentada e actualizada é possível enviar a mensagem aos clientes que realmente estão interessados no produto ou serviço, tornando-se numa alternativa mais eficaz relativamente ao marketing de massas que, por muito segmentado que seja, não se destina a um grupo único de consumidores. Portanto a importância das interacções numa relação one-to-one leva a que as empresas devam desenvolver formas de manter o diálogo continuado com os seus clientes para que possam aprender mais sobre os seus interesses, necessidades e prioridades. Neste contexto, e numa óptica contemporânea de gestão e marketing relacional, é imprescindível aludir ao conceito de Permission Marketing.

As oportunidades que os clientes têm para interagir com a marca e vice-versa, é através da sua subscrição à marca, no site oficial da empresa. Desta forma poderão estar sempre a par dos eventos, do lançamento de novos produtos e do recebimento de boletins informativos da empresa. Será sempre pedida a permissão da recolha dessa informação para os fins que a empresa pretende, e consequentemente a marca compromete-se a proteger e não partilhar toda a informação recolhida. As redes sociais também são outro canal de contacto, permitindo uma resposta mais rápida às necessidades dos consumidores e uma actualização constante das novidades da empresa.

DIFERENCIAR
Com a informação recolhida e organizada, é possível agruparmos em diferentes segmentos e passar a actuarmos de acordo com as suas necessidades. Quando há diversos grupos de produtos, através da recolha de informação dos consumidores por parte da empresa, torna-se possível identificar características homogéneas em cada grupo.

Ao agrupar os dados registados, torna-se possível a empresa apresentar uma solução diferente consoante o segmento do cliente. É essencial para a empresa, fidelizar bons clientes e fornecer um serviço bom e adequado com as necessidades de cada cliente, pois tudo indica que os lucros auferidos com estes clientes aumentam significativamente com o decorrer do tempo. A satisfação dos seus clientes é vital para o sucesso da empresa.

PERSONALIZAR
Finalmente, a empresa está apta a lidar com cada cliente de forma individualizada e até ajustar o seu produto às necessidades específicas desse cliente após a recolha da informação nas fases anteriores. Por outro lado, a empresa pode expandir essas necessidades oferecendo um conjunto de serviços associados ao produto sem ter que personalizar o produto em si. Portanto o passo da personalização poderá actuar nas quatro variáveis do marketing mix (Produto, Preço, Distribuição e Comunicação).

Os clientes leais tornam-se menos sensíveis ao preço, cabe no entanto à empresa ter que considerar certos limites, pois estes clientes têm que ser constantemente incentivados para permanecerem leais. Os relacionamentos que a empresa é capaz de fidelizar tornam ainda os clientes valiosos activos, funcionando como verdadeiros prescritores pelo já comum, “passa a palavra positivo”, que encetam sem encargos para o orçamento da comunicação.