Calcular indemnização por despedimento

A indemnização por despedimento está sujeita a regras que tendem a sofrer alterações com bastante regularidade. De modo a mantê-lo atualizado, de seguida listaremos tudo aquilo que precisa de saber relativamente à legislação referente a indemnizações por despedimento.

As mais recentes alterações ao código de trabalho resultaram de uma imposição efetuada pela troika, que exigiu que o valor das indemnizações por despedimento fosse reduzido de 30 para 20 dias. A última atualização ocorreu em Outubro de 2013 e admite um máximo de 18 dias por ano de trabalho.

Contratos a termo celebrados depois de 1 de Outubro de 2013

Para os contratos de trabalho a termo certo a indemnização por despedimentos corresponde a 18 dias de salário por ano.de antiguidade na empresa nos primeiros 3 anos. Nos anos seguintes, esse valor passa a corresponder a 12 dias de salário.

Contratos a termo incerto celebrados depois de 1 de Outubro de 2013

Ao contrário dos contratos de trabalho temporário, os contratos a termo incerto não possuem uma data de fim pré-estipulada. Nestes casos, a indemnização por despedimento corresponde a 18 dias dias de salário durante os primeiros 3 anos. Depois disso, o valor passa a corresponder a 12 dias de salário.

Nos casos de contratos celebrados antes de 31 de Outubro de 2012, aos trabalhadores é-lhes garantido o direito de receberem o equivalente a 30 dias de salário por cada ano de trabalho.

Como calcular a indemnização por despedimento

Contratos celebrados depois de 1 de Outubro de 2013:

Imaginemos que um trabalhador que assinou um contrato sem termo em Outubro de 2013 é dispensado em Outubro de 2017. Caso o salário seja de 800 euros, a conta a ser efetuada é a seguinte:

800/30*12*4= 1280 euros

Saiba como deixar pacificamente o emprego

Há diversas formas de deixar o seu emprego pacificamente. Quando um trabalhador se demite, o ambiente que se gera em torno da situação nem sempre é a melhor. Por isso, convém saber o que fazer ou dizer para que a sua decisão não se torne conflituosa. Afinal, nunca se sabe se vai voltar a trabalhar com o mesmo patrão e os mesmos colegas. Veja abaixo algumas dicas sobre o que pode fazer:

Avise com antecedência – Legalmente, existem prazos para entregar o seu pedido de demissão. Cumpra-os. E não se esqueça que o seu patrão também precisa de tempo para o substituir e redistribuir tarefas entre os restantes colaboradores.

Evite falar sobre a sua decisão – Até ter resposta da entidade empregadora, evite falar sobre o assunto com os restantes colegas. Este é um assunto que deve ficar, numa primeira fase, entre as duas partes. Afinal, nunca se sabe se pode surgir uma contraproposta que o faça recuar na sua decisão.

Elabore uma carta de demissão cordial – Evite confrontos na sua carta de demissão. Mesmo que aponte os motivos que levam à sua saída, opte por um discurso optimista e fale sobre as mais-valias que a empresa lhe proporcionou.

Fale com o seu patrão – Mesmo que tenha feito o pedido de demissão formal. Vá ter com o seu chefe e comunique-lhe a sua decisão. Explique-lhe também os motivos que levam à sua saída, sem nunca falar num possível descontentamento. Faça o mesmo na hora de comunicar a sua decisão aos seus colegas.

Organize o seu local de trabalho – Antes de sair, acabe as tarefas que tem em mãos, organize e limpe os seus ficheiros, secretária e gavetas.

Sorria e agradeça – No momento da despedida, cumprimente e agradeça aos seus superiores por tudo sem nunca abdicar de sorriso na cara.

Em suma, deixar pacificamente o emprego passa por ser o mais profissional possível. Não deixe que dissabores marquem a sua saída da empresa, porque nunca se sabe se as portas que se fecham agora, abram num futuro próximo.