Porque devemos investir?

A questão é bastante relevante e é por vezes ignorada por muitos. No entanto há muitas razões válidas para investir o seu dinheiro. Deixamos-lhe aqui as 3 mais importantes.

1. O dinheiro parado é vítima da inflação
Com o aumento da inflação, o dinheiro perde valor. Mas o que é então a inflação? Segundo o Banco Central Europeu “ fala-se de inflação quando se verifica um aumento geral dos preços dos bens e serviços e não quando apenas os preços de artigos específicos sobem”. Por exemplo, assumindo uma taxa de inflação de 3%, se neste ano gastamos 100€ mensais num cabaz de compras no supermercado, no próximo ano gastaremos 103€ mensais no mesmo cabaz de produtos. Desta forma, é simples de ver que, se queremos que os nossos investimentos tenham lucro, terão de render mais do que a taxa de inflação. Por outras palavras, isto significa que se a taxa de remuneração do nosso investimento for inferior à taxa de inflação, em termos reais, estaremos a perder poder de compra.

Um exemplo:
Um depósito a prazo rende 2% ao ano. Admitindo que se fez um investimento de 100€, no final do ano obteremos 102€, ou seja, houve um ganho de 2€. No entanto, pelo efeito da inflação, esse dinheiro vale menos. Admitindo que a taxa de inflação foi de 3% nesse ano, o seu dinheiro vale agora, na realidade, 98,94€. Fazendo as contas, em termos reais, no final do ano em vez de ganhar 2€, acabou por perder 1 euro e 6 cêntimos.
Este exemplo é apenas ilustrativo do efeito da inflação pois, na realidade, teríamos ainda que ter em conta a fiscalidade do investimento.

Vemos assim que, em termos reais, a única forma de ganhar dinheiro a longo prazo será conseguir encontrar investimentos que gerem uma taxa de rendibilidade superior à taxa de inflação.

2. Investir para alcançar objetivos
Se quer viajar, comprar um carro novo ou uma casa de férias pode meter o seu dinheiro a gerar mais dinheiro para que possa mais rapidamente alcançar o seu objetivo. Todos nós temos um sonho e por vezes o que nos falta para realizá-lo é capacidade financeira. Desta forma, se fizer um plano de investimento, poderá vir a cumprir o seu sonho daqui a uns anos. Quanto mais cedo começar, mais depressa o conseguirá realizar.

3. Investir para o futuro
O futuro é incerto e cada vez mais caro! Seja para ter uma maior liberdade financeira depois da reforma ou para ajudar os seus filhos a iniciar as suas vidas, se traçar um plano de investimento pode acabar com essas preocupações. Aproveite o poder da capitalização para gerar dinheiro. Lembre-se que 1€ investido hoje a uma taxa anual de 3% valerá 1,34€ daqui a 10 anos e 2,43€ daqui a 30 anos.

Franchising – conheça as vantagens e desvantagens

Se quer criar o seu próprio negócio mas não tem ideias concretas sobre o que fazer ou não se sente preparado para o fazer sem um acompanhamento mais especializado então o franchising pode ser a solução que você procura.

O franchising é uma das estratégias de expansão utilizadas pelas empresas e traduz-se pela venda do direito de utilização da marca a uma pessoa ou empresa – o franchisado. Além do direito de exploração comercial da marca, a empresa apoia ainda o franchisado de diversas formas; garante o acesso ao know how específico do negócio, à exploração exclusiva de determinada área geográfica (ou seja, a empresa garante não fazer concorrência com a mesma marca na área geográfica explorada pelo franchisado) e permite o usufruto dos recursos da marca para efeitos publicitários.

Por outro lado, o franchisado responsabiliza-se pelo investimento inicial e pela exploração do negócio. As contrapartidas pelo direito à exploração da marca podem variar de franchising para franchising mas há conceitos básicos que são uma realidade em todos os contratos. Desta forma, o franchisado tem que pagar, geralmente numa base mensal, as royalties – que não são mais do que uma percentagem das vendas do franchisado (por vezes, embora mais raro, as royalties incidem sobre os lucros do franchisado) – e a taxa de publicidade que é uma contribuição que cada franchisado faz para um fundo que se destina a ser utilizado no marketing dos produtos ou serviços oferecidos pela marca.

Vantagens do franchising

Quando comparado com a criação de um negócio “independente”, existem muitas vantagens em iniciar um negócio no regime de franchising. A mais importante prende-se com o facto do risco associado ao investimento ser menor, quer por via de haver uma estrutura e uma estratégia melhor organizadas, fruto da experiência de negócio da empresa-mãe, quer por, na maior parte dos casos, se iniciar um negócio com uma marca já conhecida do público-alvo. Os lucros do investimento variam consoante o negócio adotado e o setor em que ele se insere, no entanto, a estrutura montada permite chegar mais rapidamente ao lucro.

Iniciar um franchising é especialmente vantajoso se a marca já for conhecida do público em geral. Pelo lado dos clientes, o reconhecimento da marca fará com que o potencial de vendas seja maior desde o início de atividade mas o reconhecimento por parte dos fornecedores é também importante na medida em que, ao conhecerem o historial da marca, estão perfeitamente cientes daquilo que podem esperar dela, podendo fazer cedências, por exemplo, em termos de aumento do crédito ou dos prazos de pagamento.

Trabalhar dentro de uma rede de lojas permite também ter um certo grau de proteção no que diz respeito à concorrência e o know how específico do negócio fornecido pela empresa-mãe é também um fator de sucesso que poderá impulsionar o negócio.

Desvantagens do franchising

Como em todos os negócios, também neste tipo particular de negócio há desvantagens. No entanto, considera-se na maioria dos casos que, face às vantagens associadas, as desvantagens têm pouco peso.

Para poder usufruir de todas as vantagens já enumeradas, o franchisado tem de pagar à empresa-mãe. Este pagamento é feito, por um lado, em troca do usufruto da marca e do conhecimento técnico transmitido e por outro, como contribuição para um fundo destinado aos gastos em publicidade e marketing.

Além disso, o franchisado é obrigado a seguir as regras do franchisador (empresa-mãe) que foram estipuladas no contrato assinado. Consoante o contrato, o franchisado pode ainda estar dependente das estratégias definidas pelo franchisador em relação, por exemplo, à gestão da marca e aos mercados onde a marca está implementada.

 

Em cada caso, o empreendedor deverá negociar o contrato com a empresa-mãe e avaliar quais as melhores condições que consegue para que o negócio seja sustentável e financeiramente recompensador. Além destas considerações gerais, há empresas que incluem outras cláusulas nos contratos pelo que deve ser feita uma avaliação ponderada e bem informada de cada situação.

5 erros mais comuns dos investidores

Aqui apresentamos-lhe os 5 erros mais comuns que os investidores cometem e mostramos também como os evitar.

O primeiro passo quando fazemos um investimento é montar uma estratégia de investimento que devemos seguir sem nos deixarmos levar pelas emoções. É essa a forma mais segura de mantermos a calma e a confiança em períodos de instabilidade e de grande volatilidade nos mercados.

 

  1. Focar-se nos indicadores errados

Se você for um investidor de longo prazo tem que saber que os mercados funcionam por ciclos e que as correções são algo normal, mesmo as mais acentuadas. Nesse cenário, reagir demasiado depressa e fazer alterações ao seu portefólio de longo prazo por causa de indicadores de curto prazo podem levar a um desastre nos seus investimentos.

Assim, o melhor é ser fiel ao seu plano financeiro e focar-se nos objetivos que estabeleceu ao invés de reagir precipitadamente com base em indicadores errados.

 

  1. Tentar prever o mercado

Muitas pessoas investem com base no sentimento de mercado em vigor, o que pode ser prejudicial. Quando se sente o sentimento de mercado positivo, na maior parte dos casos, as oportunidades de entrar nesse investimento já passaram e as novas entradas correspondem às saídas de quem já as aproveitou. Da mesma forma, as vendas que se verificam quando o mercado está em queda correspondem às compras de quem vai aproveitar as novas oportunidades que o mercado vai proporcionar. Esta estratégia acaba por resultar num “comprar caro e vender barato”.

Adivinhar os movimentos do mercado é possível porém muito difícil, mesmo para os profissionais. Desta forma, é importante tentar manter-se no mercado alguns dias depois dos períodos de correção. É aí que estão as oportunidades!

 

  1. Reagir às notícias

As cotações das ações refletem, por antecipação, os medos e receios de eventuais notícias negativas. Os media tentam sempre sensacionalizar todas as noticias para assim conseguirem mais dinheiro. Não se deixe levar por esta (des)informação na hora de gerir a sua carteira e mantenha-se fiel à sua análise.

 

  1. Não ter paciência

O trading, tal como qualquer atividade, requer muito estudo mas não é possível para quem não tem paciência. É necessário tempo para “deixar os ganhos correr”, ou seja, é necessário tempo para que as cotações subam. Além disso, se estiver sempre a fazer trading vai ser sufocado pelas altas comissões de corretagem.

 

  1. Não ter em conta a paridade risco-retorno

Quando se investe num ativo com risco, o retorno potencial deve ser analisado tendo em conta o risco que se corre. Um ativo de maior risco deve ter um retorno potencial maior para que seja interessante do ponto de vista financeiro. O contrário também se verifica, ou seja, um ativo com menor risco precisa de um retorno potencial menor para ser considerado de interesse.

Se assumir demasiados riscos isso pode ter consequências imprevisíveis, muitas das quais fora da sua zona de conforto. Se, por outro lado, assumir poucos riscos, pode ter um retorno demasiado baixo para conseguir alcançar os objetivos traçados no seu plano.

Tenha em conta qual o seu nível de capacidade financeira (o ponto até o qual pode aceitar perdas) e emocional para poder definir uma estratégia que lhe permita cumprir os objetivos do seu plano financeiro.

Análise Fundamental vs. Análise Técnica (parte 2)

No seguimento do artigo anterior sobre as duas vertentes de análise do comportamento das ações em que se explicou como funcionava a análise fundamental fica agora a explicação de como funciona a análise técnica.

 

Análise Técnica

A análise técnica é uma análise histórica do comportamento e movimentos das cotações das ações e recorre a ferramentas de análise gráfica para tentar explorar esses movimentos com o objetivo de obter ganhos.

Há ações com comportamentos cíclicos e outras que aparentam um comportamento completamente aleatório mas, pela análise técnica é possível detetar alguns padrões, dado que os preços das ações tendem a repetir-se com alguma frequência e são, em certa medida, previsíveis. Desta forma, é possível ler o mercado e fazer os investimentos consoante a análise efetuada.

Atualmente, acedendo à Internet, é possível ter acesso a plataformas de trading com potentes ferramentas de análise gráfica que facilitam muito este trabalho. A metodologia de análise irá variar consoante o objetivo que tenhamos. Se este passar pelo day trading (investimentos abertos e fechados durante o período de funcionamento do mercado, ou seja, o investidor não guarda títulos em carteira durante a noite) a análise terá que ser feita com informação dos preços e do volume ao segundo. Se, por outro lado, o objetivo for fazer uma análise de uma ação num horizonte temporal mais alargado – digamos 6 meses – os dados a utilizar terão que estar de acordo com esse horizonte temporal. O importante, em ambos os casos, é o gráfico ter, além da informação do volume transacionado, a informação do preço de abertura, de fecho e dos máximos e mínimos da sessão, dentro do intervalo de tempo em análise.

A partir deste ponto é possível iniciar a análise propriamente dita. O primeiro passo prende-se com a definição da tendência em vigor. Pela análise da informação histórica do gráfico podemos ver se a ação se encontra numa tendência de subida ou de descida. Esta é, aliás, a primeira regra de ouro do analista técnico – seguir sempre a tendência – tal como está explícito na máxima “the trend is your friend”.

Depois tudo dependerá da análise gráfica. Desde conceitos mais simples como as linhas de suporte e de resistência ou médias móveis de diferentes amplitudes até conceitos mais complexos como o Relative Strength Index (RSI) ou o rácio de Fibonacci, todas estas ferramentas permitem uma análise mais completa e descobrir padrões através dos quais é possível entender o mercado. Pela análise destas ferramentas é, por vezes, possível descobrir figuras próprias que têm um significado bastante vincado e indicador de determinado movimento futuro. Dentro destas figuras temos, por exemplo, o duplo fundo/topo e o Head&Shoulders (H&S) que são figuras de inversão, ou seja, quando formadas, indicam que a tendência do mercado vai mudar.

Uma das grandes vantagens da análise técnica em relação à análise fundamental prende-se com o facto de esta poder ser aplicada a outras classes de ativos, nomeadamente, obrigações, fundos de investimento de elevada capitalização bolsista, opções, mercado cambial (Forex).

 

Conclusão

Como vimos, a análise fundamental utiliza os dados reais das empresas para avaliar se as suas ações estão sub ou sobrevalorizadas. Por outro lado, a análise técnica utiliza os dados históricos dos preços das ações para prever o comportamento futuro da cotação.
Qual das vertentes de análise devemos então utilizar para fazer os nossos investimentos?
A melhor estratégia passa por utilizar uma mistura das duas análises. A análise fundamental identifica as ações que se encontram sub ou sobrevalorizadas, o que nos permite saber quais as ações que se encontram baratas para investir. Por outras palavras, a análise fundamental diz-nos quais são as ações onde devemos investir.

A análise técnica, por acompanhar os movimentos das cotações das ações, indica-nos os momentos de agir, ou seja, quando devemos abrir uma posição (investir) ou fechá-la (recuperar o dinheiro investido).

Estas duas vertentes de análise são falíveis e o investimento acionista é considerado um investimento de risco pois há possibilidade de perda do capital investido. No entanto, o estudo aprofundado destas temáticas permite reduzir, em certa medida, o risco dos investimentos.

 

O TuaEconomia.com é um espaço informativo que visa dar a conhecer temáticas relacionadas com economia e investimentos e não um espaço de aconselhamento financeiro. Aconselhamos sempre um processo informado e sustentado de tomada de decisão pelo que não nos responsabilizamos por investimentos feitos com base nos nossos artigos.

Análise Fundamental vs. Análise Técnica

No mercado de capitais existem duas grandes vertentes de análise do comportamento das ações. Há analistas que utilizam essencialmente uma delas em detrimento da outra mas, como ambas têm vantagens e desvantagens e – mais importante – são ambas falíveis, a melhor estratégia passa por utilizar as duas análises (fundamental e técnica) de forma a fazer uma análise mais completa e mais sustentada dos movimentos do mercado.

Análise Fundamental

A análise fundamental utiliza os dados reais das empresas, obtidos através dos balanços e demonstrações financeiras destas, para tentar apurar o verdadeiro valor da empresa.

Sabendo o valor da empresa rapidamente se chega ao valor justo da ação. Se houver uma discrepância entre o valor justo da ação e a sua cotação na bolsa de valores, o analista fundamental percebe se a ação está sub ou sobrevalorizada e agirá em concordância com a sua análise, fazendo ou não um investimento.

O apuramento do valor da empresa pela análise fundamental é feito pela atualização dos cash flows futuros da empresa para o momento presente. Simplificando, isto significa que a avaliação feita pelo analista fundamental consiste na determinação de todo o dinheiro que a empresa pode gerar, em cada ano e ao longo de um determinado período (período este que seja representativo da vida futura de empresa) e, atualizá-lo para o momento presente (o processo de atualização é importante por permitir comparar valores monetários em diferentes períodos de tempo).

A opinião generalizada defende que a análise fundamental chega com maior fiabilidade ao valor real da ação mas, pela sua morosidade e complexidade dos cálculos, é inviável para analisar o mercado que transaciona a uma velocidade extremamente elevada. Num mercado que funciona a esta velocidade, esperar para tomar uma decisão baseada na análise fundamental das contas da empresa pode levar à perda da oportunidade de investir.

Para tentar contornar esse problema existem outros indicadores de mercado de uso mais simples – e como tal mais rápido – baseados em elementos das contas financeiras das empresas. Aqui incluem-se os múltiplos de mercado como o PER, que é o mais conhecido e falado, mas também o PBV ou o PCF. Estes múltiplos de mercado permitem comparar dois títulos de diferentes empresas de forma simples.

Alguns múltiplos de mercado:

Price/Earnings Ratio (PER) – corresponde à cotação de mercado da ação a dividir pelos resultados por ação da empresa e dá-nos um número que deve ser comparado com a média do sector no qual se insere a empresa em estudo. Se o valor deste múltiplo for muito superior à média do sector, a ação está cara. Se, pelo contrário, estiver abaixo daquela referência, a ação está subvalorizada, ou seja, barata.

Price to Book Value (PBV) – analisa a relação entre o valor bolsista da empresa e o valor contabilístico da mesma (por ação).

Price to Cash Flow (PCF) – mede a relação entre o valor da empresa em bolsa e a sua capacidade em gerar fluxos monetários, num dado período e por ação.

 

No próximo artigo iremos falar da análise técnica e de como deve ser utilizada em conjunto com a análise fundamental para obter os melhores resultados.

7 dicas para quem trabalha a partir de casa

A nova legislação sobre o teletrabalho vai permitir a muitas pessoas trabalhar a partir de casa. Além de se evitarem as horas perdidas no trânsito, em alguns casos, há ainda o benefício de não se ter um horário de trabalho definido, o que abre muitas possibilidades quando se tem filhos pequenos. No entanto, trabalhar em casa pode trazer alguns problemas por isso deixamos-lhe aqui algumas dicas para os evitar.

Crie o seu próprio espaço de trabalho
Arranje um espaço de trabalho onde possa instalar a sua secretária e todo o equipamento que necessitar para o seu trabalho. Deve criar um espaço profissional e sem distrações para que possa fazer o seu trabalho com a maior produtividade possível e sem problemas.

Vista-se adequadamente
Trabalhar de pijama ou de fato de treino, além de pouco profissional, pode levá-lo a diminuir a sua produtividade. O fato e gravata não é obrigatório mas deverá mudar de roupa tal como se fosse para o escritório de forma a criar uma barreira mental que lhe permita distinguir entre quando está a trabalhar e quando não está.

Estabeleça um horário de trabalho
Não é fácil trabalhar a partir de casa se não for uma pessoa disciplinada. Caso não tenha um horário de trabalho fixado pela empresa, deverá defini-lo você, de forma a garantir que consegue fazer todo o seu trabalho dentro dos prazos. Você decide qual será o seu horário. No entanto, não se aconselham horas de almoço muito longas de forma a não quebrar o ritmo de trabalho.

Faça um plano do seu dia
Use os 5 primeiros minutos do seu dia de trabalho para planear o seu dia. Tenha sempre junto de si uma agenda onde poderá escrever os planos para o seu dia, semana ou mês. Além de lhe permitir uma melhor gestão do tempo, fica também com uma ferramenta onde é possível consultar os seus objetivos profissionais e a prioridade de cada um deles.
Se conseguir atingir todos os objetivos a que se propôs para o dia antes da “hora de saída” poderá então disfrutar de algum tempo para si.

Não ceda à procrastinação
Não ceda à vontade de ficar um pouco mais na cama ou de interromper o trabalho para ir beber um café com os seus amigos. Estas ações irão atrasar os seus planos e adiar a conclusão dos seus objetivos.

Imponha limites
Se trabalha a partir de casa deverá estabelecer limites entre a sua vida doméstica e profissional. Se tem filhos em casa torna-se mais difícil de o fazer. O mesmo se aplica com as tarefas domésticas. Estas pequenas distrações podem fazê-lo perder o ritmo de trabalho e, como tal, diminuir a sua produtividade. Assim, é fundamental estabelecer limites para os seus filhos e para as tarefas domésticas. Se definiu o seu horário de trabalho, terá que o cumprir.

Mantenha o contato com os colegas
Trabalhar a partir de casa pode até ser mais calmo e permitir-lhe estar mais concentrado no que está a fazer mas poderá também levar a que se torne mais solitário. Uma das formas de combater isso é mantendo o contato com os seus colegas de escritório. Desta forma, além de saber o que se passa no escritório, pode ainda alargar a sua rede de contatos o que é sempre benéfico para qualquer carreira.

Contas de títulos – o que são e para que servem?

Quem se inicia no mundo dos investimentos em bolsa tem por vezes a falsa ideia de que a negociação é feita diretamente na bolsa. A compra e venda de títulos tem que ser feita através de intermediários financeiros, que podem ser bancos ou sociedades de corretagem e, para tal, é necessário possuir uma conta de títulos junto de uma destas entidades.

Uma conta de títulos será então a conta através da qual o banco irá receber as suas ordens de compra e de venda, mas também as ordens de subscrição de produtos financeiros. Aqui estarão guardados os seus títulos (ações, obrigações, unidades de participação em fundos de investimento, entre outros) mas serve também caso deseje fazer uma transferência de títulos de outro intermediário financeiro.

A conta de títulos dá-lhe uma grande liberdade no que se refere às operações relativas aos seus investimentos. É uma base essencial para poder usufruir do serviço de homebanking, o que lhe dá a possibilidade de gerir a sua própria carteira de investimentos através de plataformas eletrónicas, transmitindo ordens de bolsa (compra e venda de títulos) mas também se revela fundamental caso queira contratar um serviço profissional de gestão de carteiras ou consultadoria de investimento.

A conta de títulos está associada à sua conta bancária porém possui outro número de conta. Desta forma, caso queira contratar este serviço terá que celebrar um contrato de intermediação financeira e de registo e depósito de valores mobiliários e ser detentor de uma conta à ordem.

Estas contas de títulos, naturalmente, têm custos. Os intermediários financeiros irão cobrar comissões pela prestação dos seus serviços. O preçário com a informação de todos os custos e encargos que podem incidir sobre o investidor deve ser-lhe fornecido antes da celebração do contrato e alterações nos preçários que impliquem um aumento dos custos devem também ser comunicadas pelo intermediário financeiro.

O valor das comissões irá variar consoante o intermediário financeiro que escolha mas vamos ficar a conhecer os tipos de comissões que existem associadas a estas contas.

Comissão de transação de valores mobiliários em mercado: este será o preço que se paga ao intermediário pelo serviço de receção, transmissão e execução da ordem de compra/venda que o investidor dá. Dependendo do intermediário, este valor poderá ser fixo, variável (uma percentagem do valor transacionado) ou ainda um misto destes dois últimos. Dentro desta última vertente há duas possibilidades; alguns intermediários adotam um preçário que define um valor fixo para montantes transacionados até um certo valor e um preço variável caso o montante transacionado seja superior a esse valor, enquanto outros intermediários adotam um preço que inclui uma componente fixa e outra variável (por exemplo, 0,5€+0,05% do montante transacionado). Importa aqui referir que sobre o valor desta comissão irá incidir o imposto de selo à taxa de 4%.

Comissão de registo e depósito de instrumentos financeiros: Esta comissão, também chamada de comissão de custódia ou comissão de guarda de títulos (como é mais vulgarmente conhecida) não é mais que o preço cobrado pelo serviço de registo e depósito dos títulos na conta do investidor. Este custo pode ter um valor fixo ou variável e é geralmente cobrado trismestralmente.

Comissão de emissão de certificado para participação em assembleia-geral: trata-se do valor cobrado pela emissão de um certificado comprovativo da titularidade das ações e, identificando o investidor como detentor de uma percentagem do capital da empresa, possibilita o exercício do direito de voto. Geralmente tem um valor fixo por certificado e ao seu preço acresce o valor do IVA.

Comissão de pagamento de dividendos: O titular de ações de uma empresa irá, a certa altura, receber a sua parte dos lucros da mesma – os dividendos. Estes serão creditados diretamente na conta de títulos do investidor. De cada vez que isso acontece é necessário pagar esta comissão de pagamento de dividendos. Normalmente tem um custo variável e podem incluir ainda despesas de porte e expediente. Sobre este valor irá ainda incidir o IVA à taxa legal.

Comissão de pagamento de rendimento de obrigações: à semelhança do que se passa com os dividendos das ações, esta comissão incide sobre os ganhos relativos às obrigações de que o investidor é titular.

Comissão de transferência de valores mobiliários entres contas: este valor corresponde ao preço cobrado pela transferência dos títulos registados na conta de um investidor para outra. No caso de o investidor possuir uma conta de títulos num intermediário financeiro e decidir mudar para outro, esta comissão não é, geralmente, cobrada pelo intermediário financeiro para onde a conta é transferida (é um custo suportado pela empresa como forma de angariar clientes).

Mercados acionistas emergentes – Fatores a ter em conta

Globalmente, o mercado acionista tem vindo a deparar-se com algumas situações de algum nervosismo, nomeadamente a situação do impasse grego e, mais recentemente, o crash na bolsa chinesa. No entanto, para um investidor atento, 2015 tem sido um ano cheio de oportunidades e a expetativa é de que assim continue.

As bolsas dos mercados emergentes encontraram, nos últimos quatro anos, algumas adversidades e, apesar do excelente desempenho verificado nos últimos meses, a confiança tem vindo a diminuir, fruto do arrefecimento do crescimento destes mercados, quando comparados com os mercados desenvolvidos. Por outro lado, o bom desempenho da economia e da moeda norte-americana, assim como a expetativa de um aumento das taxas de juro por parte do Fed (Federal Reserve, o equivalente norte-americano ao BCE – Banco Central Europeu), poderá desviar a liquidez dos mercados emergentes, o que acaba por não ajudar à sua situação.

Esta incerteza tem mantido as cotações em níveis baixos, o que é apetecível para os investidores de longo prazo, ou seja, investidores que compram e mantêm as suas posições na expetativa de que, no longo prazo, as cotações aumentem. Aliado a este fator há ainda o facto de que os primeiros meses de 2015 foram especialmente favoráveis às bolsas europeias devido, em grande parte, ao programa de flexibilização quantitativa promovido pelo BCE (o tão falado programa de quantitative easing). Isto fez diminuir, comparativamente, a atratividade das bolsas europeias face às dos mercados emergentes, quando analisamos a cotação atual das ações face aos resultados por ação.

Por último, as previsões apontam para uma estabilização do crescimento das economias dos países emergentes mas a situação dos lucros das empresas continua problemática e as estimativas dos resultados futuros das empresas são negativas.
Com base neste cenário, há 3 fatores que têm, quando em conjunto, potencial para indicar se, o recente bom momento de forma destes mercados representa, ou não, uma reviravolta sustentável face aos últimos anos.

O primeiro, passa por haver estabilidade da moeda, o que, como vimos, tem sido comprometido pela atual força do dólar e pelas primeiras medidas do Fed, conducentes ao esperado aumento das taxas de juro dos EUA. Em segundo lugar, é necessária uma retoma do crescimento económico dos mercados emergentes. O terceiro ponto tem a ver com a recuperação dos lucros das empresas.
Estes três pontos têm, em certa medida, uma ligação sequencial e, estando os dois primeiros satisfeitos, rapidamente se verificará o terceiro, o que fará subir os mercados acionistas.

Note-se no entanto, que o investimento em ações representa sempre um risco e este artigo e o autor não têm o objetivo de incitar ao investimento com base, unicamente, na análise aqui efetuada. Cada investidor deve fazer a sua análise do mercado, criar a sua estratégia e investir em concordância.