Saiba qual o melhor cartão de crédito para si

A escolha do cartão de crédito pode até parecer um processo fácil, devido às inúmeras opções que o mercado oferece. Mas, nem sempre é tão simples, antes de fechar negócio, deve tomar alguns cuidados que podem evitar futuras dores de cabeça. Para o evitar, veja como escolher o melhor cartão de crédito para si.

Existe uma oferta muito diversificada de cartões de crédito e os pormenores só se conhece quando assina o contrato, mas há questões que deve responder a si próprio para poder tomar a melhor opção. A ideia é que o cartão seja uma solução para as suas necessidades e não um problema.

Em primeiro lugar, é importante saber que nem todos os cartões de crédito são aceites em todas as lojas. Há estabelecimentos que utilizam apenas o sistema de pagamento Visa e outros o Mastercard,, ou o American Express, embora sejam cada vez mais comuns os espaços a aceitar vários. Se está a pensar utilizar o cartão num estabelecimento comercial em particular, informe-se primeiro.

Fatores como a frequência da utilização esperada do cartão de crédito e a quantias necessárias. Convém saber que utilização espere dar ao cartão para definir o limite de crédito a disponibilizar pelo banco. Mas certifique-se que corresponde às suas possibilidades financeiras. Daí o conselho recorrente de começar por um plafond de crédito baixo.

Saber os prazos de pagamento que terá para liquidar as despesas efetuadas com o cartão de crédito, também é muito importante. Deve prestar atenção neste ponto. O melhor cartão de crédito para si será aquele que lhe oferece um prazo mais alargado sem juros. Normalmente, variam entre os 20 e os 50 dias, e não são cobrados juros para pagamentos mensais da totalidade do saldo.

Atualmente, já há várias instituições financeiras que oferecem cartões de crédito sem anuidade e até incluem diversos benefícios aos cartões, desde acumulação de pontos para serviços ou produtos, cashback, milhas para viagens, até descontos em combustíveis. É uma questão de escolher qual será a combinação mais vantajosa para si, de acordo com o seu perfíl de consumidor.

Tendo em conta todas estas questões, poderá ter reduzido o leque de escolha de um cartão de crédito, por entre as imensas ofertas das entidades financeiras.

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Os custos globais de um crédito

No sentido de proteger o beneficiário menos avisado do verdadeiro custo de um empréstimo, considerando todos os encargos associados à operação, criou-se a Taxa Anual Efectiva Global (TAEG). Esta taxa pretende reflectir o verdadeiro custo final para o beneficiário do crédito que assim tem uma noção mais exacta do que representará para si a operação financeira.

A TAEG pode ser calculada para dois tipos de operações distintas:
• Operações uni período, em que há apenas dois momentos: o inicial, no qual o empréstimo é concedido e no qual pode haver lugar ao pagamento de outros encargos e o final em que se liquida o empréstimo, juros e eventuais outros encargos;
• Operações multi-período, em que há lugar ao pagamento de juros periódicos e eventualmente também ao reembolso faseado do capital em dívida.

Por exemplo:
TAEG para operações uni período
• Montante do financiamento: 20.000€
• Prazo: 91 dias
• Taxa de juro nominal (Euribor+spread): 6%
• Imposto de selo sobre os juros: 4%
• Despesas de concessão do empréstimo (pagos no momento da obtenção do empréstimo): 100€
• Comissão de cobrança do empréstimo (pagos no reembolso do empréstimo): 50€

Cálculo dos juros:
20.000 x 0,06 x (91/360) = 303,30€

• Imposto de selo sobre os juros: 303,30 x 0,04 = 12,10€
• Montante líquido obtido: 20.000 – 100 = 19,900€
• Montante a pagar no final: 20.000 + 303,3 + 12,1 + 50 = 20.365,40€

Generalizando, o cálculo da TAEG para operações uni período:
CI – Capital do empréstimo
DI – Todas as despesas suportadas no momento zero
J – Juros
DF – Todas as despesas suportadas no final do empréstimo (excepção dos juros)
X – nº de dias da operação

TAEG =[ (CI + DF + J) / (CI – DI)^365/X – 1

TAEG = [20.365,4 / 19.900]^91/365 – 1 = 0,0972 (9,72%)

Nota: Como a óptica da TAEG é a do beneficiário do financiamento utiliza-se como base de calendário a base real, ou seja, 365 dias.

10 dicas para evitar o sobreendividamento

Para evitar situações de sobreendividamento, antes de contrair um crédito, é fundamental ter a noção das suas reais necessidades e a situação atual em que se encontra a nível financeiro. É preciso saber distinguir as despesas que são prioritárias das que são dispensáveis.
Em muitos casos, devido ao elevado peso das prestações de um ou mais créditos no o rendimento familiar, torna-se difícil evitar a acumulação de dívidas face às despesas rotineiras. Mas existem algumas dicas que lhe podem ajudar a manter o orçamento familiar minimamente estável.

Confira abaixo 10 dicas para evitar o sobreendividamento:
1 – Faça o seu orçamento familiar, incluindo as despesas anuais como seguros ou impostos;

2 – Dê a prioridade as despesas básicas e reserve parte do seu rendimento para situações de emergência;

3 – Saiba onde gasta o seu dinheiro todos os meses. Não subestime os pequenos gastos que passam despercebidos diariamente;

4 – Faça as contas à sua taxa de esforço, ou seja, o peso das prestações de um ou mais créditos no seu rendimento mensal. Esta não deve ultrapassar os 35% do rendimento disponível;

5 – Evite comprar por impulso. Antes de ir às compras, faça uma lista com os produtos que precisa;

6 – Não compre nada supérfluo antes de pagar as contas fixas como a água, a luz e o gás;

7 – Planeie as grandes compras. Caso não consiga pagar o valor total, tente dar uma entrada inicial;

8 – Pondere bem a forma como utiliza o cartão de crédito e não deixe que as dívidas se acumulem, para evitar o pagamento de juros;

9 – Se está endividado, não deixe a situação arrastar-se. Procure renegociar a dívida com a instituição financeira;

10 – Não recorra a novos empréstimos para pagar dívidas atuais, a menos que as taxas de juros sejam mais vantajosas;

Saiba tudo sobre o Crédito Automóvel

Seja para comprar um carro novo ou usado, a maioria das vezes quem compra carro precisa de crédito. Existe no mercado uma grande variedade de oferta nesse sentido, por isso, na hora de comprar automóvel com recurso ao crédito, pondere todas as modalidades existentes. Faça-o antecipadamente para que a opção vá de encontro às suas necessidades financeiras.

O consumidor pode optar entre várias modalidades de financiamento, a saber, Leasing (locação financeira), ALD (Aluguer de Longa Duração) e Crédito com Reserva de Propriedade.

Vamos analisar de seguida as caraterísticas de cada uma destas opções de financiamento, de forma a poder escolher a melhor para si, tendo em conta que a decisão vai afetar o seu orçamento familiar durante um longo período de tempo.

Leasing
Nesta modalidade de financiamento, não existe compra efetiva do carro. É assinado um contrato de locação financeira entre o cliente e a instituição de crédito, ou seja, de cedência temporária da viatura em troca de uma prestação mensal. O contrato inclui um seguro de danos próprios e está sujeito à taxas de juro habitualmente mais reduzidas do que em ALD.

Durante o período de contrato, o locador, ou seja, quem faz a locação financeira é quem paga as despesas de manutenção e reparação do automóvel. No final do contrato, o cliente (locatário) tem três opções de escolha: devolver a viatura, trocá-la ou ficar com o carro, pagando o valor residual.

Aluguer de Longa Duração (ALD)
Trata-se também de uma cedência temporária em troca de um valor mensal, mas o cliente assina um contrato-promessa em que assume a obrigatoriedade de comprar o carro, no final do contrato. O valor é estabelecido logo no início. Tal como no Leasing, é obrigatório o seguro de danos próprios (seguro de responsabilidade civil automóvel é obrigatório por lei).

Crédito com Reserva de Propriedade
Além do Leasing e do ALD, os consumidores podem recorrer ao Crédito com Reserva de Propriedade para comprar carro. É o que habitualmente se designa por crédito automóvel normal. À semelhança do crédito pessoal, o crédito automóvel pode estar sujeito a taxas de juros fixas ou variáveis.

Esta é a única forma de financiamento em que a viatura fica registada em nome do cliente. De qualquer forma, para garantir que contrato e o respetivo pagamento sejam cumpridos até ao final, a instituição financeira que empresta o carro faz uma reserva de propriedade em seu nome.

Conheça as principais vantagens de recorrer ao crédito automóvel para financiar a aquisição do seu carro:
– Não necessita de despender um montante elevado no momento do ato de compra;
– É personalizável à medida das suas necessidades;
– Acesso fácil e rápido;
– Pode ser usado para compra de viaturas novas ou usadas;
– Financiamento até 100% do valor da aquisição do automóvel. Com o valor máximo a fixar nos 75 000 euros;
– Prazos de reembolso flexíveis, que podem variar desde 12 meses à 120 meses;
– Possibilidade de fazer amortizações totais ou parciais, reduzindo os juros e o valor em dívida à entidade credora;
– Taxas de juros mais vantajosas do que nos créditos pessoais;
– No caso das empresas e profissionais liberais, existem a possibilidade de dedução do IVA.

As vantagens e desvantagens do crédito pessoal

Quando é usado de uma forma responsável, recorrer ao crédito pessoal ajuda bastante as finanças pessoais. No entanto, se perder o controlo, pode criar dívidas pesadas que, por vezes, torna-se impossível de pagar. Por isso, não peça um crédito pessoal sem primeiro considerar as suas vantagens e desvantagens. Por um lado, as principais vantagens deste tipo de crédito dizem-lhe para avançar com o crédito, por outro, as desvantagens deixam-no com um pé atrás em relação ao mesmo.

Só ponderando muito bem é que se consegue tirar partido dessas vantagens, ao mesmo tempo que evite as desvantagens. Conheça abaixo um conjunto de vantagens e desvantagens associadas ao crédito pessoal.

VANTAGENS

Acesso imediato ao dinheiro – Recorrer a um crédito pessoal permite o acesso rápido ao dinheiro, podendo assim responder a alguma necessidade urgente. A principal vantagem do crédito é o facto de poder injetar na conta bancária da pessoa, que pode estar com dificuldades financeiras.

Organizar a vida financeira – Depois de receber uma injeção de capital, a pessoa pode organizar melhor a sua vida financeira, gerindo as despesas como lhe for mais conveniente;

Menos burocrático – Em geral, para solicitar este tipo de crédito necessita de muito menos documentação;

Estímular o consumo e produção – Os empréstimos concedidos aos consumidores, estimulam o crescimento económico, impulsionado pelo motor do investimento. Pode não ser uma vantagem direta para o consumidor, mas não deixa de ter a sua importância;

DESVANTAGENS

Endividamento – Um crédito pessoal pode conduzir o devedor ao endividamento. Podendo assim, ser o descalabro de uma família;

Custos – É bom ter o dinheiro ou o bem na mão no momento, mas é necessário pagar o mesmo com juros e comissões relativas ao crédito. As taxas de juros (TAEG) associadas ao crédito pessoal são normalmente muito mais altas do que outros tipos de crédito;

Prazo de pagamento – O prazo de pagamento de um crédito pessoal é normalmente curto, o que obriga a pessoa a uma rigorosa ginástica financeira;

Cartão de Crédito Virtual – o que é e como funciona?

Hoje em dia, há cada vez mais pessoas a fazer compras na internet, devido a facilidade de comparação de preços bem como o processo de encomenda. Contudo, um dos maiores entraves é o modo de pagamento, pois muitos consumidores não têm cartão de crédito ou têm alguma desconfiança em utilizá-lo para pagar compras online. Foi para contornar estas situações que surgiram cartões de crédito virtuais/temporários.

Apesar de ser cartões virtuais, servem para movimentar dinheiro real para pagar compras online, da mesma forma que cartões de crédito de plástico. Estes cartões podem ser utilizados para transações nacionais ou internacionais, desde que já seja utilizador do serviço MB Net, aplicação onde vai poder gerar os seus cartões temporários.

O MB Net é um sistema desenvolvido pela SIBS juntamente com as instituições bancárias de Portugal e que permite pagar compras na internet com segurança, através da criação de cartões de crédito temporários com os dados necessários para o efeito.

Qualquer titular de um cartão de crédito ou cartão de débito emitido por uma instituição financeira pertencente ao sistema MB Net, pode solicitar a emissão de cartões de crédito virtuais associados à sua conta bancária, bastando aderir ao serviço através do homebanking ou de uma caixa multibanco.

Ao solicitar um cartão de crédito virtual, não vai receber um cartão físico de plástico. Em vez disso, o seu banco irá facultar-lhe alguns dados, como número do cartão, a data de validade, o código de segurança bem como o valor limite a gastar nas compras online.

Alguns emissores podem fornecer uma imagem virtual de um cartão numa página web ou num e-mail, a qual destina-se ao uso imediato, e outros podem fornecer-lhe um cartão de referência. Isso significa que um cartão de crédito virtual não pode ser usado em máquinas multibanco.

Os cartões de crédito virtuais têm o mesmo nível de segurança e protecção do que os cartões de crédito normais.

Este tipo de cartão é ideal para as pessoas que querem manter separado os gastos online dos gastos efetuados com recurso ao cartão de crédito normal ou cartão de débito.

Vantagens
– Não é necessário possuir um cartão de crédito real, para fazer compras com o cartão de crédito virtual;
– Impõe um limite para o valor que pode ser gasto com o cartão temporário;
– Impede utilizações futuras impróprias caso haja alguma falha de segurança, pelo facto de poder gerar um cartão para cada pagamento.

Seguro de Crédito

O seguro de crédito é um tipo de seguro do ramo vida, que cobre eventualidades como a morte, a incapacidade física, ou a falência judicial dos devedores. É um instrumento disponível às empresas para cobrir o risco de incumprimento dos créditos. Protege tanto o credor como o devedor e a sua família, permitindo assim o pagamento da dívida em casos de extrema necessidade.

Os dados mostram que uma em cada quatro empresas insolventes, tem como base o incumprimento de um dos seus principais clientes. Ao contratar um seguro de crédito, a empresa está a assegurar o seu futuro a curto e médio prazo. A garantia de receber e investir nos clientes certos, dando maior estabilidade ao seu negócio, convertendo o aleatório do recebimento dos seus créditos numa certeza.

O seguro de crédito obriga os segurados à adoção de determinadas regras e preceitos que, com alguma flexibilidade se ajustam às especificidades de cada organização. Conheça abaixo as caraterísticas do seguro de crédito.
– Prevenção de risco: Análise da sua carteira de clientes, mantendo ao longo do contrato uma vigilância permanente;
– Recuperação dos montantes em incumprimento: Em caso de incumprimentos nos pagamentos, a seguradora ativa todos os mecanismos de cobrança, contando com uma vasta equipa de profissionais.
– Indemnização: A seguradora assume o não pagamento, numa percentagem contratada. Em alguns casos, poderá chegar a 90% do montante faturado.

É de salientar ainda, que o seguro de crédito está também frequentemente associado aos cartões de crédito, sendo debitada mensalmente no saldo do cartão uma pequena percentagem resultante da contratação deste seguro.

Com a contratação de um seguro de crédito, você poderá precaver-se, em caso de certas catástrofes. Todavia, deve analisar bem as condições da apólice, para se certificar que tem uma relação de custo/benefícios adequada.

6 passos para conseguir um empréstimo

Atualmente, conseguir um crédito bancário já não é uma tarefa tão simples como era no passado. Como conseguir um empréstimo tornou-se num auténtico desafio, sobretudo para pessoas com problemas financeiros. Contudo, seguindo algumas regras, um crédito para comprar casa ou carro pode estar mais perto do que se espera.

Conheça abaixo 6 passos para conseguir um crédito bancário

Histórico – se tiver o cadastro limpo no Banco de Portugal, tem mais facilidade em conseguir um crédito. Em alguns casos, os problemas bancários são unicamente relativos a um determinado banco, mudando de instituição financeira consegue-se contrair um novo crédito.

Taxa de Esforço – corresponde à percentagem do rendimento familiar destinada ao pagamento das prestações de créditos. Ao apresentar uma taxa de esforço baixa aumenta também as possibilidades de conseguir um empréstimo.

Profissão – A situação profissional é igualmente importante na hora de contrair um empréstimo. Naturalmente, quanto mais estável for o seu emprego, melhores serão as suas hipóteses de conseguir um empréstimo.

Envolvimento – quanto maior o envolvimento do cliente com o banco em questão, mais fácil será o seu acesso a um crédito junto dessa instituição. Quem tiver vários produtos financeiros contratados nesse mesmo banco, pode até conseguir um spread mais baixo para o crédito.

Fiador – a estabilidade económica do cliente pode não ser suficiente para contrair o crédito junto do banco. Para conseguir uma garantia mais consistente passa por apresentar um fiador.

Entrada – se possuir um certo capital para dar de “entrada” ao banco, na compra de casa ou carro, encontra-se numa condição vantajosa para conseguir um empréstimo.

Os principais tipos de crédito bancário

Existem vários tipos de crédito bancário consoante as caraterísticas de cada projeto, de forma a adaptá-los às necessidades de cada cliente. Se o objetivo do cliente for comprar um carro, deve pedir um crédito automóvel; se for para a compra de uma casa, deve pedir um crédito à habitação, e assim por aí diante…

A maioria dos portugueses recorrem a ajuda financeira para poder adquirir uma casa, um carro ou até mesmo realizar aquela viagem de sonho. Por esse motivo, diferenciaram-se os diversos tipos de crédito. Consulte abaixo alguns dos principais créditos existentes no mercado:

Crédito pessoal
Este é o único crédito que é concedido para a compra de bens de consumo sem especificar nenhuma finalidade em concreto. O cliente pode utilizar o crédito pessoal para concretizar objetivos pessoais, tais como fazer uma viagem, mobilar a casa, pagar dívidas, etc. O montante cedido varia normalmente entre os 500 e os 40 000 euros e com os prazos de 6 a 120 meses, consoante as políticas comerciais de cada instituição. As taxas de juros (TAEG) praticadas são consideravelmente mais elevadas do que noutros tipos de crédito.
Conheça também as vantagens e desvantagens do crédito pessoal

Crédito automóvel
Este tipo de crédito permite ao cliente comprar um carro, sem ter que despender um montante avultado no momento do ato da compra. O crédito automóvel é rápido e mais fácil de obter do que o crédito habitação. O financiamento pode ascender a 100% do valor do automóvel e os prazos variam entre os 12 e os 120 meses. Saiba mais sobre o crédito automóvel (AQUI).

Crédito habitação
O crédito habitação tem como finalidade a aquisição, construção e recuperação da casa própria. Em tempos de crise, é mais difícil ter acesso a este tipo de crédito, na medida em que os bancos são mais criteriosos e estudam muito bem o perfil de risco do cliente, de forma a evitar o crédito malparado e o prejuízo. Os financiamentos vão até 100% do valor do imóvel e os prazos podem ascender aos 50 anos, dependendo da idade do cliente. Saiba mais (AQUI).

Crédito estudantes
Este crédito permite aos estudantes iniciar ou dar continuidade aos seus cursos académicos, os quais podem ser de especialização técnica, licenciaturas, mestrados, doutoramentos ou programas de intercâmbio, como ERASMUS. Por norma, Os montantes atribuídos variam entre os 1000€ a 5000€ por ano, até um máximo de 25 000€ por estudante. Os prazos variam consoante a duração da formação.

Crédito consolidado
Trata-se de uma solução financeira que consolida as prestações de vários créditos (de automóvel, pessoal e habitação) numa só prestação. Tem como vantagens: passar de créditos a curto prazo para longo prazo e de taxas elevadas para taxas mais reduzidas. Contudo, não é fácil aderir a esta opção de crédito, na medida em que muitos dos clientes que a procuram já se encontram em situações de sobreendividamento. Existem 2 tipos de crédito consolidado: o Crédito Consolidado com Hipoteca e o Crédito Consolidado sem Hipoteca. Saiba mais sobre o crédito consolidado (AQUI).

Conheça também 10 dicas para evitar o sobreendividamento

Saiba como funciona o crédito à habitação

Quando a opção é comprar casa em detrimento do arrendamento, na maioria dos casos, é necessário recorrer ao crédito habitação para financiar a aquisição da casa. Devido à sua longa duração e elevada quantia associada, trata-se de um dos compromissos financeiros mais relevantes na vida das pessoas. Portanto, é muito importante que o cliente conheça todas as caraterísticas do crédito habitação, desde os termos do contrato, até custos associados e taxas de juro, compreendendo igualmente não só os seus deveres como os direitos.

Se tivermos uma vida financeiramente estável, a compra de casa é a melhor opção. Tendo em conta que quando arrendamos uma habitação, gastamos muito dinheiro no pagamento das rendas, e esse dinheiro gasto vai todo para o senhorio e a casa nunca será nossa. Pelo contrário, quando se compra uma casa, o dinheiro gasto nas prestações reverte totalmente para o pagamento do crédito à habitação ao banco, sabendo o cliente que a mesma é sua e está efetivamente em seu nome.

Conheça também as vantagens de viver numa casa arrendada

Para celebrar um contrato de crédito à habitação entre o cliente e o banco, geralmente requere um pagamento inicial do comprador, sendo que o valor rondará sensivelmente 10% do montante total a investir na compra da casa.

Como funciona o Crédito à Habitação
Quando é feito o pedido para um crédito à habitação, é necessário o comprador preencher um formulário bancário, iniciando assim um processo de verificação para analisar toda a informação associada ao crédito do cliente. Esta verificação engloba ainda dados sobre emprego, residência, rendimentos e qualquer outra informação relevante do cliente. Em alguns casos, a análise processual para a concessão do crédito habitação pode demorar meses.

Ao contrair um crédito à habitação, o cliente vai amortizar a quantia do empréstimo, acrescido dos juros relativos ao montante ainda por pagar. Deste modo, a prestação mensal envolve uma parte do capital e outra parte de juros. Geralmente, estas prestações são pagas mensalmente através do débito direto numa data previamente acordada com o banco. Qualquer alteração da data ou da conta à ordem através da qual se processa o pagamento das prestações do crédito, implica o comum acordo entre o cliente e a instituição bancária.

Existem três tipos de prestações, que são os seguintes:
Constantes – os empréstimos com taxa de juro variável, o montante da prestação não se altera durante o período de vigência dessa taxa, assumindo novo valor apenas aquando da revisão do valor do indexante (Euribor). Se o empréstimo for de taxa de juro fixa, o montante da prestação, além de constante, é sempre fixo.

Progressivas – o montante da prestação aumenta com o tempo, em conformidade com um plano previamente definido e em função do prazo acordado. O cliente não conhece o valor total de juros a pagar.

Mistas – o valor da prestação cresce durante os primeiros anos do empréstimo. Após este período, a prestação mensal passa a ser constante, variando em função das alterações na taxa de juro. No momento inicial, o cliente desconhece o montante total de juros a pagar.