Saiba tudo sobre os Certificados do Tesouro Poupança Mais

Os Certificados do Tesouro Poupança Mais (CTPM) são um produto de poupança criado pelo Estado português e destinado aos particulares. Com estes novos certificados do tesouro, o principal objetivo do Estado é incentivar o investimento dos aforradores em instrumentos de financiamento da dívida pública.

A subscrição pode ser efetuada nos CTT, ou através do AforroNet – Sistema de Subscrições On-line do IGCP, e o montante mínimo é de 1000€. O prazo do investimento é de cinco anos, paga juros anuais a taxa crescente e o capital está garantido na sua totalidade.

Confira abaixo as taxas de juro fixas anuais
Primeiro ano:1,25%
Segundo ano: 1,75%
Terceiro ano: 2,25%
Quarto ano: 2,75%
Quinto ano: 3,25%

Nos dois últimos anos, podem ainda acrescer um prémio adicional, em função do crescimento médio real do Produto Interno Bruto (PIB).

Estes certificados do tesouro não permitem reforços de capital, ou seja, cada entrega corresponde a uma nova subscrição, o que é uma desvantagem para quem pretenda fazer entregas de pequeno montante.

RISCO DE CAPITAL
Tal como foi referido acima, esta aplicação tem capital garantido, ou seja, quem investir em Certificados do Tesouro Poupança Mais não vai correr o risco de perder o dinheiro investido. Como é sabido, o risco principal de quem empresta dinheiro é a probabilidade do devedor não pagar o empréstimo. Ora, neste caso, como o devedor é o Estado português, a probabilidade do Estado não honrar os seus compromissos financeiros é bastante reduzida. Aliás, são raros os casos de governos de países desenvolvidos não pagarem os seus empréstimos pois sabem o risco que correm.

Um bom exemplo disso é a recente crise financeira na Europa. Se um país é percecionado como não digno de confiança dos mercados financeiros, o que acontece é que ninguém lhe quer emprestar dinheiro. Portugal passou por isso e felizmente já ultrapassou esse problema. Infelizmente a Grécia desafiou esta regra e está a ser confrontada com um problema financeiro dramático.

RISCO DE LIQUIDEZ
Durante o primeiro ano de vigência do contrato, não é possível movimentar o dinheiro investido. Após o primeiro ano, o investidor poderá efetuar resgates, em qualquer momento, acarretando a perda total dos juros decorridos desde o último vencimento de juros até à data de resgate. O resgate pode ser na totalidade das unidades subscritas ou, no caso de ser parcial, o total das unidades remanescentes não poderá ser inferior a 1000 unidades.

RISCO DE CRESCIMENTO ECONÓMICO
A remuneração dos CTPM está em parte relacionada com a taxa de crescimento do PIB de Portugal. Contudo, o impacto do crescimento económico sobre os ganhos desta aplicação é apenas verificado no prémio de permanência que pode ou não ser atribuído nos últimos dois anos do investimento.

CTPM OU DEPÓSITOS A PRAZO?
Apesar das taxas de juro relativas aos depósitos a prazo que os bancos oferecem têm vindo a cair nos últimos anos, o retorno do investimento depende muito dos prazos das aplicações. Por exemplo, para as aplicações com prazos até dois anos, é possível encontrar no mercado alguns depósitos a prazo com taxas mais atrativas do que os certificados do tesouro. Além disso, os depósitos a prazo têm maior liquidez, pois tal como referimos acima, os CTPM não permitem resgates no primeiro ano. Na prática, os Certificados do Tesouro Poupança Mais são mais indicados para investimentos superiores a dois anos.

Os CTPM são bons produtos para quem não quer correr riscos para garantir um retorno. Comparando os Certificados do Tesouro Poupança Mais com outras aplicações alternativas da mesma categoria, as caraterísticas são semelhantes (liquidez, penalização por resgate antecipado), sendo certo que a taxa de retorno é bastante mais interessante. Como a taxa é crescente, quantos mais anos conseguir manter a aplicação, maior será a remuneração.