O que fazer em caso de acidente automóvel

Ter um acidente automóvel já é mau. Se ainda por cima não soubermos bem o que fazer, mais complicado se torna a situação. A verdade é que muita gente perde a compostura e fica sem saber o que fazer, perante uma situação como a de acidente automóvel. O fundamental é manter a calma. Veja as coisas pelo lado positivo – você está vivo! Isso é o mais importante.

Antes de mais nada, veja em que estado está e o estado de saúde das outras pessoas envolvidas no acidente. Verifique igualmente os danos nos veículos, nomeadamente, se há fugas de combustível ou risco de incêndio.

Depois de sair do carro, vista o colete e coloque o triângulo de sinalização a 30 metros do local. Ligue para o 112 em caso de haver vítimas.

Não havendo feridos para tratar, os condutores envolvidos no acidente podem avançar logo para a declaração do sinistro. A declaração é feita com um documento que deve andar sempre no carro – a Declaração Amigável de Acidente Automóvel (DAAA). Neste documento, os condutores indicam os intervenientes e respetivos seguradores, e fazem a descrição do sinistro, acompanhada de um esboço que retrate o sucedido.

Caso nenhum dos condutores tenha consigo uma DAAA, podem usar uma folha em branco. Não devem esquecer-se de apontar os dados dos condutores e dos veículos, nomeadamente:
– Condutores (Nome, BI/CC, Carta de condução, Morada e telefone);
Seguros (Segurador e Número da apólice);
– Viaturas (Marca e Matrícula);
– Testemunhas, se houver (Nome e telefone);

Se for possível, tire algumas fotografias aos veículos e ao local do acidente, e poderá anexá-las a declaração do sinistro para enviar ao segurador como prova.

Tente chegar a um acordo quanto ao sucedido para ambos os condutores preencherem e assinarem a mesma Declaração. Cada condutor deve ficar com um exemplar para entregar posteriormente ao respetivo segurador (até 8 dias). Não é necessário que um dos condutores se declare culpado.

Se houver algum dos envolvidos no acidente que se recusar a preencher a declaração amigável ou se não estiverem de acordo quanto à descrição do sinistro, o melhor é chamar as autoridades. O auto de ocorrência vai ajudar a apurar as responsabilidades.

Caso não haja acordo, cada condutor preenche e assina a sua DAAA e entrega-a juntamente com algumas fotos no segurador do outro automóvel. Deve fazê-lo até oito dias após o sinistro. O condutor que não teve a responsabilidade do acidente não é afetado no prémio do seguro automóvel pelo facto de ter preenchido a DAAA.

No caso de outro carro envolvido no sinistro, não ter qualquer seguro, deve ser acionado o Fundo de Garantia Automóvel.

Como conseguir um seguro automóvel mais barato para jovens

Os jovens estão habitualmente sujeitos a prémios de seguro automóvel (seguro obrigatório) mais elevados do que a generalidade dos condutores mais experientes. O risco de virem a provocar um acidente na estrada é considerado mais elevado e, por esse motivo, as seguradoras penalizam o preço dos seguros dos jovens condutores. Isso acontece sobretudo aos menores de 25 anos e com carta de condução há menos de dois.

Como forma de contornar esse problema, muitos pais contratam o seguro auto dos filhos em seu nome, identificando-se como condutores habituais das viaturas que os filhos conduzem regularmente. Porém, esta estratégia pode, na verdade, sair bem cara à família. Em caso de sinistro, a companhia pode dar início a um processo de averiguação e concluir que prestou falsas declarações, alegar a nulidade do contrato e recusar o pagamento da indemnização.

No entanto, existem algumas estratégias que os jovens condutores podem apostar para conseguir um seguro auto mais barato, na hora de contratar.

1 – Pesquise e faça simulações de seguro automóvel em mais do que uma seguradora, considerando todas as opções existentes no mercado;

2 – Opte por limitar as coberturas do seguro auto ao seu mínimo (plano base), como as coberturas obrigatórias da responsabilidade civil automóvel;

3 – Dê preferência às seguradoras low cost, que podem oferecer produtos dirigidos especialmente para jovens condutores – a ausência de sinistros pode dar direito à devolução de parte do prémio e a ofertas;

4 – Pondere comprar um carro mais antigo, o que permite poupar em despesas com o seguro e com o IUC (Imposto Único Circulação).

5 – Incluir o seguro auto num seguro de agregado familiar com outros elementos da família, pode beneficiar de descontos no valor total dos prémios a pagar;

6 – Pague o prémio do seguro de uma só vez, ou por débito direto também ajuda a poupar no seguro.

Comprar carros a preços fiscalmente verdes

A Reforma da Fiscalidade Verde veio trazer grandes vantagens fiscais para quem opte por comprar carros mais amigos do ambiente, nomeadamente os elétricos, híbridos plug-in e os movidos a GPL ou GNV.

No caso dos veículos elétricos ou híbridos plug-in, existe a possibilidade de dedução do IVA incorrido com a compra ou locação, pela parte dos sujeitos passivos que utilizem os carros no âmbito da sua atividade tributada. Isso significa, que existe uma poupança equivalente ao valor do IVA, em comparação com outros veículos em que este imposto não é recuperável.

Quanto às viaturas movidas a GPL ou GNV, é possível deduzir 50% do IVA com a sua aquisição ou locação, o que representa também uma vantagem interessante.

Vale a pena referir, que a possibilidade de dedução do IVA está limitada aos veículos que não excedam os valores admitidos fiscalmente, em sede de IRC e IRS, para efeitos de depreciação, os quais também foram alargados, a saber:
Elétricos – 62 500€;
Híbridos plug-in – 50 000€;
GPL ou GNV – 37 500€;
Restantes – 25 000€.

As taxas de tributação autónoma (incidem sobre as despesas que facilmente se transpõem da esfera empresarial para a esfera pessoal dos sócios) também foram reduzidas para estes veículos. Além dos carros elétricos, que não têm qualquer tributação autónoma, são vários os casos de redução da mesma, como o dos híbridos plug-in, na categoria entre os 25000€ e 35000€ de custo de aquisição (sem IVA), que passou de 27,5% para 10%.

Houve ainda a redução no ISV, nomeadamente, para os automóveis hibridos plug-in que passam a ser tributados apenas em 25%.

No que diz respeito a tributação, estão lançadas as bases para que estes veículos menos poluentes e que, normalmente, têm um custo antes de impostos superior aos restantes, passem a ser uma opção vantajosa, sobretudo nos casos em que o comprador seja uma empresa.

Saiba tudo sobre o Crédito Automóvel

Seja para comprar um carro novo ou usado, a maioria das vezes quem compra carro precisa de crédito. Existe no mercado uma grande variedade de oferta nesse sentido, por isso, na hora de comprar automóvel com recurso ao crédito, pondere todas as modalidades existentes. Faça-o antecipadamente para que a opção vá de encontro às suas necessidades financeiras.

O consumidor pode optar entre várias modalidades de financiamento, a saber, Leasing (locação financeira), ALD (Aluguer de Longa Duração) e Crédito com Reserva de Propriedade.

Vamos analisar de seguida as caraterísticas de cada uma destas opções de financiamento, de forma a poder escolher a melhor para si, tendo em conta que a decisão vai afetar o seu orçamento familiar durante um longo período de tempo.

Leasing
Nesta modalidade de financiamento, não existe compra efetiva do carro. É assinado um contrato de locação financeira entre o cliente e a instituição de crédito, ou seja, de cedência temporária da viatura em troca de uma prestação mensal. O contrato inclui um seguro de danos próprios e está sujeito à taxas de juro habitualmente mais reduzidas do que em ALD.

Durante o período de contrato, o locador, ou seja, quem faz a locação financeira é quem paga as despesas de manutenção e reparação do automóvel. No final do contrato, o cliente (locatário) tem três opções de escolha: devolver a viatura, trocá-la ou ficar com o carro, pagando o valor residual.

Aluguer de Longa Duração (ALD)
Trata-se também de uma cedência temporária em troca de um valor mensal, mas o cliente assina um contrato-promessa em que assume a obrigatoriedade de comprar o carro, no final do contrato. O valor é estabelecido logo no início. Tal como no Leasing, é obrigatório o seguro de danos próprios (seguro de responsabilidade civil automóvel é obrigatório por lei).

Crédito com Reserva de Propriedade
Além do Leasing e do ALD, os consumidores podem recorrer ao Crédito com Reserva de Propriedade para comprar carro. É o que habitualmente se designa por crédito automóvel normal. À semelhança do crédito pessoal, o crédito automóvel pode estar sujeito a taxas de juros fixas ou variáveis.

Esta é a única forma de financiamento em que a viatura fica registada em nome do cliente. De qualquer forma, para garantir que contrato e o respetivo pagamento sejam cumpridos até ao final, a instituição financeira que empresta o carro faz uma reserva de propriedade em seu nome.

Conheça as principais vantagens de recorrer ao crédito automóvel para financiar a aquisição do seu carro:
– Não necessita de despender um montante elevado no momento do ato de compra;
– É personalizável à medida das suas necessidades;
– Acesso fácil e rápido;
– Pode ser usado para compra de viaturas novas ou usadas;
– Financiamento até 100% do valor da aquisição do automóvel. Com o valor máximo a fixar nos 75 000 euros;
– Prazos de reembolso flexíveis, que podem variar desde 12 meses à 120 meses;
– Possibilidade de fazer amortizações totais ou parciais, reduzindo os juros e o valor em dívida à entidade credora;
– Taxas de juros mais vantajosas do que nos créditos pessoais;
– No caso das empresas e profissionais liberais, existem a possibilidade de dedução do IVA.

15 dicas para poupar no seguro automóvel

Os fatores como a vasta oferta de seguros automóvel, as múltiplas conjugações resultantes das caraterísticas dos carros e dos seus condutores, tornam muito difícil a tarefa de apontar um determinado seguro como sendo o mais barato do mercado. Da mesma forma, o seguro que aparenta ser o mais barato hoje, amanhã pode muito bem deixar de o ser, pois as seguradoras reformam as suas tarifas constantemente.
Contudo, é sempre possível encontrar um seguro auto mais acessível do que o atual, seguindo algumas estratégias/dicas.
Saiba o que deve fazer para contratar um seguro automóvel mais barato:

– Crie uma tabela com as ofertas existentes, para comparar preços e coberturas, com o objetivo de descobrir qual o seguro automóvel mais barato no mercado;

– Faça várias simulações de seguros auto, preenchendo a tabela com os dados obtidos;

– Pesquise as seguradoras low cost, que podem apresentar preços mais acessíveis;

– Contate um mediador de seguros. Pode usufruir de alguns descontos;

– Consulte o seu banco, pois este pode oferecer condições especiais aos seus clientes;

– Pode descartar coberturas adicionais, que não são realmente necessárias;

– Contrate mais do que uma apólice na mesma seguradora. Se tiver mais do que um veículo na família, pondere abrangê-los a todos na mesma seguradora, para baixar o valor do prémio;

– Verifique se tem direito a algum desconto por ser sócio de algum clube (ex: Automóvel Club de Portugal) ou assinante de uma revista da especialidade;

– Depois de escolher uma seguradora, pode tentar negociar para baixar o valor do seguro. Um bom argumento é afirmar que tem uma melhor proposta da concorrência;

– Evite acidentes e equacione bem se deve pagar do seu bolso um pequeno sinistro, ou se o participa. O registo de acidentes aumenta o prémio a pagar posteriormente;

– Coloque o seguro automóvel no nome de um familiar, caso tenha sofrido algum acidente ou poucos anos de carta;

– Se tem o seguro automóvel há muito tempo na mesma seguradora e nunca sofreu nenhum acidente, ou se já tem a carta de condução há alguns anos, relembre isso mesmo à seguradora para conseguir um seguro auto mais barato;

– Pagar o prémio de uma só vez, para baixar o valor deste;

– Terminado o contrato, veja se alguma das seguradoras da tabela apresenta melhores condições e mude para essa;

– Em último caso, pode sempre comprar um carro de menor valor comercial, baixando assim o valor do prémio.

Seguro contra todos os riscos – Como funciona?

O seguro de danos próprios é também conhecido como seguro contra todos os riscos, que para além de responder contra terceiros, também garante os prejuízos que por nossa responsabilidade causarmos a nossa própria viatura.
O seguro contra todos os riscos garante um conjunto mais ou menos padronizado de coberturas, que são as seguintes:

– Incêndio, raio e explosão;
– Choque, colisão e capotamento;
– Quebra isolada de vidros;
– Furto e roubo;
– Atos de vandalismo;
– Fenómenos da natureza;
– Privação de uso.

Estas coberturas juntam-se às coberturas usualmente incluidas no seguro automóvel obrigatório: responsabilidade civil, assistência em viagem, proteção de ocupantes e condutor, e quebra de vidros.

No que diz respeito ao valor de prémio de um seguro de danos próprios, depende essencialmente do valor estimado do seu automóvel. A atualização do valor seguro do veículo para efeitos de indemnização em caso de perda total, deverá ser efetuada automaticamente pela seguradora, com base numa tabela criada para o efeito, a qual inclui necessariamente como referências o valor de aquisição em novo ou a idade da viatura. Em alternativa, as partes envolvidas podem estipular qualquer outro valor segurável, por acordo expresso.

Um outro aspeto importante associado aos seguros de danos próprios que não aparece na maioria dos seguros contra terceiros, é a franquia. A franquia coresponsabiliza o tomador de seguro, ou seja, a seguradora não lhe vai pagar o valor total dos prejuízos decorrentes dos sinistros. O tomador de seguro começará por pagar o dano até ao valor fixado como franquia, seja ele um valor fixo ou uma percentagem. Só a partir desse valor de prejuízo responde a seguradora.

Geralmente, os seguros contra todos os riscos estão associados à uma ou mais franquias para algumas das coberturas referidas acima.

Imaginemos o caso de alguém que contrata uma franquia de 20% num automóvel de 25 000€. Veja como e quem responde pelos danos aquando de um sinistro que implica uma reparação na viatura do segurado em 3000€. Tendo em conta este cenário, o tomador de seguro não verá um cêntimo da seguradora para o ajudar na reparação, uma vez que a natureza elevada da franquia contratada, 20%, acarreta um valor absoluto de 25 000 x 20% = 5000€. Ficando a reparação por um valor abaixo deste, terá que os desembolsar na totalidade. Já no caso da reparação ser de 6000€, pagaria então do seu bolso os 5000€ e o restante caberia à seguradora.

As seguradoras podem comercializar seguros com o máximo de 20% de franquia e o mínimo de 2%. A maioria das companhias de seguros não vende um seguro de danos próprios sem franquia. Por isso, na hora de contratar este seguro, é importante que tenha em atenção este pormenor, embora a franquia faça baixar o prémio deste seguro não convém de todo contratar franquias elevadas.

Seguro Automóvel

O seguro de responsabilidade civil automóvel é obrigatório por lei e tem a função de garantir a responsabilidade do proprietário/condutor da viatura pelos danos causados a terceiros, bem como pela reparação dos mesmos. Para proteger os interesses dos lesados, que têm direito a que os seus prejuízos sejam indemnizados, independentemente do responsável pelo acidente ter ou não condições financeiras para pagar,

Caso um condutor/proprietário não tenha um seguro automóvel, o que é punível por lei, a sua viatura pode ser apreendida. Além disso, pode ainda pagar uma coima.

No caso de ocorrer um sinistro, que envolve uma viatura sem seguro, o condutor da mesma pode estar sujeito a ter de pagar uma indemnização e incorrer em responsabilidades muito graves. Nesta situação, existe o Fundo de Garantia Automóvel, que garante o pagamento de indemnizações devidas por danos materiais e/ou corporais resultantes de acidentes de viação causados por viaturas que não têm o respectivo seguro obrigatório por lei.

Uma pequena percentagem dos prémios pagos pelos tomadores de seguro automóvel as seguradoras, é destinado ao Fundo de Garantia Automóvel.