Seguros de saúde – Quais as vantagens?

Os seguros de saúde apresentam-se como uma eficaz proposta preventiva a diversos tipos de problemas de saúde. Em troca de uma modesta mensalidade, permitem-lhe ter acesso a determinados serviços que, de outra forma, revelar-se-iam extremamente dispendiosos. À primeira vez, esta pode parecer uma proposta bastante aliciante, principalmente para quem tem menor flexibilidade financeira. No entanto, antes de optar por um seguro de saúde, é importante não esquecer que as seguradoras têm como objetivo primordial lucrar dinheiro. Para que tal aconteça, é importante que uma boa percentagem dos clientes não beneficie regularmente dos serviços disponibilizados. Este simples facto deverá ser o suficiente para levá-lo a questionar até que ponto é que um seguro de saúde poderá realmente compensar.

Vantagens

É inegável que os seguros de saúde comportam consigo diversas vantagens passíveis de beneficiar ativamente a vida de muitas pessoas.

Descontos nos serviços de saúde

Através de um seguro de saúde, não só é possível ter acesso a determinados cuidados de saúde a preços muito mais reduzidos, como poderá também, dependendo dos planos, cobrir diversos membros do seu agregado familiar, de modo a que também eles fiquem protegidos pelo seguro.

Rapidez

Muitos seguros permitem aos seus clientes contornar as morosas filas de espera do Serviço Nacional de Saúde, o que constitui uma das maiores vantagens destes produtos, uma vez que lhe permitirão tratar e prevenir problemas de saúde um modo muito mais eficaz e atempado, privilégio esse que não assiste quem não beneficia de um seguro desta natureza.

Acompanhamento constante

Através de um seguro de saúde poderá, também, usufruir de acompanhamento diário através de linha telefónica, uma vez que muitos seguros disponibilizam estes serviço 24 horas por dia. Desta forma, poderá ver qualquer dúvida esclarecida de modo imediato.

Flexibilidade

Os seguros de saúde disponibilizam-lhe um excelente nível de flexibilidade, permitindo-lhe assim ter acesso a uma rede verdadeiramente vasta e diversificada de prestadores de serviços de saúde. Em muitos casos, esta rede de prestadores está disponível 24 horas por dia, por vezes até no estrangeiro.

Desvantagens

Período de carência

É frequente existir um período de carência associado aos seguros de saúde. Basicamente, apenas poderá usufruir das vantagens do seguro após um tempo predeterminado, que poderá ir até aos 2 anos. Ou seja, durante este período estará a pagar, mas não gozará das vantagens do serviço que contratou.

Exclusões

Muitos seguros de saúde não cobrem determinados problemas, como é o caso de doenças preexistentes, doenças profissionais, problemas resultantes do abuso de álcool e drogas, lesões desportivas, transplantes e cirurgias estéticas.

Custos

Independentemente de precisar ou não de beneficiar do seguro contratado, terá sempre de pagá-lo, o que, para uma pessoa jovem e saudável poderá, por vezes, significar um encargo extra desnecessário.

Seguro de saúde: Sim ou não?

É impossível determinar com exatidão se a contratação de um determinado seguro de saúde irá ou não compensar. Esta é uma decisão frequentemente tomada de forma instintiva, e tanto poderá dar bons ou maus resultados. O método mais fácil e eficaz de determinar se vale ou não a pena contratar um seguro é através de uma análise cuidada ao seu histórico de saúde. Analise bem a frequência com que recorreu a serviços de saúde nos anos anteriores, e com base nisso tente determinar se um seguro de saúde poderia ou não tê-lo ajudado a poupar dinheiro.

Conheça 11 dicas para poupar nos seguros

A solução para poupar nos seguros não passa necessariamente por eliminá-los da sua lista de despesas, mas sim por saber como cortar nos prémios que paga e no supérfluo.

As despesas com os seguros de vida, automóvel, saúde e casa fazem parte dos orçamentos de muitas famílias, mas se os seguros não forem adequados às suas necessidades podem representar um gasto muito maior àquele que deveria ter. Se alguns são obrigatórios por lei, como o seguro automóvel RC, outros são exigidos, por exemplo, aquando da compra de casa (seguro multirriscos habitação e seguro de vida).

Existe uma grande diversidade de oferta de seguros no mercado, pelo que é fundamental saber escolher o mais adequado às necessidades, para poupar no prémio de seguro a pagar.

Conheça 11 dicas para conseguir reduzir despesas com seguros:

Avalie as suas necessidades

Se vai contratar um seguro, a primeira coisa a fazer é avaliar as suas necessidades, ou seja, deve procurar saber concretamente qual o risco que pretende segurar. Por exemplo: o seguro de vida associado ao crédito à habitação – se o seu objetivo é apenas assegurar que a casa fique paga em caso de morte ou invalidez, pode ser mais vantajoso, você optar pela atualização do prémio do seguro ao capital em dívida. Isto porque o prémio vai reduzindo à medida que vai liquidando o crédito.

Faça pesquisas e simulações

Faça a prospeção do mercado, explorando toda a potencialidade da internet. Faça várias simulações, já que muitas seguradoras disponibilizam simuladores nos seus sites, e compare as diferentes propostas.

Evite a duplicação de coberturas

Ao não fazer uma avaliação prévia das necessidades e da sua carteira de seguros, inconscientemente, acaba por incorrer no risco de estar a contratar uma mesma cobertura em mais do que um seguro. Como as indemnizações não são cumulativas, pelo que estar a pagar duas vezes, torna-se um grande desperdício de dinheiro.

Contrate apenas o essencial

Não se deixe dominar pelo seu lado emocional, procure fazer uma escolha racional e saiba o que está a contratar. Deve contratar apenas as coberturas que identificou como necessárias.

Procure mediadores

Procurar um mediador de seguros também lhe pode ajudar a poupar dinheiro, pois geralmente, os mediadores conseguem preços mais competitivos em relação ao balcão. Além disso, podem proporcionar um atendimento personalizado, conseguindo adequar melhor o seguro às suas necessidades.

Low cost

Por norma, as companhias de seguros ‘online’ ou por ‘telefone’ conseguem apresentar preços mais baixos do que as seguradoras tradicionais, devido ao facto de terem menores custos. Se é daquelas pessoas que gosta de tratar de todo o processo sozinho, faça uma pesquisa por estas seguradoras.

Aproveite as promoções

Esteja atento e aproveite as campanhas de promoções das seguradoras. Em alguns casos, as poupanças face aos preços normais são consideráveis. Além disso, se é sócio de algum clube, ou tem algum cartão de descontos, verifique se há alguma parceria com seguradoras que lhe permite baixar o prémio do seguro.

Em pacote é mais barato

Num modo geral, as seguradoras oferecem descontos caso compre um pacote de produtos. Contratar o seguro de vida, carro, saúde, casa ou até viagens na mesma companhia pode ficar mais barato do que ter espalhado por várias seguradoras. Faça as contas e se compensar, consolide tudo na mesma companhia de seguros.

Fracionamento anual

Na maioria dos casos, escolher a opção do pagamento anual torna-se mais barato do que optar por um fracionamento semestral ou mensal. Sendo que as diferenças em termos de custo total dependem de seguradora para seguradora.

Opte por débito direto

Optar por débito direto pode ser outra forma de poupar nos seguros. Normalmente, as seguradoras oferecem condições favoráveis a quem opte por esta modalidade de pagamento.

Cartões de crédito com seguro

Muitos cartões de crédito apresentam benefícios associados à sua utilização, nomeadamente, a possibilidade de adquirir gratuitamente um seguro de viagem, caso pague a sua viagem através do cartão.

A importância do Seguro de Vida

Contratar um seguro de vida é uma atitude preventiva para garantir a proteção dos riscos que apresentam consequências graves e de enorme impacto económico na vida das pessoas. Uma morte prematura ou invalidez permanente pode afetar consideravelmente os recursos familiares, levando à redução dos rendimentos. Por outro lado, o seguro de vida surge também como um importante auxílio, a nível económico, as consequências da sobrevivência numa determinada idade, reduzindo custos para o idoso e os seus familiares.

Estes são riscos que podem ser partilhados ou transferidos para uma companhia de seguros, através de um seguro de vida. Assim, em caso de infortúnio, as coberturas deste seguro permitem que os cidadãos possam reestruturar património e investir em algum objetivo familiar, como por exemplo, a educação dos filhos.

Em termos de prémios praticados pelas seguradoras variam de acordo com as coberturas disponíveis em cada apólice. Alguns até podem ser mais baratos, mas cobrem menos riscos e contém um capital seguro menor, portanto, na hora de contratar um seguro de vida, deve ter em atenção todas as coberturas, o valor do capital seguro e o prémio total anual do seguro. A escolha do seguro deve ter em conta as necessidades da pessoa, sem esquecer de considerar sua faixa etária e sua condição de vida.

Ainda há muitas pessoas que pensam equivocadamente quando se trata de seguro de vida para jovens, solteiros ou casais sem filhos, associando este tipo de seguro apenas e somente às pessoas com idade mais avançada, sem se lembrar que alguns eventos cobertos pelo seguro de vida, como a morte ou invalidez por acidente, por exemplo, podem acontecer em qualquer idade.

Não há momento mais triste e complicado de lidar do que encarar a ocorrência de um evento súbito e inesperado com algum ente querido, como a morte ou a invalidez, além disso, não ter nenhuma garantia financeira para arcar com esses acontecimentos. Contudo, ao adquirir um seguro de vida, está a garantir a proteção e a tranquilidade financeira não só para o segurado, assim como para a sua família.

Saiba mais sobre o Seguro de Vida aqui

Seguro para proteger a prestação da casa e desemprego

Os seguros de protecção ao crédito, frequentemente associados aos empréstimos à habitação, protegem o assinante do crédito habitação de situações de desemprego, de hospitalização, de incapacidade temporária para o trabalho ou de atraso no recebimento de salário.

Em períodos de maior aperto económico, o desempregado pode recorrer ao regime extraordinário de proteção dos devedores de crédito habitação ou contratar um seguro de proteção ao crédito. Os seguros de protecção ao crédito habitação em caso de desemprego asseguram que a prestação da casa fica paga caso fique desempregado. Estes seguros cobrem desemprego involuntário (trabalhadores por conta de outrem), e inclui as situações de despedimento coletivo e extinção do posto de trabalho. Na prática, a seguradora entra no pagamento do crédito habitação pelo segurado, amortizando os seus empréstimos.

Quando se verifica uma situação de desemprego involuntário por um período superior a 30 dias, e desde que o segurado esteja inscrito no Centro de Emprego e Segurança Social, a seguradora paga as prestações à entidade credora, até ao limite de seis meses por sinistro e no máximo de 12 a 36 meses por contrato, consoante as apólices.

Vantagens
– diminui o risco e a incerteza no pagamento das prestações do crédito habitação;
– substitui o segurado em caso de falta de rendimentos.

Desvantagens
– as exclusões e a ativação das coberturas respondem a critérios muito restritos;
– baixos limites de indemnização;
– alguns seguros só acionam a cobertura após 30 ou 60 dias, assim como não cobrem despedimentos por justa causa por iniciativa do trabalhador.

Conheça alguns seguros de proteção ao crédito habitacional disponíveis no mercado:
Seguro de Desemprego e Baixa Médica CGD
Seguro de Proteção ao Crédito Habitação Deutsche Bank
Seguro Proteção ao Crédito BPI

Na hora de contratar este tipo de seguro, analise bem todas as coberturas, exclusões e prémios, para não acabar por pagar mais do que o inicialmente planeado e por não obter a compensação esperada.

Seguro para a proteção de riscos cibernéticos

O Seguro para a protecção de riscos cibernéticos é essencialmente um seguro de Responsabilidade Civil – direcionado para a proteção e gestão de dados pessoais das empresas, resguardando o segurado das consequências de fugas e perdas de dados dos clientes na internet.

A ocorrência de fugas de dados confidenciais dos clientes -pirataria informática, pilhagem de informação, vírus informáticos, sabotagem ou erro de colaboradores, e roubo de identidade, podem originar a multas regulamentares e pesadelos de relações públicas, e os ataques cibernéticos podem resultar ainda na desativação dos servidores, na perda de confiança e de lucros.

AS PRINCIPAIS COBERTURAS DISPONÍVEIS

Responsabilidades decorrentes de segurança e privacidade – cobertura para reclamações de terceiros decorrentes de:
– contaminação de dados de terceiros por software não autorizado ou código malicioso (vírus);
– negação de acesso adequado aos dados pela parte dos terceiros autorizados;
– roubo ou furto de passwords de acesso nas instalações da empresa segurada ou por via do sistema informático;
– destruição, modificação, corrupção e eliminação de dados armazenados em qualquer sistema informático;
– roubo ou furto físico de hardware do segurado por terceiros,
– divulgação de dados, violando a privacidade e a segurança;
– falta de divulgação de uma falha de segurança e/ou violação de privacidade.
Esta cobertura garante também acções regulatórias relacionadas com a falha de segurança e violação de privacidade;

Cobertura de gestão de ocorrências – abrange a falha de segurança ou violação de privacidade, cobrindo:
– os custos com notificações aos lesados, relações públicas e outros serviços que ajudam na gestão e mitigação de um sinistro cibernético.
– os custos de investigação, honorários jurídicos e a monitorização de identidade das vítimas.

Responsabilidade por entidades terceiras – responde a violação de informações pessoais, que resulte em reclamação contra terceiros pelo processamento ou gestão de dados pessoais em nome da Empresa segurada, e pelos quais os mesmos são responsáveis.

Restituição da imagem da Empresa e dos seus colaboradores – A apólice do seguro cobre também os custos e despesas para minimizar os danos causados à reputação em consequência de uma reclamação.

Dados eletrónicos – no caso de uma violação da segurança dos dados, estão cobertos os custos para determinar se os dados eletrónicos podem ser ou não recuperados, e estão igualmente cobertos os custos para recuperar ou recriar esses dados eletrónicos.

COBERTURAS ADICIONAIS (Opcional):

Extorsão na internet – responde por qualquer perda causada por ameaças de ataques dolosos à segurança de clientes pela parte de terceiros, com o intuito de extorquir dinheiro ou outros valores. Esta cobertura inclui também os custos de investigação para determinar a sua origem.

Conteúdo dos media – Indemnização por qualquer perda resultante de ato, erro, declaração inexata ou omissão de informações, criação, publicação, impressão, difusão ou distribuição de material que resulte em uma infração de direitos de autores (copyright), marcas registadas, plágio, pirataria, divulgação pública de dados privados, entre outros.

Perda de lucro por interrupção de rede informática – cobertura para o reembolso do lucro cessante e as despesas operacionais decorrentes de uma interrupção ou suspensão efetiva dos negócios causada exclusiva e diretamente por uma falha de segurança no sistema informático.

Em termos de prémios do seguro, variam de acordo com indicadores da empresa, como:
– o tipo de atividade da empresa;,
– faturação;
– âmbito geográfico;
– número de base de dados;
– controlos internos,
– outros.

Em Portugal, o seguro contra riscos cibernéticos chegou em 2013, através do segurador AIG. A procura pela parte das empresas (grandes e PMEs) por esta solução tem vindo a crescer bastante. As razões para este crescimento acentuado, são essencialmente:
– a ameaça real de ataques informáticos, quer externos feitos por hackers ou ativistas, quer por via interna, como os de colaboradores mal-intencionados;
– exclusões das apólices de seguro tradicionais, na medida em que os seguros de Responsabilidade Civil e Danos foram criados originalmente para dar resposta às responsabilidades e perigos que causam danos aos bens físicos.

O que fazer em caso de acidente automóvel

Ter um acidente automóvel já é mau. Se ainda por cima não soubermos bem o que fazer, mais complicado se torna a situação. A verdade é que muita gente perde a compostura e fica sem saber o que fazer, perante uma situação como a de acidente automóvel. O fundamental é manter a calma. Veja as coisas pelo lado positivo – você está vivo! Isso é o mais importante.

Antes de mais nada, veja em que estado está e o estado de saúde das outras pessoas envolvidas no acidente. Verifique igualmente os danos nos veículos, nomeadamente, se há fugas de combustível ou risco de incêndio.

Depois de sair do carro, vista o colete e coloque o triângulo de sinalização a 30 metros do local. Ligue para o 112 em caso de haver vítimas.

Não havendo feridos para tratar, os condutores envolvidos no acidente podem avançar logo para a declaração do sinistro. A declaração é feita com um documento que deve andar sempre no carro – a Declaração Amigável de Acidente Automóvel (DAAA). Neste documento, os condutores indicam os intervenientes e respetivos seguradores, e fazem a descrição do sinistro, acompanhada de um esboço que retrate o sucedido.

Caso nenhum dos condutores tenha consigo uma DAAA, podem usar uma folha em branco. Não devem esquecer-se de apontar os dados dos condutores e dos veículos, nomeadamente:
– Condutores (Nome, BI/CC, Carta de condução, Morada e telefone);
Seguros (Segurador e Número da apólice);
– Viaturas (Marca e Matrícula);
– Testemunhas, se houver (Nome e telefone);

Se for possível, tire algumas fotografias aos veículos e ao local do acidente, e poderá anexá-las a declaração do sinistro para enviar ao segurador como prova.

Tente chegar a um acordo quanto ao sucedido para ambos os condutores preencherem e assinarem a mesma Declaração. Cada condutor deve ficar com um exemplar para entregar posteriormente ao respetivo segurador (até 8 dias). Não é necessário que um dos condutores se declare culpado.

Se houver algum dos envolvidos no acidente que se recusar a preencher a declaração amigável ou se não estiverem de acordo quanto à descrição do sinistro, o melhor é chamar as autoridades. O auto de ocorrência vai ajudar a apurar as responsabilidades.

Caso não haja acordo, cada condutor preenche e assina a sua DAAA e entrega-a juntamente com algumas fotos no segurador do outro automóvel. Deve fazê-lo até oito dias após o sinistro. O condutor que não teve a responsabilidade do acidente não é afetado no prémio do seguro automóvel pelo facto de ter preenchido a DAAA.

No caso de outro carro envolvido no sinistro, não ter qualquer seguro, deve ser acionado o Fundo de Garantia Automóvel.

Como conseguir um seguro automóvel mais barato para jovens

Os jovens estão habitualmente sujeitos a prémios de seguro automóvel (seguro obrigatório) mais elevados do que a generalidade dos condutores mais experientes. O risco de virem a provocar um acidente na estrada é considerado mais elevado e, por esse motivo, as seguradoras penalizam o preço dos seguros dos jovens condutores. Isso acontece sobretudo aos menores de 25 anos e com carta de condução há menos de dois.

Como forma de contornar esse problema, muitos pais contratam o seguro auto dos filhos em seu nome, identificando-se como condutores habituais das viaturas que os filhos conduzem regularmente. Porém, esta estratégia pode, na verdade, sair bem cara à família. Em caso de sinistro, a companhia pode dar início a um processo de averiguação e concluir que prestou falsas declarações, alegar a nulidade do contrato e recusar o pagamento da indemnização.

No entanto, existem algumas estratégias que os jovens condutores podem apostar para conseguir um seguro auto mais barato, na hora de contratar.

1 – Pesquise e faça simulações de seguro automóvel em mais do que uma seguradora, considerando todas as opções existentes no mercado;

2 – Opte por limitar as coberturas do seguro auto ao seu mínimo (plano base), como as coberturas obrigatórias da responsabilidade civil automóvel;

3 – Dê preferência às seguradoras low cost, que podem oferecer produtos dirigidos especialmente para jovens condutores – a ausência de sinistros pode dar direito à devolução de parte do prémio e a ofertas;

4 – Pondere comprar um carro mais antigo, o que permite poupar em despesas com o seguro e com o IUC (Imposto Único Circulação).

5 – Incluir o seguro auto num seguro de agregado familiar com outros elementos da família, pode beneficiar de descontos no valor total dos prémios a pagar;

6 – Pague o prémio do seguro de uma só vez, ou por débito direto também ajuda a poupar no seguro.

Saiba como contratar um seguro pela internet

Há cada vez mais pessoas a procurar seguros pela Internet, especialmente devido ao fator preço. Além disso, oferece a comodidade, pois bastam uns cliques para contratar um seguro novo pela internet, no conforto do lar. No entanto, existem também algumas desvantagens a não desconsiderar, nomeadamente em termos de serviços.
Conheça 5 dicas que podem fazer toda a diferença, para contratar um seguro pela Internet:

Faça pesquisas sobre seguradora
Atualmente existe uma grande oferta de seguros no mercado, por isso, faça pesquisas sobre as empresas de seguros. Antes de contratar, deve averiguar acerca da credibilidade da seguradora/mediador em questão. Desde logo, verificar se essa empresa faz parte da lista das “entidades autorizadas” do Instituto Português de Seguros (ISP).

Forneça mais informações à seguradora
Para fazer a simulação online, deve preencher o maior número de espaços do formulário possível, para a seguradora apresentar-lhe uma solução à sua medida. Na eventualidade dos espaços existentes no site não forem suficientes para fornecer todos os dados, deve comunicar esses dados à seguradora por e-mail ou por telefone.

Faça várias simulações
Faça simulações em várias seguradoras, pois pode encontrar o mesmo produto por um preço mais reduzido. No entanto, os critérios para a escolha do melhor seguro não deve limitar-se apenas ao fator preço, deve ter também em consideração todas as condições do seguro. Faça simulações de diferentes opções de coberturas, pois pode encontrar melhores condições do seguro e a baixo custo.

Leia atentamente a proposta
Antes de dar o “Sim” a proposta de seguro, leia com atenção todas as condições da proposta de seguro. A seguradora deve divulgar informações como eventuais custos adicionais da comunicação à distância e da apólice, o modo de pagamento, a validade das informações e o direito de livre resolução do contrato.

Contate a seguradora
Em caso de dúvida contacte a entidade seguradora. Tire tudas as dúvidas que tiver e só depois avance para a contratação da apólice e efectuar o respetivo pagamento.

AS VANTAGENS E AS DESVANTAGENS DE CONTRATAR SEGUROS PELA INTERNET

As vantagens
– Pode conseguir valores muito inferiores aos que conseguiria numa agência física, pois as que operam na internet têm menos custos;
– Pode fazer muitas simulações online no seu computador, através dos muitos aplicativos disponibilizados nos sites das empresas de seguros;
– Todas as operações podem ser efetuadas através da Internet – adesão, alteração de dados, etc. Toda a informação relativa aos seus seguros estará disponível 24 horas por dia na sua conta de cliente.

As desvantagens
– Para quem dão muita importância ao contato pessoal na hora de contratar um serviço, as empresas de seguros pela Internet não são naturalmente as mais indicadas.
– No caso da ocorrência de algum sinistro, terá que ser o próprio cliente a contatar a seguradora e a tratar de tudo que for necessário para a resolução do problema.

Se você não domina minimamente a Internet e não gosta de se preocupar nem de tratar de papeladas, no caso de ocorrer algum sinistro, então o melhor é manter-se em contato com algum mediador ou com as agências físicas. No entanto, para quem percebe de Internet e quer poupar dinheiro nos prémios de seguros, obviamente que as seguradoras que atuam pela Internet e telefone (as low-cost) são a melhor opção.

Seguros para amantes das bicicletas

Em Portugal, há cada vez mais pessoas a andarem de bicicleta, tanto como meio de transporte principal ou lúdico. Se é amante deste veículo de 2 rodas, desfrute de todos os momentos sem preocupações e em segurança, protegendo-se dos imprevistos que possam ocorrer durante o seu trajeto., bastando para tal, contratar um seguro para bicicletas.

Apesar do seguro para uma bicicleta normal ser opcional, ao contrário do que já se sucede com as bicicletas elétricas, nas quais o seguro é obrigatório. O ciclista pode contratar um seguro para si e para a sua bicicleta, para precaver dos imprevistos que possam ocorrer,

As coberturas dos seguros para ciclistas e para bicicletas variam entre os seguros de responsabilidade civil, seguros de acidentes pessoais e seguros de transporte.

O seguro de responsabilidade civil (RC) garante a responsabilidade civil do ciclista por danos causados aos terceiros (indemnizações). Por exemplo: causar danos corporais nas pessoas na estrada ou riscos na pintura de automóveis.
Enquanto o seguro de acidentes pessoais destina-se aos próprios ciclistas, garantindo a assistência médica ao ciclista em caso de sinístro.
Por fim, o seguro de transporte tem como a função a cobertura de danos causados durante o transporte da bicicleta. Por exemplo: queda da bicicleta do automóvel ou o seu roubo. Esta cobertura pode já estar incluído no seguro automóvel do segurado, no caso de possuir um seguro auto com extras.

A cobertura do roubo ou danos na bicicleta quando guardada em casa, pode também estar já incluída num seguro de multirriscos habitação. Quem possui um seguro de responsabilidade civil deve também conferir a cobertura relativamente ao uso de bicicletas.

No que diz respeito ao preço de seguros para bicicletas e ciclistas, o mais barato custa cerca de 25€, sendo que no caso de RC e de acidentes pessoais, em média ronda os 50€ anuais. Para seguro com transporte, o preço sobe para os 75€ anuais.

Pode conhecer melhor os seguros para bicicletas e ciclistas disponíveis no mercado, e fazer simulações dos mesmos nas páginas das seguintes seguradoras:

Liberty Seguros
Lusitania
Fidelidade
Mapfre

Seguros de Capitalização – Como investir?

Existem muitos tipos de seguros no mercado português e uns são mais comuns do que outros. Os seguros de capitalização fazem parte de uma das vertentes do ramo vida. Apesar de estes apresentarem a estrutura jurídica de um seguro de vida, são produtos financeiros destinados ao investimento. Funcionando de uma forma semelhante aos fundos de investimento, mas com algumas diferenças, nomeadamente fiscais. Neste artigo, vamos dar-lhe a conhecer os seguros de capitalização, para que, na hora de investir, saiba realmente como está a aplicar o seu dinheiro.

Um seguro de capitalização é basicamente um plano de capitalização de poupanças que pode ser utilizado conforme os seus objectivos e estilo de investimento. São produtos ideais para quem quer investir no longo prazo, sendo que o período mínimo recomendado é de oito anos (maximização do benefício fiscal), devendo ainda o subscritor efetuar reforços na aplicação, para aumentar o seu rendimento final.

Existem dois grandes grupos de seguros de capitalização que importam conhecer:
Capital garantido – Semelhante a um depósito a prazo ou aos certificados de aforro. Garante capital e geralmente oferece uma taxa de retorno mais baixa;
Sem capital garantido – São também conhecidos por ‘unit-linked’, ou seja, divididos em unidades de participação semelhantes aos fundos de investimento. Pelo que está sujeito a alguns riscos e tem um rendimento variável.

A principal vantagem dos seguros de capitalização face aos outros produtos de poupança é a menor taxa de imposto sobre o rendimento. Como é sabido, a tributação sobre as mais-valias de investimentos financeiros tem uma taxa liberatória de 28%. Mas como estes produtos são comercializados sob a forma de um seguro, é-lhes aplicada a mesma tributação dos seguros de vida. Isto é, uma taxa mais reduzida sobre os rendimentos obtidos, que vai decrescendo ao longo do tempo do investimento, podendo baixar até aos 11,2%, mas apenas no caso de pelo menos 35% do montante investido seja efetuado durante a primeira metade do período de investimento.

Assim, se resgatar até ao quinto ano é tributado a 28%; entre o quinto e o oitavo ano, a taxa de imposto será de 22,4%; e a partir do oitavo ano, é cobrado apenas 11,2%. Por estas razões, os seguros de capitalização são produtos mais indicados para o longo prazo.

Tal como nos fundos de investimento, aqui também existem comissões de subscrição, gestão e resgate antecipado, que devem ser cuidadosamente analisadas antes de investir.

No caso da comissão de subscrição, pode ser aplicada em duas formas: adicionalmente ao montante a aplicar ou a deduzir ao montante entregue (a mais frequente). A título de exemplo neste segundo caso, uma comissão de 2% é, na prática, de 2,04%, pois apenas são aplicados 98€ em cada 100€. Por isso, o ideal é conseguir um mediador que não cobre mais de 1% por cada entrega.

Outro custo pesado para o investidor é a comissão cobrada pelo resgate antecipado, que varia consoante o ano em que decorre o levantamento do capital, sendo decrescente com o tempo.

Para contratar um seguro de capitalização necessita apenas de subscrever uma apólice de seguro e nomear os seus beneficiários ou herdeiros em caso de morte.
É possível resgatar o seu seguro antes da maturidade. No entanto, este levantamento antecipado terá custos, como foi referido acima.
É igualmente possível cancelar o seu seguro de capitalização até 30 dias após receber a apólice. Este cancelamento deverá ser feito por escrito, através duma carta registada à seguradora. A companhia de seguros irá devolver o seu investimento, mas sujeitar-se-á a uma comissão.

As vantagens e as desvantagens dos seguros de capitalização
Para além das vantagens fiscais sobre as mais-valias, os subscritores dos seguros de capitalização tem a isenção no pagamento de impostos em caso de sucessão, por ser um seguro de vida. Trata-se de uma forma de proteger o património que deixar aos seus herdeiros legais.

No que toca às desvantagens, que são essencialmente as elevadas comissões cobradas, nomeadamente de subscrição, gestão e resgate antecipado (caso ocorra). Esta última afeta a liquidez destes produtos, já que penaliza bastante o levantamento nos primeiros anos após a subscrição.
Uma outra desvantagem destes seguros é a dificuldade dos investidores em acompanhar o investimento, pois não é possível consultar diariamente a evolução dos rendimentos, como acontece nos fundos de investimento, com o valor da unidade de participação.

Quando falamos de investimento, a tributação costuma ser um dos pontos a ter seriamente em consideração se pretender maximizar o seu retorno. Neste contexto, apesar das comissões cobradas, os seguros de capitalização são claramente uma boa opção.