O que são futuros?

O contrato de Futuros é um dos instrumentos de derivados financeiros mais utilizados pelos agentes do mercado. Trata-se de um acordo contratual para a compra e venda de um determinado ativo, a ser entregue numa fixada data futura e por um preço previamente estabelecido. O ativo envolvido na transacção tanto pode ser tangível, como moeda, e mercadorias, ou intangível, como taxas de juro e índices bolsistas. Os contratos estabelecem ainda a qualidade e a quantidade do ativo subjacente – são estandardizados para facilitar a negociação.

O mercado de futuros carateriza-se pela sua habilidade em usar a alavancagem, muito mais elevada em comparação com o mercados de ações. Os Futuros podem ser utilizados para minimizar riscos ou para potencializar retornos.

Os futuros são transaccionados em mercados organizados (bolsas de valores). A bolsa é responsável por duas actividades: Transacção e Compensação.

A função da câmara de compensação é garantir que todos os agentes vão cumprir as suas obrigações, eliminando assim o risco de crédito.

No início do contrato dá-se a abertura de conta onde é depositada a margem inicial. Nesta conta faz-se o ajuste diário de perdas e ganhos, a liquidação, o encerramento e transferência de posições.

Diariamente são apurados e liquidados os ganhos e perdas nos
contratos, consoante a movimentação dos preços nos contratos tenha sido favorável ou desfavorável para as respectivas posições em aberto. O objectivo é verificar que os requisitos de margem estão dentro do intervalo especificado. Se o valor da conta for abaixo do valor estipulado para a margem de manutenção haverá uma margin call.

A título de exemplo, um produtor de arroz produz por ano 1.000.000 de sacos de arroz, que apresentam um custo de 4.000.000€. O preço de mercado atual de um saco de arroz é de 6€, então o produtor pode plantar, colher e vender o arroz, que terá um lucro de 2.000.000€. Entretanto, Existe um risco elevado do preço unitário de arroz oscilar, podendo facilmente baixar para os 3€, se ocorresse uma temporada de chuvas fortes. Se isso acontecesse, o produtor perderia 1.000.000€.

Ao pensar sobre o assunto, ele poderia desistir da agricultura, despedir os seus funcionários, vender as máquinas e aplicar o seu dinheiro num depósito à prazo ou em Certificados de Aforro, que correria muito menos riscos. Podemos dizer que isso seria prejudicial para todos – o agricultor deixaria de fazer o que gosta, os seus trabalhadores perderiam o emprego e a produção mundial de arroz diminuiria, o que poderia inflacionar desde logo o preço do arroz no mercado mundial.

Uma outra opção que este produtor de arroz tem, é fazer um hedge no mercado de Futuros. Com essa operação, ele poderá assegurar lucros, produzir alimentos e gerar postos de emprego. Para isso, bastaria que o produtor realizasse uma venda de 1.000.000 de sacos de arroz no mercado de Futuros para Novembro (o mês das colheitas), pelo preço unitário de 6,5€. Neste caso, o seu lucro fica preservado.

Numa vertente mais corrente, não existe troca física dos ativos subjacentes mas sim, a liquidação financeira pela diferença entre o preço de futuros no mercado e o preço acordado previamente.

Os custos associados à um contrato de futuros são, essencialmente, as comissões cobradas pelos intermediários financeiros. Assim, estas comissões variam de instituição para instituição e de contrato para contrato.
De uma forma geral, os intermediários financeiros cobram uma comissão que inclui os custos de compensação, liquidação e corretagem. A semelhança de outros investimentos em valores mobiliários, estes podem ainda cobrar despesas de expediente e custódia de títulos.

No que diz respeito a liquidação dos contratos é efetuada segundo liquidação financeira, ou seja, pela satisfação da diferença entre o preço fixado e o preço de referência previsto para o ativo.

Comentários

comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *