Saiba como economizar dinheiro ganhando pouco

Devido aos efeitos da crise, as famílias têm à sua disposição um orçamento cada vez mais apertado. Neste sentido, é fundamental saber como economizar dinheiro quando o rendimento mensal é pequeno. A primeira coisa que as pessoas têm de ter em conta é quanto dinheiro está a entrar e quanto está a sair, de forma a não estar a gastar acima das suas possibilidades.

Se ganha pouco e tem mesmo de apertar o cinto, conheça de seguida nove dicas sobre como economizar dinheiro mesmo ganhando pouco, que lhe poderão ser muito úteis.

Corte os extras
Num orçamento reduzido, não é possível continuar a ter extras. Faça uma análise do que são os bens essenciais e do que são os extras. Comer fora quando pode fazê-lo em casa ou comprar produtos que não precisa, são apenas algumas das situações onde pode evitar para poupar dinheiro.

Poupe na renda da casa
Geralmente, a renda da casa é a maior parcela de despesa mensal que as pessoas têm. Se vive sozinho numa casa, pondere dividir este espaço com mais pessoas. Existem muitas pessoas que dividem apartamentos. O dinheiro que irá poupar com a renda compensa a perda de privacidade.

Saiba também como negociar a renda da casa com o senhorio

Utilize transportes públicos
Andar de carro até pode ser mais cómodo e mais fácil de chegar a determinados destinos, mas se ganha pouco, terá que optar por andar de transportes públicos, o que fica muito mais barato e isso se reflete em poupança no final de cada mês.

Compre em segunda mão
Sempre que for possível, compre em segunda mão, desde carro, mobiliário, ferramentas, roupas, etc. É cada vez mais frequente encontrar lojas de artigos em segunda mão. Muitas vezes, familiares e amigos têm mobiliário de que não necessitam e que podem dar. Compre somente o que realmente necessita.

Economize dinheiro para comprar
Quando precisar de investir em determinados bens, analise o seu orçamento familiar e veja que folga tem mensalmente para ir juntando para comprar o que precisa. É preferível ir juntando o dinheiro numa gestão equilibrada e controlada por si, do que meter-se em prestações.

Evite utilizar cartão de crédito
Se começar a utilizar o cartão de crédito, poderá perder mais facilmente o domínio das suas despesas. Outra das desvantagens é o facto de que, quem utiliza cartão de crédito, não percebe efetivamente quanto dinheiro sobra ao fim do mês que poderá ser economizado.

Arranje um trabalho extra
Se você já se encontra empregado a full-time, pondere acumular o mesmo com um trabalho a part-time ao fim de semana ou em horário pós-laboral. Mesmo que seja só por algum tempo, poderá economizar muito mais dinheiro que lhe será útil no futuro.

Eduque os seus filhos para poupar
É também importante que os seus filhos aprendam não só a poupar, assim como que custos estão associados aos artigo que gostassem de ter e de como custa ganhar esse valor. Quando as crianças tiverem a noção do custo das coisas, pedir-lhe-ão muito menos vezes para comprar coisas. Saiba como ensinar os seus filhos a lidar com o dinheiro (AQUI).

Faça o seu próprio plano e siga-o
Construa um plano adequado para si e siga-o com determinação. Não siga o que os outros estão a fazer e não se endivide como os outros. A única dívida que faz sentido de ter é relativo à sua casa, o crédito à habitação. Tente evitar a acumular outras dívidas, pois estas irão constituir um grande enfado para o seu orçamento familiar.

É fundamental que seja determinado a seguir o seu plano de poupança. Se você não tiver vontade nem determinação, nenhuma dica será útil para poupar dinheiro.

Dicas para fazer compras nos saldos

Os saldos são ótimas oportunidades para conseguir comprar peças de roupa mais caras e de melhor qualidade a um preço mais acessível. Contudo, é preciso saber comprar nos saldos, para que realmente aproveite da melhor maneira esta altura do ano. Na realidade, os descontos têm variações bastante grandes, sendo importante saber como encontrar as melhores peças com os melhores descontos. Por isso, se está à procura de comprar aquela peça que lhe faz tanto falta a um preço mais simpático, conheça as nossas dicas para fazer compras nos saldos.

10 DICAS PARA FAZER COMPRAS NOS SALDOS

1 – A época de saldos apenas será útil para si caso necessite de algo para compor o seu guarda-roupas. Comprar apenas porque sim irá resultar em gastos desnecessários, que nunca faria fora da época de saldos. Se não necessita de roupas novas, não entre nas lojas em saldos.

2 – As melhores pechinchas geralmente encontram-se nos últimos dias de saldos, quando o período promocional está quase no fim. Mas atenção, nem sempre corre bem, pois pode acabar por já não encontrar aquela peça com que sonhava.

3 – A época de saldos é uma ótima altura do ano para comprar roupa para os filhos mais pequenos, que estão em crescimento acelerado. A roupa de criança tem um período de utilização algo curto, e como tal, deve procurar aproveitar os saldos para comprar algumas peças básicas com um número maior a pensar no futuro.

4 – De modo a garantir que apenas compra o que realmente necessita, sem entrar em despesas inúteis, faça uma lista e siga-a. A ideia dos saldos é poupar dinheiro e não gastar a mais. Esta dica funciona com qualquer item, não apenas roupa.

5 – Para que os saldos sejam realmente proveitosos deve escolher peças que lhe fiquem bem. Se tem dúvidas, leve companhia consigo para ter a certeza que está a fazer uma compra inteligente.

6 – Uma das boas dicas para fazer compras nos saldos é apostar para trocar todas aquelas peças básicas que já estão gastas. Mas atenção, aposte na qualidade pois assim durarão mais tempo e acabará a médio prazo por poupar mais dinheiro.

7 – Evite comprar peças de roupa tendência, que muito provavelmente o deixarão de ser no ano seguinte. Este é um investimento que geralmente corre mal, pois acaba por não usar por deixar de ser tendência.

8 – Se não tem um peso certo, evite comprar roupa a pensar no futuro. Quando chegar a altura de vestir essa peça, pode já não lhe servir.

9 – As peças de roupa de uso exterior, como casacos, calçado e calças, são aquelas que têm mais uso. Por isso aproveite os saldos de modo a comprar peças de qualidade.

10 – Se gosta de aproveitar os saldos sem grandes confusões, então o ideal é utilizar as lojas online. Tem acesso a ótimas promoções nas melhores marcas, sem ter o trabalho de correr as lojas à procura da peça perfeita.

Dicas para viajar gastando pouco

Os custos associados a uma viagem podem ser enormes, se juntarmos o custo do transporte, estadia, refeições e eventuais entretenimentos. Mesmo assim, é possível viajar com pouco dinheiro. Se gosta de viajar mas não dispõe de muito dinheiro, pode o fazer seguindo as nossas dicas.

MARQUE VIAGEM PARA A ÉPOCA BAIXA
Viaje durante a época baixa, pois os preços são mais baixos nessa altura do ano. Os preços podem variar consoante o local de destino. Peça orçamentos para comparar.

VIAJE EM GRUPO
Ao viajar em grupo, pode beneficiar de descontos e ofertas especiais, pois pode ter acesso a taxas reduzidas e outras vantagens. Terão, no entanto, de fazer a reserva ao mesmo tempo ou sob o nome do grupo.

DEFINA O OBJETIVO DA SUA VIAGEM
Se a sua ideia é viajar para conhecer uma cidade ou um país, não vai precisar de um hotel de quatro estrelas com tudo incluído. Estão cada vez mais na moda, os alojamentos low-cost que permitem reduzir de forma significativa os custos associados a viagem.

ESCOLHA O MELHOR MEIO DE TRANSPORTE
Analise bem todos os meios de transporte disponíveis para chegar ao destino, e tome uma decisão baseada na relação custos e benefícios, tendo em conta factores como o tempo de viagem, despesas e conveniência. Viagens de carro ou comboio podem ser melhores para destinos menos longínquos. Existem websites que ajudam a calcular estas despesas.

FAÇA UMA TROCA DE CASAS
No caso de conhecer um proprietário noutro país ou cidade, pode fazer uma troca de casas. Deste modo, pode poupar dinheiro na estadia ao mesmo tempo que usufrui do conforto de uma casa em detrimento de um quarto de hotel.

REFEIÇÕES BOAS E BARATAS
Tente evitar as zonas de maior afluência turística. Envolva-se na cidade e parta à descoberta, pergunte aos locais, entra e dê uma vista de olhos nos preços e nas mesas. Pode também ir a procura de um supermercado, onde os preços são bastante mais em conta;

EVITE GASTOS SUPÉRFLUOS
Existem passes para turistas, que são mais económicos e permitem uma utilização alargada. Muitos museus têm horários com preço reduzido ou simplesmente não se paga. Informe-se sobre os locais que gostaria de visitar.

LEIA CRÍTICAS E CRÓNICAS DE OUTROS VIAJANTES
Há muitos blogs que falam sobre viagens, onde as pessoas abordam as suas experiências ao nível do estilo de vida, comida local e outras caraterísticas de destinos baratos para ir.

Siga as nossas dicas e conheça muito por pouco!

Comprar carros a preços fiscalmente verdes

A Reforma da Fiscalidade Verde veio trazer grandes vantagens fiscais para quem opte por comprar carros mais amigos do ambiente, nomeadamente os elétricos, híbridos plug-in e os movidos a GPL ou GNV.

No caso dos veículos elétricos ou híbridos plug-in, existe a possibilidade de dedução do IVA incorrido com a compra ou locação, pela parte dos sujeitos passivos que utilizem os carros no âmbito da sua atividade tributada. Isso significa, que existe uma poupança equivalente ao valor do IVA, em comparação com outros veículos em que este imposto não é recuperável.

Quanto às viaturas movidas a GPL ou GNV, é possível deduzir 50% do IVA com a sua aquisição ou locação, o que representa também uma vantagem interessante.

Vale a pena referir, que a possibilidade de dedução do IVA está limitada aos veículos que não excedam os valores admitidos fiscalmente, em sede de IRC e IRS, para efeitos de depreciação, os quais também foram alargados, a saber:
Elétricos – 62 500€;
Híbridos plug-in – 50 000€;
GPL ou GNV – 37 500€;
Restantes – 25 000€.

As taxas de tributação autónoma (incidem sobre as despesas que facilmente se transpõem da esfera empresarial para a esfera pessoal dos sócios) também foram reduzidas para estes veículos. Além dos carros elétricos, que não têm qualquer tributação autónoma, são vários os casos de redução da mesma, como o dos híbridos plug-in, na categoria entre os 25000€ e 35000€ de custo de aquisição (sem IVA), que passou de 27,5% para 10%.

Houve ainda a redução no ISV, nomeadamente, para os automóveis hibridos plug-in que passam a ser tributados apenas em 25%.

No que diz respeito a tributação, estão lançadas as bases para que estes veículos menos poluentes e que, normalmente, têm um custo antes de impostos superior aos restantes, passem a ser uma opção vantajosa, sobretudo nos casos em que o comprador seja uma empresa.

Qual o melhor dia para fazer compras com cartão de crédito?

Saber comprar com o cartão de crédito é algo que poderá contribuir activamente para que beneficie de condições de pagamento mais favoráveis à sua situação financeira. Ainda que a maior parte dos utilizadores de cartões de crédito efectue as suas compras a qualquer dia do mês, sem quaisquer tipos de preocupações adicionais, a verdade é que há dias que se poderão revelar particularmente indicados para efectuar compras com o seu cartão de crédito, e são esses pelos quais deverá optar sempre que tiver intenções de utilizar o seu cartão para a compra de qualquer que seja o produto ou serviço.

Para saber a resposta a esta pergunta é, antes de mais, essencial que saiba o dia em que será emitida a sua factura. Ao ter acesso a esta informação ficará, de imediato, a saber qual será o melhor dia para efectuar as suas compras, uma vez que esse dia será, exactamente, aquele a seguir à emissão da factura. Ao optar por utilizar o cartão logo no dia à seguinte à emissão da factura estará a beneficiar de um prazo muito mais alargado de pagamento.

O prazo de pagamento das compras efectuadas com cartão de crédito é, geralmente, determinado pelo banco, logo após ter solicitado o seu cartão. Habitualmente, este prazo costuma variar entre os 20 e os 50 dias.

Essencialmente, o melhor dia para fazer compras com cartão de crédito é aquele que lhe oferecer um período mais longo para reembolsar o seu banco pelos pagamentos feitos através do seu cartão de crédito. Portanto, esse dia representa aquele logo a seguir ao fecho da facturação do seu cartão.

O dia ideal para a utilização de um cartão de crédito poderá variar significativamente de pessoa para pessoa, dependendo muito da instituição financeira, do cartão e do contrato associado ao mesmo. Assim sendo, é importante que se mantenha a par de todas as condições de pagamento e facturação relacionadas com o seu cartão de crédito, pois só assim poderá determinar o dia mais indicado para utilizá-lo e beneficiar de todas as vantagens que lhe estão associadas.

Vale a pena lembrar que, antes de optar por um cartão de crédito, deverá ler muito atentamente o contrato, de modo a certificar-se de que o mesmo não propõe condições de utilização menos explícitas, que se possam revelar prejudicial à sua estabilidade financeira.

Quando é que deve fazer as grandes compras

Fazer uma grande compra deve ser algo muito pensado, já que vai implicar um gasto grande de dinheiro. Além de vários cuidados como comparar os preços de vários locais de vendas e verificar a relação qualidade/preço, é também importante saber aproveitar as melhores alturas para este tipo de compras. De seguida pode conhecer quais as alturas mais vantajosas para fazer as suas grandes compras, especialmente viagens, carro, tecnologia, entre outros.

Quando comprar viagens
Para aproveitar preços mais reduzidos numa viagem que queira fazer, há alturas mais adequadas que outras. Se a viagem é para um local de férias, deve procurar comprar para uma altura menos procurada, ou então, com pelo menos três meses de antecedência. Quanto mais cedo, mais hipóteses tem de conseguir um preço baixo.
Conheça também várias dicas sobre como viajar gastando pouco.

Quando comprar tecnologia
Hoje em dia é cada vez mais fácil encontrar tecnologia com preços mais baixos, já que muitos modelos ficam depressa fora de moda, ultrapassados por outros ainda mais modernos, podendo por isso aproveitar os preços promocionais. No entanto, para quem gosta de ter o último grito tecnológico, o ideal é comprar nas promoções “Black Friday” ou por altura do regresso às aulas.

Quando comprar um carro
O carro é um dos gastos mais avultados que possa fazer, e qualquer poupança é de aproveitar. Para comprar um carro, o ideal é quando se aproxima um novo modelo, ou então, perto do fim do ano, quando ocorre o fecho anual de contas das empresas.

Quando comprar casa
Não há melhor que uma crise para comprar uma casa a um preço muito mais baixo. No entanto, isso só é possível se tiver dinheiro suficiente ou se tiver acesso ao crédito bancário para o fazer. Quando o mercado imobiliário está em baixa é a melhor altura para comprar casa.

Quando comprar jóias
Apesar da tentação de comprar uma jóia para si ou para oferecer nas alturas especiais, como o Natal, Dia da Mãe ou Dia dos Namorados, estas são as alturas onde elas são mais caras. Prefira por isso comprar em meses como julho, agosto e setembro.

Quando comprar roupa de qualidade
Para poder comprar roupa de boa qualidade sem ter de gastar muito dinheiro, há algumas dicas bem úteis. Se pensar com antecedência, pode aproveitar para fazer excelentes compras. Por exemplo, comprar roupa de verão no final da estação. Os preços estão muito mais baixos, podendo assim comprar excelentes peças para o verão seguinte. Já no Natal, a dica é esperar até depois do ano novo, quando surgem as rebaixas, e os preços sofrem descidas de preços muito significativas.

Quando comprar um vestido de noiva
O vestido de noiva, se comprado com a devida antecedência, pode ter um preço bem mais simpático. As melhores alturas para comprar um vestido de noiva são no final de ano e nos meses baixos, como janeiro e fevereiro.

Como fazer um pé-de-meia para a reforma

A mais do que provável diminuição do valor das pensões a receber da Segurança Social, por razões económicas e demográficas, Para garantir uma velhice confortável, começa a ser cada vez mais imperativo que cada pessoa vá construindo ao longo da vida o seu próprio pé-de-meia, para servir de complemento à reforma paga pela Segurança Social.

Conheça abaixo algumas dicas que poderão ser úteis na hora de escolher um PPR ou de outros produtos de poupança para a reforma.

PRODUTO ADEQUADO AO PERFIL DE RISCO
Como os PPR não são todos iguais, escolhe o que mais se adequa ao seu perfil de risco. Tendo em conta que os investimentos para a reforma são aplicações de longo prazo, os especialistas aconselham, que os investidores mais jovens podem começar por privilegiar ativos de maior risco, e ir diminuindo progressivamente a exposição ao risco à medida que se aproxima a idade da reforma. No entanto, cada caso é um caso. Se for um investidor com um perfil muito conservador e avesso ao risco, poderá sentir-se mais confortável em aplicar as suas poupanças num PPR de capital garantido, por exemplo. Outros com maior propensão ao risco, mesmo em idades próximas da reforma, poderão preferir os produtos mais expostos ao mercado acionista, por exemplo, preferindo tirar proveito de uma tendência de subida do valor das ações.

COMPARAÇÃO DOS PRODUTOS
Antes de aceitar qualquer produto proposto pelo seu banco, faça uma avaliação do histórico das rendibilidades desse produto e compare-o com as alternativas (produtos com liquidez e riscos semelhantes) disponíveis no mercado, para analisar a capacidade dos gestores em gerar ganhos. No entanto, o valor da rendibilidade não deverá ser o único fator de comparação. Compare também as comissões e os custos de gestão cobrados pelas várias instituições, já que estes podem reduzir substancialmente o retorno do dinheiro investido.

LEQUE DE ESCOLHAS
Apesar dos PPR serem o instrumento que à partida mais se associa à poupança para a reforma, existem outros produtos que podem ser usados para o mesmo objetivo. Nomeadamente, os fundos de pensões abertos e os fundos de investimento, que acompanham o ciclo da vida dos investidores (target funds). Existem ainda outras alternativas, como os seguros de capitalização, Certificados de Aforro, ou Bilhetes do Tesouro. O próprio investidor pode construir a sua carteira de ativos e ir adaptando ao ciclo de rentabilidade dos mercados ao longo do tempo.

As vantagens de viver numa casa arrendada

Em Portugal, a regra geral, era viver em casas arrendadas. Até que a queda das taxas de juro e os grandes lucros, fáceis e rápidos de obter pela construção e venda de casas, lançaram as pessoas para a aquisição de casa própria. Todavia, nos últimos anos, com a economia em crise e com os bancos a limitarem a concessão de crédito às famílias, a compra de casas tem caído de forma abrupta. Assim sendo, a opção mais viável passa novamente por arrendar uma casa em detrimento da sua aquisição.

A questão torna-se ainda mais relevante quando falamos de jovens compradores que necessitam de financiamento bancário para comprar casa, enquanto ainda não têm uma vida profissional estável, que lhes possa garantir o pagamento total do crédito à habitação. Segundo a DECO, a crise está a obrigar cada vez mais portugueses a ter de entregar a casa ao banco. se até há pouco tempo as pessoas tentavam a todo o custo manter a habitação, agora a tendência parece estar a inverter-se.

Assim, viver numa casa arrendada pode acarretar uma séria de vantagens, desde logo a liberdade que proporciona a quem não quer ter logo um compromisso para a vida, o que acontece quando se contrai um crédito à habitação. Saiba de seguida quais as vantagens de viver numa casa arrendada:

Flexibilidade – Esta crise está a revelar que o arrendamento é uma opção mais flexível do que a compra de casa, especialmente para a classe média que a qualquer momento pode ter cortes no rendimento ou enfrentar na família o despedimento. Quem vive em casa arrendada rapidamente pode mudar de cidade, para onde há emprego, ou mudar de casa para outra mais barata.

Obras de manutenção – Num arrendamento, o inquilino não necessita de se preocupar com isso. Quando ocorrer algum problema relativo à manutenção, informe o seu senhorio, o qual tem a obrigação de solucionar a situação.

Impostos e Seguros – São outros encargos que não necessita de se preocupar, o que não aconteceria quando se compra uma casa. Sendo que os valores do imposto sobre imóveis e dos seguros de uma habitação são bastante avultados.

Viver melhor – Muitas vezes, a renda que paga num arrendamento é menor do que a prestação mensal, que pagaria se tivesse contraído um crédito à habitação. Desta forma, ficará com mais dinheiro para gastar, poderá viver melhor a nível financeiro. Além disso, poderá viver num sítio que de outra forma nunca teria dinheiro para o fazer.

Necessidade de mudar – No caso de um arrendamento, se o inquilino necessitar de se mudar, basta apenas de esperar um ou dois meses no máximo. Mas, se tivesse comprado uma casa, imagine o tempo que poderia ter de esperar até vender a mesma.

Faturas de água, luz e gás – Em alguns casos, a água, luz e gás vêm já incluídos na mensalidade do arrendamento, o que significa menos preocupações com faturas para pagar.

Estar a comprar uma casa no início da vida profissional, gastando todo o dinheiro que juntou, não está a construir o seu futuro, mas sim, a destruir. Ter uma casa própria demasiado cedo para além de estar a criar um enorme passivo para si, fica sem dinheiro para investir. Nestas condições, a prioridade deve passar por criar primeiro alguns ativos, um negócio próprio, ou consolidar a carreira profissional, ou mesmo uma carteira de ativos de investimento, de modo a assegurar um rendimento mais constante para o seu futuro. Por isso, enquanto não reúne condições vantajosas para comprar uma casa, a melhor solução passa por viver numa casa arrendada.

Saiba como renegociar um empréstimo

Ao longo das nossas vidas, acontecerão eventos imprevistos, que nos farão ter de optar e fazer escolhas que não estavam nos nossos planos. As escolhas mais confusas são muitas vezes relacionadas com o nosso dinheiro, especialmente contas e empréstimos que não conseguimos pagar. Nessas situações, é importante e urgente renegociar os empréstimos. A renegociação de um empréstimo não é nenhuma tarefa impossível e é um passo fundamental para equilibrar as suas contas.

A renegociação dos empréstimos tem ganho um novo fôlego desde 2013. Foram publicados vários diplomas legislativos com o objetivo de facilitar o contato entre a instituição credora e o cliente. Entre outros aspetos, as instituições financeiras passaram a ser obrigadas a detetar sinais de risco de incumprimento e a esperar 90 dias para avançar com a resolução judicial de atrasos no pagamento das prestações.

Saiba Quais os sinais de que vai ficar endividado

Conheça abaixo algumas dicas para renegociar um empréstimo:
– Se estiver em dificuldades para cumprir com o pagamento dos empréstimos que contraiu, o primeiro passo a seguir é contatar o seu o banco. Quanto mais cedo o fizer, mais fácil pode ser a resolução do seu problema. Informe a instituição financeira que lhe concedeu o crédito um panorama da sua real situação. Seja honesto e demonstre que, face à sua realidade do momento, se os termos do contrato de empréstimo não forem renegociados, você poderá não conseguir pagar e ter de pedir a insolvência.
Ao informar ao banco sobre as dificuldades financeiras, em princípio, a família será inserida no PARI (Plano de Ação para o Risco de Incumprimento), o que, pelo menos, vai obrigar o banco a olhar para a sua situação financeira.

– Não se deixe pressionar por alguma insistência que possa haver. Se tiver dúvidas, questione até ficar devidamente esclarecido. Deve utilizar o Livro de Reclamações, sempre que fique descontente com alguma atitude por parte das instituições financeiras.

– Se pagar as prestações de uma forma tardia ou estar mesmo em incumprimento com algum pagamento, irá aumentar as probabilidades de uma renegociação, pois quem empresta está mais suscetível a negociações face a essa situação. Isto não quer dizer que o faça de uma forma deliberada, quer somente demonstrar que deve agir de uma forma estratégica.

– Se estiver já na situação de incumprimento, peça uma modificação das condições do seu empréstimo. Atualmente as instituições financeiras já contam com vários instrumentos para lidar com o incumprimento. No caso do banco concluir que o cliente tem capacidade para regularizar a sua situação, deve apresentar propostas para renegociar o crédito ou consolidar outros contratos.
As instituições financeiras não podem cobrar aos clientes comissões pela revisão de contratos inseridos nos regimes de incumprimento, o que abrange também o Regime Extraordinário do crédito à habitação para famílias em situação económica muito difícil. O objetivo destes regimes é permitir condições mais vantajosas para pagar o empréstimo, que podem passar por um período de carência mínimo de 12 meses e máximo de 48 meses ou uma redução do spread durante o período de carência até ao mínimo de 0,25%.

– Antes de fechar a renegociação, certifique-se que os novos termos e condições do empréstimo acordados são efetivamente possíveis de cumprir. Caso contrário, irá perder toda a credibilidade junto do banco. Antes de se comprometer com algum contrato, analise atentamente todas as condições contratuais.

Dicas para poupar na conta da água

A água é um dos bens mais preciosos que temos acesso e a sua escassez é um problema ao qual todos nós devemos ficar sensíveis. É possível poupar água, alterando alguns hábitos quotidianos, uma vez que são os pequenos gestos que fazem toda a diferença. Ao diminuir o consumo de água, estamos também a reduzir a conta da água no final do mês. Conheça de seguida algumas dicas para poupar água:

POUPAR ÁGUA NA COZINHA E LAVANDARIA
– Não descongele os alimentos colocando-os debaixo da torneira com a água a correr, opte por colocá-los a descongelar mais cedo;
– Para lavar a loiça, opte por encher um dos lados do lava-loiça, e coloque lá a loiça de molho, assim a água não fica sempre a correr e torna-se mais fácil tirar a gordura das loiças;
– Coloque a ferver apenas a água necessária para fazer um chá ou um café;
– Opte por comprar as máquinas de lavar loiça e roupa que oferecem um melhor desempenho e uma maior poupança;
– Coloque em funcionamento as máquinas de lavar loiça e roupa apenas quando estiverem cheias;

POUPAR ÁGUA NA CASA DE BANHO
– Para lavar os dentes, utilize um copo com água;
– Encha o lavatório com água, para realizar toda a higiene pessoal, como lavar a cara ou fazer a barba, em vez de deixar a torneira aberta;
– Opte por tomar duche, em vez dos banhos de imersão, preferencialmente que dure menos de 10 minutos. Encher uma banheira com água equivale a um duche de 15/20 minutos;
– Feche sempre a torneira da banheira enquanto se ensaboa;
– Geralmente, um autoclismo tem a capacidade de 10 litros de água, por isso opte por colocar uma garrafa de água (1,5 litros) no autoclismo. Assim conseguirá poupar cerca de 2 litros por cada descarga;
– Não deite lixo na sanita, para evitar descargas dispensáveis;

POUPAR ÁGUA NO EXTERIOR
– Para lavar os carros, opte por utilizar um balde e uma esponja, para poupar na água;
– Para poupar água na jardinagem, é importante conhecer quais as plantas que necessitam de ser regadas com frequência e quais as que não carecem de água;
– Opte por regar o jardim durante a noite e faça-o de forma pausada. Permitindo assim que a água se infiltre no solo. Pode também recolher a água da chuva, armazenando-a em contentores, para posteriormente regar as plantas;
– Se tiver algum chafariz no jardim de casa, opte por colocar um sistema de canalização, que permite reciclar a água;
– Tape a piscina, para reduzir a perda de água por evaporação;
– Para lavar a roupa no tanque, encha-o com água e deixe lá as roupas de molho. Poderá ensaboar e lavar a roupa com a mesma água;

OUTRAS ESTRATÉGIAS PARA POUPAR ÁGUA

Além das ideias apresentadas de como poupar água que, possibilitam a redução da conta da água no final do mês, e consequentemente, poupar muito dinheiro, existem outras estratégias que podem ser aplicadas, tais como:

– Comparar a fatura da água do mês corrente com a do mês anterior, para verificar se existiu alguma variação significativa do consumo de água. Se existir um aumento do consumo de água sem justificação aparente, poderá querer dizer que houve um desperdício acentuado de água, ou a existência de uma fuga de água;

– Verificar com alguma regularidade todas as torneiras da casa com o objetivo de detetar alguma fuga de água, com especial atenção à locais como casa de banho, lavandaria e cozinha;

– A aplicação de redutores de fluxo é uma medida de prevenção que permite reduzir o consumo da água em quase 50%. Trata-se de uma pequena peça que se encaixa na torneira e que reduz o caudal de água;

– Convocar uma reunião familiar com a finalidade de alertar todos os membros da família, para a necessidade de elaborar um plano para poupar água e economizar dinheiro. O objectivo é chamar a atenção de todos, e fazer com que todos sigam as ideias de poupar água;

Estas são apenas algumas ideias que podem ser utilizadas para conseguir poupar água. Todos os esforços são válidos quando se trata de poupar.