Overbooking – O que fazer em caso de overbooking

Alguns casos mais mediáticos trouxeram à atenção do grande público o chamado “overbooking”. Vender bilhetes a mais para os lugares disponíveis no avião é uma política comum a muitas companhias aéreas, e apesar de algumas polémicas, perfeitamente legal. Contudo, o facto de ser permitido por lei não significa que o passageiro não tenha os seus direitos. Saiba mais sobre o overbooking e o que fazer caso seja confrontado com ela.

O que é o overbooking

Como referimos em cima, o overbooking não é acidental. Muitas empresas aéreas, protegidas pela legislação, vendem um número de bilhetes superior aos lugares disponíveis. Mas porquê? A razão é simples: as empresas aéreas fazem estudos onde se avaliam o número extra de bilhetes que podem ser vendidos de modo a prevenir o atraso significativo ou a desistência de passageiros. Ou seja, através do overbooking conseguem garantir mais facilmente um voo completo. E se na maioria das situações essa estratégia funciona devido ao número de passageiros que desistem do voo, há alguns casos onde as probabilidades não jogam a favor da companhia. E quando isso ocorre, temos a situação de passageiros a mais para os lugares disponíveis.

Normalmente esta situação é logo detetada no balcão de check-in, mas pode também ocorrer dentro do avião. A situação habitual é a companhia pedir aos passageiros se alguém, voluntariamente, troca o seu lugar por um voo mais tarde, recebendo por isso algumas regalias. Caso ninguém se voluntarie, a companhia aérea irá decidir quais as medidas necessárias a aplicar para resolver a situação, podendo mesmo recusar o embarque de alguns passageiros de modo a ficar com lotação permitida do avião. Mas então o que fazer nestes casos? Que direitos tem enquanto passageiro?

Direitos dos passageiros em caso de overbooking

Caso tenha de dar o seu lugar a outro passageiro devido a uma situação de overbooking, o cliente tem direito a várias regalias. Além de terem de providenciar outro voo para o destino, a companhia aérea tem de forneceer uma indemnização e refeições, bebidas, alojamento caso necessário, e os meios para contactar familiares ou outros. No que diz respeito às indemnizações definidas por lei, estas podem variar entre os 250 e os 600€. Este valor depende do tipo de voo.

Assim, entre aeroportos no interior da UE, para voos até 1500 km, o valor é 250€. Para voos superiores a 1500 km o valor sobre para 400€. Já entre um aeroporto no interior da UE e um aeroporto fora da UE as indemnizações são as seguintes: para voos até 1.500 km o valor é de 250€; para voos de médio curso, entre 1.500 e 3.500 km, a indemnização fica em 400€; por fim, para voos de longo curso, ou seja, com mais de 3.500 km, o passageiro tem direito a receber 600€. Aqui é importante entender que a indemnização pode ser mais baixa caso seja voluntário. Por isso, prefira que seja a empresa a “forçá-lo” a dar o seu lugar, pois assim recebe a indemnização total a que tem direito, e em dinheiro. Já no caso de ser voluntário, a indemnização pode ser em forma de voucher e com valores mais baixos do que os referidos em cima.

Dicas para poupar no supermercado

Se há gasto que ocupa boa parte do orçamento familiar são as compras no supermercado. Contudo, fazer compras nestes espaços comerciais é cada vez mais um desafio, tal a pressão provocada pelas estratégias dos próprios supermercados e pela publicidade massiva atual. Como tal, para que não gaste mais do que realmente necessita e para que consiga poupar nas idas ao supermercado, é fundamental estar munido de algumas dicas. Saiba mais sobre como poupar no supermercado.

8 Dicas para poupar no supermercados

Dica nº 1 – Defina um valor mensal para gastos no supermercados

Cada família tem um determinado valor disponível mensal. Como tal, as suas compras têm que se adequar a esse valor. Ao definir um montante máximo para gastar no supermercado conseguirá mais facilmente priorizar o que precisa de comprar, facilitando a gestão do orçamento.

Dica nº 2 – Faça uma lista de compras

A melhor maneira de se disciplinar num supermercado é levar já feita uma lista daquilo que precisa. Dessa forma é mais difícil se distrair e ser levado pelas estratégias do supermercado para comprar mais do que aquilo que necessita.

Dica nº 3 – Aprenda a comparar preços

Uma das estratégias mais comuns nos supermercados é colocar produtos com preços mais baixos para atrair compradores. Contudo, muitas vezes esses preços mais baixos correspondem a quantidades menores, e se for comparar o preço por unidade de medida, como por exemplo, o preço por quilograma, muitas vezes irá perceber que apesar de mais barato, estará a comprar por muito mais dinheiro. Se não tem facilidade em fazer cálculos mentais, tenha sempre à mão uma calculadora.

Dica nº 4 – Não vá para o supermercado à pressa

Quando se tem pouco tempo, o que interessa é conseguir colocar tudo o que precisa dentro do carrinho e ir para a caixa. No entanto, se for com um pouco mais de tempo, poderá poupar bastante dinheiro, já que lhe permitirá comparar preços e a própria qualidade do produto.

Dica nº 5 – Não precisa? Não compre.

As promoções são muitas vezes feitas para levar o cliente a comprar algo que não estaria na sua lista. E apesar de até poder ser um bom negócio, se você não tem necessidade desse produto, não o deve comprar, já que estará a gastar mais do que aquilo que tinha definido.

Dica nº 6 – Não tenha medo das marcas brancas

Cada vez mais é possível encontrar as chamadas marcas brancas ou marcas do supermercado nas superfícies comerciais. Contudo, há ainda por parte de algumas pessoas um preconceito sobre estas marcas. Na realidade, muitas delas têm bastante qualidade, tendo no entanto um preço mais baixo. Por isso, dentro das características e qualidade que procura, pode poupar bastante dinheiro ao optar por estas marcas.

Dica nº 7 – Não vá para o supermercado com fome

Se necessita de ir fazer as suas compras mensais e está com fome, lanche primeiro. Ir ao supermercado de barriga vazia geralmente é sinónimo de escolhas menos saudáveis e de maior gasto em compras. Por isso, ao evitar ir ao supermercado com fome irá fazer com que se distraia menos da sua lista de compras.

Dicas para poupar nos transportes

Hoje em dia, para muitas famílias, uma parte importante do orçamento mensal é dedicado aos transportes. E se os transportes, sejam eles privados ou públicos, são essenciais no dia-a-dia, não podendo evitar essa despesa, há várias formas de reduzir o dinheiro que gasta. Descubra de seguida várias dicas para poupar nos transportes.

4 Dicas para poupar nos transportes

– Utilize alternativas ao carro

A melhor forma de perceber que deixar o carro em casa muitas vezes é uma excelente opção, relativamente a outras, é fazendo contas. Por exemplo, um habitante do Montijo que trabalhe em Lisboa, na Praça dos Restauradores, gasta em média, ida e volta, contabilizando combustível e portagens da ponte Vasco da Gama, 10€. No final de um mês, em que se desloque diariamente de segunda a sexta-feira, a despesa será cerca de 220€. Se a este valor juntarmos estacionamento diário, o montante total pode chegar a 400€. Isto claro sem contar com as despesas de manutenção do veículo. Já se deixar o carro em casa e optar por transportes públicos, entre autocarro e carreira do rio Tejo, esse valor desce para cerca de 60€ por mês. Ou seja, mais de 300€ de poupança em cada mês, o que equivale a cerca de 3600€ por ano. Há ainda outras opções, como por exemplo a bicicleta, quando a distância até ao local do trabalho não é grande e o terreno não seja demasiado acidentado.

– Comparar o preço dos combustíveis

Hoje em dia é possível, num raio de apenas poucos quilómetros, encontrar preços bastante diferentes para o mesmo tipo de combustível. Por isso esteja atento e compare os preços antes de abastecer. Basta uma diferença de 0,03€ para poupar 1,20€ num depósito de 40 litros.

– Alugar

Há muitas vezes a ideia de que ter um carro próprio é muito mais vantajoso que alugar um carro. Aliás, esta última opção é vista como muitíssimo mais cara. Mas será mesmo assim? Vamos outra vez às contas. Se comprar um carro com um valor de 26 mil euros, com um seguro anual de 300€, com despesas de manutenção e pneus, irá gastar no mínimo em média 18€ por dia durante os cinco primeiros anos. Tendo em conta a desvalorização do carro, e contando que o vende passado esse tempo por cerca de 40% desse valor, o dinheiro gasto diariamente é aproximadamente 11€. Já se alugar um carro a longo prazo, com contratos de 2 a 4 anos, pode conseguir valores à volta dos 8 a 9€ por dia. No final de um ano, mesmo que a diferença seja de apenas 2€, estamos a falar de uma poupança de perto de 700€ anuais. E isto sem contabilizar despesas relacionadas com avarias de dimensão média ou superior.

– Viajar de avião

Viajar de avião está cada vez mais barato. Com o aparecimento das low cost, por vezes mesmo uma viagem Lisboa-Porto pode tornar-se muito mais económica se for de avião. É possível por exemplo, ir e voltar por menos de 25€, quando se fosse de carro, entre combustível e portagens, gastaria no mínimo 80€.

Conheça 11 dicas para poupar nos seguros

A solução para poupar nos seguros não passa necessariamente por eliminá-los da sua lista de despesas, mas sim por saber como cortar nos prémios que paga e no supérfluo.

As despesas com os seguros de vida, automóvel, saúde e casa fazem parte dos orçamentos de muitas famílias, mas se os seguros não forem adequados às suas necessidades podem representar um gasto muito maior àquele que deveria ter. Se alguns são obrigatórios por lei, como o seguro automóvel RC, outros são exigidos, por exemplo, aquando da compra de casa (seguro multirriscos habitação e seguro de vida).

Existe uma grande diversidade de oferta de seguros no mercado, pelo que é fundamental saber escolher o mais adequado às necessidades, para poupar no prémio de seguro a pagar.

Conheça 11 dicas para conseguir reduzir despesas com seguros:

Avalie as suas necessidades

Se vai contratar um seguro, a primeira coisa a fazer é avaliar as suas necessidades, ou seja, deve procurar saber concretamente qual o risco que pretende segurar. Por exemplo: o seguro de vida associado ao crédito à habitação – se o seu objetivo é apenas assegurar que a casa fique paga em caso de morte ou invalidez, pode ser mais vantajoso, você optar pela atualização do prémio do seguro ao capital em dívida. Isto porque o prémio vai reduzindo à medida que vai liquidando o crédito.

Faça pesquisas e simulações

Faça a prospeção do mercado, explorando toda a potencialidade da internet. Faça várias simulações, já que muitas seguradoras disponibilizam simuladores nos seus sites, e compare as diferentes propostas.

Evite a duplicação de coberturas

Ao não fazer uma avaliação prévia das necessidades e da sua carteira de seguros, inconscientemente, acaba por incorrer no risco de estar a contratar uma mesma cobertura em mais do que um seguro. Como as indemnizações não são cumulativas, pelo que estar a pagar duas vezes, torna-se um grande desperdício de dinheiro.

Contrate apenas o essencial

Não se deixe dominar pelo seu lado emocional, procure fazer uma escolha racional e saiba o que está a contratar. Deve contratar apenas as coberturas que identificou como necessárias.

Procure mediadores

Procurar um mediador de seguros também lhe pode ajudar a poupar dinheiro, pois geralmente, os mediadores conseguem preços mais competitivos em relação ao balcão. Além disso, podem proporcionar um atendimento personalizado, conseguindo adequar melhor o seguro às suas necessidades.

Low cost

Por norma, as companhias de seguros ‘online’ ou por ‘telefone’ conseguem apresentar preços mais baixos do que as seguradoras tradicionais, devido ao facto de terem menores custos. Se é daquelas pessoas que gosta de tratar de todo o processo sozinho, faça uma pesquisa por estas seguradoras.

Aproveite as promoções

Esteja atento e aproveite as campanhas de promoções das seguradoras. Em alguns casos, as poupanças face aos preços normais são consideráveis. Além disso, se é sócio de algum clube, ou tem algum cartão de descontos, verifique se há alguma parceria com seguradoras que lhe permite baixar o prémio do seguro.

Em pacote é mais barato

Num modo geral, as seguradoras oferecem descontos caso compre um pacote de produtos. Contratar o seguro de vida, carro, saúde, casa ou até viagens na mesma companhia pode ficar mais barato do que ter espalhado por várias seguradoras. Faça as contas e se compensar, consolide tudo na mesma companhia de seguros.

Fracionamento anual

Na maioria dos casos, escolher a opção do pagamento anual torna-se mais barato do que optar por um fracionamento semestral ou mensal. Sendo que as diferenças em termos de custo total dependem de seguradora para seguradora.

Opte por débito direto

Optar por débito direto pode ser outra forma de poupar nos seguros. Normalmente, as seguradoras oferecem condições favoráveis a quem opte por esta modalidade de pagamento.

Cartões de crédito com seguro

Muitos cartões de crédito apresentam benefícios associados à sua utilização, nomeadamente, a possibilidade de adquirir gratuitamente um seguro de viagem, caso pague a sua viagem através do cartão.

O que fazer para deixar de pensar no dinheiro aos 40

Nos primeiros anos de vida profissional a tentação é para aproveitar ao máximo os rendimentos do trabalho. E na realidade, quando se começa a trabalhar é natural e desejável que tenha um estilo de vida adequado aos seus rendimentos e que o motive para trabalhar ainda mais. Contudo, é igualmente importante começar a pensar no futuro, para que possa deixar de ter preocupações financeiras mais tarde. Saiba mais sobre o que fazer para deixar de pensar no dinheiro aos 40.

A poupança é fundamental

A poupança, quer se queira, quer não, é a forma mais fácil de chegar aos 40 sem precisar de ter grandes preocupações de dinheiro. A não ser que tenha muita sorte e ganhe algum prémio de lotaria, ou então, faça um investimento muito acertado, a verdade é que é preciso saber poupar para precaver o futuro.

Todos os dias irá aparecer tentações para gastar o seu dinheiro, seja um jantar fora ou numa peça de roupa de estação. Mesmo que seja muito poupado, é natural que de vez em quando caia na tentação. Como tal, a primeira dica é ser disciplinado com as suas poupanças. Uma estratégia que resulta na perfeição é fazer uma poupança mensal. E para que esta não falhe, deve vê-la como se fosse um gasto obrigatório. Assim, deve definir um montante que possa despender todos os meses, e colocá-lo de parte numa conta própria. Se for disciplinado, ao fim de 10 ou 20 anos, terá uma maquia bastante considerável, que lhe permitirá ficar mais desafogado aos 40.

7 dicas úteis para o manter disciplinado e conseguir poupar o máximo possível

– antes de comprar, analisar sempre se realmente precisa desse produto ou serviço;
– apenas aproveitar promoções de produtos que já iria levar à partida;
– analise sempre as suas emoções, e procure perceber se está a fazer uma compra inteligente ou simplesmente uma compra emocional;
– defina metas anuais, como por exemplo umas férias ou algo que você ou a sua família queiram muito, pois ajudará a manter-se disciplinado em relação ao seu dinheiro;
– apontar todos os gastos mensais, de modo a ter uma maior perceção do que gasta e um controlo maior sobre as despesas da sua casa;
– adotar medidas de poupança de eletricidade e água em casa, que muitas vezes são suficientes para poupar muito dinheiro até ao fim de um ano;
– especialmente em compras com alguma dimensão, nunca deve comprar no momento, esperar sempre 24 horas até realmente tomar a decisão final.

Como certamente já percebeu, o segredo para não ter que pensar no dinheiro nos 40 é saber poupar. No processo de poupança a disciplina é fundamental, simplesmente não pode gastar mais do que ganha, se acha que não está a obter rendimentos suficientes para poder poupar, então está na altura de analisar bem as suas despesas, haverá algum desperdício? Experimente colocar no início de mês a poupança parte e emagreça o orçamento mensal.

Está disposto a trabalhar mais? Procure um part-time, há cada vez mais oportunidades de trabalho complementares ao emprego habitual seja numa empresa ou como freelancer, que pode aproveitar para aumentar os seus rendimentos, e assim, aumentar as suas poupanças para o futuro.

Siga as nossas dicas de como fazer para deixar de pensar no dinheiro aos 40, e comece a preparar o seu futuro.

OE 2016 e o IVA

O Orçamento de Estado de 2016, traz novidades relativamente a taxa do Imposto Sobre o Valor Acrescentado (IVA) que importa recordar, pelo que divulgamos aqui as principais inovações e cuidados a ter no imposto que todos os portugueses pagam.

IVA a 6% (Taxa Reduzida):

Passam a estar abrangidos pela taxa de IVA reduzida os produtos como pão, o seitan, o tofu, o tempeh, a soja texturizada, as algas (vivas, frescas ou secas), bem como os sumos e néctares de frutos e de algas ou de produtos hortícolas e bebidas de cereais, amêndoa, caju e avelã sem teor alcoólico.

Com os produtos acima o XXI Governo Constitucional reconhece não só as necessidade alimentares das pessoas vegetarianas ou vegan, mas também a importância destes alimentos como alternativas alimentares mais saudáveis. Pode mesmo dizer-se que há um incentivo à medicina preventiva por via da alimentação saudável com a aplicação da taxa de IVA reduzida nestes produtos.

IVA a 13% (Taxa Intermédia):

O XXI Governo Constitucional passa a incluir a restauração nas actividades económicas taxadas de IVA a 13%, porém “não há bela sem senão” e é por isso importante estar com atenção na hora de pedir fatura, isto porque a taxa de IVA a 13% só se aplica caso a refeição seja acompanhada de água.

Por outras palavras, no momento de pedir a fatura ao comerciante é importante verificar se a refeição, com outras bebidas que não água, foi incluída num “menu” ou não. Isto porque se a refeição for faturada sob a forma de menu o contribuinte pagará 23% de IVA e não 13%, se tiver consumido outra pedida que não água.

Recomendamos por isso a descriminação das bebidas nas faturas de restauração para que a refeição e a água sejam sempre taxadas a 13% e as demais, bebidas a 23%.

Como negociar a renda da casa com o senhorio

A renda de uma casa é uma das despesas mais importantes no orçamento familiar. Por isso, tudo o que puder fazer para negociar esse valor será positivo para as suas contas. No entanto, tal como você quer baixar o valor da renda, também o senhorio quer mantê-la ou até subir. É por isso importante conhecer algumas dicas para o ajudar a negociar o contrato de arrendamento com o senhorio.

Para conseguir negociar a renda da sua casa com o senhorio é essencial estar na posse de todas as informações importantes, para que dessa forma possa argumentar de uma forma eficaz. Conheça de seguida várias dicas essenciais para conseguir negociar a renda da sua casa com sucesso.

O valor da renda não pode apenas basear-se na localização do imóvel e na sua tipologia. O estado do imóvel pode também ser usado para negociar o valor da renda. Dessa forma, verifique e enumere todos os defeitos da casa e nos equipamentos, as obras necessárias, e ainda, falta de estruturas como garagem ou elevador. Todos estes pontos podem ser usados como argumentos na hora de renegociar o valor da sua renda.

Não são poucos os senhorios que preferem uma renda mais baixa mas mais segura e duradoura, a uma renda mais alta mas temporária. Assim, se aceitar realizar um contrato a longo termo (a duração pode ser negociada entre ambos), o senhorio fica bem mais descansado sobre o pagamento da rendas, bem como da segurança de ter um rendimento durante um período alargado de tempo. É um excelente argumento para convencer o senhorio a baixar a renda, ou então, para manter o valor mas com direito a um ou mais meses de renda gratuita.

O inquilino e o senhorio podem estipular entre si quem assegura o pagamento das despesas extra. Estas incluem a luz, a água, o gás, o condomínio, o IMI (imposto municipal sobre imóveis), e nalguns casos, mesmo a internet. Se nada estiver definido no contrato, tudo o que sejam despesas correntes, são pagas pelo inquilino. Já as despesas com administração e áreas comuns ficam por conta do senhorio. Se este não quiser baixar a sua renda, pode negociar com ele o pagamento de algumas das suas despesas extra. Dessa forma, o seu encargo mensal reduz, mesmo que a renda se mantenha.

Por fim, não há melhor argumento para conseguir reduzir o valor da sua renda como a “ameaça” de que se vai mudar para um imóvel com as mesmas características nessa zona, mas com um preço mais baixo. Mas para isso terá de conhecer as alternativas que existem na sua área, conhecendo imóveis para arrendar e respetivos preços. Existindo alternativas credíveis e dentro daquilo que pretende, torna-se mais fácil para si negociar com o seu senhorio. Faça por isso uma pesquisa online sobre os imóveis com as características semelhantes do seu, de modo a conhecer os senhorios dessa área, bem como o preço médio pedido.

Conheça também as vantagens de viver numa casa arrendada

Saiba como poupar nas comissões bancárias

A cada ano que passa as comissões exigidas pelos bancos aumentam, elevando por isso os valores que tem de pagar pela manutenção das suas contas e pelos vários serviços associados. Transferências, pedidos de cheques, anuidades de cartões de crédito, consultas de movimentos, etc., tudo é motivo para o pagamento de comissões. No entanto, seguindo algumas dicas, poderá conseguir poupar bastante nestas despesas.

Dicas sobre como poupar nas comissões bancárias

O multibanco é ainda hoje um sistema prático e mais económico de realizar as suas operações bancárias com um custo reduzido ou inexistente. Na maior parte dos bancos, a utilização do multibanco é a forma mais barata de realizar várias operações, nas quais se incluem por exemplo as transferências. Se o seu banco obriga ao pagamento de comissões pelas transferências bancárias, inclusive no sistema de home banking, opte pelo multibanco pois será certamente mais barato.

Outra das formas de reduzir as suas comissões é optar pelo sistema de home banking. Usar os canais online do seu banco fica mais barato que utilizar o balcão ou o telefone. Como o sistema online ajuda o próprio banco a otimizar os seus recursos e a reduzir despesas, este incentiva o uso do home banking através de preçário mais baratos, com diferenças que por vezes são bastante substanciais.

A domiciliação do ordenado é uma das formas mais comuns para baixar as comissões bancárias. Ao optar por ter uma conta ordenado, o banco irá dar-lhe vários benefícios, nos quais se incluem a redução ou mesmo isenção de várias comissões, sendo a mais habitual a da manutenção da conta. Além disso, a conta ordenado tem ainda a vantagem de a poder movimentar livremente, o que pode ser muito útil em certas situações.

Os bancos procuram cada vez mais atrair clientes para os seus serviços, tentando que estes tenham todos os seus produtos financeiros nessa instituição. Para isso oferecem vários benefícios, os quais incluem spreads de créditos mais baixos, e ainda, algumas isenções de comissões. Além disso, se consolidar todos os seus produtos na mesma instituição, poupa nas comissões que teria que pagar se tivesse contas em outros bancos. Apesar de ter também alguns riscos, esta opção permite poupar a curto e médio prazo valores ainda significativos.

Os cartões de crédito são muitas vezes pouco utilizados pelas famílias, que os têm apenas para alguma emergência, ou então, como condição na realização de um empréstimo para habitação. No entanto, este tipo de cartões tem anuidades elevadas. Há duas formas de reduzir estes custos. Uma é pedir um cartão sem anuidade. Contudo, este implica taxas de juro mais elevadas. A segunda opção é conhecer quais as condições de uso que o permitem isentar o pagamento da anuidade. A partir de um determinado valor pago com o cartão de crédito, você fica isento da anuidade durante esse ano. Neste caso, para não pagar juros, opte pelo pagamento de 100% da dívida.

Siga as nossas dicas e conseguirá reduzir de forma considerável o gasto anual em comissões bancárias.

Dicas de poupança doméstica

Perante a quebra de rendimentos e o aumento de despesas que se tem verificado nos últimos anos em Portugal, algumas coisas que antes faziam parte do nosso dia-a-dia, passaram para segundo e terceiro plano. É o caso da idas ao cabeleireiro, à esteticista, ao ginásio, fugas ao fim-de-semana, etc. Contudo, uma boa gestão do nosso orçamento familiar pode fazer amealhar-nos algum dinheiro para que, de vez em quando, consigamos desfrutar de alguns destes miminhos. Para isso, basta seguir algumas das dicas que deixamos aqui:

1 – Gestão/Controlo dos gastos
É muito importante fazermos uma boa gestão do nosso dinheiro e, para isso, nada melhor que arranjar um bloquinho onde podemos anotar todos os gastos que vamos fazendo ao longo do mês, incluindo pequenos gastos como a compra de uma revista ou o consumo de café. Lembre-se que só assim pode ter consciência dos seus gastos e onde pode cortar para conseguir a amealhar algum dinheiro.

2 – Ida ao supermercado
Fazer uma lista com os produtos que precisamos é sempre uma óptima maneira de poupar e evitar comprar produtos que não fazem falta ao nosso bem-estar. Portanto, se tem por costume fazer compras semanais, verifique sempre os produtos que tem em casa, planeie as refeições para essa semana, veja o que tem de comprar e faça a sua lista. Desta forma, evitar comprar produtos desnecessários, além de ainda poupar tempo nas compras. Saiba mais sobre como poupar no supermercado aqui.

3 – Planeamento das refeições
Fazer um planeamento semanal das refeições pode ser muito útil, pois permite-nos ter uma melhor noção dos produtos que temos em casa, assim como de possíveis sobras e a melhor maneira de como podemos usá-las numa refeição. Assim, quando vamos às compras já sabemos do que precisamos e evitamos comprar coisas desnecessárias.

4 – Produtos de limpeza
Actualmente, existem produtos para tudo e mais alguma coisa, mas na verdade precisamos apenas de 3 ou 4 para limpar e manter a higienização da casa. Por exemplo, o detergente da louça pode ser usado para lavar o fogão, o forno, o balcão, o micro-ondas, o frigorífico, tirar nódoas de toalhas e panos; o detergente lava tudo por ser um desinfetante e desengordurante, é óptimo para limpar o chão, a casa de banho e a cozinha; o limpa-vidros e limpa móveis são perfeitos para limpar o pó da casa e deixá-la limpa e perfumada. Quando for ao supermercado, opte por comprar produtos de marca branca, ao invés de produtos de outras marcas bem mais caras. O efeito é praticamente o mesmo e sempre poupa algum dinheiro.
Nota: Em relação ao detergente de louça, não precisa de usar muito quando está a lavar. Bastam 2/3 gotas e acrescentar água quente. Se a esponja não absorver bem, então é porque precisa de ser trocada.

5 – Gestão da água
Evite o desperdício de água. Quando for tomar banho, lavar os dentes, as mãos, a louça ou a roupa, nunca deixe a água a correr. Devemos fechar a torneira sempre que estamos a ensaboar. Abra apenas a torneira quando precisa. Evite também tomar banhos longos ou de emersão, visto que estes envolvem grandes gastos de água. No caso da máquina de lavar roupa use a temperatura mínima (30ºC) se achar que a roupa não está muito suja e coloque-a a lavar durante os períodos de gasto de energia mais baixos, ou seja, durante as horas do período nocturno e fins-de-semana para quem tem a tarifa bi-horária da electricidade. Assim, vai evitar gastar água desnecessariamente, ajuda o ambiente, e a sua factura vai pesar menos ao final do mês. Saiba mais sobre como poupar na factura da água aqui.

6 – Alimentação
Tente fazer 4 a 5 refeições por dia e comece sempre as refeições principais com um prato de sopa. Além de ajudar a manter a linha, também é bom para a carteira, pois tem menos fome ao longo do dia e não precisa de comer tanto nas refeições principais. Evite também fazer refeições fora de casa. Além de poder fazer escolhas mais saudáveis, poupa imenso dinheiro. Ao almoço, pode optar por preparar uma marmita ao invés de ir comer à cantina, ao café ou ao restaurante mais próximo. Além de ser mais saudável e poupar dinheiro, tem aqui uma oportunidade de conviver mais com os seus colegas.

7 – Sobras
Inove na cozinha! Aproveite as sobras que tem em casa para fazer novos pratos. Pode usar restos de carne para fazer alguns salgadinhos ou restos de bacalhau para fazer “roupa velha” ou até “bacalhau-à-brás”, os legumes pode usá-los para fazer umas deliciosas quiches vegetarianas e o pão pode usar em açordas ou em tostas. Como pode ver é possível evitar o desperdício. É tudo uma questão de imaginação.

8 – Limpeza/Arrumação
Tente sempre ter os produtos de limpeza arrumados e organizados, pois assim evita comprar produtos que tem em casa. Limpe também o frigorífico com alguma regularidade para evitar a acumulação de gelo. Este gesto evita o desperdício de energia.

Como pode ver, com uma boa gestão e algum esforço é possível poupar em imensas coisas e ainda amealhar algum dinheiro para os nossos gastos pessoais.

Autora: Vanessa Cardoso

5 dicas para ensinar os seus filhos a lidar com o dinheiro

“É de pequenino que se torce o pepino!” Este ditado diz muito sobre a altura certa para se aprender muitos dos hábitos corretos que se esperam ver nos filhos quando chegarem a adultos. Saber lidar com o dinheiro é uma das aprendizagens mais importantes enquanto crianças. É nesta fase da vida que uma criança irá aprender o valor do dinheiro, como o gerir e claro, como poupar. São estas aprendizagens que irão ajudar a evitar que mais tarde se torne num adulto cheio de dívidas. Conheça de seguida várias dicas sobre como ensinar os seus filhos a lidar com o dinheiro.

DICAS PARA ENSINAR OS FILHOS A LIDAR COM O DINHEIRO

Ensinar através do exemplo
Não há nada mais poderoso que o exemplo dado pelos pais. Seja ele positivo ou negativo. Como tal, se quer ensinar os seus filhos a saber lidar com o dinheiro, deve começar por dar primeiro o exemplo. Se for um pai gastador e consumista, as probabilidades de o filho ser igual são muito altas. Já se souber gerir o dinheiro e economizar, esse comportamento irá influenciar os seus filhos a fazer o mesmo.

Conversar sobre o assunto
Quando ainda são muito novas, as crianças não têm noção de dinheiro. Como tal, é uma fase em que pedem tudo o que lhes apeteça. É por isso importante incutir desde cedo a ideia de que o dinheiro não é infinito, e como tal, para poder gastar nalgumas coisas, é preciso poupar noutras.

Técnica do envelope
Esta técnica é excelente para ajudar a criança a analisar os seus gastos e reconhecer prioridades na forma como usa o seu dinheiro. Assim, nesta técnica o pai ou a mãe senta-se com a criança e fazem uma lista de algumas coisas que ela gostaria de comprar ao longo de um mês. Depois de feita essa lista, colocam o dinheiro necessário para adquirir cada uma delas em envelopes separados. A criança verificará o valor de cada item, e se quiser guardar esse dinheiro para uma compra mais cara, pode fazê-lo.

Dar uma mesada
A mesada, ou mesmo a semanada, muitas vezes é confundido com hábitos de pessoas ricas. Ter uma mesada não significa receber uma quantia muito grande de dinheiro. Significa sim receber um valor determinado pelos pais como ajustado, quantia essa que terá de ser gerida pela criança. Esta micro gestão irá ajudá-la a aprender noções básicas como gestão de gastos, poupança, planeamento e a própria importância do dinheiro. Naturalmente que para esta dica funcionar, os pais não podem dar mais dinheiro antes do dia pré-determinado.

Mostrar que o dinheiro não é o mais importante
É essencial criar nas crianças a ideia de que há valores mais importantes que o dinheiro. Tenha esse cuidado na educação dos seus filhos, e eles perceberão mais tarde a importância do dinheiro, mas sem lhe darem importância a mais. Valorize mais o trabalho necessário para ganhar o dinheiro e aquilo que pode fazer com ele, do que o dinheiro em si.