Mercados acionistas emergentes – Fatores a ter em conta

Globalmente, o mercado acionista tem vindo a deparar-se com algumas situações de algum nervosismo, nomeadamente a situação do impasse grego e, mais recentemente, o crash na bolsa chinesa. No entanto, para um investidor atento, 2015 tem sido um ano cheio de oportunidades e a expetativa é de que assim continue.

As bolsas dos mercados emergentes encontraram, nos últimos quatro anos, algumas adversidades e, apesar do excelente desempenho verificado nos últimos meses, a confiança tem vindo a diminuir, fruto do arrefecimento do crescimento destes mercados, quando comparados com os mercados desenvolvidos. Por outro lado, o bom desempenho da economia e da moeda norte-americana, assim como a expetativa de um aumento das taxas de juro por parte do Fed (Federal Reserve, o equivalente norte-americano ao BCE – Banco Central Europeu), poderá desviar a liquidez dos mercados emergentes, o que acaba por não ajudar à sua situação.

Esta incerteza tem mantido as cotações em níveis baixos, o que é apetecível para os investidores de longo prazo, ou seja, investidores que compram e mantêm as suas posições na expetativa de que, no longo prazo, as cotações aumentem. Aliado a este fator há ainda o facto de que os primeiros meses de 2015 foram especialmente favoráveis às bolsas europeias devido, em grande parte, ao programa de flexibilização quantitativa promovido pelo BCE (o tão falado programa de quantitative easing). Isto fez diminuir, comparativamente, a atratividade das bolsas europeias face às dos mercados emergentes, quando analisamos a cotação atual das ações face aos resultados por ação.

Por último, as previsões apontam para uma estabilização do crescimento das economias dos países emergentes mas a situação dos lucros das empresas continua problemática e as estimativas dos resultados futuros das empresas são negativas.
Com base neste cenário, há 3 fatores que têm, quando em conjunto, potencial para indicar se, o recente bom momento de forma destes mercados representa, ou não, uma reviravolta sustentável face aos últimos anos.

O primeiro, passa por haver estabilidade da moeda, o que, como vimos, tem sido comprometido pela atual força do dólar e pelas primeiras medidas do Fed, conducentes ao esperado aumento das taxas de juro dos EUA. Em segundo lugar, é necessária uma retoma do crescimento económico dos mercados emergentes. O terceiro ponto tem a ver com a recuperação dos lucros das empresas.
Estes três pontos têm, em certa medida, uma ligação sequencial e, estando os dois primeiros satisfeitos, rapidamente se verificará o terceiro, o que fará subir os mercados acionistas.

Note-se no entanto, que o investimento em ações representa sempre um risco e este artigo e o autor não têm o objetivo de incitar ao investimento com base, unicamente, na análise aqui efetuada. Cada investidor deve fazer a sua análise do mercado, criar a sua estratégia e investir em concordância.

Seguros de Capitalização – Como investir?

Existem muitos tipos de seguros no mercado português e uns são mais comuns do que outros. Os seguros de capitalização fazem parte de uma das vertentes do ramo vida. Apesar de estes apresentarem a estrutura jurídica de um seguro de vida, são produtos financeiros destinados ao investimento. Funcionando de uma forma semelhante aos fundos de investimento, mas com algumas diferenças, nomeadamente fiscais. Neste artigo, vamos dar-lhe a conhecer os seguros de capitalização, para que, na hora de investir, saiba realmente como está a aplicar o seu dinheiro.

Um seguro de capitalização é basicamente um plano de capitalização de poupanças que pode ser utilizado conforme os seus objectivos e estilo de investimento. São produtos ideais para quem quer investir no longo prazo, sendo que o período mínimo recomendado é de oito anos (maximização do benefício fiscal), devendo ainda o subscritor efetuar reforços na aplicação, para aumentar o seu rendimento final.

Existem dois grandes grupos de seguros de capitalização que importam conhecer:
Capital garantido – Semelhante a um depósito a prazo ou aos certificados de aforro. Garante capital e geralmente oferece uma taxa de retorno mais baixa;
Sem capital garantido – São também conhecidos por ‘unit-linked’, ou seja, divididos em unidades de participação semelhantes aos fundos de investimento. Pelo que está sujeito a alguns riscos e tem um rendimento variável.

A principal vantagem dos seguros de capitalização face aos outros produtos de poupança é a menor taxa de imposto sobre o rendimento. Como é sabido, a tributação sobre as mais-valias de investimentos financeiros tem uma taxa liberatória de 28%. Mas como estes produtos são comercializados sob a forma de um seguro, é-lhes aplicada a mesma tributação dos seguros de vida. Isto é, uma taxa mais reduzida sobre os rendimentos obtidos, que vai decrescendo ao longo do tempo do investimento, podendo baixar até aos 11,2%, mas apenas no caso de pelo menos 35% do montante investido seja efetuado durante a primeira metade do período de investimento.

Assim, se resgatar até ao quinto ano é tributado a 28%; entre o quinto e o oitavo ano, a taxa de imposto será de 22,4%; e a partir do oitavo ano, é cobrado apenas 11,2%. Por estas razões, os seguros de capitalização são produtos mais indicados para o longo prazo.

Tal como nos fundos de investimento, aqui também existem comissões de subscrição, gestão e resgate antecipado, que devem ser cuidadosamente analisadas antes de investir.

No caso da comissão de subscrição, pode ser aplicada em duas formas: adicionalmente ao montante a aplicar ou a deduzir ao montante entregue (a mais frequente). A título de exemplo neste segundo caso, uma comissão de 2% é, na prática, de 2,04%, pois apenas são aplicados 98€ em cada 100€. Por isso, o ideal é conseguir um mediador que não cobre mais de 1% por cada entrega.

Outro custo pesado para o investidor é a comissão cobrada pelo resgate antecipado, que varia consoante o ano em que decorre o levantamento do capital, sendo decrescente com o tempo.

Para contratar um seguro de capitalização necessita apenas de subscrever uma apólice de seguro e nomear os seus beneficiários ou herdeiros em caso de morte.
É possível resgatar o seu seguro antes da maturidade. No entanto, este levantamento antecipado terá custos, como foi referido acima.
É igualmente possível cancelar o seu seguro de capitalização até 30 dias após receber a apólice. Este cancelamento deverá ser feito por escrito, através duma carta registada à seguradora. A companhia de seguros irá devolver o seu investimento, mas sujeitar-se-á a uma comissão.

As vantagens e as desvantagens dos seguros de capitalização
Para além das vantagens fiscais sobre as mais-valias, os subscritores dos seguros de capitalização tem a isenção no pagamento de impostos em caso de sucessão, por ser um seguro de vida. Trata-se de uma forma de proteger o património que deixar aos seus herdeiros legais.

No que toca às desvantagens, que são essencialmente as elevadas comissões cobradas, nomeadamente de subscrição, gestão e resgate antecipado (caso ocorra). Esta última afeta a liquidez destes produtos, já que penaliza bastante o levantamento nos primeiros anos após a subscrição.
Uma outra desvantagem destes seguros é a dificuldade dos investidores em acompanhar o investimento, pois não é possível consultar diariamente a evolução dos rendimentos, como acontece nos fundos de investimento, com o valor da unidade de participação.

Quando falamos de investimento, a tributação costuma ser um dos pontos a ter seriamente em consideração se pretender maximizar o seu retorno. Neste contexto, apesar das comissões cobradas, os seguros de capitalização são claramente uma boa opção.

7 coisas que podem desvalorizar um imóvel‏

Num mercado que se começa a revelar cada vez mais competitivo e instável, diversos são os factores que podem contribuir para desvalorizar de forma bastante significativa o valor do seu imóvel. De modo a evitar que tal aconteça, é importante que fique a conhecer alguns destes principais factores, de modo a poder reunir todos os esforços necessários para impedir que o seu imóvel experiencie uma desvalorização demasiado expressiva.

Casas de diversos andares
Casas com diversos andares podem revelar-se extremamente inconvenientes para pessoas de idades mais avançadas, tal como para crianças, o que faz com que muitas famílias optem por nem sequer pensar em comprar uma casa com estas características. Isto, como é óbvio, leva a que o valor do imóvel sofra uma ligeira queda.

Cemitérios
Vender uma casa que possua vista para um cemitério pode revelar-se um verdadeiro desafio. Muitas pessoas nunca colocariam sequer a hipótese de viver perto de um cemitério, o que faz com que casas que apresentem esta característica acabem, quase sempre, por ser vendidas por valores muito abaixo da média.

Árvores muito altas
Por vezes, árvores muito altas por perto podem constituir um perigo para a fundação da casa. Árvores de grande dimensão podem, também, danificar certos componentes do imóvel durante grandes tempestades, pelo que, não costumam ser muito apreciadas por compradores.

Zonas barulhentas
Zonas que contenham bares, escolas ou avenidas por perto podem tornar-se pouco apelativas para eventuais compradores, o que acabará por prejudicar o valor original do imóvel. Casas com estas características são, quase sempre, mais difíceis de vender.

Piscinas
Em determinadas regiões, uma piscina pode contribuir para desvalorizar um imóvel. Ainda que seja um elemento de luxo bastante atractivo, não deixa de significar uma grande despesa extra, o que, em muitos casos, pode fazer com que se torne muito mais difícil vender um imóvel.

Ausência de garagem
Se está a pensar vender um imóvel sem garagem, prepare-se para experienciar alguma dificuldade em negociá-lo pelo preço desejado. A maior parte das famílias à procura de casa pretende garagem com bom espaço, pelo que, imóveis sem estas condições perderão sempre algum do seu valor.

Má vizinhança
Se por alguma razão a sua vizinhança gozar de uma reputação questionável, isso pode reflectir-se no valor final do seu imóvel. A vizinhança é um factor de grande importância para qualquer comprador, pelo que, se a sua não for exemplar, acabará sempre por vender o seu imóvel por um valor abaixo do desejado.

Como fazer um pé-de-meia para a reforma

A mais do que provável diminuição do valor das pensões a receber da Segurança Social, por razões económicas e demográficas, Para garantir uma velhice confortável, começa a ser cada vez mais imperativo que cada pessoa vá construindo ao longo da vida o seu próprio pé-de-meia, para servir de complemento à reforma paga pela Segurança Social.

Conheça abaixo algumas dicas que poderão ser úteis na hora de escolher um PPR ou de outros produtos de poupança para a reforma.

PRODUTO ADEQUADO AO PERFIL DE RISCO
Como os PPR não são todos iguais, escolhe o que mais se adequa ao seu perfil de risco. Tendo em conta que os investimentos para a reforma são aplicações de longo prazo, os especialistas aconselham, que os investidores mais jovens podem começar por privilegiar ativos de maior risco, e ir diminuindo progressivamente a exposição ao risco à medida que se aproxima a idade da reforma. No entanto, cada caso é um caso. Se for um investidor com um perfil muito conservador e avesso ao risco, poderá sentir-se mais confortável em aplicar as suas poupanças num PPR de capital garantido, por exemplo. Outros com maior propensão ao risco, mesmo em idades próximas da reforma, poderão preferir os produtos mais expostos ao mercado acionista, por exemplo, preferindo tirar proveito de uma tendência de subida do valor das ações.

COMPARAÇÃO DOS PRODUTOS
Antes de aceitar qualquer produto proposto pelo seu banco, faça uma avaliação do histórico das rendibilidades desse produto e compare-o com as alternativas (produtos com liquidez e riscos semelhantes) disponíveis no mercado, para analisar a capacidade dos gestores em gerar ganhos. No entanto, o valor da rendibilidade não deverá ser o único fator de comparação. Compare também as comissões e os custos de gestão cobrados pelas várias instituições, já que estes podem reduzir substancialmente o retorno do dinheiro investido.

LEQUE DE ESCOLHAS
Apesar dos PPR serem o instrumento que à partida mais se associa à poupança para a reforma, existem outros produtos que podem ser usados para o mesmo objetivo. Nomeadamente, os fundos de pensões abertos e os fundos de investimento, que acompanham o ciclo da vida dos investidores (target funds). Existem ainda outras alternativas, como os seguros de capitalização, Certificados de Aforro, ou Bilhetes do Tesouro. O próprio investidor pode construir a sua carteira de ativos e ir adaptando ao ciclo de rentabilidade dos mercados ao longo do tempo.

Saiba como investir em produtos de luxo

Ao contrário de outras atividades da economia, a crise não tem afetado a procura pelos produtos de luxo, que continua a crescer em bom ritmo à escala global. Estima-se que existem mais de 330 milhões de consumidores espalhados pelo mundo, 35% dos quais são europeus.

O mercado dos produtos de luxo rege-se por uma lei da oferta e da procura contrária à dos bens de grande consumo. Isto é, a procura pelo segmento premium aumenta quando os preços sobem, enquanto a procura por produtos de grande consumo desce quando os preços aumentam.

O segmento de luxo é composto por bens e serviços que se distinguem pela sua qualidade premium, raridade e reputação. Existe uma variedade alargada de produtos de luxo em que se pode investir, incluindo-se automóveis, jóias, relógios, vinhos, imóveis, iates, obras de arte, perfumes, ou a compra de ações de marcas de luxo. Os investimentos mais proveitosos têm sido feitos geralmente em ações de marcas de luxo, em automóveis topo de gama e em vinhos (para saber como investir em vinhos de luxo, clique aqui).

Conheça alguns índices de referência para investir no mercado de produtos de luxo:
Dow Jones Luxury Index – reúne ações de 30 empresas fornecedoras de bens ou serviços de luxo, tais como a BMW, a LVMH-Moet Vuitton e a Porsche.
Liv-ex Fine Wine 50 – acompanha os preços de vinhos da região francesa de Bordeaux, que dominam o mercado de vinhos de alta qualidade.
Europe Stoxx 600 – acompanha ações de 600 empresas de grande, média e pequena capitalização bolsista de 18 países europeus.

A valorização bolsista em média do mercado do luxo foi duas vezes superior à média das maiores empresas europeias cotadas em bolsa, todavia, existem grandes disparidades dentro deste mercado, com empresas/marcas a apresentarem um excelente desempenho na bolsa e outras com desempenhos muito pouco interessantes.

Tal como noutros tipos de investimento, apostar em produtos de luxo requer o acompanhamento do mercado, o conhecimento dos produtos, ou o aconselhamento junto de especialistas. É preciso aliar ao sentimento de paixão um sentido de oportunidade, o que torna possível desfrutar dos bens e obter grandes lucros quando os vender.

Formas de rentabilizar as suas poupanças

Quando começamos a organizar as nossas finanças, estamos a aumentar as probabilidades de concretizar os nossos sonhos. O primeiro carro, uma casa mais confortável, viajar nas férias, manter o padrão de vida na velhice.

Investir bem as suas poupanças para maximizar os rendimentos é o primeiro passo, Quanto mais cedo começar a poupar e a investir, mais próximo estará a criar os pilares para um futuro financeiro confortável. Ter uma carteira de investimentos diversificada também é importante, pelo que deve analisar com cuidado os diferentes tipos de investimento que tem ao seu dispor.

Conheça os principais tipos de investimentos financeiros para rentabilizar as suas poupanças:

Ações – Para um investidor com pouca experiência, escolher ações pode ser uma tarefa difícil, mas os que já têm alguma experiência podem obter bons retornos investindo em ações. Uma forma de se integrar e analisar o mercado accionista, é escolher um conjunto delas e acompanhar a evolução das mesmas durante aproximadamente 6 meses a um ano. Isto dar-lhe-á uma perceção da volatilidade do mercado e do seu próprio sucesso sem ter de colocar o seu dinheiro em risco. Encare a esta experiência como uma espécie de treino, para posteriormente começar a investir e com sucesso no mercado acionista.

Obrigações – As obrigações oferecem uma taxa de retorno fixa, fazendo com que sejam uma boa alternativa às ações, onde o retorno é mais imprevisível. Todavia, quando investe em obrigações, deve ter em conta que quanto mais alto for a rentabilidade maior é também o risco. Os investimentos mais seguros são os que pagam menos, enquanto os que têm mais risco pagam mais. Deve ponderar bem o risco e o retorno na altura de escolher os seus investimentos.

Fundos Mútuos – Estes fundos recolhem dinheiro de vários pequenos investidores para comprar uma carteira diversificada de ações, obrigações e outros instrumentos financeiros. Isto permite os investidores ter maior diversificação que necessitam para investir de forma segura. Quando se escolhe um fundo mútuo é importante olhar para todas as comissões e despesas associadas, uma vez que comissões altas e recorrentes podem reduzir o retorno financeiro a longo prazo.

Fundos Negociados em Bolsa – Estes fundos combinam a diversificação de um fundo mútuo com a opção de negociar de uma ação. Tal como os fundos mútuos, os fundos negociados em Bolsa lidam com uma carteira de ações. Todavia, ao contrário dos mútuos, estes fundos podem ser comprados e vendidos durante o próprio dia de transações. Isto faz com que sejam escolhas atrativas para investidores, devido a sua elevada liquidez.

Derivados – Designam-se por derivados todos aqueles instrumentos financeiros resultantes de contratos a prazo celebrados, cujo valor e evolução futura do mesmo deriva do preço de um determinado ativo subjacente, tais como taxas de juro, ações, índice bolsista, matérias-primas, ou divisas. A alavancagem e a elevada volatilidade associadas aos produtos derivados, fazem com que o investidor ganhe ou perca toda a aplicação em pouco tempo. Investimentos deste tipo são negociados no mercado OTC ou na bolsa dos derivados.
Trata-se de um tipo de investimento pouco recomendado para investidores com pouca intimidade com o assunto. Saiba mais aqui.

Aplicações de Rendibilidade Fixa – São investimentos relativamente seguros e os retornos são menores do que a maioria dos outros tipos de investimento. Quem prefere investir com pouco risco, deve investir em instrumentos seguros e previsíveis como depósitos à prazo, certificados de aforro, ou seguros de capitalização. Aplicações deste tipo devia ter um papel importante na carteira de investimentos de qualquer investidor.

Contrato Swap – saiba o que é e como funciona

O swap é um dos muitos tipos de produtos financeiros derivados existentes, e tal como a própria palavra indica, ‘swap’ é uma troca. Permite contornar a incerteza associada ao valor futuro dos fluxos transacionados. Existe uma grande variedade de swaps, agrupados em 5 grupos, swaps sobre taxas de juros, sobre divisas, sobre crédito, sobre matérias-primas e sobre acções. Em comum têm o facto de se tratar sempre de uma troca dos fluxos financeiros associados ao valor de um determinado activo, o chamado valor nocional.

Vou dar um exemplo prático de contrato de swap sobre taxas de juros. Para contornar a incerteza sobre o futuro das taxas de juros a pagar, uma empresa pode contratar com um banco um swap. Imagine que uma empresa pediu um empréstimo bancário tendo por base uma taxa de juro variável, ou seja, sobe ou desce consoante a variação da Euribor. Imagine agora que a taxa de juro tem estado numa trajetória de subida, fixando-se atualmente nos 5% e, acredita-se que as taxas vão subir ainda mais nos próximos anos. O melhor, seria fixar essa taxa, de modo a travar essa subida. É exactamente isso que um contracto de swap permitiria que fosse usado num crédito. Neste caso a troca foi uma taxa de juro variável por uma fixa.

Ao fazê-lo, a empresa vai fixar a taxa de juro em vez da variável e, portanto, sabe que todos anos vai pagar a mesma taxa de juros, até ao vencimento do empréstimo. Este instrumento permite, por exemplo, à empresa que contraiu o crédito estimar esses pagamentos, mas pode ter um custo, que é o custo do próprio swap.

O pior para a empresa é se ao contrário do que se pensava a taxa de juro em vez de subir, descer. Então nesse caso a empresa fica a pagar o valor fixo, os 5%, quando no mercado o preço do dinheiro já só custa 2%. Foi exatamente isso que aconteceu no caso de algumas empresas públicas, com prejuízos para o Estado português na ordem dos 3000 milhões de euros. Acordaram contratos numa altura em que as taxas de juro estavam a subir, pensando que iriam subir ainda mais e tentaram trancar essa valorização. Mas a realidade nem sempre é o que nós pensamos que vai ser. E neste caso claramente não foi.

Um swap por ser um contrato de cobertura de risco no financiamento implica sempre, perdas para uma das partes, já que consiste em fixar uma taxa de juro a pagar por um empréstimo com a obrigação de uma das partes pagar a diferença entre a taxa fixa e a variável. Ou seja, não são as caraterísticas destes instrumentos que os tornam especulativos ou de cobertura de riscos, mas sim, a sua utilização. Vejamos um outro exemplo de swaps.

Em 2009 depois de ter ficado a zeros várias vezes no Bwin, o meu irmão decidiu abrir uma conta num corretor com 800€, que foi investindo na compra de ações e na utilização de futuros sobre ações e sobre índices bolsistas. Como estudante das ciências tecnológicas, a ideia dele era sobretudo aprender alguma coisa sobre investimento. Com o tipo de risco que usava na gestão desta conta era normal ter meses com lucros muito simpáticos mas também meses com prejuízos terríveis.

Em 2013, ele disse-me: essa conta já esteve com 5000€ e agora está com 3000€, o que posso fazer para ter um resultado certo mensal em vez destas variações? Podes vender tudo o que tens e comprar obrigações que te rendem 6% ao ano, o que te dá 15€ por mês. E nas obrigações não corro riscos? Bom, se não fizeres nada disso não sabes hoje o valor da tua carteira daqui a 5 anos, poderá ser até mais baixo que hoje, por exemplo 1500€, mas também pode subir, para 6000€, por exemplo. Tudo depende do teu perfil de risco, não existe certo e errado nestas coisas, tens que conhecer é as consequências da decisão que tomares. Então preferia as obrigações. Ok, tenho uma ideia melhor. Vamos fazer o seguinte, não mexemos no que tens e em cada mês fazemos as contas, no final dos 5 anos, eu dou-te 15€ por cada mês e tu dás-me o resultado que a carteira gerar, assim sabes que no final tens sempre 3900€ (3000€+5*12*15€), independentemente da evolução do valor da tua conta. Vamos ver se percebi, o que acontece no final se o valor da minha conta for 6000€? Nesse caso eu dou-te os 900€ e tu dás-me 3000€, ficas com 3900€. E se no final o valor for 2500€? É só fazer as contas, nesse caso tenho que te dar os 900€ + 500€ que corresponde ao resultado negativo da tua conta, ficas na mesma com 3900€. Mas se a conta vale no final 6000€ eu perco 3000€, não? Não, deixas é de ganhar 3000€, chama-se a isso custo de oportunidade mas compreendo que te venha a parecer um prejuízo efectivo. Isto é um swap!

Derivados financeiros

Dentro do mundo financeiro é possível encontrar diversos produtos de investimento que denominamos por derivados. Designam-se por derivados todos aqueles instrumentos financeiros resultantes de contratos a prazo celebrados, cujo valor e evolução futura do mesmo deriva do preço de um determinado ativo subjacente, tais como uma taxa de juro, uma ação, um índice, uma matéria-prima, ou uma divisa.

Ainda que não sendo uma condição obrigatória, o mecanismo de alavancagem está frequentemente associado a classe dos derivados financeiros. Desta forma, não existe uma relação unitária entre desembolso inicial e capital em risco, permitindo que o investidor tenha maiores ganhos, assim como perdas mais elevadas se a operação não ocorrer como previsto.

Por um lado, os produtos financeiros derivados podem ser bons instrumentos para brindar os riscos de mercado, associados às oscilações das taxas de juro, taxas de câmbio, cotações bolsistas, inflação e risco de crédito. Por outro lado, estes produtos permitem a execução de estratégias de arbitragem e especulação tirando partido das imperfeições e volatilidade do mercado.

O montante exigido para iniciar um investimento em derivados financeiros é bastante pequeno em comparação com outros tipos de instrumentos que apresentam uma resposta similar diante das oscilações nas condições gerais dos mercados. Os derivados podem ser negociados tanto em mercado de balcão, denominado de Over-the-Counter (OTC), ou em mercados bolsistas (Exchange-Traded Derivatives), como acontece com os Futuros ou Opções.

Os 4 contratos de derivados financeiros mais utilizados pelos agentes do mercado são os Futuros, os Swaps, os Forward e as Opções. Sendo que existe nos 3 primeiros uma equivalência de direitos e obrigações entre as partes envolvidas, compradora e vendedora, ou seja, os direitos de uma parte são as obrigações da outra parte e vice-versa.
Nos contratos de opções, esta equivalência não existe, uma vez que o titular da opção tem o direito, mas não a obrigação, de exercer a compra. Já o vendedor da opção tem a obrigação de proceder à entrega do ativo subjacente, caso o comprador opte por exercer o seu direito de compra. Por isso, o detentor da opção paga um prémio para o vendedor assumir uma obrigação sem direito.

Apresentamos de seguida resumidamente os derivados financeiros mais transaccionados:

Os contratos de Futuros são estabelecidos entre as 2 partes envolvidas, compradora e vendedora, nos quais o vendedor compromete-se a entregar uma certa quantidade de um ativo, numa determinada data posterior e ao preço acordado na data de realização do contrato. O tipo de ativo subjacente neste instrumento financeiro tanto pode ser tangível, como moeda e commodities, ou intangível, como taxas de juro e índices bolsistas. Numa vertente mais corrente, não existe troca física dos ativos subjacentes mas sim, a liquidação financeira pela diferença entre o preço de futuros no mercado e o preço acordado previamente. Saiba mais aqui.

Por sua vez, os contratos Forward têm por objetivo a fixação futura do preço de transação de um determinado ativo, a prazo, como de uma taxa de juro ou de câmbio, com maturidade e preço acordados inicialmente. Sendo construídos à medida do cliente, os Forward são habitualmente negociados ao balcão (OTC) e por serem acordadas todas as variáveis subjacentes à formação do preço para o negócio a prazo.

Contrato de Swap é um acordo estabelecido entre ambas as partes para a troca de cash flows futuros, calculados com base no valor de um ativo escolhido, por exemplo, taxa de juro, taxa de câmbio, preço de uma ação, ou mercadoria. Este tipo de de contrato permite contornar a incerteza associada ao valor futuro dos fluxos financeiros transacionados. Saiba mais aqui.

Por fim, as Opções são contratos através dos quais se confere ao comprador da Opção o direito, e não a obrigação, de comprar (call option) ou vender (put option) um determinado ativo numa data futura e a um valor previamente fixado, o designado preço de exercício. O valor da cotação de uma opção é denominado por prémio da opção. Este prémio é o preço da opção, o qual é baseado em um conjunto de componentes que influenciam o preço da mesma, que são nomeadamente, o prazo para a maturidade da opção, o preço de exercício, o preço do ativo subjacente, o risco do mercado, as taxas de juros e inclusive os dividendos.
As Opções podem ter na sua génese ligeiras diferenças quanto ao método de exercício. Na vertente americana é permitido o exercício da opção durante o seu período de vida, já na vertente europeia essa opção só pode ser exercida na maturidade.

A grande diferença entre as Opções e os Futuros reside na não obrigatoriedade do cumprimento do contrato na data de vencimento, caso a evolução do preço do ativo subjacente não favoreça o titular da opção.

São muitos os tipos de contratos de Futuros e Opções à disposição dos investidores no mercado de derivados, que podem ser agrupados de acordo com a sua natureza:
– Commodities: arroz, trigo, milho,…
– Energia: petróleo, gás natural, …;
– Índices Bolsistas: S&P500, DAX, …;
– Forex: EUR/USD, EUR/JPY, …;
– Taxas de Juro: EURIBOR 6 mês, German T-Bill 10 anos…;
– Metais: cobre, ouro, …;
– Clima: época dos furacões, número de meses de frio, …

Os produtos financeiros derivados, sejam eles Futuros, Forward, Swaps, ou Opções, contrastam na sua génese, com os mercados à vista, dado o facto de serem contratados no momento presente e liquidados numa data futura.

4 soluções de investimento a curto prazo

Os especialistas costumam dizer que o horizonte temporal de investimento tem de estar alinhado com os produtos que escolhe para investir, ou seja, deve ter cuidado para não investir em produtos que possam perder muito dinheiro num curto espaço de tempo. Perante o leque de soluções de investimento, nem sempre é fácil optar, por isso, estar bem informado é a melhor arma para comparar produtos e negociar com o banco.

Seguem abaixo uma lista dos melhores investimentos de curto prazo que pode aplicar. Mesmo considerando que a curto prazo as taxas de retorno são geralmente baixas, há sempre ganhos a ter em conta nestes investimentos.

Depósitos a prazo – Os melhores depósitos a prazos no mercado oferecem-lhe taxas de juro a rondar os 1,5% (a 12 meses) para depósitos superiores à 2000 euros. Pode sempre tentar negociar a taxa com o banco, se tiver montantes elevados para investir. Opte sempre por depósitos de taxa líquida superior à inflação prevista. Esta solução traz-lhe reforços para a sua conta à ordem.

Certificados de aforro – Os certificados de aforro são empréstimos das famílias ao Estado. Oferecem uma taxa bruta anual de 1,058%. Além disso, existe um prémio extraordinário de 275 pontos-base que vai vigorar até ao final de 2016 (num total de 100 pontos). Por isso, mesmo com a taxa Euribor a 3 meses negativa, é possível obter um rendimento líquido.

Papel Comercial – Estes instrumentos financeiros consistem em empréstimos de curto prazo a empresas e/ou sociedades financeiras. Costumam ser boas alternativas de investimento para quem quer aplicar os seus fundos com baixo risco. No entanto, estão apenas reservadas a investidores com montantes elevados.

Fundos de investimento de obrigações – Apostar em obrigações através de fundos de investimento, também é uma boa solução para investir a curto prazo. Apresentam um risco reduzido e permitem aceder a ferramentas financeiras com baixos montantes. Apesar de não terem uma rentabilidade garantida ou fixa, dada a inexistência de taxas de juro, estes fundos permitem a obtenção de rendimentos com um risco mínimo, em aplicações de curto prazo.

4 benefícios fiscais do novo Código Fiscal do Investimento

Para além dos apoios do Programa Portugal 2020, que as empresas podem se candidatar, é importante que os gestores e empresários saibam que também têm ao seu dispor outros apoios, ainda que de natureza distinta.

O novo Código Fiscal do Investimento (CFI) veio melhorar a promoção da competitividade da economia portuguesa mediante a atribuição de benefícios fiscais, dos quais destacamos os seguintes:

Dedução por Lucros Retidos e Reinvestidos (DLRR)
Medida destinada especificamente às PMEs, as quais podem deduzir à coleta do IRC até 10% dos lucros retidos, que sejam reinvestidos em aplicações relevantes no prazo de 2 anos, com um limite anual de 5 milhões de euros.

Benefícios Fiscais Contratuais ao Investimento Produtivo (BFC)
Apoiam projetos de cariz estratégico superiores a 3 milhões de euros, até 25% dos investimentos considerados elegíveis;

Regime Fiscal de Apoio ao Investimento (RFAI)
Prevê uma dedução à coleta de 25% das aplicações relevantes para investimento realizado até 5 milhões de euros, e de 10% para investimento acima deste valor;

Sistema de Incentivos Fiscais em Investigação e Desenvolvimento Empresarial (SIFIDE)
Apoia as despesas incorridas em I&D, mediante a atribuição de um crédito fiscal com uma taxa base de 32,5% das despesas não comparticipadas pelo Estado a fundo perdido;

Desta forma, o CFI gera oportunidades para poupar impostos na sua empresa, representando, em simultâneo, uma alavanca para o crescimento.