Conheça 7 situações que podem desvalorizar a sua casa

Em Portugal existe muito a tradição da compra e venda de casa. Contudo, uma compra pouco pensada pode dificultar mais tarde a venda dessa casa. Por isso, é importante não cometer alguns erros de modo a evitar que a casa desvalorize quando a quiser vender. Neste artigo poderá conhecer 7 situações que podem desvalorizar a sua casa. Saiba mais.

7 situações que podem desvalorizar a sua casa

O valor de uma casa não é apenas calculado de acordo com o que ela vale fisicamente. O contexto em que se encontra tem uma importância bastante grande. É por isso essencial analisar todos os aspetos que iremos elencar de seguida de modo a evitar mais tarde perder dinheiro com essa casa.

– Más escolhas

Um dos fatores que podem pesar na escolha de uma casa são as escolas da zona. Por isso, se uma casa se encontrar numa área com más escolas, isso será um fator de desvalorização.

– Má vizinhança

Um dos aspetos a que muitas pessoas dão atenção ao comprar uma casa é a vizinhança. Ter vizinhos discretos e pacíficos, e estar num local tranquilo, é algo a que as pessoas dão valor. Já ter vizinhos problemáticos, que criam problemas com os restantes residentes, ou então, estar num local muito ruidoso, como por exemplo uma zona de bares, é logo motivo para desvalorizar uma casa.

– Zona exterior pouco cuidada

“Os olhos comem”. Esta expressão serve na perfeição a este caso. Um comprador irá certamente valorizar uma casa também pelo aspeto que tem por fora. Ter as paredes exteriores danificadas e um jardim pouco cuidado pode resultar numa desvalorização até 5%.

– Falta de garagem

Hoje em dia são poucas as pessoas sem carro. Como tal, a maioria procura uma casa com garagem, de modo a ter sempre um local para estacionar, mas também, para o deixar num local seguro. É por isso natural que o facto de não ter garagem se torne num fator de desvalorização de uma casa.

– Obras realizadas ilegalmente

Todas as obras realizadas numa casa que possam alterar a sua planta têm que ser reportadas à câmara municipal da zona de residência, bem como sujeitas à emissão de uma licença. Caso não o faça, mais tarde um possível comprador irá ter problemas ao atualizar a informação sobre esse imóvel.

– Níveis elevados de criminalidade

Este é um fator que pode pesar muito no valor de uma casa. Duas casas iguais, com a mesma qualidade, podem ter valores completamente díspares consoante seja uma zona considerada segura ou não. Como tal, e apesar de a criminalidade não estar contida em determinadas zonas, procure apostar o seu dinheiro numa casa localizada em áreas consideradas seguras.

– Construção de prédios nas proximidades da casa

Um dos fatores de desvalorização de uma casa é a construção de empreendimentos muito próximos. Seja pelo barulho durante a construção, seja pela perda de estacionamento e de luz solar após a sua conclusão, esta situação pode resultar na desvalorização da sua casa.

BREXIT: Banco Central Europeu diz-se “preparado”

Mario Draghi, Presidente do Banco Central (BCE), confirmou o que se esperava: o BCE encontra-se preparado para todas as contingências decorrentes do BREXIT, caso o mesmo seja aprovado pelo eleitorado britânico e gibraltarino.

Não obstante, e apesar de se dizer “preparado”, não existe nenhum plano formal ou compromisso assumido, dado que é “difícil de especular sobre um conjunto de consequências”, disse o presidente da Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu.

As declarações do Presidente do BCE e do presidente da Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu, surgem depois da ronda de auscultações levadas a cabo pelo BCE junto dos bancos do Eurosistema e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

A única informação divulgada pelo Presidente do BCE, foi de que o banco central teria como prioridade “disponibilizar uma ampla liquidez por forma a evitar pânico junto dos investidores”.

Ainda de acordo com informações avançadas pelo próprio Deutsche Bank, o maior banco alemão, o sector financeiro também já tem na calha planos de contingência, uma vez que a própria administração do Deutsche Bank admite que o referendo irá testar o mercado de capitais. Porém, e à semelhança do BCE, o sector privado não pode garantir a eficácia dos seus próprios planos.

Só amanhã serão conhecidas as reais intenções dos britânicos e dos gibraltarinos, no entanto os mercados vivem momentos de alta tensão, nos quais contratos, decisões de investimento e transacções estão em suspenso até ao final do referendo.

Autor: Miguel Pinto-Correia. Natural do Funchal, onde reside, nasceu a 18/01/1989. É licenciado em Economia pela Nova School of Business and Economics. É Mestre em Economia Internacional e Estudos Europeus pela ISEG Lisbon School of Economics & Management.
E-mail: pintocorreia.m@gmail.com

Saiba tudo sobre os Certificados do Tesouro Poupança Mais

Os Certificados do Tesouro Poupança Mais (CTPM) são um produto de poupança criado pelo Estado português e destinado aos particulares. Com estes novos certificados do tesouro, o principal objetivo do Estado é incentivar o investimento dos aforradores em instrumentos de financiamento da dívida pública.

A subscrição pode ser efetuada nos CTT, ou através do AforroNet – Sistema de Subscrições On-line do IGCP, e o montante mínimo é de 1000€. O prazo do investimento é de cinco anos, paga juros anuais a taxa crescente e o capital está garantido na sua totalidade.

Confira abaixo as taxas de juro fixas anuais
Primeiro ano:1,25%
Segundo ano: 1,75%
Terceiro ano: 2,25%
Quarto ano: 2,75%
Quinto ano: 3,25%

Nos dois últimos anos, podem ainda acrescer um prémio adicional, em função do crescimento médio real do Produto Interno Bruto (PIB).

Estes certificados do tesouro não permitem reforços de capital, ou seja, cada entrega corresponde a uma nova subscrição, o que é uma desvantagem para quem pretenda fazer entregas de pequeno montante.

RISCO DE CAPITAL
Tal como foi referido acima, esta aplicação tem capital garantido, ou seja, quem investir em Certificados do Tesouro Poupança Mais não vai correr o risco de perder o dinheiro investido. Como é sabido, o risco principal de quem empresta dinheiro é a probabilidade do devedor não pagar o empréstimo. Ora, neste caso, como o devedor é o Estado português, a probabilidade do Estado não honrar os seus compromissos financeiros é bastante reduzida. Aliás, são raros os casos de governos de países desenvolvidos não pagarem os seus empréstimos pois sabem o risco que correm.

Um bom exemplo disso é a recente crise financeira na Europa. Se um país é percecionado como não digno de confiança dos mercados financeiros, o que acontece é que ninguém lhe quer emprestar dinheiro. Portugal passou por isso e felizmente já ultrapassou esse problema. Infelizmente a Grécia desafiou esta regra e está a ser confrontada com um problema financeiro dramático.

RISCO DE LIQUIDEZ
Durante o primeiro ano de vigência do contrato, não é possível movimentar o dinheiro investido. Após o primeiro ano, o investidor poderá efetuar resgates, em qualquer momento, acarretando a perda total dos juros decorridos desde o último vencimento de juros até à data de resgate. O resgate pode ser na totalidade das unidades subscritas ou, no caso de ser parcial, o total das unidades remanescentes não poderá ser inferior a 1000 unidades.

RISCO DE CRESCIMENTO ECONÓMICO
A remuneração dos CTPM está em parte relacionada com a taxa de crescimento do PIB de Portugal. Contudo, o impacto do crescimento económico sobre os ganhos desta aplicação é apenas verificado no prémio de permanência que pode ou não ser atribuído nos últimos dois anos do investimento.

CTPM OU DEPÓSITOS A PRAZO?
Apesar das taxas de juro relativas aos depósitos a prazo que os bancos oferecem têm vindo a cair nos últimos anos, o retorno do investimento depende muito dos prazos das aplicações. Por exemplo, para as aplicações com prazos até dois anos, é possível encontrar no mercado alguns depósitos a prazo com taxas mais atrativas do que os certificados do tesouro. Além disso, os depósitos a prazo têm maior liquidez, pois tal como referimos acima, os CTPM não permitem resgates no primeiro ano. Na prática, os Certificados do Tesouro Poupança Mais são mais indicados para investimentos superiores a dois anos.

Os CTPM são bons produtos para quem não quer correr riscos para garantir um retorno. Comparando os Certificados do Tesouro Poupança Mais com outras aplicações alternativas da mesma categoria, as caraterísticas são semelhantes (liquidez, penalização por resgate antecipado), sendo certo que a taxa de retorno é bastante mais interessante. Como a taxa é crescente, quantos mais anos conseguir manter a aplicação, maior será a remuneração.

Porque devemos investir?

A questão é bastante relevante e é por vezes ignorada por muitos. No entanto há muitas razões válidas para investir o seu dinheiro. Deixamos-lhe aqui as 3 mais importantes.

1. O dinheiro parado é vítima da inflação
Com o aumento da inflação, o dinheiro perde valor. Mas o que é então a inflação? Segundo o Banco Central Europeu “ fala-se de inflação quando se verifica um aumento geral dos preços dos bens e serviços e não quando apenas os preços de artigos específicos sobem”. Por exemplo, assumindo uma taxa de inflação de 3%, se neste ano gastamos 100€ mensais num cabaz de compras no supermercado, no próximo ano gastaremos 103€ mensais no mesmo cabaz de produtos. Desta forma, é simples de ver que, se queremos que os nossos investimentos tenham lucro, terão de render mais do que a taxa de inflação. Por outras palavras, isto significa que se a taxa de remuneração do nosso investimento for inferior à taxa de inflação, em termos reais, estaremos a perder poder de compra.

Um exemplo:
Um depósito a prazo rende 2% ao ano. Admitindo que se fez um investimento de 100€, no final do ano obteremos 102€, ou seja, houve um ganho de 2€. No entanto, pelo efeito da inflação, esse dinheiro vale menos. Admitindo que a taxa de inflação foi de 3% nesse ano, o seu dinheiro vale agora, na realidade, 98,94€. Fazendo as contas, em termos reais, no final do ano em vez de ganhar 2€, acabou por perder 1 euro e 6 cêntimos.
Este exemplo é apenas ilustrativo do efeito da inflação pois, na realidade, teríamos ainda que ter em conta a fiscalidade do investimento.

Vemos assim que, em termos reais, a única forma de ganhar dinheiro a longo prazo será conseguir encontrar investimentos que gerem uma taxa de rendibilidade superior à taxa de inflação.

2. Investir para alcançar objetivos
Se quer viajar, comprar um carro novo ou uma casa de férias pode meter o seu dinheiro a gerar mais dinheiro para que possa mais rapidamente alcançar o seu objetivo. Todos nós temos um sonho e por vezes o que nos falta para realizá-lo é capacidade financeira. Desta forma, se fizer um plano de investimento, poderá vir a cumprir o seu sonho daqui a uns anos. Quanto mais cedo começar, mais depressa o conseguirá realizar.

3. Investir para o futuro
O futuro é incerto e cada vez mais caro! Seja para ter uma maior liberdade financeira depois da reforma ou para ajudar os seus filhos a iniciar as suas vidas, se traçar um plano de investimento pode acabar com essas preocupações. Aproveite o poder da capitalização para gerar dinheiro. Lembre-se que 1€ investido hoje a uma taxa anual de 3% valerá 1,34€ daqui a 10 anos e 2,43€ daqui a 30 anos.

6 Regras de Ouro para investir com sucesso

É normal o investidor vivenciar sentimentos de pânico ou de euforia, sobretudo quando se trata de investimentos em mercados bolsistas. Na realidade, em muitos casos, o maior inimigo é o próprio investidor. Para o ajudarmos a contrariar o impacto nefasto dos investimentos na sua carteira, trazemos-lhe seis princípios fundamentais para investir com sucesso. Estas regras são uma ajuda fundamental, para que o investidor saiba onde deve ir, quais os limites e o que deve fazer. Na prática não irão fazer com que ganhe mais dinheiro, mas sim, irão ajudá-lo a não perder tanto ou tantas vezes.

REGRAS DE OURO DO INVESTIMENTO

1. Defina o seu perfil de risco e de liquidez

Antes de começar a investir, é muito importante definir o seu perfil de risco e de liquidez, isto é, saber o que para a sua vida financeira significa possuir liquidez e a segurança, e até quanto do seu património está disposto a correr riscos. Sabendo estas caraterísticas, pode começar a construir uma carteira de investimentos com vista a longo prazo, sem desvalorizar a importância da liquidez na sua vida financeira e da segurança da mesma.

2. Invista apenas capital que pode arriscar

A gestão do risco pela parte de quem investe deve ser feita de uma forma prudente, mesmo que as perspetivas do retorno sejam boas. Esta questão torna-se ainda mais relevante, quando falamos de ativos de elevado risco, que deve investir apenas uma quantia em que possa arriscar na eventualidade de sofrer perdas, e que deve estar disposto a manter a longo prazo. Não só pelo risco de perda de capital propriamente dito, mas também porque a pressão psicológica adicional de sofrer perdas que não pode suportar torna mais difícil ao investidor manter a cabeça fria e respeitar os bons princípios de investimento.

Na eventualidade de recorrer ao empréstimo para investir, por muito baixa que seja a taxa de juro, o investidor deve analisar muito bem, e só deve investir se o retorno do seu investimento venha a ser maior do que os custos (juros e comissões) que terá com o crédito.

3. Não se deixe dominar pela aversão as perdas

Vários estudos demonstram que a maioria das pessoas tem uma forte aversão às perdas, o que leva investidores menos experientes a ir comprando mais e mais ativos (por exemplo: ações de uma empresa) a preços mais baixos, à medida que a cotação das ações caía, para tentar compensar as perdas, caso a cotação recuperasse.

A decisão de reforçar o investimento para ficar com um custo médio de aquisição mais baixo nunca deve ser motivada apenas pela aversão às perdas e a tentativa de “salvar” aquele investimento que está a correr mal. Como na prática se trata de fazer um novo investimento, a questão que deve colocar é: “Eu investiria neste ativo, hoje, caso não tivesse já feito o investimento anterior?”. Se ao preço atual não faria o investimento, muito menos deverá fazê-lo só porque já está com uma posição perdedora.

É necessário aceitar que nem todos os negócios vão correr bem. Respeite a diversificação e resista à tentação de reforçar excessivamente apostas perdedoras. Em vez de se focar naquele título específico, olhe para a sua carteira de investimentos como um todo.

4. Diversifique a sua carteira de investimento

Uma das regras de ouro do investimento é a diversificação do risco da carteira. O capital deve estar dividido em vários investimentos, de preferência em setores diversificados e com riscos variados. Mesmo que tenha um que lhe dê grande retorno e lhe pareça o mais seguro do mundo.

Quando o capital inicial para investir não é muito elevado, devemos começar com um ativo, e à medida que vamos obtendo ganhos, vamos retirando o dinheiro do primeiro para investir noutros ativos, diversificando assim o risco da nossa carteira de investimento.

Há muitos investidores que interpretam erradamente o conceito de diversificação. Muitos acreditam que diversificar é possuir diversos ativos e de diversas categorias. Ora, dificilmente controlará ou acompanhará o desempenho de uma carteira composta por uma centena de investimentos. Deve procurar constituir a sua carteira com poucos ativos, mas com boas perspetivas de evolução. Keep it simple.

O ideal é fazer uma alocação eficiente do seu dinheiro em 5 ou 6 produtos financeiros, por exemplo, produtos sem risco (depósitos a prazo, certificados de aforro, seguros de capitalização…), risco moderado (fundos de investimento e obrigações…) e risco elevado (ações, derivados).

5. Tenha em conta as mudanças estruturais

Nomeadamente no mercado acionista, é um erro comum os investidores tomarem um valor máximo recente do histórico de uma cotação, como referência para o potencial de ganho de um investimento. Esta perspetiva não tem em consideração alterações na atividade da empresa que podem afetá-la de uma forma estrutural. Por exemplo, uma empresa que é forçada a alienar ativos ou a abandonar um segmento de negócio, forçosamente terá um potencial de lucro e de crescimento diferente do que tinha anteriormente. Um outro fator a ter em conta, é a possibilidade de estar a ocorrer mudanças estruturais no setor da actividade em que a empresa opera.

Uma boa análise fundamental tem que contextualizar o preço das ações de uma empresa em relação aos seus resultados atuais e ao seu potencial futuro. Assim, o investidor não deve assumir uma cotação de uma ação em queda como uma boa oportunidade para obter ganhos, sem ter em conta as alterações estruturais.

6. Não invista em produtos que não conhece

Pela complexidade dos produtos e pelos termos técnicos utilizados, os mercados financeiros podem parecer algo impenetráveis para quem não tem formação ou experiência na área. Porém, existem alternativas entre confiar cegamente no banco, ou colocar o seu dinheiro debaixo do colchão. Tal como não se baseiam apenas na publicidade das empresas farmacêuticas para escolher produtos de saúde, enquanto investidor, deve procurar informar-se minimamente sobre os produtos ou procurar ajuda junto dos especialistas, quando lhe propõem um produto financeiro que ainda não conhece.

Procure esclarecer aspetos específicos do produto, tais como, os riscos (risco de mercado e risco de incumprimento) e o liquidez (se pode movimentar o capital investido). Quando são as nossas poupanças que estão em jogo, mais vale prevenir do que remediar.

Manter-se fiel a estas regras de ouro pode revelar-se um grande desafio, desde logo porque o nosso instinto pode contrariar os princípios do investimento que pretendemos respeitar.

Leia também Porque devemos investir

5 erros mais comuns dos investidores

Aqui apresentamos-lhe os 5 erros mais comuns que os investidores cometem e mostramos também como os evitar.

O primeiro passo quando fazemos um investimento é montar uma estratégia de investimento que devemos seguir sem nos deixarmos levar pelas emoções. É essa a forma mais segura de mantermos a calma e a confiança em períodos de instabilidade e de grande volatilidade nos mercados.

 

  1. Focar-se nos indicadores errados

Se você for um investidor de longo prazo tem que saber que os mercados funcionam por ciclos e que as correções são algo normal, mesmo as mais acentuadas. Nesse cenário, reagir demasiado depressa e fazer alterações ao seu portefólio de longo prazo por causa de indicadores de curto prazo podem levar a um desastre nos seus investimentos.

Assim, o melhor é ser fiel ao seu plano financeiro e focar-se nos objetivos que estabeleceu ao invés de reagir precipitadamente com base em indicadores errados.

 

  1. Tentar prever o mercado

Muitas pessoas investem com base no sentimento de mercado em vigor, o que pode ser prejudicial. Quando se sente o sentimento de mercado positivo, na maior parte dos casos, as oportunidades de entrar nesse investimento já passaram e as novas entradas correspondem às saídas de quem já as aproveitou. Da mesma forma, as vendas que se verificam quando o mercado está em queda correspondem às compras de quem vai aproveitar as novas oportunidades que o mercado vai proporcionar. Esta estratégia acaba por resultar num “comprar caro e vender barato”.

Adivinhar os movimentos do mercado é possível porém muito difícil, mesmo para os profissionais. Desta forma, é importante tentar manter-se no mercado alguns dias depois dos períodos de correção. É aí que estão as oportunidades!

 

  1. Reagir às notícias

As cotações das ações refletem, por antecipação, os medos e receios de eventuais notícias negativas. Os media tentam sempre sensacionalizar todas as noticias para assim conseguirem mais dinheiro. Não se deixe levar por esta (des)informação na hora de gerir a sua carteira e mantenha-se fiel à sua análise.

 

  1. Não ter paciência

O trading, tal como qualquer atividade, requer muito estudo mas não é possível para quem não tem paciência. É necessário tempo para “deixar os ganhos correr”, ou seja, é necessário tempo para que as cotações subam. Além disso, se estiver sempre a fazer trading vai ser sufocado pelas altas comissões de corretagem.

 

  1. Não ter em conta a paridade risco-retorno

Quando se investe num ativo com risco, o retorno potencial deve ser analisado tendo em conta o risco que se corre. Um ativo de maior risco deve ter um retorno potencial maior para que seja interessante do ponto de vista financeiro. O contrário também se verifica, ou seja, um ativo com menor risco precisa de um retorno potencial menor para ser considerado de interesse.

Se assumir demasiados riscos isso pode ter consequências imprevisíveis, muitas das quais fora da sua zona de conforto. Se, por outro lado, assumir poucos riscos, pode ter um retorno demasiado baixo para conseguir alcançar os objetivos traçados no seu plano.

Tenha em conta qual o seu nível de capacidade financeira (o ponto até o qual pode aceitar perdas) e emocional para poder definir uma estratégia que lhe permita cumprir os objetivos do seu plano financeiro.

3 alternativas aos depósitos a prazo

As taxas de juro que os bancos oferecem nos depósitos a prazo têm vindo a cair sucessivamente nos últimos anos, estando já inferior a 1%, longe das taxas superiores a 4,5% de 2011, então os bancos enfrentavam a crise de liquidez. É importante recordar que as mais valias resultantes destes depósitos são taxadas a 28%, o que significa que uma taxa de juro bruta de 1% dá lugar a uma rentabilidade líquida de 0,7%. Por exemplo: um depósito de 10000€ renderá 70€ ao final de um ano. E se considerarmos a taxa de inflação existente, este tipo de depósitos torna-se muito pouco rentáveis.

Em relação aos produtos do Estado, sofreram cortes significativas nas taxas de rentabilidade no último ano, tornando os Certificados de Aforro também pouco rentáveis (elevada probabilidade da taxa de rentabilidade ser inferior a da inflação periódica).

Por isso, neste artigo vou falar-lhe sobre 3 alternativas de aplicações seguras e mais rentáveis do que os tradicionais depósitos a prazo: Certificados do Tesouro, seguros de capitalização e depósitos indexados.

3 OPÇÕES DE INVESTIMENTO COM CAPITAL GARANTIDO

Certificados do Tesouro Poupança Mais
Os especialistas recomendam os Certificados do Tesouro Poupança Mais para investimentos a médio e longo prazo. Apesar de estarem a remunerar uma taxa mais baixa do que no passado, continua a ser uma taxa interessante, tendo em conta o panorama atual das taxas de juros em produtos de capital garantido (por ser do Estado). Apesar de ter a maturidade de cinco anos, os CTPM permitem o resgate a partir do segundo ano. Trata-se de um investimento com taxa crescente durante os cinco anos, ou seja, quanto maior for o prazo da aplicação maior será a sua rentabilidade.

Para além das taxas fixas anuais, no quarto e quinto ano do investimento as taxas podem ser majoradas em função do crescimento real do PIB português.
Saiba mais sobre os CTPM (AQUI)

Seguros de capitalização
Outra alternativa aos depósitos a prazo que tem sido muito incentivada pelas instituições financeiras nos últimos anos, são os seguros de capitalização. Geralmente, funcionam sob a forma de seguro, com uma taxa fixada à partida, ou garantindo uma taxa mínima acrescida de participação nos resultados de um fundo subjacente.

De acordo com a DECO, no último ano, praticamente todos os casos garantem o capital investido. Entre aqueles que permitem a participação nos resultados de um fundo, existem retornos interessantes, com as melhores taxas a rondarem os 4% ao ano.

Apesar destas aplicações gerarem retornos interessantes nos últimos anos e de terem uma fiscalidade vantajosa na hora de resgatar, é preciso ter em atenção as elevadas comissões – de entrega, gestão e resgate antecipado. Ou seja, se investir em seguros de capitalização procure comissões até 1% e invista numa perspetiva de longo prazo.

Quando comparados com os depósitos a prazo, para além de apresentarem taxas de retornos maiores, os seguros de capitalização têm a vantagem de pagar um imposto à saída mais baixo caso mantenha o investimento por mais de cinco ou oito anos. Mas têm a desvantagem, de não terem a garantia de uma entidade externa, isto é, apenas estão protegidos pelas provisões da própria seguradora.

Saiba mais sobre Seguros de Capitalização (AQUI)

Depósitos Indexados
A remuneração destes depósitos está indexada, na maioria dos casos ao mercado acionista, isto é, está sujeita à verificação de algumas condições, tais como, a valorização de um índice bolsista ou de um cabaz de ações. Desta forma, tanto é possível conseguir uma taxa de rentabilidade dos depósitos indexados superior a 10%, como no limite, obter uma rentabilidade nula.

Muitos não permitem o resgate antecipado, e tal como os depósitos tradicionais estão garantidos pelo Fundo de Garantia de Depósitos (até 100 000€).

No último ano, a procura por este produto cresceu 63%, para mais de 277 000 depositantes que, juntos, investiram cerca de 4400 milhões de euros nestes depósitos.

Numa altura em que as taxas de juro atingem mínimos históricos, importa maximizar a rentabilidade das suas poupanças, escolhendo os produtos disponíveis no mercado que melhor se adequam ao seu perfil de risco e que podem ter associado algum benefício fiscal. Neste sentido, o tempo de imobilização do seu dinheiro pode ser a chave para aumentar a rentabilidade dos seus investimentos.

Análise Fundamental vs. Análise Técnica (parte 2)

No seguimento do artigo anterior sobre as duas vertentes de análise do comportamento das ações em que se explicou como funcionava a análise fundamental fica agora a explicação de como funciona a análise técnica.

 

Análise Técnica

A análise técnica é uma análise histórica do comportamento e movimentos das cotações das ações e recorre a ferramentas de análise gráfica para tentar explorar esses movimentos com o objetivo de obter ganhos.

Há ações com comportamentos cíclicos e outras que aparentam um comportamento completamente aleatório mas, pela análise técnica é possível detetar alguns padrões, dado que os preços das ações tendem a repetir-se com alguma frequência e são, em certa medida, previsíveis. Desta forma, é possível ler o mercado e fazer os investimentos consoante a análise efetuada.

Atualmente, acedendo à Internet, é possível ter acesso a plataformas de trading com potentes ferramentas de análise gráfica que facilitam muito este trabalho. A metodologia de análise irá variar consoante o objetivo que tenhamos. Se este passar pelo day trading (investimentos abertos e fechados durante o período de funcionamento do mercado, ou seja, o investidor não guarda títulos em carteira durante a noite) a análise terá que ser feita com informação dos preços e do volume ao segundo. Se, por outro lado, o objetivo for fazer uma análise de uma ação num horizonte temporal mais alargado – digamos 6 meses – os dados a utilizar terão que estar de acordo com esse horizonte temporal. O importante, em ambos os casos, é o gráfico ter, além da informação do volume transacionado, a informação do preço de abertura, de fecho e dos máximos e mínimos da sessão, dentro do intervalo de tempo em análise.

A partir deste ponto é possível iniciar a análise propriamente dita. O primeiro passo prende-se com a definição da tendência em vigor. Pela análise da informação histórica do gráfico podemos ver se a ação se encontra numa tendência de subida ou de descida. Esta é, aliás, a primeira regra de ouro do analista técnico – seguir sempre a tendência – tal como está explícito na máxima “the trend is your friend”.

Depois tudo dependerá da análise gráfica. Desde conceitos mais simples como as linhas de suporte e de resistência ou médias móveis de diferentes amplitudes até conceitos mais complexos como o Relative Strength Index (RSI) ou o rácio de Fibonacci, todas estas ferramentas permitem uma análise mais completa e descobrir padrões através dos quais é possível entender o mercado. Pela análise destas ferramentas é, por vezes, possível descobrir figuras próprias que têm um significado bastante vincado e indicador de determinado movimento futuro. Dentro destas figuras temos, por exemplo, o duplo fundo/topo e o Head&Shoulders (H&S) que são figuras de inversão, ou seja, quando formadas, indicam que a tendência do mercado vai mudar.

Uma das grandes vantagens da análise técnica em relação à análise fundamental prende-se com o facto de esta poder ser aplicada a outras classes de ativos, nomeadamente, obrigações, fundos de investimento de elevada capitalização bolsista, opções, mercado cambial (Forex).

 

Conclusão

Como vimos, a análise fundamental utiliza os dados reais das empresas para avaliar se as suas ações estão sub ou sobrevalorizadas. Por outro lado, a análise técnica utiliza os dados históricos dos preços das ações para prever o comportamento futuro da cotação.
Qual das vertentes de análise devemos então utilizar para fazer os nossos investimentos?
A melhor estratégia passa por utilizar uma mistura das duas análises. A análise fundamental identifica as ações que se encontram sub ou sobrevalorizadas, o que nos permite saber quais as ações que se encontram baratas para investir. Por outras palavras, a análise fundamental diz-nos quais são as ações onde devemos investir.

A análise técnica, por acompanhar os movimentos das cotações das ações, indica-nos os momentos de agir, ou seja, quando devemos abrir uma posição (investir) ou fechá-la (recuperar o dinheiro investido).

Estas duas vertentes de análise são falíveis e o investimento acionista é considerado um investimento de risco pois há possibilidade de perda do capital investido. No entanto, o estudo aprofundado destas temáticas permite reduzir, em certa medida, o risco dos investimentos.

 

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Análise Fundamental vs. Análise Técnica

No mercado de capitais existem duas grandes vertentes de análise do comportamento das ações. Há analistas que utilizam essencialmente uma delas em detrimento da outra mas, como ambas têm vantagens e desvantagens e – mais importante – são ambas falíveis, a melhor estratégia passa por utilizar as duas análises (fundamental e técnica) de forma a fazer uma análise mais completa e mais sustentada dos movimentos do mercado.

Análise Fundamental

A análise fundamental utiliza os dados reais das empresas, obtidos através dos balanços e demonstrações financeiras destas, para tentar apurar o verdadeiro valor da empresa.

Sabendo o valor da empresa rapidamente se chega ao valor justo da ação. Se houver uma discrepância entre o valor justo da ação e a sua cotação na bolsa de valores, o analista fundamental percebe se a ação está sub ou sobrevalorizada e agirá em concordância com a sua análise, fazendo ou não um investimento.

O apuramento do valor da empresa pela análise fundamental é feito pela atualização dos cash flows futuros da empresa para o momento presente. Simplificando, isto significa que a avaliação feita pelo analista fundamental consiste na determinação de todo o dinheiro que a empresa pode gerar, em cada ano e ao longo de um determinado período (período este que seja representativo da vida futura de empresa) e, atualizá-lo para o momento presente (o processo de atualização é importante por permitir comparar valores monetários em diferentes períodos de tempo).

A opinião generalizada defende que a análise fundamental chega com maior fiabilidade ao valor real da ação mas, pela sua morosidade e complexidade dos cálculos, é inviável para analisar o mercado que transaciona a uma velocidade extremamente elevada. Num mercado que funciona a esta velocidade, esperar para tomar uma decisão baseada na análise fundamental das contas da empresa pode levar à perda da oportunidade de investir.

Para tentar contornar esse problema existem outros indicadores de mercado de uso mais simples – e como tal mais rápido – baseados em elementos das contas financeiras das empresas. Aqui incluem-se os múltiplos de mercado como o PER, que é o mais conhecido e falado, mas também o PBV ou o PCF. Estes múltiplos de mercado permitem comparar dois títulos de diferentes empresas de forma simples.

Alguns múltiplos de mercado:

Price/Earnings Ratio (PER) – corresponde à cotação de mercado da ação a dividir pelos resultados por ação da empresa e dá-nos um número que deve ser comparado com a média do sector no qual se insere a empresa em estudo. Se o valor deste múltiplo for muito superior à média do sector, a ação está cara. Se, pelo contrário, estiver abaixo daquela referência, a ação está subvalorizada, ou seja, barata.

Price to Book Value (PBV) – analisa a relação entre o valor bolsista da empresa e o valor contabilístico da mesma (por ação).

Price to Cash Flow (PCF) – mede a relação entre o valor da empresa em bolsa e a sua capacidade em gerar fluxos monetários, num dado período e por ação.

 

No próximo artigo iremos falar da análise técnica e de como deve ser utilizada em conjunto com a análise fundamental para obter os melhores resultados.

Contas de títulos – o que são e para que servem?

Quem se inicia no mundo dos investimentos em bolsa tem por vezes a falsa ideia de que a negociação é feita diretamente na bolsa. A compra e venda de títulos tem que ser feita através de intermediários financeiros, que podem ser bancos ou sociedades de corretagem e, para tal, é necessário possuir uma conta de títulos junto de uma destas entidades.

Uma conta de títulos será então a conta através da qual o banco irá receber as suas ordens de compra e de venda, mas também as ordens de subscrição de produtos financeiros. Aqui estarão guardados os seus títulos (ações, obrigações, unidades de participação em fundos de investimento, entre outros) mas serve também caso deseje fazer uma transferência de títulos de outro intermediário financeiro.

A conta de títulos dá-lhe uma grande liberdade no que se refere às operações relativas aos seus investimentos. É uma base essencial para poder usufruir do serviço de homebanking, o que lhe dá a possibilidade de gerir a sua própria carteira de investimentos através de plataformas eletrónicas, transmitindo ordens de bolsa (compra e venda de títulos) mas também se revela fundamental caso queira contratar um serviço profissional de gestão de carteiras ou consultadoria de investimento.

A conta de títulos está associada à sua conta bancária porém possui outro número de conta. Desta forma, caso queira contratar este serviço terá que celebrar um contrato de intermediação financeira e de registo e depósito de valores mobiliários e ser detentor de uma conta à ordem.

Estas contas de títulos, naturalmente, têm custos. Os intermediários financeiros irão cobrar comissões pela prestação dos seus serviços. O preçário com a informação de todos os custos e encargos que podem incidir sobre o investidor deve ser-lhe fornecido antes da celebração do contrato e alterações nos preçários que impliquem um aumento dos custos devem também ser comunicadas pelo intermediário financeiro.

O valor das comissões irá variar consoante o intermediário financeiro que escolha mas vamos ficar a conhecer os tipos de comissões que existem associadas a estas contas.

Comissão de transação de valores mobiliários em mercado: este será o preço que se paga ao intermediário pelo serviço de receção, transmissão e execução da ordem de compra/venda que o investidor dá. Dependendo do intermediário, este valor poderá ser fixo, variável (uma percentagem do valor transacionado) ou ainda um misto destes dois últimos. Dentro desta última vertente há duas possibilidades; alguns intermediários adotam um preçário que define um valor fixo para montantes transacionados até um certo valor e um preço variável caso o montante transacionado seja superior a esse valor, enquanto outros intermediários adotam um preço que inclui uma componente fixa e outra variável (por exemplo, 0,5€+0,05% do montante transacionado). Importa aqui referir que sobre o valor desta comissão irá incidir o imposto de selo à taxa de 4%.

Comissão de registo e depósito de instrumentos financeiros: Esta comissão, também chamada de comissão de custódia ou comissão de guarda de títulos (como é mais vulgarmente conhecida) não é mais que o preço cobrado pelo serviço de registo e depósito dos títulos na conta do investidor. Este custo pode ter um valor fixo ou variável e é geralmente cobrado trismestralmente.

Comissão de emissão de certificado para participação em assembleia-geral: trata-se do valor cobrado pela emissão de um certificado comprovativo da titularidade das ações e, identificando o investidor como detentor de uma percentagem do capital da empresa, possibilita o exercício do direito de voto. Geralmente tem um valor fixo por certificado e ao seu preço acresce o valor do IVA.

Comissão de pagamento de dividendos: O titular de ações de uma empresa irá, a certa altura, receber a sua parte dos lucros da mesma – os dividendos. Estes serão creditados diretamente na conta de títulos do investidor. De cada vez que isso acontece é necessário pagar esta comissão de pagamento de dividendos. Normalmente tem um custo variável e podem incluir ainda despesas de porte e expediente. Sobre este valor irá ainda incidir o IVA à taxa legal.

Comissão de pagamento de rendimento de obrigações: à semelhança do que se passa com os dividendos das ações, esta comissão incide sobre os ganhos relativos às obrigações de que o investidor é titular.

Comissão de transferência de valores mobiliários entres contas: este valor corresponde ao preço cobrado pela transferência dos títulos registados na conta de um investidor para outra. No caso de o investidor possuir uma conta de títulos num intermediário financeiro e decidir mudar para outro, esta comissão não é, geralmente, cobrada pelo intermediário financeiro para onde a conta é transferida (é um custo suportado pela empresa como forma de angariar clientes).