Quanto custa um trabalhador para uma empresa

Quando uma empresa começa a crescer, vem a tentação de expandir o negócio para aproveitar ao máximo esse crescimento. Um dos fatores dessa expansão é naturalmente o aumento da equipa de trabalho. Contudo, é essencial analisar muito bem todos os montantes associados à ampliação do número de trabalhadores, de modo a verificar se a empresa aguenta a nova estrutura de custos. Conheça melhor os cuidados a ter antes de iniciar a expansão da equipa de colaboradores, e ainda, como calcular quanto custa um trabalhador para uma empresa.

Fatores a ter em conta antes de aumentar o número de trabalhadores
De uma forma geral, uma percentagem elevada dos custos de uma empresa diz respeito aos trabalhadores. No entanto, essa percentagem varia muito de atividade para atividade, sendo certo que não se pode tomar a decisão de fazer ou não a ampliação da equipa de trabalho apenas tendo esse fator em conta. Por exemplo, enquanto que num escritório de advocacia, o custo com trabalhadores é naturalmente elevada, já numa empresa de distribuição, há outros custos tão ou mais elevados. No entanto, há percentagens máximas que, quando atingidas, irão desequilibrar qualquer empresa, colocando em causa a manutenção de todos os postos de trabalho, ou mesmo a sua sobrevivência.

Tendo isto em conta, e apesar de a massa trabalhadora ser um dos patrimónios mais importantes de qualquer empresa, na verdade, se não corretamente dimensionada, pode levar uma empresa bem sucedida ao fracasso. Como tal, antes de iniciar a expansão da rede de colaboradores, é importante analisar com muito cuidado a relação custo/benefício que essa expansão acarreta. Para o ajudar a evitar dar passes em falso, e a não ter que mais tarde recorrer a despedimentos e a uma reestruturação da sua rede de colaboradores, vamos ajudá-lo a calcular o custo mensal e anual de um trabalhador na sua empresa. Siga o nosso passo a passo.

COMO CALCULAR QUANTO CUSTA UM TRABALHADOR PARA UMA EMPRESA

Passo 1 – Definir o salário base
Vamos partir do princípio que a remuneração bruta é de 900€. Assim, comecemos por multiplicar este valor por 14 (12 meses do ano mais 13º e 14º mês). De seguida, divida o resultado por 12. Assim, conseguirá o valor mensal bruto a pagar ao seu trabalhador por mês, já contabilizando as parcelas mensais dos subsídios de Natal e de férias. Siga o mesmo processo com o seguro de acidentes de trabalho e com as contribuições para a Segurança Social.

Exemplo:
900€ x 14 = 12600€ → 12600€ / 12 = 1050€

Passo 2 – Calcular o seguro de acidentes de trabalho
O seguro de acidentes de trabalho é obrigatório para qualquer empresa, seja ela de maior ou menor dimensão, independentemente do tipo de atividade. Sendo assim, é mais um valor que terá de contabilizar para definir quanto custa um trabalhador para uma empresa. O montante a pagar por trabalhador pode variar de acordo com vários fatores, nos quais se incluem os riscos próprios da profissão em causa, a apólice contratada, etc. Em média, o valor do seguro ronda 1% do rendimento bruto.

Exemplo:
900€ x 1% = 9€ → 9€ x 14 = 126€ → 126€ / 12 = 10,50€

Passo 3 – Calcular as contribuições para a Segurança Social
O valor a pagar pela empresa, bem como pelo trabalhador, à Segurança Social, tem o nome de Taxa Social Única (TSU). O valor total desta taxa representa 34,75% do salário bruto, sendo este valor dividido entre empresa e trabalhador. Assim, enquanto que ao funcionário cabe o pagamento de 11%, já a empresa terá de entregar os restantes 23,75%. Nalguns casos específicos, pode existir isenção de TSU. Estes casos estão geralmente associados aos incentivos estatais à manutenção ou criação de postos de trabalho.

Exemplo:
900€ x 23,75% = 213,75€ → 213,75 x 14 = 2992,50€ → 2992,50€ / 12 = 249,38€

Passo 4 – Contabilizar o subsídio de alimentação
Quando o subsídio de alimentação é pago sob a forma de um cartão refeição (cartão bancário pré-pago), o seu valor apenas é sujeito à taxa de TSU a partir do valor de 6,83€. Já o subsídio pago em dinheiro, depositado juntamente na conta com o ordenado mensal, baixou para os 4,27 devido à redução do limite de incidência da TSU e IRS sobre este subsídio. Para contabilizar os custos mensais associados ao subsídio de alimentação basta multiplicar o seu valor por 21 dias (média de dias de trabalho por mês), por 11 meses. Não se contabilizam os 13º e 14º mês, nem o mês de férias.

Exemplo – (subsídio pago em dinheiro)
4,27€ x 21 dias úteis = 89,67€ → 89,67€ x 11 meses = 986,37€ → 986,37€ / 12 = 82,20€

Passo 5 – Custos extra
Há ainda outros custos extra, além dos anteriormente mencionados, que terão que ser contabilizados mais tarde. Medicina no trabalho, formação e auditoria de higiene e segurança no trabalho e formação profissional (a empresa tem obrigatoriamente fornecer 35 horas de formação acreditada por ano).

Passo 6 – Calcular o custo mensal por trabalhadora
Após contabilizar todos os valores que a empresa tem de despender, é altura de somar tudo e verificar quanto custa um trabalhador para a empresa. Tendo em conta os exemplos dados, temos o seguinte:

Salário base: 1050€
Seguro de acidentes de trabalho: 10,50€
Segurança Social: 249,38€
Subsídio de refeição: 82,20€
Custo médio mensal: 1392,08€
Custo total anual: 16 705€

Analise a relação custo/benefício
Após calcular o valor que custa um trabalhador para a sua empresa, é hora de avaliar se realmente expandir a equipa de trabalho é uma boa ideia ou não.
Vejamos o exemplo dado. Caso esteja a pensar reestruturar a sua empresa aumentando a sua equipa de trabalho em 3 colaboradores nas condições descritas no exemplo (16705€ x 3 = 50114,90€), para ter um lucro extra no final do ano de 45000€, o saldo final é claramente negativo. Mesmo que a diferença entre lucro extra previsto e custo salarial extra seja positiva, é importante que seja suficientemente grande de modo a precaver todas as variáveis e existirem sempre condições para a existência de lucro apesar dos gastos a mais com esses 3 colaboradores.
Analise por isso com muita atenção os seus dados e avalie se realmente é vantajoso aumentar a sua equipa de trabalho.

Franchising – conheça as vantagens e desvantagens

Se quer criar o seu próprio negócio mas não tem ideias concretas sobre o que fazer ou não se sente preparado para o fazer sem um acompanhamento mais especializado então o franchising pode ser a solução que você procura.

O franchising é uma das estratégias de expansão utilizadas pelas empresas e traduz-se pela venda do direito de utilização da marca a uma pessoa ou empresa – o franchisado. Além do direito de exploração comercial da marca, a empresa apoia ainda o franchisado de diversas formas; garante o acesso ao know how específico do negócio, à exploração exclusiva de determinada área geográfica (ou seja, a empresa garante não fazer concorrência com a mesma marca na área geográfica explorada pelo franchisado) e permite o usufruto dos recursos da marca para efeitos publicitários.

Por outro lado, o franchisado responsabiliza-se pelo investimento inicial e pela exploração do negócio. As contrapartidas pelo direito à exploração da marca podem variar de franchising para franchising mas há conceitos básicos que são uma realidade em todos os contratos. Desta forma, o franchisado tem que pagar, geralmente numa base mensal, as royalties – que não são mais do que uma percentagem das vendas do franchisado (por vezes, embora mais raro, as royalties incidem sobre os lucros do franchisado) – e a taxa de publicidade que é uma contribuição que cada franchisado faz para um fundo que se destina a ser utilizado no marketing dos produtos ou serviços oferecidos pela marca.

Vantagens do franchising

Quando comparado com a criação de um negócio “independente”, existem muitas vantagens em iniciar um negócio no regime de franchising. A mais importante prende-se com o facto do risco associado ao investimento ser menor, quer por via de haver uma estrutura e uma estratégia melhor organizadas, fruto da experiência de negócio da empresa-mãe, quer por, na maior parte dos casos, se iniciar um negócio com uma marca já conhecida do público-alvo. Os lucros do investimento variam consoante o negócio adotado e o setor em que ele se insere, no entanto, a estrutura montada permite chegar mais rapidamente ao lucro.

Iniciar um franchising é especialmente vantajoso se a marca já for conhecida do público em geral. Pelo lado dos clientes, o reconhecimento da marca fará com que o potencial de vendas seja maior desde o início de atividade mas o reconhecimento por parte dos fornecedores é também importante na medida em que, ao conhecerem o historial da marca, estão perfeitamente cientes daquilo que podem esperar dela, podendo fazer cedências, por exemplo, em termos de aumento do crédito ou dos prazos de pagamento.

Trabalhar dentro de uma rede de lojas permite também ter um certo grau de proteção no que diz respeito à concorrência e o know how específico do negócio fornecido pela empresa-mãe é também um fator de sucesso que poderá impulsionar o negócio.

Desvantagens do franchising

Como em todos os negócios, também neste tipo particular de negócio há desvantagens. No entanto, considera-se na maioria dos casos que, face às vantagens associadas, as desvantagens têm pouco peso.

Para poder usufruir de todas as vantagens já enumeradas, o franchisado tem de pagar à empresa-mãe. Este pagamento é feito, por um lado, em troca do usufruto da marca e do conhecimento técnico transmitido e por outro, como contribuição para um fundo destinado aos gastos em publicidade e marketing.

Além disso, o franchisado é obrigado a seguir as regras do franchisador (empresa-mãe) que foram estipuladas no contrato assinado. Consoante o contrato, o franchisado pode ainda estar dependente das estratégias definidas pelo franchisador em relação, por exemplo, à gestão da marca e aos mercados onde a marca está implementada.

 

Em cada caso, o empreendedor deverá negociar o contrato com a empresa-mãe e avaliar quais as melhores condições que consegue para que o negócio seja sustentável e financeiramente recompensador. Além destas considerações gerais, há empresas que incluem outras cláusulas nos contratos pelo que deve ser feita uma avaliação ponderada e bem informada de cada situação.

5 dicas para construir uma loja online de sucesso

Se as suas vendas dependem exclusivamente de clientes que passeiam em frente a sua loja, então está na altura de pensar noutras estratégias para impulsionar as suas vendas. Uma loja online pode ajudar os clientes a descobrir os seus produtos e serviços, conhecer a sua marca e encontrar informações essenciais como o horário de funcionamento e a localização,

Cinco dicas para criar uma loja online de sucesso para a sua empresa

Defina a estratégia de vendas
Em primeiro lugar, é preciso decidir como a sua loja online irá complementar-se com os seus espaços de vendas físicos. Isto é, se pretende apenas trazer mais clientes para às suas lojas ou se pretende vender produtos na internet.

Na primeira opção, a estratégia passa por atrair potenciais compradores através da promoção da sua marca, mostrando produtos ou a partilha de conhecimentos especializados. Se o plano for vender através da internet, decida se pretende expandir o seu mercado geograficamente ou simplesmente aprofundar a sua presença em mercados onde já compete.

No comércio online, é também importante ter em consideração a parte logística na comercialização de produtos, por exemplo: um produto com boa saída na sua loja física poderá não ter sucesso na e-commerce, pois ao acrescentar o custo de envio o produto poderá ficar demasiado caro,

Escolha um tema
A decisão de como vai ficar o visual da loja online é tão importante como a decisão de quais as informações que você deseja fornecer aos visitantes online. As lojas virtuais de sucesso apresentam um tema visual unificado que combina em perfeição com a sua marca. Já dizia o velho ditado que uma imagem vale mais que mil palavras. Por isso, deve apostar em imagens com qualidade profissional e de alta resolução.

Escolha os pontos fortes
Não deva incluir mais do que três coisas para que haja uma comunicação eficaz sobre o seu negócio. Às vezes, as pequenas empresas caem na armadilha de tentarem incluir tudo e não direccionar devidamente para um público-alvo.
Concentre-se nos pontos que definem o seu negócio para se sobressair da concorrência, por exemplo: gestão familiar, ou conhecido por prestar um excelente serviço.

Quando pesquisamos sobre algum produto no motor de busca, facilmente obtemos centenas de listas semelhantes, por isso certifique-se de que os visitantes saibam em poucos segundos qual é a empresa e qual é o seu negócio.

Plano para o sucesso
É necessário planear a logística de e-commerce com antecedência para as compras possam ser tão simples como transações na loja física, nomeadamente, quais os meios de pagamento e como embalar os produtos. Certifique-se de que os clientes recebam os produtos que compram.

Explore as redes sociais
Por fim, coloque em ação um plano de marketing digital como você faria para a sua loja física. Não basta construir uma loja online, é preciso ter um plano. Use as redes sociais para divulgar a sua loja online. Os especialistas aconselham a interacção com os visitantes nas redes sociais, comentar, ouvir e partilhar informações que são úteis para o seu público.

Como planear a criação de um negócio

Antes da criação de um negócio deve planeá-la durante um período, para não sermos levados pela precipitação. Deve-se empreender por oportunidade e não por necessidade.

Como a pressão é muitas vezes inimiga da perfeição, o ideal será implementar as ideias depois de as amadurecer. Assim, o plano passará por encontrar uma atividade de negócio com que nos identifiquemos e que possa ser rentável.

São mais do que muitos os negócios e os sectores, que pode investir, basta pensar num processo de produção qualquer e descortinar as possíveis oportunidades, por exemplo: para produzir um simples pacote de sumo, precisamos de máquinas para a produção e embalagens de cartão, para agrupar mais tarde num caixote e entregá-los aos pontos de venda. Sem falar em frutas nem nas atividades empresariais comuns, temos neste caso várias oportunidades de negócio:

– Transporte de produtos;
– Fornecimento de Matérias-primas;
– Manutenção de máquinas;
– Design de embalagens;
– Publicidade dos produtos;

No que diz respeito ao capital necessário para criar um negócio, depende sobretudo do que se pretende fazer, se com cerca de 5000€ se pode dar vida a um pequeno negócio, para instalar uma empresa com dimensão pode custar algumas dezenas de milhares de euros.

O retorno do investimento é suportado pelo grau de facilidade em gerar resultados. Por um lado, existem negócios onde se pode faturar logo desde os primeiros tempos, através da prestação de serviços, por outro, há negócios em que a produção industrial leva muito mais tempo. Por exemplo: abrir uma empresa de limpezas é bastante diferente de criar um negócio do ramo agrícola (ex: árvores de frutas), só o tempo que as árvores demoram a crescer leva alguns anos.

Modelos de negócio
Existem várias possibilidades para desenvolver um negócio empresarial, que são nomeadamente: franchising, join ventures, criação da própria marca, ou até mesmo em parceria com outros empresários ou de forma cooperativa. Todos estes modelos possuem vantagens e desvantagens que requerem uma análise cuidada na hora de tomar uma decisão definitiva.

Modelos de distribuição
Existem várias formas possíveis de comercialização de produtos, isto é, fazer chegar ao cliente final: loja, catálogos, loja online, por telefone, através de correio. Comercializar produtos na internet ou por telefone reduzem custos operacionais, desde logo, não tem que pagar a renda de estabelecimento comercial.

Segmentos do mercado
Há três grandes segmentos de mercados, B2B para as empresas; B2C para o cliente particular; B2A para o Estado. Cada um tem as suas especificidades, com pontos a favor e pontos contra. Se para uns é possível vender e receber na hora, para outros é necessário elaborar orçamentos.
Três questões fundamentais:
– Quem é o público-alvo;
– Quais as suas necessidades;
– Preço que estão dispostos a pagar;

Saiba também como criar uma Sociedade Unipessoal por Quotas em 7 passos

7 erros a evitar ao lançar o seu negócio

Lançar um negócio, seja como uma alternativa ao desemprego, ou resultante de um desejo pessoal que sempre existiu. Independentemente do motivo, todos os novos negócios procuram o mesmo: alcançar o sucesso.

Para que alcance o sucesso, necessita de planos, de estratégia, de financiamento e de mercado. Mas sobretudo, de uma equipa motivada e focada. Seja qual for o objetivo, o caminho para o sucesso tem obstáculos e há alguns erros que os empreendedores não podem cometer.
Conheça de seguida 7 erros que podem arruinar o seu negócio:

1. Dispersar-se
É fundamental manter-se focado no que é o mais importante. Por isso, dedique o tempo disponível nos seus objetivos principais. O mais importante é manter-se fiel a sua estratégia, ao seu produto e ao seu mercado, evitando a tentação de fazer tudo o que lhe passa pela cabeça.

2. Descurar o tempo
Gere o tempo com sabedoria para cumprir os prazos e aumentar a produtividade da sua empresa. Se, por um lado, é importante trabalhar para atingir os objetivos, por outro, deve estar precavido para o inesperado. Por isso, o melhor é criar rotinas, planos e manter-se disciplinado.
Saiba como aumentar a produtividade no trabalho (AQUI)

3. Ignorar a concorrência
O empreendedor deve conhecer muito bem o mercado em que atua, para poder adiantar-se, inovar ou lucrar com as fraquezas dos concorrentes. Uma das melhores formas de alcançar o sucesso no seu setor de negócio, passa por saber como posicionar e como tirar partido das caraterísticas que diferenciam o seu negócio.

4. Não apostar na inovação
As pessoas gostam de novidades. Pelo que ao longo do tempo, é importante que não descure a capacidade de surpreender os seus clientes e parceiros, com novos serviços, produtos ou reformulação dos mesmos. Se não o fizer, depressa pode surgir um concorrente que vai fazê-lo por si, correndo assim o risco de arruinar o seu negócio.

5. Contratar as pessoas erradas
Opte por contratar colaboradores com perfis diversificados e capazes de se adaptarem a várias funções. Aposte em profissionais especializados em áreas vitais da empresa. Jamais contrate colaboradores que não se identificam com o projecto.
Saiba também quanto custa um trabalhador para uma empresa

6. Ter uma equipa desmotivada
Uma boa liderança reflecte-se em uma boa equipa. É verdade que para formar uma equipa de sucesso é preciso ter as competências técnicas, mas não descure o investimento nas competências pessoais. Saber motivar a sua equipa (e manter-se motivado) nas boas e nas más fases da empresa, é fundamental.

Criar uma cultura de trabalho na empresa, que permita que os colaboradores se exprimam e possam sentir-se à vontade com o seu líder, pode ajudar a encontrar soluções para os problemas.
Conheça algumas estratégias para motivar os seus colaboradores (AQUI).

7. Assumir que sabe tudo
Seja humilde e esteja disposto a aprender, principalmente com outros empreendedores mais experiêntes. Quanto mais aprende, mais apto estará a tomar decisões rápidas e a fazer ajustes no negócio.

Internacionalização do seu negocio – vantagens e desvantagens

A internacionalização de um negócio constitui um desafio que, quando devidamente superado, pode trazer um vasto número de vantagens para o crescimento de uma empresa. O desenvolvimento de uma boa estratégia de internacionalização pode permitir a um negócio aumentar significativamente o seu público alvo, impulsionando, dessa forma, as suas possibilidades de lucro. No entanto, ainda que a internacionalização esteja carregada de benefícios, é importante estar consciente de todas as desvantagens que podem estar associadas à mesma, de modo a conseguir desenvolver uma estratégia que zele pela preservação da integridade do seu negócio durante o processo de internacionalização.

VANTAGENS

Maximização das vendas: Uma das principais vantagens da internacionalização é, sem sombra de dúvida, a possibilidade de maximização das vendas da sua empresa, o que poderá dar origem a margens de lucro muito mais satisfatórias.

Maior independência interna: Ao internacionalizar-se, estará, também, a tornar-se independente do mercado interno. Assim sendo, mesmo que o mercado interno não esteja a dar resultados muito positivos, existe sempre a possibilidade de equilibrar os seus ganhos através dos lucros auferidos internacionalmente.

Menor dependência da sazonalidade: A exportação pode contribuir eficazmente para a diminuição da dependência no que toca à sazonalidade dos seus produtos, uma vez que, se fabrica produtos relacionados com uma determinada estação, poderá continuar a exportá-los para outros países, mesmo quando em território nacional se encontrar fora da estação alvo, evitando assim a queda das suas vendas.

DESVANTAGENS

Obstáculos legais: Ao tentar internacionalizar o seu negócio poderá vir a deparar-se com um vasto número de obstáculos legais que poderão contribuir para dificultar imenso todo o processo. A empresa necessitará de se certificar que todos os seus produtos e serviços se encontram em devida conformidade com as regulamentações dos países onde pretende operar, e este é, geralmente, um processo muito demorado e burocrático, que nem sempre tem os resultados desejados.

Adaptar os produtos aos mercados internacionais: Em certos casos, poderá haver a necessidade de adaptar o seu produto a outros mercados, de modo a que possam mais eficazmente suprimir as necessidades de clientes internacionais. Este processo de adaptação pode, por sua vez, dar origem a diversos custos extra.

Contratação de mais pessoal: Um processo eficaz de internacionalização está, muitas vezes, dependente da contratação de novos funcionários com conhecimentos especializados, que possam auxiliar a empresa a adaptar-se da forma mais eficiente possível às exigências dos mercados internacionais. A contratação de novo pessoal resultará num aumento significativo dos gastos, o que, numa fase mais inicial, pode revelar-se bastante problemático para empresas cuja margem de manobra de investimento seja limitada.

Limitações de exportação: A verdade é que nem todos os produtos podem ser sujeitos a exportação. Produtos mais frágeis, por exemplo, poderão originar grandes obstáculos a todo o processo de exportação, tornando assim a sua comercialização internacional inviável.

Cartões Refeição permitem poupar nos impostos

Desde o início de 2013, muitos portugueses passaram a ter mais um cartão na carteira, para usar apenas em supermercados e lojas do setor alimentar. Trata-se da forma encontrada pelas empresas para pagar aos seus colaboradores o subsídio de alimentação em cartões de refeição – uma versão moderna dos tradicionais vales e ‘tickets restaurante’ – com vantagens fiscais.

Atualmente, o subsídio de refeição pago em numerário é tributado sempre que exceder os €4,27 diários em sede de IRS e em Taxa Social Única (TSU). No entanto, o subsídio só é coletado a partir de €6,83 se for saldado através de vales/tickets de refeição ou cartão refeição. Feitas as contas, o valor diário isento de tributação ascende a €2,56.

Neste sentido, os cartões de refeição surgem cada vez mais como uma opção válida para as empresas dado que, enquanto os subsídios de refeição pagos em numerário (depositados em conta juntamente com o ordenado) têm sofrido um agravamento fiscal.

Atentas a esta tendência, as instituições financeiras têm vindo a adicionar à sua oferta cartões bancários pré-pagos, especialmente criados para o pagamento de subsídios de alimentação. Estes cartões bancários são produtos reconhecidos pela Autoridade Tributária e Aduaneira como fiscalmente equiparados a vales de refeições e permitem benefícios fiscais para colaboradores e empresas através do aumento do montante anual não sujeito a tributação.

Geralmente, os cartões de refeição têm um modo de funcionamento idêntico a um cartão de débito ou de crédito – está associado a um código PIN para ser utilizado em segurança nos Terminais de Pagamento Automático, no entanto, estes cartões só pode ser usado nos pagamentos efetuados em estabelecimentos comerciais.

Os montantes carregados no cartão não podem ser convertidos em numerário. Por esta razão, os cartões não permitem a realização de levantamentos, pagamentos de serviços ou transferências. Nas máquinas multibanco, é possível consultar o saldo, os movimentos e alterar o código de segurança. Se o trabalhador não utilizar a totalidade do subsídio, o montante acumula com o carregamento do mês seguinte.

No caso de um subsídio de alimentação no valor de €6,83 diários, o colaborador pode acumular uma poupança fiscal anual de €216,83. No entanto, este montante varia consoante o escalão de IRS de cada colaborador e em função do subsídio diário pago pela empresa.

Ex: €2,56 (valor diário não tributado) * 22 dias úteis * 11 meses = €619,52
€619,52 * [IRS (24%) + TSU (11%)] = €216,83

No que diz respeito às vantagens para as empresas, como não suportam o encargo de TSU (23,75%) sobre o valor não tributável do subsídio de cada funcionário, a poupança em impostos pode chegar no mínimo, €147,16.

Saiba as vantagens de criar uma empresa

Se é uma pessoa com espírito empreendedor, se sempre sonhou ter o seu próprio negócio e ser patrão de si próprio, então este artigo é para si.

Uma das grandes vantagens de ter a nossa própria empresa é o facto de podermos ser nós os patrões, e dessa forma existe uma maior vontade em produzir e obter resultados, porque quem fica a ganhar somos nós.

A nível fiscal, também as empresas são muito beneficiadas uma vez que estão sujeitas ao IRC que rondas os 21%, enquanto as pessoas singulares têm de suportar o IRS, e este tem uma taxa progressiva, podendo chegar aos 48% (incluindo a sobretaxa). Além disso, há despesas que as empresas podem deduzir no IVA. Saiba mais sobre estes benefícios fiscais (AQUI).

Outra vantagem de abrir uma empresa é a contribuição que esta dá ao país: produz bens e/ou serviços, proporciona emprego, paga impostos, salários, estando assim a contribuir para o crescimento da economia.

A criação de novos postos de trabalho é bom tanto para a economia, como para a pessoa contratada como para si, uma vez que só tem a ganhar se tiver colaboradores empenhados e produtivos. Por isso, lembre-se de tratar os seus funcionários como gostaria de ser tratado e verá bons resultados.

Outro aspecto vantajoso de criar uma empresa, é que ao contrário de um trabalho por contra de outrem, em que a progressão na empresa está condicionada pela antiguidade no posto de trabalho, num negócio próprio tudo depende de si e da sua visão.

Contudo, nem tudo é um mar de rosas. No início, terá de dedicar muitas horas ao seu negócio, podendo não ter tempo para usufruir de folgas ou férias. Mas com o passar do tempo, será tudo mais fácil e vai ver que vai ser capaz de organizar o seu horário sem ter que passar mais tempo que o necessário no local de trabalho e, dessa forma, concentrar-se mais em si e na sua família. Além de que vai poder fazer o que gosta sem ter que dar satisfações a ninguém, ter independência financeira, criar um património para si e para a sua família e acima de tudo ser dono do seu próprio destino.

Marketing one-to-one: cada cliente é único

O consumidor médio do século XXI é mais exigente e informado do que o consumidor médio da segunda metade do século XX, fazendo com que as técnicas do mass marketing tenham um menor impacto no público e consequentemente uma necessidade de as empresas procurarem novos caminhos para alcançar um maior reconhecimento e satisfação do consumidor em simultâneo com uma gestão de marca mais eficaz, atingindo níveis de rentabilidade superiores e uma maior fidelização dos clientes.

Desta forma, apareceu o marketing one-to-one, que é o diálogo único que ocorre directamente entre a empresa e o cliente individual. Esse diálogo requer que a empresa identifique as necessidades específicas dos clientes e adeqúe os seus produtos ou serviços a essas necessidades, baseando-se na informação acerca das preferências e compras desse cliente específico registadas na sua base de dados.

Na construção de uma relação one-to-one com os seus clientes, a empresa deverá percorrer quatro etapas: Identificar, Interagir, Diferenciar e Personalizar (IIDP), este foi um processo desenvolvido por Martha Rogers e Don Peppers, embora modificado.

IDENTIFICAR
Em primeiro lugar, é necessário identificarmos quem são estes clientes mais valiosos da empresa e desta forma reunir toda a informação sobre as suas preferências e quais as necessidades que precisam de ser satisfeitas.
Existem diversas metodologias que possibilitam a empresa identificar os clientes, tais como o cartão cliente que permite ao cliente obter pontos em cada compra que realiza, desta forma a empresa consegue registar todas as compras dos seus consumidores na sua base de dados e desenvolver o seu mercado de uma forma mais eficiente.

Nesta era tecnológica, a criação de um site oficial da marca é um passo bastante vantajoso tanto para os consumidores como para a empresa. No site os clientes poderão encontrar toda a informação sobre a empresa e os seus produtos e, o mais importante para a área do marketing one-to-one da empresa, a possibilidade de subscrever à marca. Os dados que as empresas irão recolher através dessa subscrição serão:

• Primeiro e último nome
• Endereço electrónico
• Género
• Número de telefone
• Código postal
• Idade/ Data de nascimento
• Detalhes da forma de pagamento (caso utilize o canal e-comerce nas suas compras)
• Fotografias e vídeos que o consumidor queira partilhar
• Informações retiradas dos inquéritos para uso meramente estatísticos e científicos
• Informações voluntárias fornecidas pelos clientes

A directiva 95/46/EC, constituída em 1995 é uma directiva europeia que existe em prol da protecção de dados do consumidor a qual as empresas devem respeitar. Em Portugal esta directiva é transporta pela Lei nº 67/98, o qual atribui à Comissão Nacional de Protecção de Dados Pessoais e Informatizados competência para fiscalizar e controlar a sua observação. Basicamente, para que as empresas possam ter uma base de dados dos seus clientes necessitam da autorização desta entidade pública independente.

INTERAGIR
Após a recolha de toda esta informação, esta será reunida e introduzida numa única base de dados, identificando os clientes individualmente e a sua utilização em campanhas direccionais. Deve integrar o marketing, as vendas e o atendimento do cliente, tudo num só programa. O facto de existir uma base de dados, irá reduzir os custos da empresa, pois desta forma consegue identificar facilmente quem são os seus consumidores, quais os canais de comunicação que são mais eficazes para estes clientes e a mensagem a comunicar.

Com uma base de dados bem segmentada e actualizada é possível enviar a mensagem aos clientes que realmente estão interessados no produto ou serviço, tornando-se numa alternativa mais eficaz relativamente ao marketing de massas que, por muito segmentado que seja, não se destina a um grupo único de consumidores. Portanto a importância das interacções numa relação one-to-one leva a que as empresas devam desenvolver formas de manter o diálogo continuado com os seus clientes para que possam aprender mais sobre os seus interesses, necessidades e prioridades. Neste contexto, e numa óptica contemporânea de gestão e marketing relacional, é imprescindível aludir ao conceito de Permission Marketing.

As oportunidades que os clientes têm para interagir com a marca e vice-versa, é através da sua subscrição à marca, no site oficial da empresa. Desta forma poderão estar sempre a par dos eventos, do lançamento de novos produtos e do recebimento de boletins informativos da empresa. Será sempre pedida a permissão da recolha dessa informação para os fins que a empresa pretende, e consequentemente a marca compromete-se a proteger e não partilhar toda a informação recolhida. As redes sociais também são outro canal de contacto, permitindo uma resposta mais rápida às necessidades dos consumidores e uma actualização constante das novidades da empresa.

DIFERENCIAR
Com a informação recolhida e organizada, é possível agruparmos em diferentes segmentos e passar a actuarmos de acordo com as suas necessidades. Quando há diversos grupos de produtos, através da recolha de informação dos consumidores por parte da empresa, torna-se possível identificar características homogéneas em cada grupo.

Ao agrupar os dados registados, torna-se possível a empresa apresentar uma solução diferente consoante o segmento do cliente. É essencial para a empresa, fidelizar bons clientes e fornecer um serviço bom e adequado com as necessidades de cada cliente, pois tudo indica que os lucros auferidos com estes clientes aumentam significativamente com o decorrer do tempo. A satisfação dos seus clientes é vital para o sucesso da empresa.

PERSONALIZAR
Finalmente, a empresa está apta a lidar com cada cliente de forma individualizada e até ajustar o seu produto às necessidades específicas desse cliente após a recolha da informação nas fases anteriores. Por outro lado, a empresa pode expandir essas necessidades oferecendo um conjunto de serviços associados ao produto sem ter que personalizar o produto em si. Portanto o passo da personalização poderá actuar nas quatro variáveis do marketing mix (Produto, Preço, Distribuição e Comunicação).

Os clientes leais tornam-se menos sensíveis ao preço, cabe no entanto à empresa ter que considerar certos limites, pois estes clientes têm que ser constantemente incentivados para permanecerem leais. Os relacionamentos que a empresa é capaz de fidelizar tornam ainda os clientes valiosos activos, funcionando como verdadeiros prescritores pelo já comum, “passa a palavra positivo”, que encetam sem encargos para o orçamento da comunicação.

Empresário em Nome Individual ou Sociedade Unipessoal?

Na hora de criar o seu negócio, o primeiro passo é definir o estatuto jurídico pretendido, do qual dependerá o processo de criação da empresa. Para dar este passo, deve comparar as diversas opções e escolher a que mais se adequa ao seu projeto e setor de atividade. Conheça as principais opções, com especial destaque para as diferenças entre um Empresário em Nome Individual e uma Sociedade Unipessoal por Quotas.
Em Portugal, a criação de empresas é regulamentada pelo Código das Sociedades Comerciais (CSC), aprovado pelo Decreto-Lei nº 262/86, de 2 de setembro. Existe também legislação específica que regulamenta o regime jurídico de cada tipo de sociedade comercial.

Se vai criar um negócio sozinho, pode optar por ser um Empresário em Nome Individual, por uma Sociedade Unipessoal por Quotas ou por um Estabelecimento Individual de Responsabilidade Limitada. Esta última titularidade tem caído em desuso.
Na fórmula jurídica Empresário em Nome Individual, o titular é uma só pessoa que afeta os seus bens à exploração do negócio (responde ilimitadamente pelas dívidas contraídas no exercício da sua actividade). Pode desenvolver atividade nos sectores: comercial, industrial, serviços ou agrícola. Não é obrigatório constituir uma empresa. O empresário deverá adotar o seu nome civil completo ou abreviado do empresário individual.

No caso de uma Sociedade Unipessoal por Quotas, uma pessoa (singular ou coletiva) é titular da totalidade do capital social. A estas sociedades aplicam-se as normas relativas às sociedades por quotas. A responsabilidade do sócio está limitada ao montante do capital social, que pode ser livremente fixado pelo sócio. O nome da firma inclui as palavras “Sociedade Unipessoal” ou “Unipessoal” antes de “Limitada” ou da abreviatura “Lda”.

As principais diferenças entre um Empresário em Nome Individual e uma Sociedade Unipessoal por Quotas assentam na personalidade jurídica e na responsabilidade social.
O primeiro é titular de rendimentos da categoria B. Enquanto o segundo tem personalidade jurídica e fiscal diferente do seu único sócio e são-lhe aplicadas as normas do Código das Sociedades Comerciais e outras normas do direito societário.
No caso de um Empresário em Nome Individual não existe separação entre o património pessoal e o afeto à sociedade, o que significa que responde ilimitadamente pelas dívidas contraídas no exercício da sua atividade perante os seus credores com todos os bens que integram o seu património. Enquanto na Sociedade Unipessoal por Quotas a responsabilidade está limitada ao montante do capital social.

Como posso tornar-me Empresário em Nome Individual? De acordo com a Autoridade Tributária, bastará coletar-se nas Finanças. No entanto, se o empresário pretender poderá criar a sua empresa. Para tal, existem várias formalidades associadas, tais como o preenchimento e a entrega de vários documentos. Todos os detalhes podem ser consultados no Portal da Empresa ou no síte do IAPMEI.

Quanto ao regime contabilístico, pode ser simplificado ou contabilidade organizada, tudo vai depender dos seus objetivos. Seja qual for a opção, tem que se manter no mesmo regime durante 3 anos. Em regra, quanto maior a atividade mais se justifica o regime de contabilidade organizada. A partir de um volume de vendas de cerca de 150 mil euros é obrigatória a opção pela contabilidade organizada.