Crédito Consolidado

O crédito consolidado é uma solução financeira personalizada e dirigida as pessoas para agregar vários créditos num só, de forma a diminuir os encargos financeiros mensais do orçamento familiar. Geralmente, no crédito consolidado os prazos para liquidação da dívida são alargados, resultando numa diminuição das prestações a pagar. Existem duas modalidades de crédito consolidado:
– Crédito consolidado com hipoteca
– Crédito consolidado sem hipoteca

O crédito consolidado com hipoteca é a modalidade mais praticada e tem por base um crédito hipotecário. Habitualmente, o investidor contrai uma segunda hipoteca sobre o imóvel, ficando este como garantia do crédito consolidado. A instituição financeira que fornece o crédito consolidado tem assim direito a ficar com o imóvel, em caso de se verificar incumprimento do contrato de crédito.

Enquanto no crédito consolidado sem hipoteca, não existe a necessidade de ter ou de dar um imóvel para fazer a consolidação dos créditos. Esta modalidade de crédito consolidado é difícil de obter e normalmente os clientes com incidentes ou prestações de créditos em atraso, vêem os seus pedidos rejeitados na hora. Além disso, esta modalidade pode oferecer condições menos favoráveis do que a modalidade de crédito consolidado com hipoteca. Apresentando um prazo de pagamento mais curto e em prestações de valor superior, porque é um crédito com um maior risco associado.

Algumas das vantagens do crédito consolidado são os seguintes:
– Menos credores;
– Redução das prestações mensais;
– Melhor gestão dos prazos de pagamento.

Dicas para começar uma conta poupança

Nos dias que correm, chegar ao fim do mês com alguma reserva de dinheiro é quase uma vitória. A conjuntura atual prevê que os próximos anos sejam ainda de grandes dificuldades e risco pelo que, se conseguir ter algum dinheiro de parte para qualquer necessidade futura, a melhor solução é aplicá-lo numa conta poupança, assim, ganha juros e o investimento feito é praticamente sem risco. Abaixo seguem algumas dicas para começar a sua conta poupança.

– Faça a sua própria pesquisa de mercado e veja qual é o banco que lhe oferece a melhor taxa de juro numa conta básica. A taxa de juro varia consoante a duração e o montante aplicado para a conta poupança.

– Define os seus objectivos a longo prazo. Se estiver a poupar para um carro ou uma viagem, diga-o ao seu gestor da cliente, pois ele pode sugerir quais os melhores produtos de poupança para os seus objectivos.

– Quando identificar qual a instituição bancária e o melhor produto de poupança, faça um depósito inicial na sua conta poupança. Certifique-se que separe para esta conta uma percentagem dos seus rendimentos mensais. Os peritos em poupança e finanças pessoais aconselham 10% do rendimento mensal para poupar.

Depósitos a Prazo – vantagens e desvantagens

Uma das formas de rentabilizar as suas poupanças sem correr risco de as perder, é investir nos depósitos a prazo. Estes depósitos são representados por um título, com prazo e taxa de juro próprios. Os depósitos a prazo oferecem uma taxa garantida, sabendo logo no momento da aplicação qual o rendimento que o depositante irá obter no final do prazo escolhido. Para cada depósito, o cliente pode optar pelo período que melhor se adapta ao seu plano financeiro.

Podemos dizer que um depósito a prazo é uma espécie de “empréstimo” que uma pessoa/empresa concebe a um banco, recebendo como contrapartida juros. Há benefícios para ambos: ganha o banco porque dispõe de capital adicional para a sua actividade comercial; ganha quem deposita o dinheiro porque consegue, de uma forma segura, obter uma mais-valia do seu capital.

Existe uma grande oferta de depósitos a prazo no mercado bancário, pelo que é aconselhável que faça primeiro uma pesquisa acerca das caraterísticas deste produto financeiro para que consiga avaliar qual o melhor se adapta ao seu perfil enquanto investidor. As caraterísticas mais significativas deste produto financeiro são o valor das taxas de juro aplicadas e o prazo associado a esta aplicação. Deve ter em conta estes dois fatores no momento em que decide qual o depósito mais indicado para si, bem como a indicação de que o depósito tem a garantia de reembolso.

No caso de tiver pouco dinheiro disponível, mas quer rentabilizar as suas poupanças, correndo praticamente zero riscos, investir em um depósito a prazo pode trazer um retorno mais reduzido, mas é uma aplicação segura e não acarreta despesas adicionais.

As desvantagens que estes depósitos apresentam são as taxas de juros normalmente baixas, a aplicação de penalizações em caso de precisar do dinheiro antes do prazo estipulado. Os depósitos a prazo com uma taxa mais atrativa têm por norma uma duração superior a dois anos. Na hora de investir num depósito a prazo, deve ter em atenção a taxa de inflação prevista para o mesmo período do depósito escolhido.

Em seguida, vamos realçar um conjunto de vantagens e de desvantagens dos depósitos a prazo.

As vantagens são:
– Aplicação simples e segura, é uma boa solução para rentabilizar as poupanças;
– Remuneração garantida (reembolso até 100 mil euros na eventualidade de indisponibilidade dos depósitos);
– Tem a possibilidade de escolher entre vários prazos;
– A taxa de juro aplicada é conhecida desde início, tal como os prazos, permitindo assim, calcular os resultados do investimento;
– Grande diversidade de oferta deste produto no mercado;
– Flexibilidade, possibilidade de reforço do depósito a prazo;
– Sem despesas adicionais na generalidade dos casos;

As desvantagens são:
– Baixas Taxas de juro, em comparação com outros produtos financeiros;
– Geralmente, é necessária a aplicação de depósitos com um longo período (3, 5, 10 anos…) para conseguir taxas de juro mais atrativas;
– Obrigatoriedade de manter o capital intacto na conta durante um dado período de tempo. Mexer no seu depósito a prazo pode levar a aplicação de penalizações;
– O investimento está sujeito a IRS;

Conheça também as melhores alternativas aos depósitos a prazo

Conta offshore e as suas vantagens

O termo “Offshore” desperta habitualmente nas pessoas a ideia de ilegalidade ou de milionários que escondem o seu dinheiro em bancos privados. Todavia, offshore significa apenas que se encontra fora da sua zona de residência/país, ou seja, qualquer conta bancária aberta noutro país, pode ser considerada uma conta offshore. A grande diferença entre uma conta de um banco local e um banco offshore, reside no aspeto fiscal, isto é, transferir rendimentos e ativos sujeitos à tributação para outro país para poder pagar menos impostos.

Conheça também uma forma simples de poupar nos impostos

Como forma de atrair investimentos, muitos pequenos países oferecem serviços relativos a contas bancárias offshore. Ilhas como Cayman, Bahamas, ou Barbados podem competir com sucesso pelos potenciais clientes desses serviços, com países como Suíça, Bélgica, ou Luxemburgo. Além disso, as leis locais podem limitar ou eliminar as taxas impostas pelas contas bancárias tradicionais. É por isso que algumas empresas e pessoas singulares com posses avultadas, preferem optar por contas offshore em pequenos Estados soberanos, os quais possibilitam o anonimato aos detentores dessas contas.

Durante muito tempo, uma conta bancária offshore foi de facto, um instrumento conveniente para esconder lucros provenientes de atividades ilegais ou lucros de negócios não declarados, em que os serviços análogos ao IRS teriam pouco ou nenhum conhecimento desse dinheiro depositado noutro lado. Os bancos offshore não eram obrigados a reportar à existência dessas contas e os detentores das mesmas poderiam assim, pagar muito menos impostos no país de origem. Contudo, nos últimos anos, as regras em relação às contas bancárias offshore tornaram-se muito mais rígidas. Atualmente, qualquer conta que contenha mais de 1000 dólares, tem de ser reportada ao IRS, independentemente da conta bancária estiver nas Ilhas Cayman ou na Holanda.

Existem também diversas razões financeiras legítimas, que levam as pessoas a ponderarem abrir uma conta offshore.
– Residentes de um país instável a nível político e financeiro, podem preferir uma conta bancária offshore num país estável.
– Pessoas que viajam frequentemente podem também usufruir os benefícios duma conta offshore.

As três principais vantagens associadas a uma conta bancária offshore são:
Segurança – esta é uma vantagem muito importante especialmente para clientes residentes em países inseguros. Uma conta bancária offshore faculta ao cliente um elevado índice de segurança, independentemente do estado em que se encontra o seu país de origem.

Privacidade – é um dos maiores benefícios de ter uma conta bancária offshore, sendo que muitos centros financeiros têm políticas de privacidade que protegem os seus clientes.

Impostos – uma das principais razões para depositar dinheiro em bancos offshore é a possibilidade, em certos casos, de não serem cobrados impostos ou ter impostos muito baixos, não só aos residentes, mas também aos estrangeiros que usam os seus serviços. É o que se denomina de paraísos fiscais.

No que diz respeito a criação de uma conta offshore, o procedimento é em tudo semelhante ao aplicável à abertura de uma conta num banco doméstico, implica o fornecimento de dados pessoais, informação sobre a origem dos fundos, etc.

Atualmente, ainda existe um certo estigma associado ao termo “conta bancária offshore”, por causa de alguns negócios financeiros pouco transparentes, mas não existe nada de ilegal ou de não ético de abrir uma conta offshore por razões legítimas como as citadas acima. Alguns bancos estrangeiros podem requerer um depósito inicial avultado ou outras restrições, porém os benefícios de obrigações fiscais menores ou taxas de juro maiores superam as mesmas. A maior parte das contas estão protegidas por seguradoras internacionais.

Cartão de Débito – Descubra as suas vantagens

O cartão de débito serve para as pessoas aceder e movimentar as suas contas bancárias, nomeadamente para levantar dinheiro e pagar bens e serviços. Evitando assim a necessidade dos clientes do banco de terem de se deslocar aos balcões para movimentar o dinheiro das suas contas, uma vez, que podem agora aceder a uma caixa de Multibanco ou somente pagar determinados bens num terminal de uma loja através do cartão.

Fisicamente o cartão de débito possui as mesmas dimensões de um cartão de crédito, mas quanto a sua funcionalidade assemelha-se ao de um cheque, por representar uma ordem de pagamento à vista expedida sobre saldos da conta do cliente. Desta forma, o cartão de débito anula também a necessidade do uso de cheques, dado que este cartão transfere imediatamente dinheiro da conta do cliente para a do negócio em causa.

A conveniência e a segurança são as principais vantagens associados a este tipo de cartões. Além da conveniência de poder aceder a uma conta bancária a qualquer hora, o cartão de débito também remove o trabalho associado ao preenchimento de um cheque. Os cartões de débito são igualmente considerados uma forma segura de pagamento, pois requerem um código para aceder à conta do seu titular, ao invés, os cheques podem ser facilmente furtados.

Uma outra vantagem tem a ver com um maior controle dos gastos, pois as compras por cartão de débito são limitadas aos fundos disponíveis na conta do cliente no ato da compra, enquanto com o cartão de crédito o cliente pode realizar uma compra cujo valor ele não dispõe para pagamento imediato, mas compromete-se a pagar essa compra futuramente.