6 dicas para proteger dados pessoais na internet

Para aceder e movimentar a sua conta bancária na internet com segurança, é fundamental garantir a proteção dos seus dados pessoais. Conheça algumas medidas de segurança para proteger os seus dados na internet:

Use computador pessoal
Não use computadores públicos para aceder a sua conta bancária na internet. Além do risco de captação de dados pessoais no computador, pode até estar a ser filmado. Por isso, use apenas o seu computador pessoal para aceder à sua conta bancária.

Atualize os softwares do seu pc
Proteja-se, atualizando os softwares do seu computador, nomeadamente aplicativos de serviço antivírus e firewall.

Verifique a segurança da navegação
Utilize links inseridos por si no browser de internet. Verifique se está numa página segura – com um “s” depois do “http” no endereço ou um pequeno cadeado no início.

Use um password forte
Use uma única senha (diferente das outras contas), com significado para si para facilitar a memorização da mesma.
Não aponte a senha no telemóvel ou no computador para outras pessoas a descobrirem. Prefira também não guardar a senha no navegador da internet pois quem tiver acesso ao seu computador pode utilizar a mesma. Recomenda-se que altere o seu password periodicamente.

Ignore solicitações de informações
Uma das fraudes frequentes na internet é o pedido para partilhar dados pessoais. Por isso, desconfie dos pedidos. Só deve atualizar os seus dados quando isto for pedido pela própria instituição financeira, ou seja, já depois de ter entrado na página oficial desta. Nunca forneça informações pessoais ou financeiras em resposta a um e-mail ou para qualquer pessoa que ligar solicitando esses dados

Termine sessão
Ao finalizar, deve fechar sessão da sua conta por si, não deixe o tempo da sessão aspirar.

Qual o melhor dia para fazer compras com cartão de crédito?

Saber comprar com o cartão de crédito é algo que poderá contribuir activamente para que beneficie de condições de pagamento mais favoráveis à sua situação financeira. Ainda que a maior parte dos utilizadores de cartões de crédito efectue as suas compras a qualquer dia do mês, sem quaisquer tipos de preocupações adicionais, a verdade é que há dias que se poderão revelar particularmente indicados para efectuar compras com o seu cartão de crédito, e são esses pelos quais deverá optar sempre que tiver intenções de utilizar o seu cartão para a compra de qualquer que seja o produto ou serviço.

Para saber a resposta a esta pergunta é, antes de mais, essencial que saiba o dia em que será emitida a sua factura. Ao ter acesso a esta informação ficará, de imediato, a saber qual será o melhor dia para efectuar as suas compras, uma vez que esse dia será, exactamente, aquele a seguir à emissão da factura. Ao optar por utilizar o cartão logo no dia à seguinte à emissão da factura estará a beneficiar de um prazo muito mais alargado de pagamento.

O prazo de pagamento das compras efectuadas com cartão de crédito é, geralmente, determinado pelo banco, logo após ter solicitado o seu cartão. Habitualmente, este prazo costuma variar entre os 20 e os 50 dias.

Essencialmente, o melhor dia para fazer compras com cartão de crédito é aquele que lhe oferecer um período mais longo para reembolsar o seu banco pelos pagamentos feitos através do seu cartão de crédito. Portanto, esse dia representa aquele logo a seguir ao fecho da facturação do seu cartão.

O dia ideal para a utilização de um cartão de crédito poderá variar significativamente de pessoa para pessoa, dependendo muito da instituição financeira, do cartão e do contrato associado ao mesmo. Assim sendo, é importante que se mantenha a par de todas as condições de pagamento e facturação relacionadas com o seu cartão de crédito, pois só assim poderá determinar o dia mais indicado para utilizá-lo e beneficiar de todas as vantagens que lhe estão associadas.

Vale a pena lembrar que, antes de optar por um cartão de crédito, deverá ler muito atentamente o contrato, de modo a certificar-se de que o mesmo não propõe condições de utilização menos explícitas, que se possam revelar prejudicial à sua estabilidade financeira.

Os custos globais de um crédito

No sentido de proteger o beneficiário menos avisado do verdadeiro custo de um empréstimo, considerando todos os encargos associados à operação, criou-se a Taxa Anual Efectiva Global (TAEG). Esta taxa pretende reflectir o verdadeiro custo final para o beneficiário do crédito que assim tem uma noção mais exacta do que representará para si a operação financeira.

A TAEG pode ser calculada para dois tipos de operações distintas:
• Operações uni período, em que há apenas dois momentos: o inicial, no qual o empréstimo é concedido e no qual pode haver lugar ao pagamento de outros encargos e o final em que se liquida o empréstimo, juros e eventuais outros encargos;
• Operações multi-período, em que há lugar ao pagamento de juros periódicos e eventualmente também ao reembolso faseado do capital em dívida.

Por exemplo:
TAEG para operações uni período
• Montante do financiamento: 20.000€
• Prazo: 91 dias
• Taxa de juro nominal (Euribor+spread): 6%
• Imposto de selo sobre os juros: 4%
• Despesas de concessão do empréstimo (pagos no momento da obtenção do empréstimo): 100€
• Comissão de cobrança do empréstimo (pagos no reembolso do empréstimo): 50€

Cálculo dos juros:
20.000 x 0,06 x (91/360) = 303,30€

• Imposto de selo sobre os juros: 303,30 x 0,04 = 12,10€
• Montante líquido obtido: 20.000 – 100 = 19,900€
• Montante a pagar no final: 20.000 + 303,3 + 12,1 + 50 = 20.365,40€

Generalizando, o cálculo da TAEG para operações uni período:
CI – Capital do empréstimo
DI – Todas as despesas suportadas no momento zero
J – Juros
DF – Todas as despesas suportadas no final do empréstimo (excepção dos juros)
X – nº de dias da operação

TAEG =[ (CI + DF + J) / (CI – DI)^365/X – 1

TAEG = [20.365,4 / 19.900]^91/365 – 1 = 0,0972 (9,72%)

Nota: Como a óptica da TAEG é a do beneficiário do financiamento utiliza-se como base de calendário a base real, ou seja, 365 dias.

Saiba como renegociar um empréstimo

Ao longo das nossas vidas, acontecerão eventos imprevistos, que nos farão ter de optar e fazer escolhas que não estavam nos nossos planos. As escolhas mais confusas são muitas vezes relacionadas com o nosso dinheiro, especialmente contas e empréstimos que não conseguimos pagar. Nessas situações, é importante e urgente renegociar os empréstimos. A renegociação de um empréstimo não é nenhuma tarefa impossível e é um passo fundamental para equilibrar as suas contas.

A renegociação dos empréstimos tem ganho um novo fôlego desde 2013. Foram publicados vários diplomas legislativos com o objetivo de facilitar o contato entre a instituição credora e o cliente. Entre outros aspetos, as instituições financeiras passaram a ser obrigadas a detetar sinais de risco de incumprimento e a esperar 90 dias para avançar com a resolução judicial de atrasos no pagamento das prestações.

Saiba Quais os sinais de que vai ficar endividado

Conheça abaixo algumas dicas para renegociar um empréstimo:
– Se estiver em dificuldades para cumprir com o pagamento dos empréstimos que contraiu, o primeiro passo a seguir é contatar o seu o banco. Quanto mais cedo o fizer, mais fácil pode ser a resolução do seu problema. Informe a instituição financeira que lhe concedeu o crédito um panorama da sua real situação. Seja honesto e demonstre que, face à sua realidade do momento, se os termos do contrato de empréstimo não forem renegociados, você poderá não conseguir pagar e ter de pedir a insolvência.
Ao informar ao banco sobre as dificuldades financeiras, em princípio, a família será inserida no PARI (Plano de Ação para o Risco de Incumprimento), o que, pelo menos, vai obrigar o banco a olhar para a sua situação financeira.

– Não se deixe pressionar por alguma insistência que possa haver. Se tiver dúvidas, questione até ficar devidamente esclarecido. Deve utilizar o Livro de Reclamações, sempre que fique descontente com alguma atitude por parte das instituições financeiras.

– Se pagar as prestações de uma forma tardia ou estar mesmo em incumprimento com algum pagamento, irá aumentar as probabilidades de uma renegociação, pois quem empresta está mais suscetível a negociações face a essa situação. Isto não quer dizer que o faça de uma forma deliberada, quer somente demonstrar que deve agir de uma forma estratégica.

– Se estiver já na situação de incumprimento, peça uma modificação das condições do seu empréstimo. Atualmente as instituições financeiras já contam com vários instrumentos para lidar com o incumprimento. No caso do banco concluir que o cliente tem capacidade para regularizar a sua situação, deve apresentar propostas para renegociar o crédito ou consolidar outros contratos.
As instituições financeiras não podem cobrar aos clientes comissões pela revisão de contratos inseridos nos regimes de incumprimento, o que abrange também o Regime Extraordinário do crédito à habitação para famílias em situação económica muito difícil. O objetivo destes regimes é permitir condições mais vantajosas para pagar o empréstimo, que podem passar por um período de carência mínimo de 12 meses e máximo de 48 meses ou uma redução do spread durante o período de carência até ao mínimo de 0,25%.

– Antes de fechar a renegociação, certifique-se que os novos termos e condições do empréstimo acordados são efetivamente possíveis de cumprir. Caso contrário, irá perder toda a credibilidade junto do banco. Antes de se comprometer com algum contrato, analise atentamente todas as condições contratuais.

Formas de rentabilizar as suas poupanças

Quando começamos a organizar as nossas finanças, estamos a aumentar as probabilidades de concretizar os nossos sonhos. O primeiro carro, uma casa mais confortável, viajar nas férias, manter o padrão de vida na velhice.

Investir bem as suas poupanças para maximizar os rendimentos é o primeiro passo, Quanto mais cedo começar a poupar e a investir, mais próximo estará a criar os pilares para um futuro financeiro confortável. Ter uma carteira de investimentos diversificada também é importante, pelo que deve analisar com cuidado os diferentes tipos de investimento que tem ao seu dispor.

Conheça os principais tipos de investimentos financeiros para rentabilizar as suas poupanças:

Ações – Para um investidor com pouca experiência, escolher ações pode ser uma tarefa difícil, mas os que já têm alguma experiência podem obter bons retornos investindo em ações. Uma forma de se integrar e analisar o mercado accionista, é escolher um conjunto delas e acompanhar a evolução das mesmas durante aproximadamente 6 meses a um ano. Isto dar-lhe-á uma perceção da volatilidade do mercado e do seu próprio sucesso sem ter de colocar o seu dinheiro em risco. Encare a esta experiência como uma espécie de treino, para posteriormente começar a investir e com sucesso no mercado acionista.

Obrigações – As obrigações oferecem uma taxa de retorno fixa, fazendo com que sejam uma boa alternativa às ações, onde o retorno é mais imprevisível. Todavia, quando investe em obrigações, deve ter em conta que quanto mais alto for a rentabilidade maior é também o risco. Os investimentos mais seguros são os que pagam menos, enquanto os que têm mais risco pagam mais. Deve ponderar bem o risco e o retorno na altura de escolher os seus investimentos.

Fundos Mútuos – Estes fundos recolhem dinheiro de vários pequenos investidores para comprar uma carteira diversificada de ações, obrigações e outros instrumentos financeiros. Isto permite os investidores ter maior diversificação que necessitam para investir de forma segura. Quando se escolhe um fundo mútuo é importante olhar para todas as comissões e despesas associadas, uma vez que comissões altas e recorrentes podem reduzir o retorno financeiro a longo prazo.

Fundos Negociados em Bolsa – Estes fundos combinam a diversificação de um fundo mútuo com a opção de negociar de uma ação. Tal como os fundos mútuos, os fundos negociados em Bolsa lidam com uma carteira de ações. Todavia, ao contrário dos mútuos, estes fundos podem ser comprados e vendidos durante o próprio dia de transações. Isto faz com que sejam escolhas atrativas para investidores, devido a sua elevada liquidez.

Derivados – Designam-se por derivados todos aqueles instrumentos financeiros resultantes de contratos a prazo celebrados, cujo valor e evolução futura do mesmo deriva do preço de um determinado ativo subjacente, tais como taxas de juro, ações, índice bolsista, matérias-primas, ou divisas. A alavancagem e a elevada volatilidade associadas aos produtos derivados, fazem com que o investidor ganhe ou perca toda a aplicação em pouco tempo. Investimentos deste tipo são negociados no mercado OTC ou na bolsa dos derivados.
Trata-se de um tipo de investimento pouco recomendado para investidores com pouca intimidade com o assunto. Saiba mais aqui.

Aplicações de Rendibilidade Fixa – São investimentos relativamente seguros e os retornos são menores do que a maioria dos outros tipos de investimento. Quem prefere investir com pouco risco, deve investir em instrumentos seguros e previsíveis como depósitos à prazo, certificados de aforro, ou seguros de capitalização. Aplicações deste tipo devia ter um papel importante na carteira de investimentos de qualquer investidor.

Como funciona o Cashback do Cartão de Crédito

Alguns cartões de crédito no mercado possuem o programa de cashback (reembolsos). Isto é, se fizer compras com estes cartões de crédito pode vir a ser reembolsado na conta cartão uma percentagem das compras efetuadas.

A percentagem do reembolso/devolução é pré-determinada pela instituição financeira que emitiu o cartão de crédito e pode variar entre 0,25% e 5%. O valor descontado é normalmente devolvido para o saldo do cartão no mês seguinte.

Os cartões que têm vertente só de crédito permitem apenas fazer compras em lojas onde sejam aceites redes Mastercard, Visa, ou American Express. Em estabelecimentos comerciais onde só seja aceite a rede Multibanco não se pode utilizar este tipo de cartões. Geralmente também nas caixas automáticas não se consegue efetuar pagamentos com cartões que têm vertente só de crédito. Mesmo que consiga, o gasto não é contabilizado para efeitos de cashback.

Veja abaixo um exemplo de Cashback:
– Compras mensais com o cartão de crédito: 200€
– Taxa de Cashback: 2%
Portanto, o retorno será de 48€, porque
200€ x 12 meses x 0,02 = 48€

DICAS PARA USUFRUIR DAS VANTAGENS
– Verificar se o cartão tem anuidade, ou se é possível isentá-la, Alguns cartões de crédito devolvem a anuidade se for atingido um determinado valor de compras por mês/ano.
– Ter em atenção à anuidade do cartão e à TAEG, já que os encargos do cartão podem suplantar as suas vantagens.
– Pagar sempre os extratos a 100%, evitando assim, o pagamento de juros sobre as compras;

Os cartões que não têm anuidades podem ter plafonds ou percentagens de devolução mais pequenos, enquanto os que devolvem maior percentagem podem exigir contas em alguns bancos ou montante elevado de compras. Por isso, a escolha do cartão de crédito deve ser feita com base nos hábitos de consumo de cada pessoa.

Saiba também Qual o melhor dia para fazer compras com cartão de crédito

10 dicas para evitar o sobreendividamento

Para evitar situações de sobreendividamento, antes de contrair um crédito, é fundamental ter a noção das suas reais necessidades e a situação atual em que se encontra a nível financeiro. É preciso saber distinguir as despesas que são prioritárias das que são dispensáveis.
Em muitos casos, devido ao elevado peso das prestações de um ou mais créditos no o rendimento familiar, torna-se difícil evitar a acumulação de dívidas face às despesas rotineiras. Mas existem algumas dicas que lhe podem ajudar a manter o orçamento familiar minimamente estável.

Confira abaixo 10 dicas para evitar o sobreendividamento:
1 – Faça o seu orçamento familiar, incluindo as despesas anuais como seguros ou impostos;

2 – Dê a prioridade as despesas básicas e reserve parte do seu rendimento para situações de emergência;

3 – Saiba onde gasta o seu dinheiro todos os meses. Não subestime os pequenos gastos que passam despercebidos diariamente;

4 – Faça as contas à sua taxa de esforço, ou seja, o peso das prestações de um ou mais créditos no seu rendimento mensal. Esta não deve ultrapassar os 35% do rendimento disponível;

5 – Evite comprar por impulso. Antes de ir às compras, faça uma lista com os produtos que precisa;

6 – Não compre nada supérfluo antes de pagar as contas fixas como a água, a luz e o gás;

7 – Planeie as grandes compras. Caso não consiga pagar o valor total, tente dar uma entrada inicial;

8 – Pondere bem a forma como utiliza o cartão de crédito e não deixe que as dívidas se acumulem, para evitar o pagamento de juros;

9 – Se está endividado, não deixe a situação arrastar-se. Procure renegociar a dívida com a instituição financeira;

10 – Não recorra a novos empréstimos para pagar dívidas atuais, a menos que as taxas de juros sejam mais vantajosas;

Saiba tudo sobre o Crédito Automóvel

Seja para comprar um carro novo ou usado, a maioria das vezes quem compra carro precisa de crédito. Existe no mercado uma grande variedade de oferta nesse sentido, por isso, na hora de comprar automóvel com recurso ao crédito, pondere todas as modalidades existentes. Faça-o antecipadamente para que a opção vá de encontro às suas necessidades financeiras.

O consumidor pode optar entre várias modalidades de financiamento, a saber, Leasing (locação financeira), ALD (Aluguer de Longa Duração) e Crédito com Reserva de Propriedade.

Vamos analisar de seguida as caraterísticas de cada uma destas opções de financiamento, de forma a poder escolher a melhor para si, tendo em conta que a decisão vai afetar o seu orçamento familiar durante um longo período de tempo.

Leasing
Nesta modalidade de financiamento, não existe compra efetiva do carro. É assinado um contrato de locação financeira entre o cliente e a instituição de crédito, ou seja, de cedência temporária da viatura em troca de uma prestação mensal. O contrato inclui um seguro de danos próprios e está sujeito à taxas de juro habitualmente mais reduzidas do que em ALD.

Durante o período de contrato, o locador, ou seja, quem faz a locação financeira é quem paga as despesas de manutenção e reparação do automóvel. No final do contrato, o cliente (locatário) tem três opções de escolha: devolver a viatura, trocá-la ou ficar com o carro, pagando o valor residual.

Aluguer de Longa Duração (ALD)
Trata-se também de uma cedência temporária em troca de um valor mensal, mas o cliente assina um contrato-promessa em que assume a obrigatoriedade de comprar o carro, no final do contrato. O valor é estabelecido logo no início. Tal como no Leasing, é obrigatório o seguro de danos próprios (seguro de responsabilidade civil automóvel é obrigatório por lei).

Crédito com Reserva de Propriedade
Além do Leasing e do ALD, os consumidores podem recorrer ao Crédito com Reserva de Propriedade para comprar carro. É o que habitualmente se designa por crédito automóvel normal. À semelhança do crédito pessoal, o crédito automóvel pode estar sujeito a taxas de juros fixas ou variáveis.

Esta é a única forma de financiamento em que a viatura fica registada em nome do cliente. De qualquer forma, para garantir que contrato e o respetivo pagamento sejam cumpridos até ao final, a instituição financeira que empresta o carro faz uma reserva de propriedade em seu nome.

Conheça as principais vantagens de recorrer ao crédito automóvel para financiar a aquisição do seu carro:
– Não necessita de despender um montante elevado no momento do ato de compra;
– É personalizável à medida das suas necessidades;
– Acesso fácil e rápido;
– Pode ser usado para compra de viaturas novas ou usadas;
– Financiamento até 100% do valor da aquisição do automóvel. Com o valor máximo a fixar nos 75 000 euros;
– Prazos de reembolso flexíveis, que podem variar desde 12 meses à 120 meses;
– Possibilidade de fazer amortizações totais ou parciais, reduzindo os juros e o valor em dívida à entidade credora;
– Taxas de juros mais vantajosas do que nos créditos pessoais;
– No caso das empresas e profissionais liberais, existem a possibilidade de dedução do IVA.

Contrato Swap – saiba o que é e como funciona

O swap é um dos muitos tipos de produtos financeiros derivados existentes, e tal como a própria palavra indica, ‘swap’ é uma troca. Permite contornar a incerteza associada ao valor futuro dos fluxos transacionados. Existe uma grande variedade de swaps, agrupados em 5 grupos, swaps sobre taxas de juros, sobre divisas, sobre crédito, sobre matérias-primas e sobre acções. Em comum têm o facto de se tratar sempre de uma troca dos fluxos financeiros associados ao valor de um determinado activo, o chamado valor nocional.

Vou dar um exemplo prático de contrato de swap sobre taxas de juros. Para contornar a incerteza sobre o futuro das taxas de juros a pagar, uma empresa pode contratar com um banco um swap. Imagine que uma empresa pediu um empréstimo bancário tendo por base uma taxa de juro variável, ou seja, sobe ou desce consoante a variação da Euribor. Imagine agora que a taxa de juro tem estado numa trajetória de subida, fixando-se atualmente nos 5% e, acredita-se que as taxas vão subir ainda mais nos próximos anos. O melhor, seria fixar essa taxa, de modo a travar essa subida. É exactamente isso que um contracto de swap permitiria que fosse usado num crédito. Neste caso a troca foi uma taxa de juro variável por uma fixa.

Ao fazê-lo, a empresa vai fixar a taxa de juro em vez da variável e, portanto, sabe que todos anos vai pagar a mesma taxa de juros, até ao vencimento do empréstimo. Este instrumento permite, por exemplo, à empresa que contraiu o crédito estimar esses pagamentos, mas pode ter um custo, que é o custo do próprio swap.

O pior para a empresa é se ao contrário do que se pensava a taxa de juro em vez de subir, descer. Então nesse caso a empresa fica a pagar o valor fixo, os 5%, quando no mercado o preço do dinheiro já só custa 2%. Foi exatamente isso que aconteceu no caso de algumas empresas públicas, com prejuízos para o Estado português na ordem dos 3000 milhões de euros. Acordaram contratos numa altura em que as taxas de juro estavam a subir, pensando que iriam subir ainda mais e tentaram trancar essa valorização. Mas a realidade nem sempre é o que nós pensamos que vai ser. E neste caso claramente não foi.

Um swap por ser um contrato de cobertura de risco no financiamento implica sempre, perdas para uma das partes, já que consiste em fixar uma taxa de juro a pagar por um empréstimo com a obrigação de uma das partes pagar a diferença entre a taxa fixa e a variável. Ou seja, não são as caraterísticas destes instrumentos que os tornam especulativos ou de cobertura de riscos, mas sim, a sua utilização. Vejamos um outro exemplo de swaps.

Em 2009 depois de ter ficado a zeros várias vezes no Bwin, o meu irmão decidiu abrir uma conta num corretor com 800€, que foi investindo na compra de ações e na utilização de futuros sobre ações e sobre índices bolsistas. Como estudante das ciências tecnológicas, a ideia dele era sobretudo aprender alguma coisa sobre investimento. Com o tipo de risco que usava na gestão desta conta era normal ter meses com lucros muito simpáticos mas também meses com prejuízos terríveis.

Em 2013, ele disse-me: essa conta já esteve com 5000€ e agora está com 3000€, o que posso fazer para ter um resultado certo mensal em vez destas variações? Podes vender tudo o que tens e comprar obrigações que te rendem 6% ao ano, o que te dá 15€ por mês. E nas obrigações não corro riscos? Bom, se não fizeres nada disso não sabes hoje o valor da tua carteira daqui a 5 anos, poderá ser até mais baixo que hoje, por exemplo 1500€, mas também pode subir, para 6000€, por exemplo. Tudo depende do teu perfil de risco, não existe certo e errado nestas coisas, tens que conhecer é as consequências da decisão que tomares. Então preferia as obrigações. Ok, tenho uma ideia melhor. Vamos fazer o seguinte, não mexemos no que tens e em cada mês fazemos as contas, no final dos 5 anos, eu dou-te 15€ por cada mês e tu dás-me o resultado que a carteira gerar, assim sabes que no final tens sempre 3900€ (3000€+5*12*15€), independentemente da evolução do valor da tua conta. Vamos ver se percebi, o que acontece no final se o valor da minha conta for 6000€? Nesse caso eu dou-te os 900€ e tu dás-me 3000€, ficas com 3900€. E se no final o valor for 2500€? É só fazer as contas, nesse caso tenho que te dar os 900€ + 500€ que corresponde ao resultado negativo da tua conta, ficas na mesma com 3900€. Mas se a conta vale no final 6000€ eu perco 3000€, não? Não, deixas é de ganhar 3000€, chama-se a isso custo de oportunidade mas compreendo que te venha a parecer um prejuízo efectivo. Isto é um swap!

Derivados financeiros

Dentro do mundo financeiro é possível encontrar diversos produtos de investimento que denominamos por derivados. Designam-se por derivados todos aqueles instrumentos financeiros resultantes de contratos a prazo celebrados, cujo valor e evolução futura do mesmo deriva do preço de um determinado ativo subjacente, tais como uma taxa de juro, uma ação, um índice, uma matéria-prima, ou uma divisa.

Ainda que não sendo uma condição obrigatória, o mecanismo de alavancagem está frequentemente associado a classe dos derivados financeiros. Desta forma, não existe uma relação unitária entre desembolso inicial e capital em risco, permitindo que o investidor tenha maiores ganhos, assim como perdas mais elevadas se a operação não ocorrer como previsto.

Por um lado, os produtos financeiros derivados podem ser bons instrumentos para brindar os riscos de mercado, associados às oscilações das taxas de juro, taxas de câmbio, cotações bolsistas, inflação e risco de crédito. Por outro lado, estes produtos permitem a execução de estratégias de arbitragem e especulação tirando partido das imperfeições e volatilidade do mercado.

O montante exigido para iniciar um investimento em derivados financeiros é bastante pequeno em comparação com outros tipos de instrumentos que apresentam uma resposta similar diante das oscilações nas condições gerais dos mercados. Os derivados podem ser negociados tanto em mercado de balcão, denominado de Over-the-Counter (OTC), ou em mercados bolsistas (Exchange-Traded Derivatives), como acontece com os Futuros ou Opções.

Os 4 contratos de derivados financeiros mais utilizados pelos agentes do mercado são os Futuros, os Swaps, os Forward e as Opções. Sendo que existe nos 3 primeiros uma equivalência de direitos e obrigações entre as partes envolvidas, compradora e vendedora, ou seja, os direitos de uma parte são as obrigações da outra parte e vice-versa.
Nos contratos de opções, esta equivalência não existe, uma vez que o titular da opção tem o direito, mas não a obrigação, de exercer a compra. Já o vendedor da opção tem a obrigação de proceder à entrega do ativo subjacente, caso o comprador opte por exercer o seu direito de compra. Por isso, o detentor da opção paga um prémio para o vendedor assumir uma obrigação sem direito.

Apresentamos de seguida resumidamente os derivados financeiros mais transaccionados:

Os contratos de Futuros são estabelecidos entre as 2 partes envolvidas, compradora e vendedora, nos quais o vendedor compromete-se a entregar uma certa quantidade de um ativo, numa determinada data posterior e ao preço acordado na data de realização do contrato. O tipo de ativo subjacente neste instrumento financeiro tanto pode ser tangível, como moeda e commodities, ou intangível, como taxas de juro e índices bolsistas. Numa vertente mais corrente, não existe troca física dos ativos subjacentes mas sim, a liquidação financeira pela diferença entre o preço de futuros no mercado e o preço acordado previamente. Saiba mais aqui.

Por sua vez, os contratos Forward têm por objetivo a fixação futura do preço de transação de um determinado ativo, a prazo, como de uma taxa de juro ou de câmbio, com maturidade e preço acordados inicialmente. Sendo construídos à medida do cliente, os Forward são habitualmente negociados ao balcão (OTC) e por serem acordadas todas as variáveis subjacentes à formação do preço para o negócio a prazo.

Contrato de Swap é um acordo estabelecido entre ambas as partes para a troca de cash flows futuros, calculados com base no valor de um ativo escolhido, por exemplo, taxa de juro, taxa de câmbio, preço de uma ação, ou mercadoria. Este tipo de de contrato permite contornar a incerteza associada ao valor futuro dos fluxos financeiros transacionados. Saiba mais aqui.

Por fim, as Opções são contratos através dos quais se confere ao comprador da Opção o direito, e não a obrigação, de comprar (call option) ou vender (put option) um determinado ativo numa data futura e a um valor previamente fixado, o designado preço de exercício. O valor da cotação de uma opção é denominado por prémio da opção. Este prémio é o preço da opção, o qual é baseado em um conjunto de componentes que influenciam o preço da mesma, que são nomeadamente, o prazo para a maturidade da opção, o preço de exercício, o preço do ativo subjacente, o risco do mercado, as taxas de juros e inclusive os dividendos.
As Opções podem ter na sua génese ligeiras diferenças quanto ao método de exercício. Na vertente americana é permitido o exercício da opção durante o seu período de vida, já na vertente europeia essa opção só pode ser exercida na maturidade.

A grande diferença entre as Opções e os Futuros reside na não obrigatoriedade do cumprimento do contrato na data de vencimento, caso a evolução do preço do ativo subjacente não favoreça o titular da opção.

São muitos os tipos de contratos de Futuros e Opções à disposição dos investidores no mercado de derivados, que podem ser agrupados de acordo com a sua natureza:
– Commodities: arroz, trigo, milho,…
– Energia: petróleo, gás natural, …;
– Índices Bolsistas: S&P500, DAX, …;
– Forex: EUR/USD, EUR/JPY, …;
– Taxas de Juro: EURIBOR 6 mês, German T-Bill 10 anos…;
– Metais: cobre, ouro, …;
– Clima: época dos furacões, número de meses de frio, …

Os produtos financeiros derivados, sejam eles Futuros, Forward, Swaps, ou Opções, contrastam na sua génese, com os mercados à vista, dado o facto de serem contratados no momento presente e liquidados numa data futura.