Criptomoedas – O que são e como funcionam as moedas virtuais

Já ouviu falar do termo bitcoin? Bitcoin é uma moeda virtual, sendo a mais conhecida entre muitas que existem, tendo sido a primeira a ser criada em 2008. Mas o que é uma moeda virtual? Cada vez mais este tipo de moeda está presente na agenda mediática, tanto pelo seu sucesso, mas também, pela polémica à volta dela. Saiba mais sobre o que são e como funcionam as moedas virtuais.

Moedas virtuais – o que são

Ao contrário das moedas tradicionais, as moedas virtuais não têm qualquer suporte físico, sendo utilizadas para realizar transações online. Oficialmente estas moedas não são consideradas como dinheiro, não havendo qualquer tipo de controlo por governos, bancos ou entidades reguladoras. Como resultado, é um tipo de moeda que não está sujeito a desvalorizações ou inflações. No entanto, apesar de não serem oficiais, as moedas virtuais estão cada vez mais presentes no fluxo atual de dinheiro, tendo cotações e podendo ser trocadas por moedas oficiais, mas também, sendo aceite por muitas lojas online como forma de pagamento.

De uma forma mais técnica, as moedas virtuais são, de acordo com o BCE (Banco Central Europeu), uma forma de dinheiro virtual não regulada e não regulamentada, controlada e distribuída pelos desenvolvedores. Este tipo de moeda é comummente aceite e utilizado para transações online entre os membros de uma determinada comunidade virtual.

Apesar de alguma polémica em redor deste tipo de dinheiro, há quem pense que as moedas virtuais podem ser o futuro. A facilidade com que estas moedas permitem fazer transações, sem necessidade de cartões de crédito ou dinheiro real, dá força a um crescimento gradual do uso das moedas virtuais.

Moedas virtuais – como funcionam

Para quem não conhece ainda muito bem o funcionamento das moedas virtuais, existe a ideia de que é um método pouco confiável. No entanto, a realidade é bem diferente. Através de processos complexos, as moedas virtuais permitem transferências rápidas de dinheiro, com custos mais baixos que os habituais nos métodos tradicionais, e sem a necessidade de intermediários. Essa transferência é realizada com recurso a uma tecnologia denominada de “blockchain”, em que se irá registar publicamente cada transação, impedindo dessa forma que se possa utilizar novamente a mesma moeda. Através destes procedimentos poderá realizar transações a qualquer altura, sem risco de falsificação. Além disso, e ao contrário às moedas tradicionais, as moedas virtuais apenas são produzidas numa determinada quantidade previamente definida e a uma velocidade restringida pelo valor que foi inicialmente estipulado. Isso torna todo o processo transparente e justo.

A Legalidade das moedas virtuais

A legalidade das moedas virtuais varia consoante os países, há países que restringiram-nas e chegaram até bani-las. O Banco da China, por exemplo proibiu as instituições financeiras de fazerem transacções com bitcoins. Enquanto que na Russia e no Japão, as criptomoedas são legais e, na Europa, as moedas virtuais ainda estão num vácuo regulador. Mas já existe marcas como a Dell ou a Microsoft, que também já aceitam bitcoins como forma de pagamento.

As moedas virtuais mais populares

Apesar da bitcoin ser a moeda virtual mais conhecida, há no entanto muitas outras. Hoje em dia, o número de moedas virtuais ultrapassam mesmo as duas centenas. Entre aquelas que são consideradas as mais reputadas, com maior valor e mais utilizadas, temos a a bitcoin, a terracoin, a peercoin, a litecoin, a primecoin, a zcash, a fearthecoin, a ethereum e a namecoin. Se pretende fazer transações online com recurso a moedas virtuais, estas são as suas melhores opções.

Vai ser fiador de um crédito habitação? – Tudo o que precisa de saber

Por vezes, para que uma pessoa ou um casal possa fazer um crédito habitação, a entidade bancária exige um fiador. No entanto, ser fiador de um crédito é algo que tem muitas implicações, sendo por isso importante conhecer bem as condições, deveres e direitos enquanto fiador. Conheça de seguida tudo o que precisa de saber se vai ser fiador.

Porque é que os bancos pedem fiadores?

O fiador é alguém que afiance que todas as obrigações serão cumpridas, e caso não o sejam, que as cumpra em seu lugar. Dessa forma o banco pretende reduzir o risco de incumprimento no contrato de crédito ao associar um fiador que assuma a responsabilidade em caso de falha. Por isso, antes de aceitar ser fiador de um amigo ou familiar, pense muito bem as implicações.

Ganha alguma coisa em ser fiador?

Ser fiador implica acima de tudo assumir a responsabilidade no caso de incumprimento do cliente. Como tal, não ganha absolutamente nada além de um dever perante uma entidade bancária. No fundo, a única coisa que recebe é o reconhecimento por parte da pessoa ou pessoas de quem aceitou ser fiador, e caso corra mal, a perda de uma amizade.

Quais os deveres de um fiador?

O principal dever de um fiador, e aquele que é mais conhecido, é o dever de pagar a prestação quando o contrato não é cumprido. Ou seja, se o cliente que contratou o crédito com a entidade bancária, o fiador será contactado para fazer o pagamento em falta. Há ainda outro dever, menos falado, que é o de acompanhar a pessoa que está a afiançar de modo a ajudá-lo a manter a sua saúde financeira.

O que acontece se o fiador não puder pagar?

Caso o fiador tenha de cumprir o seu dever de pagar uma prestação em falta do cliente e não tenha dinheiro para tal ou se recuse, o mais provável é que a ação seguinte seja a de penhorar o seu vencimento, mesmo antes do próprio cliente. Isto acontece na maior parte dos casos pois o fiador não acautela os seus direitos, como o direito a excussão prévia. Poderá saber mais sobre este e outros direitos do fiador já de seguida.

Quais os direitos do fiador?

Apesar dos deveres de um fiador terem uma dimensão consideravelmente maior, há alguns direitos que podem revelar-se bastante importantes. Assim, o fiador tem direito de excussão prévia e o direito de regresso.

O direito de excussão prévia obriga a entidade bancária a penhorar o vencimento do cliente em caso de prestação em falta, antes de pedir o dinheiro ao fiador. O problema é que na maioria dos contratos existe uma cláusula em que o fiador nega esse direito. Por esta e outras razões é essencial ler qualquer contrato antes de assinar. O fiador tem ainda direito de regresso onde pode pedir o dinheiro pago aos credores do cliente. No entanto, este é sempre um processo burocrático muito lento, e geralmente caro.

BREXIT: Banco Central Europeu diz-se “preparado”

Mario Draghi, Presidente do Banco Central (BCE), confirmou o que se esperava: o BCE encontra-se preparado para todas as contingências decorrentes do BREXIT, caso o mesmo seja aprovado pelo eleitorado britânico e gibraltarino.

Não obstante, e apesar de se dizer “preparado”, não existe nenhum plano formal ou compromisso assumido, dado que é “difícil de especular sobre um conjunto de consequências”, disse o presidente da Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu.

As declarações do Presidente do BCE e do presidente da Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu, surgem depois da ronda de auscultações levadas a cabo pelo BCE junto dos bancos do Eurosistema e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

A única informação divulgada pelo Presidente do BCE, foi de que o banco central teria como prioridade “disponibilizar uma ampla liquidez por forma a evitar pânico junto dos investidores”.

Ainda de acordo com informações avançadas pelo próprio Deutsche Bank, o maior banco alemão, o sector financeiro também já tem na calha planos de contingência, uma vez que a própria administração do Deutsche Bank admite que o referendo irá testar o mercado de capitais. Porém, e à semelhança do BCE, o sector privado não pode garantir a eficácia dos seus próprios planos.

Só amanhã serão conhecidas as reais intenções dos britânicos e dos gibraltarinos, no entanto os mercados vivem momentos de alta tensão, nos quais contratos, decisões de investimento e transacções estão em suspenso até ao final do referendo.

Autor: Miguel Pinto-Correia. Natural do Funchal, onde reside, nasceu a 18/01/1989. É licenciado em Economia pela Nova School of Business and Economics. É Mestre em Economia Internacional e Estudos Europeus pela ISEG Lisbon School of Economics & Management.
E-mail: pintocorreia.m@gmail.com

Os impactos da Taxa Euribor negativa na vida das famílias

Nos últimos anos a evolução das taxas Euribor tem tido uma tendência claramente de descida, atingindo níveis historicamente baixos, provocada sobretudo pelas medidas expansionistas tomadas pelo Banco Central Europeu (BCE). A descida para valores negativos ocorre depois do BCE ter cortado a taxa de depósito para -0,2% (atualmente, -0,4%), desincentivando os bancos a depositar dinheiro no banco central, e com o plano de compra alargada de ativos em execução, para fomentar o crescimento económico.

A Euribor é bastante utilizada como taxa de referência em empréstimos hipotecários e depósitos a prazo. Numa altura em que as taxas Euribor continuam a cair, com todas as taxas a fixarem-se abaixo de zero, vale a pena colocar a seguinte questão: Quais as consequências para os depósitos e os créditos que estão associados a estas taxas? Neste artigo, vamos tentar explicar esta situação, abordando a questão das consequências das Euribor negativas para os titulares de depósitos a prazo e/ou créditos.

O que é a Euribor?

As taxas Euribor (Euro Interbank Offered Rate) baseiam-se na média das taxas de juros praticadas em empréstimos entre bancos no mercado interbancário por mais de 50 bancos europeus. Em Portugal, a Caixa Geral de Depósitos faz parte deste painel. A Euribor existe desde 1999, e as suas taxas são divulgadas e transmitidas a todas as partes participantes e imprensa, em todos os dias úteis da semana.

Atualmente, existem 8 taxas Euribor que são as seguintes:
Euribor 1 semana
Euribor 2 semanas
Euribor 1 mês
Euribor 2 meses
Euribor 3 meses
Euribor 6 meses
Euribor 9 meses
Euribor 12 meses

O nível atual das taxas Euribor

A evolução do nível das taxas Euribor é, em primeiro lugar, determinada pela lei de oferta e procura, pois trata-se de uma taxa de juro do mercado que é composta por um grande conjunto de instituições bancárias. Contudo, existem outros fatores externos que influenciam o desempenho da taxa Euribor, tais como o crescimento económico e a inflação.

Atualmente, todas as taxas Euribor encontram-se em terreno negativo e tudo indica que a tendência de queda vai-se manter. Isto por causa da indicação dada pelo presidente do BCE, Mario Draghi, para aumentar a compra alargada de ativos de 60 mil milhões de euros para 80 mil milhões por mês, a partir de Abril de 2016. No entanto, as medidas do BCE poderão ter alguma flexibilidade para fazerem face à evolução de indicadores como a inflação e a evolução da concessão de crédito bancário na Zona Euro.

– A Euribor a 1 mês que desceu para valores negativos pela primeira vez em Janeiro de 2015, fixa-se atualmente em -0,34%;

– A Euribor a 3 meses, em valores negativos desde Abril de 2015, está em -0,25%. De acordo com os dados do Banco de Portugal (BdP), a Euribor a 3 meses era o referencial de 41,5% dos contratos de crédito habitação em Portugal;

– A taxa Euribor a 6 meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação (mais de 50% dos contratos, segundo BdP), caiu para terreno negativo pela primeira vez em Novembro de 2015 e fixa-se atualmente em -0,14%;

– A Euribor a 9 meses, que caiu para valores negativos pela primeira vez em Novembro de 2015, está fixada em -0,075%. Depois de uma ligeira inversão da trajectória de descida, alcançando terreno positivo em Dezembro, a Euribor a 9 meses voltou para valores abaixo de zero a 07 de Janeiro nos quais se tem mantido desde então;

– A Euribor a 12 meses que desceu para valores negativos pela primeira vez a 05 de Fevereiro de 2016, está atualmente em -0,011%;

O impacto da Taxa Euribor negativa nos depósitos a prazo

Para além do mercado interbancário, existem outras alternativas de financiamento para os bancos como, por exemplo, através da captação de depósitos.

Quando uma pessoa aplica as suas poupanças num depósito a prazo, está na verdade, a emprestar dinheiro ao banco. O nível da taxa Euribor e a taxa de juros do depósito a prazo atribuídos estão fortemente relacionados, isto porque os bancos podem optar entre o empréstimo de dinheiro de outros bancos (a taxa Euribor) ou o empréstimo do aforrador. A taxa de juro relativa ao depósito a prazo atribuída pelos bancos é normalmente mais baixa do que a taxa Euribor, pois a diferença é a “margem de lucro para o banco”. Quando a Euribor desce, as margens do banco também descem. Por isso, é normal quando as taxas Euribor descem, os bancos também decidem baixar as suas taxas de juros dos depósitos a prazo ou contas poupança.

Estando a taxa abaixo de zero, seria de pensar que em alguns casos os depositantes, em vez de receber, poderiam ter de pagar alguns juros ao banco, ora isso nunca vai acontecer, porque os depósitos a prazo são aplicações com capital garantido.

As taxas de juros que os bancos estão a oferecer para os depósitos a prazo tocam em mínimos históricos. Por exemplo, a taxa média aplicada para depósitos a 12 meses é menos de 1%.
Conheça algumas alternativas para os depósitos a prazo com capital garantido (AQUI)

O impacto da Taxa Euribor negativa no crédito habitação

O cálculo da revisão da prestação mensal do crédito é baseado na média da Euribor de um período mínimo – habitualmente de 30 dias úteis, que antecedem o mês anterior a da revisão, acrescido do spread fixo (margem de lucro) contratado. Para os empréstimos indexados à Euribor a 3 meses, a revisão é feita trimestralmente. Num contrato feito em Abril, a atualização acontecerá em Julho, Outubro, Janeiro e novamente em Abril. Para os empréstimos indexados à Euribor a 6 meses, ou 12 meses, essas revisões são feitas semestralmente e anualmente, respetivamente.

Para quem tem crédito a habitação indexado a taxa Euribor a 12 meses, que está abaixo de zero desde Fevereiro, na próxima revisão os valores negativos já poderão começar a refletir-se na prestação do crédito. Até porque os Forward Rates Agreements (FRA), uma espécie de contratos de futuros em que os investidores apostam no nível futuro da taxa de juro, negoceiam em terreno negativo até 2017. Se essa expetativa se concretizar, o valor do indexante negativo terá de ser subtraído ao spread. Por exemplo, se a média mensal da Euribor a 12 meses descesse para -0,015% e se o seu spread fosse de 0,2%, ficaria a pagar 0,185% de juros.

O Banco de Portugal já fez saber que os bancos têm mesmo de aplicar as taxas de juros negativas. Voltando ao exemplo acima, se a taxa Euribor baixasse para os -0,3% e o seu spread fosse de 0,2%, não só não pagará juros nas suas prestações mensais, como a instituição financeira ainda terá de abater essa diferença de 0,1% no capital em dívida. Recorde-se que a prestação do crédito é composta pelo pagamento do juro (Euribor + spread) mais amortização de capital.

Com a obrigatoriedade dos bancos de terem de aplicar os valores negativos da Euribor nos empréstimos, o impacto na vida das famílias que têm crédito habitação para amortizar, é cada vez maior. Por exemplo se a média mensal da Euribor fosse de -0,01% no próximo mês, a descida da prestação para quem tivesse um empréstimo de 150 mil euros a 30 anos indexado a Euribor a 6 meses com spread de 1%, seria de cerca de 4,6 euros, segundo a simulação feita pela Deco. Ainda de acordo com a mesma fonte, um cliente com um crédito com valor, prazo e spread iguais aos da simulação, paga atualmente (após a revisão de Dezembro) quase menos 24 euros do que pagava em Dezembro de 2013. E se compararmos com o que era pago há 4 anos, em 2012, a diferença é ainda maior: mais de 100 euros.

Saiba como poupar nas comissões bancárias

A cada ano que passa as comissões exigidas pelos bancos aumentam, elevando por isso os valores que tem de pagar pela manutenção das suas contas e pelos vários serviços associados. Transferências, pedidos de cheques, anuidades de cartões de crédito, consultas de movimentos, etc., tudo é motivo para o pagamento de comissões. No entanto, seguindo algumas dicas, poderá conseguir poupar bastante nestas despesas.

Dicas sobre como poupar nas comissões bancárias

O multibanco é ainda hoje um sistema prático e mais económico de realizar as suas operações bancárias com um custo reduzido ou inexistente. Na maior parte dos bancos, a utilização do multibanco é a forma mais barata de realizar várias operações, nas quais se incluem por exemplo as transferências. Se o seu banco obriga ao pagamento de comissões pelas transferências bancárias, inclusive no sistema de home banking, opte pelo multibanco pois será certamente mais barato.

Outra das formas de reduzir as suas comissões é optar pelo sistema de home banking. Usar os canais online do seu banco fica mais barato que utilizar o balcão ou o telefone. Como o sistema online ajuda o próprio banco a otimizar os seus recursos e a reduzir despesas, este incentiva o uso do home banking através de preçário mais baratos, com diferenças que por vezes são bastante substanciais.

A domiciliação do ordenado é uma das formas mais comuns para baixar as comissões bancárias. Ao optar por ter uma conta ordenado, o banco irá dar-lhe vários benefícios, nos quais se incluem a redução ou mesmo isenção de várias comissões, sendo a mais habitual a da manutenção da conta. Além disso, a conta ordenado tem ainda a vantagem de a poder movimentar livremente, o que pode ser muito útil em certas situações.

Os bancos procuram cada vez mais atrair clientes para os seus serviços, tentando que estes tenham todos os seus produtos financeiros nessa instituição. Para isso oferecem vários benefícios, os quais incluem spreads de créditos mais baixos, e ainda, algumas isenções de comissões. Além disso, se consolidar todos os seus produtos na mesma instituição, poupa nas comissões que teria que pagar se tivesse contas em outros bancos. Apesar de ter também alguns riscos, esta opção permite poupar a curto e médio prazo valores ainda significativos.

Os cartões de crédito são muitas vezes pouco utilizados pelas famílias, que os têm apenas para alguma emergência, ou então, como condição na realização de um empréstimo para habitação. No entanto, este tipo de cartões tem anuidades elevadas. Há duas formas de reduzir estes custos. Uma é pedir um cartão sem anuidade. Contudo, este implica taxas de juro mais elevadas. A segunda opção é conhecer quais as condições de uso que o permitem isentar o pagamento da anuidade. A partir de um determinado valor pago com o cartão de crédito, você fica isento da anuidade durante esse ano. Neste caso, para não pagar juros, opte pelo pagamento de 100% da dívida.

Siga as nossas dicas e conseguirá reduzir de forma considerável o gasto anual em comissões bancárias.

Quais os sinais de que vai ficar endividado

A gestão do orçamento mensal é essencial no bem-estar e tranquilidade de uma família. Se as suas finanças forem mal geridas, toda a família irá sofrer. Por isso, para evitar que chegue a uma situação grave, deve estar atento a alguns sinais. Conheça de seguida quais os sinais de que vai ficar endividado.

Comprar de forma compulsiva
Vivemos numa sociedade consumista, e como tal, fazer compras tornou-se quase uma forma de estar na vida. Fazer compras de forma compulsiva é muitas vezes o primeiro passo rumo ao endividamento.

Falhar pagamentos
São poucas as pessoas que nunca falharam um pagamento. Por vezes por uma situação esporádica, outras apenas por esquecimento. No entanto, quando as falhas de pagamentos são frequentes, isso significa que tem dificuldade em pagar as suas contas com o dinheiro disponível. Este é um forte sinal de que está a ficar endividado.

Ter vários cartões de crédito
Para quem está numa situação financeira débil, o cartão de crédito é uma “faca de dois gumes”. Ou seja, pode ser muito útil para uma situação excecional, onde necessite de fazer um pagamento urgente para o qual não tem dinheiro, ou então, ser perigoso, caso os utilize para manter um estilo de vida para o qual já não tem posses. E como a utilização de crédito implica o pagamento de taxas de juros altas, o seu uso frequente é um sinal de que estará a ficar endividado.

Viver acima das suas possibilidades
Quem vive acima das suas possibilidades está a caminho do endividamento. Se está a tentar manter um estilo de vida para o qual não tem dinheiro, estará a gastar as suas poupanças, ou então, a usar dinheiro de que não tem. Seja qual for o caso, é um caminho que apenas tem um destino: o endividamento.

Recorrer a empréstimos
empréstimos que se tornam quase obrigatórios. Comprar uma casa, um carro, ou uma situação de saúde urgente. E se a taxa de esforço for adequada, esses empréstimos são facilmente geridos. O problema é quando se começa a recorrer a empréstimos para outras situações. Tecnologia, mobiliário, viagens, roupas, etc. Quando isto acontece consecutivamente, é sinal de que poderá vir a ficar endividado.

Priorizar pagamentos
Um dos sinais mais fortes de que estará a ficar endividado é quando tem de priorizar os seus pagamentos mensais, devido ao facto dos rendimentos disponíveis não serem os suficientes para pagar as suas responsabilidades.

Recusa de um empréstimo
Os bancos centrais de cada país, como é o exemplo do Banco de Portugal, tem um histórico financeiro de cada pessoa. Quando este histórico é irregular, isso significa que essa pessoa tem gerido de forma inadequada as suas contas, podendo já ter situações de cheques “carecas”, dívidas não pagas, ou empréstimos em situação de incumprimento, entre outras. Por isso, se vir recusado um pedido de empréstimo, isso significa que tem administrado mal o seu dinheiro, estando por isso a um pequeno passo do sobreendividamento, ou mesmo da bancarrota.

Saiba qual o melhor cartão de crédito para si

A escolha do cartão de crédito pode até parecer um processo fácil, devido às inúmeras opções que o mercado oferece. Mas, nem sempre é tão simples, antes de fechar negócio, deve tomar alguns cuidados que podem evitar futuras dores de cabeça. Para o evitar, veja como escolher o melhor cartão de crédito para si.

Existe uma oferta muito diversificada de cartões de crédito e os pormenores só se conhece quando assina o contrato, mas há questões que deve responder a si próprio para poder tomar a melhor opção. A ideia é que o cartão seja uma solução para as suas necessidades e não um problema.

Em primeiro lugar, é importante saber que nem todos os cartões de crédito são aceites em todas as lojas. Há estabelecimentos que utilizam apenas o sistema de pagamento Visa e outros o Mastercard,, ou o American Express, embora sejam cada vez mais comuns os espaços a aceitar vários. Se está a pensar utilizar o cartão num estabelecimento comercial em particular, informe-se primeiro.

Fatores como a frequência da utilização esperada do cartão de crédito e a quantias necessárias. Convém saber que utilização espere dar ao cartão para definir o limite de crédito a disponibilizar pelo banco. Mas certifique-se que corresponde às suas possibilidades financeiras. Daí o conselho recorrente de começar por um plafond de crédito baixo.

Saber os prazos de pagamento que terá para liquidar as despesas efetuadas com o cartão de crédito, também é muito importante. Deve prestar atenção neste ponto. O melhor cartão de crédito para si será aquele que lhe oferece um prazo mais alargado sem juros. Normalmente, variam entre os 20 e os 50 dias, e não são cobrados juros para pagamentos mensais da totalidade do saldo.

Atualmente, já há várias instituições financeiras que oferecem cartões de crédito sem anuidade e até incluem diversos benefícios aos cartões, desde acumulação de pontos para serviços ou produtos, cashback, milhas para viagens, até descontos em combustíveis. É uma questão de escolher qual será a combinação mais vantajosa para si, de acordo com o seu perfíl de consumidor.

Tendo em conta todas estas questões, poderá ter reduzido o leque de escolha de um cartão de crédito, por entre as imensas ofertas das entidades financeiras.

Saiba também qual o melhor dia para fazer compras com cartão de crédito

3 alternativas aos depósitos a prazo

As taxas de juro que os bancos oferecem nos depósitos a prazo têm vindo a cair sucessivamente nos últimos anos, estando já inferior a 1%, longe das taxas superiores a 4,5% de 2011, então os bancos enfrentavam a crise de liquidez. É importante recordar que as mais valias resultantes destes depósitos são taxadas a 28%, o que significa que uma taxa de juro bruta de 1% dá lugar a uma rentabilidade líquida de 0,7%. Por exemplo: um depósito de 10000€ renderá 70€ ao final de um ano. E se considerarmos a taxa de inflação existente, este tipo de depósitos torna-se muito pouco rentáveis.

Em relação aos produtos do Estado, sofreram cortes significativas nas taxas de rentabilidade no último ano, tornando os Certificados de Aforro também pouco rentáveis (elevada probabilidade da taxa de rentabilidade ser inferior a da inflação periódica).

Por isso, neste artigo vou falar-lhe sobre 3 alternativas de aplicações seguras e mais rentáveis do que os tradicionais depósitos a prazo: Certificados do Tesouro, seguros de capitalização e depósitos indexados.

3 OPÇÕES DE INVESTIMENTO COM CAPITAL GARANTIDO

Certificados do Tesouro Poupança Mais
Os especialistas recomendam os Certificados do Tesouro Poupança Mais para investimentos a médio e longo prazo. Apesar de estarem a remunerar uma taxa mais baixa do que no passado, continua a ser uma taxa interessante, tendo em conta o panorama atual das taxas de juros em produtos de capital garantido (por ser do Estado). Apesar de ter a maturidade de cinco anos, os CTPM permitem o resgate a partir do segundo ano. Trata-se de um investimento com taxa crescente durante os cinco anos, ou seja, quanto maior for o prazo da aplicação maior será a sua rentabilidade.

Para além das taxas fixas anuais, no quarto e quinto ano do investimento as taxas podem ser majoradas em função do crescimento real do PIB português.
Saiba mais sobre os CTPM (AQUI)

Seguros de capitalização
Outra alternativa aos depósitos a prazo que tem sido muito incentivada pelas instituições financeiras nos últimos anos, são os seguros de capitalização. Geralmente, funcionam sob a forma de seguro, com uma taxa fixada à partida, ou garantindo uma taxa mínima acrescida de participação nos resultados de um fundo subjacente.

De acordo com a DECO, no último ano, praticamente todos os casos garantem o capital investido. Entre aqueles que permitem a participação nos resultados de um fundo, existem retornos interessantes, com as melhores taxas a rondarem os 4% ao ano.

Apesar destas aplicações gerarem retornos interessantes nos últimos anos e de terem uma fiscalidade vantajosa na hora de resgatar, é preciso ter em atenção as elevadas comissões – de entrega, gestão e resgate antecipado. Ou seja, se investir em seguros de capitalização procure comissões até 1% e invista numa perspetiva de longo prazo.

Quando comparados com os depósitos a prazo, para além de apresentarem taxas de retornos maiores, os seguros de capitalização têm a vantagem de pagar um imposto à saída mais baixo caso mantenha o investimento por mais de cinco ou oito anos. Mas têm a desvantagem, de não terem a garantia de uma entidade externa, isto é, apenas estão protegidos pelas provisões da própria seguradora.

Saiba mais sobre Seguros de Capitalização (AQUI)

Depósitos Indexados
A remuneração destes depósitos está indexada, na maioria dos casos ao mercado acionista, isto é, está sujeita à verificação de algumas condições, tais como, a valorização de um índice bolsista ou de um cabaz de ações. Desta forma, tanto é possível conseguir uma taxa de rentabilidade dos depósitos indexados superior a 10%, como no limite, obter uma rentabilidade nula.

Muitos não permitem o resgate antecipado, e tal como os depósitos tradicionais estão garantidos pelo Fundo de Garantia de Depósitos (até 100 000€).

No último ano, a procura por este produto cresceu 63%, para mais de 277 000 depositantes que, juntos, investiram cerca de 4400 milhões de euros nestes depósitos.

Numa altura em que as taxas de juro atingem mínimos históricos, importa maximizar a rentabilidade das suas poupanças, escolhendo os produtos disponíveis no mercado que melhor se adequam ao seu perfil de risco e que podem ter associado algum benefício fiscal. Neste sentido, o tempo de imobilização do seu dinheiro pode ser a chave para aumentar a rentabilidade dos seus investimentos.

Encerramento de conta bancária

Se pretende mudar de banco ou tem uma conta de depósito à ordem que já não usa, está livre de encerrar a conta bancária antiga a qualquer momento, exceto se tiver sido acordado um período de pré-aviso no contrato.

Independentemente de ser por iniciativa do cliente ou por iniciativa do banco, existem regras que regulam o processo de encerramento de uma conta bancária. Neste artigo, vamos dar-lhe conta dos procedimentos, prazos e custos.

O titular de uma conta de depósito à ordem tem o direito de poder encerrar essa conta em qualquer momento, exceto se tiver sido acordado um período de pré-aviso no contrato celebrado com o banco. O encerramento de uma conta deve ser solicitado formalmente junto da instituição de crédito pelo seu titular.

Se houver uma cláusula no contrato que obrigue as partes, ou uma delas, a precaver a outra da intenção de cancelamento da conta bancária, saiba que há limites para esse pré-aviso. Geralmente, 30 dias, no máximo, quando a iniciativa parte dos titulares. Quando é o banco a tomar a iniciativa de encerrar uma conta, deve avisar o cliente com, pelo menos, 60 dias de antecedência.

Se deixar simplesmente de movimentar a conta bancária e não comunicar ao banco, que pretende encerrar a conta bancária, corre seriamente o risco de receber uma conta em casa para pagar. Mesmo inativa, o banco continua a cobrar comissões de manutenção ou até emissão de cartões e respetivas anuidades, sendo obrigado a assumir a responsabilidade até ao cancelamento efetivo da conta.

No que diz respeito aos custos associados ao processo de cancelamento de conta bancária, quando os consumidores sejam clientes particulares e micro empresas, não acarreta qualquer despesa para o titular. O mesmo já não se pode dizer das contas de depósito de outros grupos de clientes, porém somente nos casos em que as contas bancárias tenham menos de um ano de existência. A estes a instituição financeira pode cobrar comissões de encerramento equivalentes aos custos suportados com a conta.

Finalmente, não se esqueça de cancelar eventuais débitos diretos que tenha associados a essa mesma conta corrente, antes do encerramento, para evitar ser visto como incumpridor das suas responsabilidades.

Contas de títulos – o que são e para que servem?

Quem se inicia no mundo dos investimentos em bolsa tem por vezes a falsa ideia de que a negociação é feita diretamente na bolsa. A compra e venda de títulos tem que ser feita através de intermediários financeiros, que podem ser bancos ou sociedades de corretagem e, para tal, é necessário possuir uma conta de títulos junto de uma destas entidades.

Uma conta de títulos será então a conta através da qual o banco irá receber as suas ordens de compra e de venda, mas também as ordens de subscrição de produtos financeiros. Aqui estarão guardados os seus títulos (ações, obrigações, unidades de participação em fundos de investimento, entre outros) mas serve também caso deseje fazer uma transferência de títulos de outro intermediário financeiro.

A conta de títulos dá-lhe uma grande liberdade no que se refere às operações relativas aos seus investimentos. É uma base essencial para poder usufruir do serviço de homebanking, o que lhe dá a possibilidade de gerir a sua própria carteira de investimentos através de plataformas eletrónicas, transmitindo ordens de bolsa (compra e venda de títulos) mas também se revela fundamental caso queira contratar um serviço profissional de gestão de carteiras ou consultadoria de investimento.

A conta de títulos está associada à sua conta bancária porém possui outro número de conta. Desta forma, caso queira contratar este serviço terá que celebrar um contrato de intermediação financeira e de registo e depósito de valores mobiliários e ser detentor de uma conta à ordem.

Estas contas de títulos, naturalmente, têm custos. Os intermediários financeiros irão cobrar comissões pela prestação dos seus serviços. O preçário com a informação de todos os custos e encargos que podem incidir sobre o investidor deve ser-lhe fornecido antes da celebração do contrato e alterações nos preçários que impliquem um aumento dos custos devem também ser comunicadas pelo intermediário financeiro.

O valor das comissões irá variar consoante o intermediário financeiro que escolha mas vamos ficar a conhecer os tipos de comissões que existem associadas a estas contas.

Comissão de transação de valores mobiliários em mercado: este será o preço que se paga ao intermediário pelo serviço de receção, transmissão e execução da ordem de compra/venda que o investidor dá. Dependendo do intermediário, este valor poderá ser fixo, variável (uma percentagem do valor transacionado) ou ainda um misto destes dois últimos. Dentro desta última vertente há duas possibilidades; alguns intermediários adotam um preçário que define um valor fixo para montantes transacionados até um certo valor e um preço variável caso o montante transacionado seja superior a esse valor, enquanto outros intermediários adotam um preço que inclui uma componente fixa e outra variável (por exemplo, 0,5€+0,05% do montante transacionado). Importa aqui referir que sobre o valor desta comissão irá incidir o imposto de selo à taxa de 4%.

Comissão de registo e depósito de instrumentos financeiros: Esta comissão, também chamada de comissão de custódia ou comissão de guarda de títulos (como é mais vulgarmente conhecida) não é mais que o preço cobrado pelo serviço de registo e depósito dos títulos na conta do investidor. Este custo pode ter um valor fixo ou variável e é geralmente cobrado trismestralmente.

Comissão de emissão de certificado para participação em assembleia-geral: trata-se do valor cobrado pela emissão de um certificado comprovativo da titularidade das ações e, identificando o investidor como detentor de uma percentagem do capital da empresa, possibilita o exercício do direito de voto. Geralmente tem um valor fixo por certificado e ao seu preço acresce o valor do IVA.

Comissão de pagamento de dividendos: O titular de ações de uma empresa irá, a certa altura, receber a sua parte dos lucros da mesma – os dividendos. Estes serão creditados diretamente na conta de títulos do investidor. De cada vez que isso acontece é necessário pagar esta comissão de pagamento de dividendos. Normalmente tem um custo variável e podem incluir ainda despesas de porte e expediente. Sobre este valor irá ainda incidir o IVA à taxa legal.

Comissão de pagamento de rendimento de obrigações: à semelhança do que se passa com os dividendos das ações, esta comissão incide sobre os ganhos relativos às obrigações de que o investidor é titular.

Comissão de transferência de valores mobiliários entres contas: este valor corresponde ao preço cobrado pela transferência dos títulos registados na conta de um investidor para outra. No caso de o investidor possuir uma conta de títulos num intermediário financeiro e decidir mudar para outro, esta comissão não é, geralmente, cobrada pelo intermediário financeiro para onde a conta é transferida (é um custo suportado pela empresa como forma de angariar clientes).